sexta-feira, 22 de março de 2013

Sinésio Campos realiza encontro para avaliar mandato legislativo

O encontro é promovido pelo deputado petista desde 1996, quando foi eleito vereador de Manaus, e tornou-se tradição na politica amazonense

O evento político consiste na divulgação do balanço da atividade parlamentar de 2012(Arquivo Aleam)

O líder do governo na Assembleia, deputado Sinésio Campos (PT) realiza neste sábado, 23, às 17h, no auditório Senador João Bosco Ramos de Lima (avenida Mário Ipiranga Monteiro, bairro Parque Dez, zona Centro-Sul), o 17° Encontro da Avaliação do Mandato Legislativo.

O evento político consiste na divulgação do balanço da atividade parlamentar de 2012, com apresentação de números de projetos de leis, audiências públicas, sessões especiais, pronunciamentos e requerimentos.



O encontro é promovido pelo deputado petista desde 1996, quando foi eleito vereador de Manaus, e tornou-se tradição na politica amazonense, na promoção do diálogo aberto e direto com a sociedade.

Também serão apresentados resultados das atividades desenvolvidas pela liderança do governo, Gabinete Popular (no bairro São José, zona Leste), mandato legislativo e na Comissão de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), a qual o deputado é presidente.



— Vamos mostrar nosso trabalho e queremos a opinião e a avalição da população. Por isso fazemos todos os anos esse evento para absorver sugestões, análises e questionamentos. Estamos abertos a quem queira colaborar com um mandato voltado para os anseios do povo do Amazonas -, disse o parlamentar.



Em 2012 foram apresentados mais de 139 requerimentos ao governo do Estado solicitando melhorias nas áreas de saúde, educação, segurança, assistência social e infraestrutura nos municípios.

Oito projetos de lei e resolução legislativa tramitam nas comissões técnicas da Assembleia Legislativa, a maioria garantindo obras de adaptação para deficientes e benefícios para professores e alunos.



Os principais destaques no mandato do deputado são as três frentes de defesa pela criação das novas matrizes de negócios para o Amazonas, como a exploração da Silvinita nos municípios da região do rio Madeira (Autazes, Nova Olinda, Itapiranga, Urucurituba, Borba, Itacoatiara e Novo Aripuanã), a implantação do Distrito do Polo Naval e a produção do calcário agrícola na mina de Jatapú, no município de São Sebastião do Uatumã (à 246 quilômetros de Manaus).



O líder do governo lembrou que, no caso do potássio na região do Madeira, as discussões começaram em 2002. Em onze anos, o Governo do Amazonas avançou no processo de exploração do minério (componente do NPK), com a criação da Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh) e os resultados das pesquisas da Petrobras e da empresa Potássio do Brasil. As duas companhias confirmaram a existência da viabilidade e riqueza econômica da mina de Silvinita em Autazes e Nova Olinda.



— Agora, com esse sinal verde dado ao governador Omar Aziz vamos entrar na fase da elaboração da licença ambiental para a exploração da jazida -, disse Sinésio, lembrando que, até o final deste ano, serão investidos mais de R$ 100 milhões no trabalho de pesquisa em Autazes.



Ele disse, ainda, que o processo de estruturação do Polo Naval na região do Puraquequara, zona Leste, também é uma realidade econômica para o Estado e avança para a fase de regularização fundiária e licenciamento ambiental.

“Para o primeiro semestre de 2013 está previsto a conclusão dos estudos fundiários com vistas à desapropriação dos pequenos produtores e moradores instalados na região, uma área equivalente a 10 mil hectares”, informou.



Estrutura - De acordo com o projeto, na primeira etapa do Polo Naval serão construídos dois grandes estaleiros, seis médios e mais 60 de pequeno, no período de três anos. A segunda etapa deve ser implantada no período de até 10 anos, em uma área de 63,47 quilômetros quadrados, com um grande estaleiro, cinco médios e 80 pequenos para reparos náuticos e demais empresas da cadeia produtiva naval. A previsão da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) é de geração de 30 mil empregos diretos.



A infraestrutura do Polo Naval contará com sistema de transporte e acesso viário; portos; terminais; energia fornecida pelo Linhão de Tucuruí; aeroporto de carga e descarga; e mineroduto. O complexo vai abrigar a Cidade Operária, por meio do Projeto Minha Casa, Minha Vida, com serviços de saúde, segurança, comércio local e lazer.



A produção do calcário agrícola vai tornar o Amazonas autossuficiente na comercialização do fertilizante para agricultores e pecuaristas da região. Desde 2012, o líder do governo intermediou com a empresa Itautinga/Nassau a exploração do minério na mina de Jatapu, onde a companhia detém licença desde 1989 para extrair o calcário calcítico.


“A reserva do calcário para a agricultura está pronta e com toda a estrutura para iniciar a produção”, informou Sinésio Campos.


O Amazonas importa 100% do produto de outros estados, como o Ceará, por exemplo. Em muitos casos o adubo é vendido a R$ 80, no estado produtor, e, por conta da logística de transporte e cobrança de impostos, chega aos produtores amazonenses a R$ 400.


Com a produção no Estado, segundo o secretário da ADS, Valdelino Cavalcante, além de preço reduzido, vai criar diversos benefícios, como a recuperação de pastagens, produção de alimentos e o reflorestamento. “Hoje, por conta do grande custo desse produto, os agricultores fazem queimadas para correção do solo”, disse.

O diretor executivo da Itautinga, companhia do grupo Nassau, Marcílio Brotherhood, garantiu que a empresa tem interesse em explorar o calcário agrícola, mas para isso precisa construir a infraestrtura rodoviária para o escoamento da produção até Manaus.


Ele propôs a construção de uma estrada de 102 quilômetros, que vai ligar a Mina de Jatapu a Vila de Balbina, no município de Presidente Figueiredo (à 107 quilômetros). “Temos levantamentos técnicos bem balizados que nos garante a melhor forma de produzir, escoar a um preço atrativo”, disse.


Com informação da Assessoria





 

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