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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Turismo: 95% dos estrangeiros voltariam ao Brasil pela hospitalidade

Os gastos dos visitantes em viagens de negócios e lazer subiram, sendo que, a lazer, atingiram o maior valor no ano passado



Turistas alemães desembarcam no Porto de Manaus, dando início a temporada de cruzeiros na cidade (Divulgação - Agecom)


Os estrangeiros que visitaram o Brasil em 2014 pretendem voltar ao país não apenas pelo sol e as belezas naturais, mas principalmente pela forma acolhedora e simpática com que foram recebidos. Pesquisa feita pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre o perfil do viajante estrangeiro que visitou o país no ano passado revela que 95,1% dos turistas estrangeiros voltariam ao país. Foram ouvidos 44.080 pessoas, mais de 10 mil turistas apenas durante a Copa do Mundo, em 15 aeroportos brasileiros e dez fronteiras terrestres.
A cidade onde a avaliação de hospitalidade teve grande destaque foi Belo Horizonte. Segundo a pesquisa, a acolhida dos mineiros foi bem avaliada por 97,6% dos turistas. Na sequência veio a gastronomia (97,5%). O levantamento revelou ainda que os argentinos continuam sendo os principais visitantes. Em 2014, 1,7 milhão conheceu as belezas do país. Em segundo lugar ficaram os norte-americanos, com 656,8 mil visitantes e, em terceiro, os chilenos, com 336,9 mil. Ao todo, 6,4 milhões de estrangeiros visitaram o Brasil.
A maioria dos turistas estrangeiros que esteve no Brasil em 2014 foi à procura de lazer: 54,7%. As viagens de negócios (21,9%) vieram em segundo lugar e a visita a amigos e parentes (20,9%) em terceiro. Eventos esportivos e musicais também chamam a atenção dos estrangeiros. Ao sediar a Copa do Mundo e eventos como o Rock in Rio e os Jogos Olímpicos, o país tende a se destacar e se tornar um destino cada vez mais desejado pelos estrangeiros”, afirmou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves.
Os gastos dos visitantes em viagens de negócios e lazer subiram, sendo que, a lazer, atingiram o maior valor no ano passado. Em 2014, o gasto médio por dia nessas viagens foi US$ 86,96, contra US$ 68,55. No caso de visita de negócios, o aumento foi menor. Em 2013, os turistas gastaram US$ 102,18 e no ano passado, US$ 103, 06. Em Brasília, o gasto médio diário com lazer, por pessoa, foi o maior do país: US$ 139,91. Os gastos nas viagens a negócios foram maiores em São Paulo, com US$ 160 por dia.
A cidade preferida pelos estrangeiros foi o Rio de Janeiro. São Paulo aparece entre os três destinos mais visitados, ganhando posições ocupadas tradicionalmente por Florianópolis e Foz do Iguaçu (PR). Em 2014, 45,2% dos estrangeiros que visitaram o país a lazer estiveram no Rio de Janeiro, 19,4% em São Paulo e 14,6% em Florianópolis.


Agência Brasil

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maioria dos domicílios tem acesso à internet por meio de telefones móveis no Amazonas, aponta pesquisa do IBGE

A pesquisa mostrou, ainda, que no Amazonas 81,8% dos domicílios utilizavam a internet de banda larga móvel, que fornece acesso de alta velocidade e sem fio à dispositivos portáteis, superando o uso de banda larga fixa (51,7%) em 2013.

Adicionar No Amazonas, 39,6% dos domicílios utilizam internet apenas por telefone móvel ou tablet (Lucas Silva)



A pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontou que a região norte apresentou o maior percentual de domicílios que utilizavam o telefone móvel para acesso à internet (75,4%), superando os usuários que navegam através do microcomputador (64,8%) em 2013. No Amazonas, 39,6% dos domicílios utilizam internet apenas por telefone móvel ou tablet, enquanto 11,1% utilizam por meio de microcomputadores. 
A utilização do microcomputador como único equipamento para acesso à Internet prevalece na maioria dos domicílios dos Estados brasileiros. As exceções foram Sergipe (28,9%), Pará (41,2%), Roraima (32,0%), Amapá (43,0%) e Amazonas (39,6%), onde o acesso feito exclusivamente pelo telefone móvel celular ou tablet superou o do microcomputador.
Rondônia apresentou o maior percentual de acesso exclusivo por meio de microcomputador (61,1%), enquanto Santa Catarina teve a menor proporção de acesso exclusivo por telefone móvel celular ou tablet (5,0%).
A pesquisa mostrou, ainda, que no Amazonas 81,8% dos domicílios utilizavam a internet de banda larga móvel, que fornece acesso de alta velocidade e sem fio à dispositivos portáteis, superando o uso de banda larga fixa (51,7%).
Em 2013 apenas 2,3% (725 mil) dos domicílios de todo o Brasil com Internet possuíam exclusivamente a conexão discada. A banda larga estava presente em 97,7% (30,5 milhões), sendo que, destes, 77,1% (24,1 milhões) conectavam-se em banda larga fixa e 43,5% (13,6 milhões) em banda larga móvel. Em 23,0% (7,2 milhões) dos domicílios existiam as duas modalidades de conexão.
Sinal de TV digital
Com 37,8% o Amazonas possuía o maior percentual de domicílios com recepção de sinal digital de televisão aberta, melhor posição entre os Estados das Regiões Norte, Nordeste e Sul. Inclusive acima da média nacional que foi de 31,2%
O menor percentual foi registrado na Região Sul (26,2%). Considerando-se os domicílios com televisão, o Distrito Federal (49,3%), São Paulo (43,0%) e Rio de Janeiro (40,3%) apresentaram os maiores percentuais de recepção de sinal digital de televisão aberta, enquanto Alagoas (13,7%), Maranhão (13,1%) e Tocantins (11,8%), os menores. 

 A critica.com

terça-feira, 14 de abril de 2015

Casos de dengue no Brasil aumentam 240% no primeiro trimestre do ano

De janeiro até 28 de março, um total de 132 pessoas morreram em decorrência da doença, número 29% maior que o de 2014 durante o mesmo período

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (Agência Brasil)



O número de casos de dengue no País este ano, até o dia 28 de março, aumentou 240,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Até 28 de março, foram registrados 460,5 mil casos, contra 135,3 mil registrados no primeiro trimestre de 2014, conforme balanço divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde. Na região Norte, foram mais de 19,4 mil casos.

O balanço informa que, até 28 de março, 132 pessoas morreram em decorrência da doença, número 29% maior que o de 2014, quando foram 102 as mortes, no mesmo período. Os casos graves também aumentaram: 235 este ano, o que representa aumento 39,1% na comparação com 2014, quando foram registrados 169, também até 28 de março.
Segundo os dados da pasta, a Região Centro-Oeste apresenta maior incidência, com 393,3 por 100 mil habitantes (59.855 casos), nos primeiros três meses do ano. Em seguida, vêm as regiões Sudeste, com 357,5 por 100 mil habitantes (304.251 casos); Norte, com 112,4 por 100 mil habitantes (19.402 casos); e Nordeste, com 91,2 por 100 mil habitantes (51.521 casos). A Região Sul, com 88,8 por 100 mil habitantes (25.773 casos), é tradicionalmente a que tem menor incidência da dengue.
São João do Caiuá, no Paraná, com 16.760 casos de dengue por 100 mil habitantes, foi o município com maior número de doentes por habitante, no primeiro trimestre de 2015. Em seguida vieram quatro municípios do estado de São Paulo: Trabiju, com 14.303 por 100 mil habitantes; Paraguaçu Paulista, com 13.738 por 100 mil habitantes; Estrela D’Oeste, com 11.513 por 100 mil habitantes e Florínia, com 9.039 por 100 mil habitantes.
ALINE LEAL/AGÊNCIA BRASIL

 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Rejeição a Dilma e governo chega a 64% em março, diz CNI/Ibope

Avaliação ruim/péssima do governo da presidente Dilma Rousseff era 27% em dezembro do ano passado, ante do início da segunda gestão 

Números correspondem a péssimo cenário político e econômico do País (Divulgação)



A avaliação ruim/péssima do governo da presidente Dilma Rousseff disparou para 64 por cento em março, ante 27 por cento em dezembro, em meio à piora no cenário político e econômico e ao escândalo envolvendo a Petrobras, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º).
Ainda de acordo com o levantamento, 12 por cento avaliam o governo como ótimo ou bom, contra 40 por cento em dezembro. A pesquisa, contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou ainda que 23 por cento avaliam o governo como regular, ante 32 por cento em dezembro.
Já a aprovação da maneira de governar da presidente desabou para 19 por cento, contra 52 por cento em dezembro, enquanto a desaprovação foi a 78 por cento, ante 41 por cento.
O levantamento mostrou ainda que 24 por cento dos entrevistados confiam em Dilma, contra 51 por cento que confiavam nela em dezembro, e 74 por cento não confiam, ante 44 por cento. O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 21 e 25 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
JEFERSON RIBEIRO (REUTERS)


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Risco de dengue cresce por mudanças no clima e urbanização, revela pesquisa

Pesquisa da Universidade das Nações Unidas descobriu que a dengue, transmitida pela picada de mosquitos e que pode levar à morte, está se movimentando


Os novos mapas ilustram a expansão e a contração da vulnerabilidade à dengue durante o ano (Arquivo AC)




Grandes partes da Europa, do oeste e do centro da África e da América do Sul enfrentam a ameaça de surtos de dengue devido a mudanças climáticas e maior urbanização, de acordo com os primeiros mapas da vulnerabilidade à doença divulgados nesta terça-feira.

Pesquisa da Universidade das Nações Unidas descobriu que a dengue, transmitida pela picada de mosquitos e que pode levar à morte, está se movimentando, e os mapas que indicam as áreas vulneráveis são uma ferramenta para ajudar a prevenir surtos.
"Mudanças no clima podem resultar num aumento da exposição e representar uma ameaça grave a áreas que não sofrem com a dengue endêmica no momento”, disse o relatório.
Os pesquisadores afirmaram que, à medida que o planeta aquece, a dengue pode alcançar grandes porções da Europa e regiões montanhosas da América do Sul, áreas hoje muito frias para abrigar os mosquitos durante o ano inteiro.
A previsão é que a doença também pode se espalhar nas regiões central e ocidental do continente africano, onde o saneamento básico e o serviço de saúde são insuficientes.
Os novos mapas ilustram a expansão e a contração da vulnerabilidade à dengue durante o ano, mostrando os locais críticos e onde o vírus pode se tornar perigoso. Assim, os países poderiam fazer o monitoramento.
"Vimos em relação ao Ebola que neste mundo globalizado em que vivemos doenças infecciosas podem viajar”, disse Corinne Schuster-Wallace, pesquisadora da Universidade das Nações Unidas, à Thomson Reuters Foundation, por telefone, do Canadá.
"As condições dessas doenças são dinâmicas, e, uma vez que estamos mudando o nosso padrão social e ambiental, a distribuição global de doenças como a dengue vai mudar.”
Embora os mapas não tenham sido feitos para prevenir surtos, ela disse que se os mosquitos e o vírus chegam em áreas vulneráveis, a dengue pode se tornar endêmica nesse lugar.
Não há vacina para a dengue, doença que mata um número estimado de 20 mil pessoas por ano e infecta até cem milhões, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
No entanto, alguns especialistas afirmam que o número de pessoas infectadas por ano pode ser mais de três vezes a estimativa da OMS.
O atual método para combater a dengue é a fumigação dos locais de reprodução dos mosquitos.
REUTERS

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vox Populi mostra Marina Silva com 42% e Dilma Rousseff com 41% no segundo turno

Segundo a pesquisa, publicada no site da revista Carta Capital, Dilma lidera no primeiro turno com 36% das intenções de voto, ante 28% de Marina e 15% de Aécio Neves, do PSDB

Dilma e Marina estão a caminho do segundo turno (Paulo Whitaker/ Reuters)



Pesquisa Vox Populi divulgada nesta quarta-feira (10) mostrou a ex-ministra Marina Silva (PSB) com 42% contra 41% da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro.

Segundo a pesquisa, publicada no site da revista Carta Capital, Dilma lidera no primeiro turno com 36% das intenções de voto, ante 28% de Marina e 15% de Aécio Neves, do PSDB.
O levantamento é o primeiro do instituto Vox Populi para a revista Carta Capital desde a entrada de Marina na corrida presidencial no lugar de Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo em agosto.
O Vox Populi entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 8 e 9 de setembro, em 147 municípios do país. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
(POR PEDRO FONSECA (REUTERS)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Vacina contra dengue tem eficácia de 60,8%, mostra pesquisa

No Brasil, 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste já foram vacinados. Vacina está em fase de testes


A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (Agência Brasil)



Depois de 20 anos em desenvolvimento, a vacina contra a dengue em estágio mais avançado no mundo chegou à etapa final mostrando eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença. Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram  dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.
Segundo Sheila Homsani, gerente do Departamento Médico da Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela vacina, o estudo está concluído e agora os dados serão consolidados para o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que possa ser comercializada no Brasil e, eventualmente, ser incorporada à rede pública. A expectativa é que demore cerca de um ano para o registro sair.
Em etapa anterior, feita na Ásia, a pesquisa havia mostrado eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave. Agora, na última etapa, a vacina foi testada no Brasil, em Honduras, no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste foram vacinados.
A imunização e o acompanhamento foram feitos de junho de 2011 a abril de 2013. O laboratório, no entanto, vai acompanhar por mais cinco anos os imunizados.
Segundo Sheila Homsani, os resultados estão acima das expectativas da Organização Mundial da Saúde, que pretende reduzir em 50% a mortalidade por dengue até 2020.
A dengue é considerada questão de saúde pública brasileira e é doença endêmica de cerca de 100 países. De 1º de janeiro a 19 de julho deste ano, o Ministério da Saúde notificou 688.287 casos da doença e 554 mortes.

ALINE LEAL (AGÊNCIA BRASIL)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pesquisa mostra que 56% dos homens já foram agressivos com a companheira

Além disso, estudo revela que a mulher ainda é vista como responsável pelo trabalho doméstico, já que 89% dos homens não aceitam que a esposa não mantenha a casa em ordem

Cerca de 35% dos homens desconhecem parcialmente ou totalmente sobre a Lei Maria da Penha
Cerca de 35% dos homens desconhecem parcialmente ou totalmente sobre a Lei Maria da Penha (ACRITICA/AC)
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (29) elaborada pelo Data Popular a pedido do Instituto Avon revelou que 56% dos homens já tiveram atitudes que caracterizam violência doméstica contra suas parceiras. Para fazer a pesquisa foram entrevistados 995 homens e 505 mulheres a partir de 16 anos em 50 municípios das cinco regiões do país.

A pesquisa mostrou ainda que 16% dos entrevistados admitem já ter sido agressivos com a companheira. Mas quando listada uma série de atitudes consideradas violentas, é que se chega ao resultado de 56% deles admitindo terem sido agressivos. Entre os itens apontados estão: xingou, empurrou, ameaçou com palavras, deu um tapa, um soco, impediu de sair de casa, arremessou algum tipo de objeto, humilhou em público,obrigou a fazer sexo sem vontade e ameaçou com arma.

Segundo o estudo 53% dos homens entram no casamento com expectativa de felicidade, mas a mesma porcentagem atribui à mulher a responsabilidade pelo sucesso da união. Ainda dentro das expectativas 85% acham inaceitável a mulher ficar alcoolizada 69% não concordam que ela saia com amigos sem sua companhia e 46% consideram inaceitável o uso de roupas justas e decotadas.

O estudo indicou também que a mulher ainda é vista como responsável pelo trabalho doméstico, já que 89% não aceitam que a mulher não mantenha a casa em ordem. Em outro aspecto a pesquisa constatou que 29% dos entrevistados acreditam que o homem só bate porque a mulher provoca e 23% batem porque só assim a mulher "cala a boca", além de que 12% acha que têm razão em bater na mulher caso ela os traia.

De acordo com o estudo o ambiente na infância pode ser o fator influente no comportamento do homem adulto 67% dos agressores presenciaram discussões dos pais quando crianças, enquanto entre os não agressores esse número cai para 47%. Entre os agressores 21% viram violência física e entre os não agressores esse índice cai para 9%.

Quando questionados sobre a Lei Maria da Penha 92% dos homens se disseram favoráveis, mas 35% afirmaram que a desconhecem parcial ou totalmente. A maioria dos homens não entende que a lei atua para diminuir a desigualdade de gênero. Para  37%  as mulheres desrespeitam mais os homens por causa da lei e 81% defendem que os homens também deveriam ser protegidos pela lei.

O presidente da Avon, David Legher observou que a pesquisa mostrou que a sociedade ainda está muito longe de poder dizer que a violência doméstica não existe. Segundo ele a ideia de ouvir homens nesta edição da pesquisa que é feita desde 2009, veio para sentir as impressões do gênero sobre o tema e o resultado impressionou.

"No Brasil a cada quatro minutos uma mulher é vítima de violência doméstica e a cada minuto uma morre em função disso. Temos que erradicar esse comportamento da sociedade. A pesquisa mostra que a mulher acha normal que isto aconteça. O primeiro passo é a mulher acordar desta situação. Tem que perceber e contar esta história para alguém", ressaltou.

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, destacou que o poder público não tem condições de enfrentar esta realidade sozinho e para acabar com a violência contra as mulheres é necessário que os movimentos sociais e empresas participem.

“As parcerias com empresas e movimentos sociais são uma determinação do Governo Federal. Temos que aproveitar e transformar isto em políticas pública, porque neste momento se  reconhece a existência do fenômeno. E estas políticas públicas devem reverter de fato estes dados”.
O fato de muitas atitudes violentas serem consideradas normais pelos homens e nem serem lembradas por eles é cultural e patriarcal, como se fizesse parte do contrato do casamento. Eleonora lembrou que até dez anos atrás as feministas ficavam isoladas sem conseguir mostrar essa realidade.

“No governo de Luiz Inácio Lula da Silva as políticas ficaram mais sérias e punitivas. O machismo existe e temos que mudar essa sociedade sexista. Nas novas gerações já há mudanças de comportamento”.

A ministra disse não ver muitas mudanças entre os homens adultos. “Depende do meio em que vive, a cultura em que está envolvido, mas acredito que estamos no caminho certo porque a sociedade está inteiramente mobilizada. Esta mudança de mentalidade é para mim os maiores desafios. Devem ser feitas campanhas acesso maior das mulheres à informação, acolhimento maior e julgamentos exemplares”, explicou.

AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Farinha alavanca o preço da Cesta Básica em Manaus

O item teve um incremento de (18,98%). No último mês, os alimentos custaram R$ 328,49, valor R$ 14,31 maior que em fevereiro, quando os mesmos itens puderam ser adquiridos por R$ 314,18. Os números deram a Manaus o status de 3ª cidade do país onde os alimentos são mais caros

Farinha é o alimento base da cultura alimentar amazônica. O quilo chega a R$ 9
Farinha é o alimento base da cultura alimentar amazônica. O quilo chega a R$ 9 (Winnetou Almeida)
Não é de hoje que o consumidor manauara comenta os altos preços cobrados pelo quilo da farinha. Mas, nesta segunda-feira (8) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) comprovou por meio de pesquisa o aumento no valor da iguaria. De acordo com o Dieese, a farinha teve um incremento mensal de (18,98%), com relação ao mês de fevereiro.

O produto foi o que mais contribuiu para o salto de 4,55% no valor da Cesta Básica em Manaus. Em março, os alimentos custaram R$ 328,49, valor R$ 14,31 maior que em fevereiro, quando os mesmos itens puderam ser adquiridos por R$ 314,18. Os números deram a Manaus o status de 3ª cidade do país onde os alimentos são mais caros.

A banana também deu sua parcela de contribuição para a elevação do preço da cesta, ela teve um aumento de (14,62%), seguida pelo feijão (10,9%), óleo (5,36%), tomate (4,56%), açúcar (4,14%), café (1,4%), pão (0,12%) e da carne (0,65%).

JOELMA MUNIZ

sábado, 2 de março de 2013

Nível de mercúrio nos rios da Amazônia é alvo de pesquisa

Trabalho será realizado entre o Inpa e outras instituições por meio de uma cooperação científica, nas bacias dos rios Negro e Madeira, Tocantins, Branco e Tapajós

Ribeirinho mosra um peixe capturado no rio Madeira, onde serão realizados os trabalhos
Ribeirinho mosra um peixe capturado no rio Madeira, onde serão realizados os trabalhos (Arquivo A Crítica)
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) discute cooperação para participar de um projeto sobre o desenvolvimento de biomarcadores de toxidade do mercúrio em cinco rios da bacia Amazônica. Os detalhes da cooperação foram debatidos em reunião que aconteceu no fim da tarde dessa quarta-feira (20), na sede da entidade, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus.

O projeto, que conta com a participação das Universidades de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/Goiás), foi financiado pela Energia Sustentável do Brasil por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (P&D/ANEEL).

De acordo com Ézio Sargentini, pesquisador representante do Inpa na cooperação, a área de atuação será nas bacias dos rios Negro e Madeira, Tocantins, Branco e Tapajós. Segundo o pesquisador, a cooperação científica já foi firmada.

“Todos nós chegamos a um acordo, faltam apenas questões jurídicas. Nessa parceria vamos atuar de várias formas, tanto no conhecimento e tecnologia como na troca de informações entre as instituições”, disse.

Trabalhos

Os estudos baseiam-se na criação de mecanismos de vigilância toxicológicos associados ao mercúrio para garantir a saúde da população ribeirinha.

“A ideia é encontrar biomarcadores que possam refletir alterações no ambiente em curto espaço de tempo e a partir daí criar índices de vigilância que poderão ser adotados em novos empreendimentos hidrelétricos no setor na região amazônica”, explica o pesquisador da UnB, Luiz Fabrício Zara.

Ainda de acordo com Zara, a pesquisa irá utilizar um novo biomarcador para medir os níveis de mercúrio em diferentes amostras.

“Para o desenvolvimento desse novo biomarcador iremos utilizar uma tecnologia chamada de Metalômica, que é onde você separa as suas proteínas e busca depois possíveis metaloproteínas (proteínas que contém um ou mais íons metálicos em sua estrutura). É uma interface entra biologia e a química analítica. Com isso iremos trabalhar com amostras de peixe e leite materno”.

A escolha do peixe, segundo o pesquisador, está diretamente relacionada à cadeia alimentar.

Antes do peixe ser consumido, ele já acumulou - por meio da biomagnificação e bioacumulação -, um alto teor de mercúrio em sua estrutura, podendo assim apresentar uma ameaça para a população que o consome. 

Se tornando um bioindicador, as proteínas do peixe serão extraídas e separadas em busca da maior ligação de proteínas com o mercúrio.

“A outra fonte, direcionado para o leite materno, é devido à necessidade de aprofundarmos esse conhecimento do mecanismo de transferência desse metal, que é neurotóxico, via o leite. O potencial de toxidade nessa primeira fase da vida criança é grande”, alerta o pesquisador.

Após o consumo do peixe pelo homem, o mercúrio presente na espécie pode atacar o sistema nervoso central. Os sintomas podem ser reconhecidos com tremores, perda de visão periférica, de olfato, de paladar e em alguns casos, levar a morte.
“Por isso é importante entender a dinâmica do mercúrio associada à expansão do setor hidrelétrico”, conclui Zara



ACRITICA


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estudo traz esperança de controle de debilidade de vasos sanguíneos

Cientistas conseguiram decodificar integralmente processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos

Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo
Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo (Reprodução/Internet)
A fragilidade de vasos sanguíneos é um problema que causa grande número de distúrbios, tais como doenças cardíacas, crescimento e disseminação do câncer, inflamações e doenças respiratórias.  Um importante passo para reverter o quadro de vazamento de vasos sanguíneos foi dado por uma equipe de pesquisadores liderada por cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

O grupo de cientistas decodificou inteiramente o processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos. A descoberta, publicada no Journal of Cell Biology, sugere que diversos agentes, já em fase de testes para outras doenças, podem reverter a debilidade dos vasos.
“Agora que já entendemos bem mais sobre o processo que leva à debilidade dos vasos sanguíneos, podemos começar a tentar intervir de uma forma eficiente e isso é muito estimulante”, diz o principal pesquisador do estudo, o presidente do Departamento da Biologia do Câncer da Clínica Mayo de Jacksonville, Panos Anastasiadis.

Dr. Panos Anastasiadis
 
Os médicos têm tentado regular esse processo em casos de câncer, através do uso de inibidores do VEGF (fator de crescimento vascular endotelial), tais como o Bevacizumabe, mas esses medicamentos não são tão eficazes como poderiam ser, se outras partes do processo também fossem inibidas, diz Anastasiadis.

A equipe de pesquisa, liderada por Panos Anastasiadis e Arie Horowitz, da Fundação Clínica de Cleveland, descobriu que o VEGF é uma de duas moléculas diferentes que afetam, em algum ponto, uma proteína-chave, a Syx, para regular a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

“Agora temos novos cursos de ação, tanto para ampliar a pesquisa básica sobre o vazamento dos vasos sanguíneos, como para descobrir um potencial tratamento clínico”, afirma o pesquisador.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, da Escola de Medicina Dartmouth e da Universidade Case Western Reserve também contribuíram com o estudo.

A pesquisa foi financiada por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, da Fundação Hitchcock e da Escola de Pós-Graduação Mayo, e ainda por uma Subvenção do Desenvolvimento de Cientistas da Associação Americana do Coração.


ACRITICA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Árvores mortas no Amazonas não são devidamente contabilizadas no balanço de carbono

Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo cientista Jeffrey Chambers, do Laboratório Nacional de Berkeley (EUA), revelou que entre 9,1 a 16,9% da mortalidade de árvores no Amazonas é omitida

A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)
A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) (Divulgação / Inpa)
Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo cientista Jeffrey Chambers, do Laboratório Nacional de Berkeley (EUA), revelou que entre 9,1 a 16,9% da mortalidade de árvores no Amazonas é omitida em análises convencionais, que são baseadas apenas em inventários florestais. Na prática, segundo o estudo, árvores mortas não são devidamente contabilizadas no balanço de carbono.

A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O estudo foi liderado pelo pesquisador Jeffrey Chambers e teve como co-autores  Niro Higuchi, Alan Di Vittorio, Robinson Negron-Juarez, Daniel Marra, Joerg Tews, Dar Roberts, Gabriel Ribeiro e Susan Trumboree. Destes, cinco pesquisadores são ligados ao curso de pós-graduação em Ciências de Florestas Tropicais (CFT) do Inpa.

O artigo é baseado em estudos realizados em uma área de mais de 1500 km2 nas proximidades de Manaus (AM) e combinou imagens de satélite de uma série histórica de mais de 20 anos e trabalhos de campo. Com as informações foi desenvolvido um modelo de simulação.

A finalidade era aumentar o que os cientistas chamam de “grau de perturbação” em termos de mortalidade da queda de uma árvore individual a uma grande clareira provocada por uma tempestade, como a que ocorreu em 2005 na Amazônia.

De acordo com o artigo os estudos demonstraram que “para entender o papel da floresta amazônica nas trocas gasosas entre biosfera e atmosfera, as informações precisam ter escala espacial e temporal e não há como entender este papel sem a combinação de trabalhos de campo e sensoriamento remoto”. O artigo menciona também que as imagens de satélite cobrem grandes áreas, mas não oferecem a precisão necessária; ou seja, os trabalhos de inventário têm precisão, mas não tem escala (espacial).

Mudanças

Para o pesquisador do Inpa, Niro Higuchi, a região precisa se preparar para possíveis mudanças no ambiente. “Diante das mudanças climáticas globais, a Amazônia tem que se preparar para as devidas adaptações. Para isto, é preciso dimensionar as vulnerabilidades da região, quando submetida a eventos catastróficos como tempestades severas e secas prolongadas, além das intervenções antropogênicas (humanas)”, afirmou.

Ainda segundo os autores do artigo, “como é bem provável que as mudanças climáticas pretéritas continuem causando tempestades e secas cada vez mais intensas no presente e no futuro, o entendimento dos seus efeitos sobre as florestas tropicais se torna imprescindível”.

Com informações da Ascom.

domingo, 27 de janeiro de 2013

A jornada dos peixes-bois no Solimões

Cinco animais que foram reintroduzidos à natureza há dois meses continuam sendo monitorados

Há dois meses acompanhei, a convite da Petrobras Ambiental e do Instituto de Pesquisa Mamirauá, a soltura de cinco peixes-bois que viveram quase toda a sua vida em cativeiro. Resgatados em diferentes circunstâncias (leia a história aqui) e condições dramáticas, os animais tiveram uma nova chance de viver a partir dos esforços dos moradores das comunidades ribeirinhas localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã e dos pesquisadores do Instituto Mamirauá.

Fiquei três dias hospedada em um barco de linha à beira do Lago Amanã, afluente do rio Solimões, na divisa dos municípios de Tefé e Maraã. Foi a oportunidade que tive para conversar com os moradores das comunidades e com os cientistas e profissionais que eram verdadeiros “pais e mães” dos peixes-bois.

Havia dois grupos de peixes-bois. Em um deles estavam os cinco animais prestes a seguir na nova jornada pelas águas que ficavam em um curralzinho no meio da água (tem foto neste texto). Desta forma, eles iam se acostumando com o habitat natural.
Outros dois peixes-bois, mais ou menos filhotes, diria adolescentes (Japurá e Helena), permaneciam na piscina artificial, se alimentando de vegetação aquática e leite com vitaminas. O momento da mamada era uma ternurinha só. Até eu, não muito dada a tatibitatis e guti-gutis, fiquei enternecida. 

O pessoal do Mamirauá desenvolveu uma mamadeira própria que permite o animal beber o leite dentro d´água. Um invento muito apropriado porque, desta forma, a  se assemelha à mamada natural no seio da mãe.


Lágrimas
 
Agora eu vou falar. Me deu vontade de chorar enquanto testemunhava os preparativos da soltura. Ficava enchendo o saco dos moradores das comunidades que colaboravam com os pesquisadores. “Mas e se eles se perderem? Se eles não quiserem ser soltos? E se ele não se acostumarem com a nova vida? Se eles forem mortos”? Fiz essas perguntas meios tola até para a Míriam Marmontel, projeto de Conservação de Vertebrados Aquáticos (Aquavert) do Instituto Mamirauá.

Eu não tive muitas respostas para essas perguntas emocionadas e um tanto piegas. Na verdade, eu sabia que ninguém me responderia mesmo. Nem os cientistas. Todos estavam muito concentrados, preocupados para que tudo desse certo. 

Claro que todos sabiam que, ao longo de quatro anos, os trabalhos para ajudar os animais na reabilitação foram extremamente sérios e realizados com modelos científicos avançados. Os esforços para elaborar uma tecnologia de monitoramento foram brilhantemente executados.
Mas volto a afirmar. Me deu dó. Quando entrevistei uma das moradores da comunidade fiquei novamente com os olhos lacrimejantes. Ela estava feliz, mas com o coração apertado (foi a expressão que usou), pelo medo de ter feito “um trabalho em vão”. “Sabe, eu preferia que eles continuassem aqui com a gente”, comentou ela, pedindo para que essa declaração não fosse publicada na matéria que fiz para o Jornal A Crítica na época.

No momento da soltura, num sol à pino de agosto, uma hora da tarde, aquela expectativa. Quase uma hora no cercado de contenção para uma última adaptação. 

Lembro que comentei com a Tatiane, assessora de imprensa da Petrobrás Ambiental (que patrocina o projeto do Instituto Mamirauá): “E se eles não quiserem sair?”. Por isso não foi muita surpresa para mim quando, realmente, a gente esperou, esperou, aguardou e nada.
Os animais continuaram circulando no cercadinho. Horas, muitas horas depois eles começaram a fazer o reconhecimento. Descobriram que poderiam navegar mais longe, explorar outras áreas.

Finalmente, no início da noite, o último dos cinco peixes-bois se atreveu a sair do cercado, para a felicidade (e, acredito eu, para a tristeza também) de quem durante todos esses anos trabalharam para que estes animais soubessem o que é viver em liberdade


Notícias
 
De vez em quando eu pergunto do Augusto Rodrigues, assessor de imprensa do Aquavert, cuja sede é em Tefé, as últimas notícias dos peixes-bois.

No final de agosto, logo após a soltura, o Augusto me enviou o seguinte email:
“A última informação que tive sobre a telemetria dos peixes-boi é que eles ainda estão no igarapé do Juá Grande, mas não estão nadando juntos. O Alagoilton é mais difícil de saber, já que não dá pra vê-lo debaixo d'água”. 

No final de setembro, recebi este outro email, mais detalhado:

“Eles continuam sendo monitorados por duas equipes, nos turnos da manhã e da tarde. As equipes estão conseguindo localizar os bichos. Em alguns dias, os animais estão todos juntos, noutros ficam dispersos. Benguela, a única fêmea, costuma nadar ao lado de Negão (eles já foram localizados no lago Amanã, bem perto do Centrinho). Os animais estão se movimentando bastante, mas ainda não percorreram uma grande área. A expectativa é que eles passem o período da seca na área do lago Amanã e que, na cheia, acompanhem a migração natural dos peixes-boi para a região de Mamirauá”.

Nesta semana, o Augusto me falou que o Instituto Mamirauá fará um sobrevoo para tentar localizar o Jovenal. São essas as notícias. Vamos torcer para que o futuro de Piti, Negão, Alagoilton, Jovenal e Benguela  seja de liberdade nas águas amazônicas.

* As fotos aqui publicadas são da veterinária Carolina Oliveira. Na primeira foto, o charme de Benguela. A segunda mostra o Centro de Reabilitação de Peixes-Bois Amazônicos, o Centrinho, localizado no meio do Lago Amanã, afluente do rio Solimões. 

Blog Elaize Farias

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pesquisa faz alerta para saúde dos ossos em prevenção à osteoporose

Manter desde cedo uma dieta equilibrada e rica em cálcio é fundamental para colaborar na prevenção da doença

As mulheres são mais vulneráveis à ocorrência de osteoporose
As mulheres são mais vulneráveis à ocorrência de osteoporose (Divulgação)

Uma doença silenciosa, sem sintomas característicos, são particularidades da osteoporose, um mal que torna a descalcificação dos ossos progressiva tornando-os frágeis.

Uma pesquisa recém divulgada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), revela um dado muito positivo: a população em geral demonstra possuir um alto grau de conhecimento a respeito da osteoporose, com destaque para as mulheres.

Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente , ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Existem várias causas da doença. As principais são: Menopausa; Idade avançada; História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.

A pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira ouviu 1008 mulheres com idade a partir dos 45 anos das principais regiões metropolitanas do Brasil; a segunda entrevistou 2002 pessoas em todo o país numa amostra representativa nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos de idade.

Estatísticas recentes apresentadas pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) mostram que a doença afeta aproximadamente uma em cada três mulheres acima de 50 anos, atingindo mais de 200 milhões de mulheres em todo o mundo. Os homens também sofrem com a osteoporose, já que um em cada cinco corre o risco de sofrer uma fratura nos ossos.

Prevenção

Um aliado na prevenção da doença é o consumo regular do leite. No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas apresentam alterações no que se refere à saúde dos ossos, uma vez que no País ingere-se uma quantidade de cálcio três vezes abaixo da recomendada - 1000mg/dia – o que aumenta os riscos de se desenvolver a osteoporose, bem como a incidência de fraturas, o que reduz a vitalidade e a qualidade de vida, isso porque o nosso corpo somente demonstra sinais da falta deste mineral ao longo do tempo.

É importante também estar atento a ingestão de outros nutrientes importantes para a saúde óssea, como as vitaminas A e D. Pesquisa realizada no Brasil, apontou que a população ingere apenas 33% das recomendações diárias de vitamina A e 42% das recomendações diárias de vitamina D.

Além de redobrar os cuidados com a alimentação, é necessária a prática de exercícios físicos. Também é importante evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas, que contribuem para a perda óssea.
Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa são os que mais correm risco de desenvolver a doença. Nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida.

ACRITICA

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ciência deve ajudar cadeia produtiva da castanha

A contaminação está relacionada às condições de armazenamento, secagem e exposição das castanhas à umidade relativa da região, facilitando a ocorrência de aflatoxinas

Fungos além de comprometerem a saúde também ameaçam a cadeia econômica do fruto, na Amazônia
Fungos além de comprometerem a saúde também ameaçam a cadeia econômica do fruto, na Amazônia (Divulgação )

Alimento com alto valor nutricional, rico em selênio, proteínas, vitaminas, e ácidos graxos insaturados, a castanha-do-brasil está com sua cadeia produtiva ameaçada pela contaminação de micotoxinas (toxinas produzidas por fungos) com potencial cancerígeno.
Pesquisadores de várias unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades e instituições de pesquisa, articulados no projeto de pesquisa Micocast, sob a liderança da Embrapa Acre, buscam contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e gerar informações científicas que auxiliem no diagnóstico e controle da contaminação da castanha-do-brasil por essas toxinas.

A informação foi apresentada pela pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Daniela Bittencourt, durante a palestra “Micotoxinas em amêndoas da castanheira-do-brasil”, realizada na programação do 45° Congresso Brasileiro de Fitopatologia, encerrada nessa quinta-feira (23), em Manaus.

A contaminação está relacionada às condições de armazenamento, secagem e exposição das castanhas à umidade relativa da região, facilitando a ocorrência de aflatoxinas (do tipo B1, B2, G1 e G2) em toda a cadeia produtiva da castanha-do-brasil. As aflatoxinas são produzidas principalmente pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, e são potencialmente cancerígenas para o ser humano.

A pesquisadora expôs um panorama da situação de contaminação das amêndoas de castanha-do-brasil, destacando que é um problema que coloca em risco a saúde pública e também compromete a economia da região amazônica, pois o produto que antes era exportado para o mercado europeu passou a ser recusado, diante de medidas mais restritivas da comunidade européia em relação aos níveis tolerados de aflatoxina, o que desencadeou redução de mais de 90% nas exportações, a partir dessas restrições.

“Os lotes contaminados de castanha que não puderam ser exportados passaram a ser redirecionados ao mercado interno menos restritivo, constituindo-se em um risco para a saúde da população brasileira”, informou a pesquisadora.

“Isso não quer dizer que comer castanha necessariamente dá câncer”, esclareceu a pesquisadora Daniela, informando que dependendo da quantidade e frequência do consumo de castanhas contaminadas com aflatoxinas, combinadas com fatores do organismo de cada indivíduo, isso pode tornar propício o desenvolvimento de câncer. 

Outro aspecto citado pela pesquisadora da Embrapa, é que pesquisas mostram que a concentração de aflatoxinas reduz quando se adota boas práticas de beneficiamento. Havendo investimento tecnológico e organização da cadeia produtiva da castanha-do-brasil para se ter um escoamento mais rápido, diminuindo o tempo de armazenamento e adotando melhorias no beneficiamento, o nível de aflatoxina presente nas amêndoas diminuirá.

Exemplo
 
A Bolívia foi citada pela pesquisadora como o país que tem investido em processamento para vender suas castanhas com melhor qualidade que o Brasil, dando um salto nas exportações, que responde por 70% do mercado mundial de castanha, sendo que grande parte de sua produção é comprada do Brasil, que produz de 45 a 60 mil toneladas por ano e emprega 60 mil famílias. Grande parte das castanhas-do-Brasil que deixaram de ser vendidas para o mercado europeu, são vendidas para a Bolívia que as beneficia e  exporta, agregando valor ao produto.

“Estamos perdendo mercado e divisas”, alertou a pesquisadora.
Nesse contexto, a Embrapa vem dando sua contribuição em pesquisas voltadas para a melhoria da cadeia produtiva e da qualidade da castanha-do-Brasil, que é um fonte importante de alimento e também de atividade de produção florestal não-madeireira, na Amazônia.

Pesquisa
 
Um passo importante foi a caracterização da cadeia produtiva para identificar quais etapas eram mais afetadas por altos níveis de contaminação por aflatoxina, isso foi realizado a partir de estudos no Pará e Acre, com participação das unidades da Embrapa nesses estados, por meio do projeto Safenut, realizado de 2006 a 2008, sob coordenação do Centro de Cooperaçao Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), com sede na França. Essa caracterização continua, com a participação da Embrapa, agora nos estados do Amazonas e Amapá, por meio do projeto em rede Micocast, iniciado em 2009 com término para o final de 2012.

Os esforços desse projeto estão direcionados para inovações tecnológicas para o controle da contaminação da castanha-do-brasil por aflatoxinas. Isso inclui estudos epidemiológicos e estudos sobre a diversidade da população dos fungos, além do desenvolvimento de alternativas tecnológicas para aprimorar a secagem de forma mais rápida e eficiente e ainda o desenvolvimento de métodos rápidos e menos onerosos de detecção de fungos produtores de aflatoxinas e micotoxinas na castanha.

Daniela Bittencourt juntamente com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rogério Hanada, pesquisam a diversidade de fungos isolados e identificaram, por meio da biologia molecular, os fungos que mais ocorrem e produzem aflatoxinas nas castanhas. Os resultados parciais mostram diversidade genética elevada desses fungos.

De acordo com ela, os resultados serão importantes para desenvolver uma ferramenta molecular para identificação de fungos do gênero Aspergilus spp. produtores de micotoxinas no fruto. A pesquisadora explicou que atualmente, a técnica oficial de detecção da aflatoxina e outras micotoxinas é a cromatografia, que detecta a toxina, mas não o fungo, não sendo recomendada no monitoramento da cadeia produtiva.

“A identificação precisa destes organismos associada à melhor compreensão dos mecanismos moleculares que desencadeiam a produção de aflatoxinas por Aspergillus spp., possibilitará o desenvolvimento de um método diagnóstico molecular rápido, eficiente e sensível, que não onere demasiadamente o custo final do produto, ao mesmo tempo em que garanta a sua qualidade”, informou a pesquisadora.

ACRITICA