Manter desde cedo uma dieta equilibrada e rica em cálcio é fundamental para colaborar na prevenção da doença
| As mulheres são mais vulneráveis à ocorrência de osteoporose |
Uma
doença silenciosa, sem sintomas característicos, são particularidades
da osteoporose, um mal que torna a descalcificação dos ossos progressiva
tornando-os frágeis.
Uma
pesquisa recém divulgada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e
Osteometabolismo (Abrasso), revela um dado muito positivo: a população
em geral demonstra possuir um alto grau de conhecimento a respeito da
osteoporose, com destaque para as mulheres.
Os
ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os
35 anos e começa a perda de massa progressivamente , ou osteoporose. O
processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.
Existem
várias causas da doença. As principais são: Menopausa; Idade avançada;
História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais
frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter
diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito
de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.
A
pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira ouviu 1008 mulheres
com idade a partir dos 45 anos das principais regiões metropolitanas do
Brasil; a segunda entrevistou 2002 pessoas em todo o país numa amostra
representativa nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos de
idade.
Estatísticas
recentes apresentadas pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF)
mostram que a doença afeta aproximadamente uma em cada três mulheres
acima de 50 anos, atingindo mais de 200 milhões de mulheres em todo o
mundo. Os homens também sofrem com a osteoporose, já que um em cada
cinco corre o risco de sofrer uma fratura nos ossos.
Prevenção
Um
aliado na prevenção da doença é o consumo regular do leite. No Brasil,
mais de 25 milhões de pessoas apresentam alterações no que se refere à
saúde dos ossos, uma vez que no País ingere-se uma quantidade de cálcio
três vezes abaixo da recomendada - 1000mg/dia – o que aumenta os riscos
de se desenvolver a osteoporose, bem como a incidência de fraturas, o
que reduz a vitalidade e a qualidade de vida, isso porque o nosso corpo
somente demonstra sinais da falta deste mineral ao longo do tempo.
É
importante também estar atento a ingestão de outros nutrientes
importantes para a saúde óssea, como as vitaminas A e D. Pesquisa
realizada no Brasil, apontou que a população ingere apenas 33% das
recomendações diárias de vitamina A e 42% das recomendações diárias de
vitamina D.
Além
de redobrar os cuidados com a alimentação, é necessária a prática de
exercícios físicos. Também é importante evitar o fumo e a ingestão de
bebidas alcoólicas, que contribuem para a perda óssea.
Idosos,
principalmente mulheres pós-menopausa são os que mais correm risco de
desenvolver a doença. Nos idosos, a osteoporose pode levar a
complicações sérias como dores crônicas, dificuldades para locomoção e
diminuição da qualidade de vida.
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