sábado, 23 de março de 2013

Pessoas com Síndrome de Down são Homenagiadas na ALEAM

Fui informado de que algumas escolas particulares de Manaus estão aceitando, mas em contrapartida cobram taxas extras de pais que têm filhos especiais

Vale destacar que de cada 700 bebês, que nascem um tem Síndrome de Down (Arquivo)
O Dia Internacional da Síndrome de Down foi comemorado nesta sexta-feira (22) na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), com uma Audiência Pública solicitada pelo deputado estadual Marcelo Ramos (PSB). A data é comemorada no dia 21 de março por determinação da Associação Down Syndrome International.

A escolha da data é uma referência ao erro genético natural que ocorre na divisão das células durante a formação do bebê.

Cada pessoa tem 23 pares de cromossomos, no entanto, os portadores de down possuem três cromossomos no par 21, por isso também chamado de trissomia 21.

Vale destacar que de cada 700 bebês, que nascem um tem Síndrome de Down (SD) e a ciência ainda não descobriu os motivos que provocam essa alteração genética.

Na abertura dos trabalhos, o deputado Marcelo Ramos explanou que pais contribuindo, o poder público fazendo sua parte e a sociedade aceitando sem preconceito pessoas com Sindrome de Down é possível torná-los felizes, atuando em várias áreas da sociedade, inclusive na música, no esporte etc. O deputado recebeu um CD de Paulo José, com SD, que é tecladista e atleta.



Rejeição escolar



O presidente da Associação de Pais e Amigos do Down no Amazonas (Apadam), Omar Maia dos Santos, louvou a homenagem feita pela ALEAM, mas lamentou que ainda não haja “muito o que comemorar”, principalmente na área da educação, onde há muita rejeição em aceitar matriculas de pessoas com qualquer tipo de síndrome.

“Fui informado de que algumas escolas particulares de Manaus estão aceitando, mas em contrapartida cobram taxas extras de pais que têm filhos especiais”, denunciou.

Neste ano, o tema do Dia Internacional da Síndrome de Down é “Educação e Trabalho: Direito de todos”. Omar Maia disse que na área do trabalho já houve alguns avanços no Estado por conta das oportunidades dadas às pessoas com deficiência.

Marcelo Ramos lamentou que não são somente as escolas que rejeitam pessoas com Síndrome de Down, mas os próprios alunos e a sociedade que ainda não despertou para a importância dos mesmos na sociedade.

Também participaram da Audiência Pública na ALEAM, o procurador-chefe da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, Felipe Augusto Barros de Carvalho, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Maria Gorteth do Carmo Ribeiro, a representante da Secretaria de Estado dos Direitos de pessoas com Deficiência (Seped), Vera Edwards, a representante da Secretaria Municipal de Saúde, Lubélia Freire, a gerente de atendimento educacional da Seduc, Hortência Macedo da Silva e a fundadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Amazonas (Apae-AM), Maria Clara Correia Dantas de Araújo.

Com Informação da Assessoria

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