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quinta-feira, 21 de março de 2013

Câncer de mama também atinge homens

Apesar da doença chamar a atenção por ser registrada mais em mulheres, homens também podem ser vítimas do câncer de mama

Homens também podem ser vítimas do câncer de mama
Homens também podem ser vítimas do câncer de mama (Reprodução)
A preocupação com a saúde das mamas não deve ser uma prerrogativa apenas feminina.  O alerta é feito por médicos que apontam a necessidade dos homens também se preocuparem com o câncer de mama que, apesar de mais raro neles, também é uma ameaça real.

Apesar de ser uma doença que pode surgir em qualquer parte do corpo, o câncer afeta mais alguns órgãos do que outros, entre os mais visados estão o pulmão e a mama. Este último é o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e também o mais comum entre as mulheres correspondendo a 22% dos novos casos a cada ano. Segundo dados do INCA, o câncer de mama totalizou 12.852 mortes no ano de 2010.

Ao contrário do que se pensa, o câncer de mama também afeta os homens, apesar de ser mais raro entre o sexo masculino. Dados provenientes do INCA apontam que a proporção entre homens e mulheres é de 1 caso masculino, para cada 100 casos femininos da doença.  Em relação à faixa etária em que essa doença se manifesta nos homens, geralmente é entre os 50 e os 60 anos que o câncer de mama masculino começa a aparecer.

Diferente de muitos casos de câncer mamário feminino, a doença é detectada na maioria das vezes em um estágio mais avançado nos homens. O principal motivo dessa demora no diagnóstico, segundo especialistas, é o preconceito, pela doença ter as mulheres como alvo na grande maioria das vezes, e a falta de conscientização sobre a importância dos exames de rotina.

Entre as principais causas dessa doença nos homens, estão as alterações genéticas, hormonais, alimentação rica em gorduras e excesso de álcool ingerido, além disso, o uso de anabolizantes ou de hormônios também são fatores importantes para o desenvolvimento dessa doença.  

O tratamento do câncer de mama no homem, assim como na mulher, depende do estágio em que o paciente se encontra, depois do autoexame e da mamografia, é efetuada a cirurgia para retirada da mama e, quando necessário, complementa-se com quimioterapia ou radioterapia.

No sexo feminino é possível realizar a reconstrução da mama, que pode ser feita com retalhos de tecidos e implante de prótese mamária. Nos homens essa reconstrução também é possível, afirma Dr. Alderson Luiz Pachecho, cirurgião plástico. “No homem, devido à sua anatomia torácica, não há necessidade de reconstrução do volume e as técnicas têm como objetivo o melhor resultado estético da região peitoral, o adequado posicionamento das cicatrizes finais e o fechamento da ferida cirúrgica”, explica o especialista.  


O médico também ressalta que, independente do sexo, as pessoas devem se autoexaminar para que possam identificar alguma irregularidade na mama, além disso, a prática de exercícios físicos juntamente a uma alimentação balanceada são os maiores aliados na prevenção dessa doença.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ministério da Saúde lança campanha de prevenção às DST/AIDS para o carnaval

Com o tema “ A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha” , campanha é voltada para população sexualmente ativa
Campanha tem como público-alvo população sexualmente ativa
Campanha tem como público-alvo população sexualmente ativa (Reprodução)
Chamar a atenção para a diferença que faz o uso do preservativo na hora da relação sexual.  Este é o grande objetivo da campanha de prevenção às DST/aids que foi lançada na manhã desta quinta-feira (31) pelo Ministério da Saúde, na quadra de esportes do Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro.

Com o tema “ A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha”, a campanha é voltada para o a população sexualmente ativa. O lançamento contou com a participação do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que representou o ministro da Saúde, Alexandre Padinha, na cerimônia.

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (31) a campanha de prevenção às DST/aids para o carnaval deste ano. Com o tema “A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha”, a campanha pretende chamar a atenção para a diferença que faz o uso do preservativo na hora da relação. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, representou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na cerimônia de lançamento, na manhã de hoje, na quadra de esportes do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

Durante  o lançamentoa, o secretário destacou a importância da campanha para conscientizar a população na adoção das medidas de prevenção. “Os jovens de hoje não viram tantas personalidades morrerem de aids nos anos 80”, observou Barbosa. Ele lembrou que a doença ainda mata 12 mil pessoas por ano, no Brasil.

Segundo o secretário, campanha é de fundamental importância para intensificar a prevenção à DST/aids. Ele chamou a atenção para pesquisas divulgadas, nos últimos anos, que mostram uma queda no uso da camisinha de 58% para 49% , em todas as faixas etárias, nas relações com parceiros casuais.

O Ministério enviou aos estados e municípios brasileiros mais de 68,6 milhões de unidades de preservativos para serem distribuídos no período do carnaval. “Queremos reforçar que o uso da camisinha deve ser um hábito e pode até melhorar a relação. É preciso desconstruir o imaginário popular de que fazer sexo sem o preservativo é melhor”, destacou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

A campanha também terá anúncios em outdoor, busdoor, taxidoor, esteiras de aeroportos, abrigos de ônibus e blimps (balões). Foram produzidos três jingles para serem veiculados nas rádios – um em ritmo de axé, cantado por Carlinhos Brown, outro de samba e outro de frevo. 


ACRITICA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Testes farmacogenéticos chegam ao Brasil e são aliados da saúde feminina

Os testes farmacogenéticos são relativamente novos no Brasil que é o segundo país do mundo a utilizá-los nas áreas de Cardiologia, Cérebro e Comportamento e Saúde da Mulher

Testes são aliados na hora de decidir qual tratamento seguir
Testes são aliados na hora de decidir qual tratamento seguir (Divulgação)
Quando ouvimos falar em análise do DNA e seqüenciamento do Genoma Humano, descoberta feita em 2003, ainda pensamos nestes assuntos como realidades muito distantes de nós. Mas, o avanço científico proporcionou aliados à saúde como é o caso dos testes farmacogenéticos que chegaram ao Brasil há poucos meses. O lançamento aqui é da Gntech Tests. 

Na área de saúde de mulher, por exemplo, a análise do DNA é uma aliada valiosa no tratamento e prevenção de doenças como, por exemplo, o câncer de mama.  Pesquisas científicas mostram que substâncias provenientes do metabolismo do estrogênio foram reconhecidas como fatores de risco primários para o desenvolvimento deste tipo de câncer.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que até 2030 aproximadamente 1 bilhãos de mulheres sofrerão a menopausa , em todo o mundo. Atualmente no Brasil, 13, 5 milhões de mulheres estão no climatério, o período que antecede a menopausa. O uso da análise do DNA das pacientes, por meio do teste farmacogenético do estrogênio pode ajudar na  hora de médico e paciente decidirem pelo tratamento de reposição hormonal.

Pelo teste são avaliados complexos algoritmos que cruzam os dados clínicos da paciente, as características individuais de seus genes( genótipo) e as propriedades farmacológicas de medicamentos, neste caso, o estrogênio. As informações determinam como o código genético de cada indivíduo pode influenciar na sua aceitação e resposta a determinada medicação.

As pessoas interessadas podem adquirir os testes diretamente pelo site www.gntechtests.com.br . O valor de lançamento é de R$ 3.651,60 que pode ser parcelado. O paciente receberá o teste com todos os itens, instruções e documentos necessário para coleta a amostra biológica(células bucais).

Alguns convênios já reembolsam pacientes, mas este número ainda é  pouco já que esta ferramenta ainda é novidade no Brasil. Os testes são realizados pelos laboratórios da Iverson Genetics, nos Estados Unidos e distribuídos no Brasil pela GnTech Tests.

O material biológico das células bucais, por ser de simples coleta e totalmente indolor, poderá ser coletado pelo próprio paciente, pelo médico ou por outro profissional da saúde. Quando o material é coletado por terceiros, recomenda-se o uso de luvas descartáveis.

Depois de feito o procedimento de coleta, o paciente preenche oo formulário de identificação do teste é a data e horário da coleta do exame. Os formulários de identificação da Área da Cardiologia e da Saúde da mulher devem ser preenchidos pelo médico.

O envio das amostras, análises e resultados ocorrem, em média, em 10 dias úteis. Importante ressaltar que os médicos são os responsáveis exclusivos pela utilização e interpretação do resultado.  

Descobrir se a mulher possui alto, médio ou baixo risco de desenvolver câncer de mama, no caso de terapia de reposição hormonal, ajudará em uma tomada de decisão mais segura pela paciente e pelo próprio médico, que terá uma base científica para orientar as opções de tratamento no caso específico e rapidamente.

ACRITICA

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pesquisa faz alerta para saúde dos ossos em prevenção à osteoporose

Manter desde cedo uma dieta equilibrada e rica em cálcio é fundamental para colaborar na prevenção da doença

As mulheres são mais vulneráveis à ocorrência de osteoporose
As mulheres são mais vulneráveis à ocorrência de osteoporose (Divulgação)

Uma doença silenciosa, sem sintomas característicos, são particularidades da osteoporose, um mal que torna a descalcificação dos ossos progressiva tornando-os frágeis.

Uma pesquisa recém divulgada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), revela um dado muito positivo: a população em geral demonstra possuir um alto grau de conhecimento a respeito da osteoporose, com destaque para as mulheres.

Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente , ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Existem várias causas da doença. As principais são: Menopausa; Idade avançada; História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.

A pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira ouviu 1008 mulheres com idade a partir dos 45 anos das principais regiões metropolitanas do Brasil; a segunda entrevistou 2002 pessoas em todo o país numa amostra representativa nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos de idade.

Estatísticas recentes apresentadas pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) mostram que a doença afeta aproximadamente uma em cada três mulheres acima de 50 anos, atingindo mais de 200 milhões de mulheres em todo o mundo. Os homens também sofrem com a osteoporose, já que um em cada cinco corre o risco de sofrer uma fratura nos ossos.

Prevenção

Um aliado na prevenção da doença é o consumo regular do leite. No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas apresentam alterações no que se refere à saúde dos ossos, uma vez que no País ingere-se uma quantidade de cálcio três vezes abaixo da recomendada - 1000mg/dia – o que aumenta os riscos de se desenvolver a osteoporose, bem como a incidência de fraturas, o que reduz a vitalidade e a qualidade de vida, isso porque o nosso corpo somente demonstra sinais da falta deste mineral ao longo do tempo.

É importante também estar atento a ingestão de outros nutrientes importantes para a saúde óssea, como as vitaminas A e D. Pesquisa realizada no Brasil, apontou que a população ingere apenas 33% das recomendações diárias de vitamina A e 42% das recomendações diárias de vitamina D.

Além de redobrar os cuidados com a alimentação, é necessária a prática de exercícios físicos. Também é importante evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas, que contribuem para a perda óssea.
Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa são os que mais correm risco de desenvolver a doença. Nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida.

ACRITICA

quarta-feira, 25 de julho de 2012

AM é o 13º campeão em atropelamentos de crianças

Ong 'Criança Segura' divulga ranking dos estados campeões em atropelamentos de crianças no país. Pelo estudo, foram registrados 1.895 mortes de crianças de 0 a 14 anos no trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre no país. O estudo teve como base os números de mortalidade de 2010, os mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde

De acordo com dados do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, apenas nos primeiros quatro meses de 2012 o módulo Criança e Adolescente registrou 34.142 denúncias
De acordo com dados do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, apenas nos primeiros quatro meses de 2012 o módulo Criança e Adolescente registrou 34.142 denúncias (Ney Mendes)

O trânsito é responsável pela principal causa de morte, entre os acidentes, de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil. Do total de lesões que vitimam a criança no trânsito, a maior parte, 38%, corresponde aos atropelamentos.

Para entender os dados mais profundamente, gerar alerta para as medidas de prevenção desta lesão e incentivar a adoção de políticas públicas que visem reduzir estes acidentes, a Ong 'CRIANÇA SEGURA' realizou um estudo tendo como base números de mortalidade de 2010, os mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde.

Pelo estudo, foram registrados 1.895 mortes de crianças de 0 a 14 anos no trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre. Outras 7.392 foram internadas devido a atropelamentos. Os pequenos são mais vulneráveis a este perigo porque estão expostos às condições de tráfego que superam sua capacidade de percepção do risco.

As idades e sexo das crianças vítimas destes acidentes também foram considerados. As mortes com crianças de 10 a 14 anos representaram 35%, com crianças de 5 a 9 anos 34%, de 1 a 4 anos, 28% e 3% no caso das crianças com menos de 1 ano. Os meninos foram vítimas quase duas vezes mais que as meninas, sendo 65% das mortes por atropelamentos com garotos e 35% envolvendo garotas.

Ranking por regiões

O estado de Sergipe foi o campeão em mortes de crianças vítimas de atropelamentos, com taxa de 2,88 por cem mil habitantes menores de 15 anos, seguido de Tocantins, com 2,76, Goiás com 2,50, Santa Catarina, com 2,28 e Alagoas, com 2,20. O Amapá apresentou a menor taxa: 0,90. O Amazonas aparece em 13º lugar com 1,64.


 EstadoTaxa por cem mil Hab. menores de 15 anosEstadoTaxa por cem mil Hab. menores de 15 anos
1.     Sergipe2,8813. Amazonas e Pernambuco1,64
2.     Tocantins2,7614. Pará e Rio Grande do Sul1,57
3.     Goiás2,5015. Rio de Janeiro1,54
4.     Santa Catarina2,2816. Maranhão1,52
5.     Alagoas2,2017. Mato Grosso do Sul1,47
6.     Mato Grosso2,1818. Ceará1,46
7.     Piauí2,1719. Bahia1,36
8.     Distrito Federal2,1420. Minas Gerais1,25
9.     Espírito Santo2,0921. São Paulo1,06
10.  Paraná2,0522. Paraíba0,94
11.  Rondônia1,8923. Amapá0,90
12.  Rio Grande do Norte1,78

Acre e Roraima não apresentaram registros de mortes por atropelamentos o que pode estar relacionado à uma deficiência na notificação destas lesões.

Crianças são mais vulneráveis aos atropelamentos

Ainda em desenvolvimento, são incapazes de discernir a velocidade e distância dos veículos, direção de onde vêm os sons, tem a visão periférica limitada (não enxergam nas laterais) e, devido à sua estatura, nem sempre podem ser vistos pelos motoristas. O imaginário infantil também influencia neste caso: as crianças são capazes de acreditar que podem sair ilesas após uma batida – assim como assistem nos programas de TV por exemplo.

Além destas dificuldades, o ambiente em que transitam as crianças apresenta um grande potencial de risco e poucas condições de segurança para os pedestres. Entre outros fatores que causam o atropelamento, está a ausência de uma campanha educativa para motoristas e pedestres, desrespeito aos limites de velocidade, falta de calçadas, sinalização ineficiente, vias e rodovias projetadas sem os devidos cuidados para pedestres e a falta da cultura do respeito às leis. No entanto, a principal causa destes atropelamentos, pode estar relacionada à falta de um adulto com as crianças quando elas estão no trânsito.

Prevenindo os atropelamentos:

Para prevenir este acidente, os responsáveis devem supervisionar sempre até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito. Isto se dá a partir dos 10 anos aproximadamente. Além disso, devem adotar algumas medidas:

- segurar sempre a criança, firme, pelo pulso, enquanto estiverem caminhando na rua;

- não permitir a brincadeira em locais que não são adequados como entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos;

- acompanhar a criança para identificar o caminho mais seguro e ensinar a completá-lo de forma segura e cuidadosa.

Além de dar o bom exemplo, os responsáveis também devem ensinar a criança:

- a olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua;

- utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível;

- obedecer aos sinais de trânsito;

- não atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes;

- nunca correr para a rua sem antes parar e olhar se vem carro - seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão;

- esperar que o veículo pare totalmente ao desembarcar do ônibus e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.

*Os dados são da Ong 'Criança Segura' divulgados pela assessoria de imprensa. 


ACRITICA