E é assim que a carreira de Ítalo Castro deslancha – sob os olhares de admiração do povo chinês e, claro, com muitas histórias na bagagem
| Ator amazonense faz sucesso em produções cinematográficas na China |
Quando
o talento é nato, nada nem ninguém pode impedir uma carreira que tem
tudo para dar certo. Ainda mais quando a vontade de ser bem sucedido se
junta à coragem de desbravar uma cultura completamente diferente da qual
se está acostumado. E é assim que a carreira do destemido ator
amazonense Ítalo Castro deslancha – sob os olhares de admiração do povo
chinês e, claro, com muitas histórias na bagagem.
No
dia 1º de janeiro de 2012, o amazonense Ítalo Castro deu início a uma
viagem que muita gente sonha em fazer, mas nunca teve coragem: um dia
após seu aniversário, embarcou para Hong Kong, na China, para dar
continuidade ao seu sonho de ser ator. “Faço aniversário dia 31 de
dezembro, e no dia seguinte viajei. Depois de um tempo batalhando no Rio
de Janeiro, decidi desbravar o mercado asiático, depois de ouvir meus
amigos modelos comentando como os brasileiros são queridos por aqui”,
contou.
E,
como quem não tem medo algum, decidiu viajar para um dos lugares mais
populosos do mundo e tentar conquistar seu lugar ao Sol. “É
impressionante a quantidade de gente que tem aqui. Isso foi o que mais
impactou quando cheguei. Parece um formigueiro!”, disse. Mas ele não se
deixou abalar pela distância, pela saudade, pelo idioma totalmente
diferente.
Paixão
“Lembro
de ver um clipe do Michael Jackson e ficar impressionado com os
curta-metragens que ele fazia. Tinha uns 10 anos. Depois que vi, passava
o dia de jaqueta de couro dançando ‘Beat it’, e ainda fazia meus amigos
dançarem comigo”, lembrou o ator, provando que o desejo de atuar vem
desde muito cedo.
Como
muitos pais receosos, os de Ítalo temiam pelo futuro do filho. “Então
tive que fazer uma faculdade ‘normal’. Escolhi Design justamente por me
manter em contato com a arte, que é como me expresso. Cheguei até a
atuar no meio, mas assim que juntei dinheiro suficiente, me mandei para o
Rio de Janeiro”, disse. Lá, sob a tutela do diretor Ramiro Montalvão,
da companhia teatral Terra Brasil, ele se apresentou em diversas
produções, como “A paixão de Cristo”.
Cinema
No
Brasil, ele atua em cinema desde os tempos que morava em Manaus. Em
“Liquidação”, de 2010, atuou como protagonista para o curta dos alunos
do Uninorte. No ano seguinte, quando já morava no Rio de Janeiro, pôde
voltar à terrinha durante dois meses, enquanto filmava “A floresta de
Jonathas”. Este ano, emplacou pappéis de destaque nos filmes bilíngues
“The Sham” e “The Far Flung Star”.
“Queria
muito poder participar da estreia do filme, mas só vou poder voltar ao
Brasil em dezembro. Até lá, continuo lutando e acumulando saudades da
minha terra”, finalizou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário