Desde final de março, a Assembleia está realizando os encontros, que já percorreram os municípios de Nova Olinda e Autazes
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Em Borba, o evento reuniu mais de 300 pessoas no ginásio da(Aleam) |
O município de Borba (distante 181
quilômetros de Manaus) vai receber os benefícios do processo de exploração da
Silvinita em Autazes.
A garantia foi anunciada pelo presidente da
Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Óleo e Gás da Assembleia
Legislativa e líder do governo, deputado Sinésio Campos (PT) durante a
Audiência Pública - Potássio:
Uma realidade do Amazonas para o Brasil,
realizada sexta-feira, 12, na cidade do Santo Casamenteiro.
Segundo o parlamentar, Borba será o principal
corredor de escoamento do mineral para outros estados e países.
"A cidade vai receber todos os
benefícios do processo de exploração, como por exemplo, terá um porto de cargas
digno. Borba é o principal corredor de escoamento do produto e isso é uma
realidade", disse Sinésio, lembrando que a cidade faz parte do Fórum dos
Municípios Mineradores e Exploradores de Óleo e Gás.
A Audiência Pública faz parte do processo de
exploração do potássio na região do Madeira e rio Amazonas e foi a terceira
promovida este ano e a primeira em Borba.
Desde final de março, a Assembleia está
realizando os encontros, que já percorreram os municípios de Nova Olinda e
Autazes.
Essas duas cidades concentram, de acordo com
técnicos do Serviço Geológico do Brasil, uma reserva de mais de 400 toneladas
do cloreto de potássio.
Em Borba, o evento reuniu mais de 300 pessoas
no ginásio da Escola Estadual Balbina Mestrinho.
Entre eles, alunos da rede estadual de ensino
e do curso técnico de Meio Ambiente, da Universidade Estadual do Amazonas
(UEA), geólogos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Centro de
Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e da Secretaria Estadual de Mineração,
Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), A próxima audiência será no dia 26
em Itacoatiara.
PESQUISAS - No encontro, o geólogo do DNPM,
Fred Cruz, informou que a reserva de potássio encontrada nas comunidades de
Fazendinha, em Nova Olinda, e Jauarí, em Autazes, concentra uma jazida de mais
de R$ 200 bilhões e está atraindo a atenção de centenas de empresas. "Dez
anos atrás recebemos o pedido de uma ou duas companhias de mineração para fazer
pesquisa de potássio na região. Hoje são mais de cem e não tem jeito:
O Amazonas será o maior estado mineral do
Brasil", disse.
A informação de Cruz foi confirmada pelo
superintendente do CPRM, Marco Oliveira.
"As empresas estão de olho no Amazonas,
porque sabem que a jazida de Sergipe termina em 2018 e o único estado que detém
a maior reserva de potássio no mundo é o Amazonas, mais especificamente nas
regiões de Autazes, Nova Olinda, Borba até o município de Nhamundá, na
fronteira com o Pará", informou Oliveira.
No final da audiência, o deputado Sinésio
Campos respondeu perguntas dos alunos do curso de Meio Ambiente.
Eles queriam saber, principalmente se o
processo de exploração do potássio levará benefícios econômicos e sociais ao
municípios e, também, os impactos ambientais na região.
"Os benefícios serão diversos e a
cidade. Os prejuízos ambientais serão mínimos, pois as empresas detém
tecnologia especial para fazer esse trabalho", garantiu.
Antônio Lopes/ Aleam.
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