domingo, 14 de abril de 2013

"Borba vai receber os benefícios do potássio", garante Sinésio


Desde final de março, a Assembleia está realizando os encontros, que já percorreram os municípios de Nova Olinda e Autazes


Em Borba, o evento reuniu mais de 300 pessoas no ginásio da(Aleam)

O município de Borba (distante 181 quilômetros de Manaus) vai receber os benefícios do processo de exploração da Silvinita em Autazes.

A garantia foi anunciada pelo presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Óleo e Gás da Assembleia Legislativa e líder do governo, deputado Sinésio Campos (PT) durante a Audiência Pública - Potássio:

Uma realidade do Amazonas para o Brasil, realizada sexta-feira, 12, na cidade do Santo Casamenteiro.

Segundo o parlamentar, Borba será o principal corredor de escoamento do mineral para outros estados e países.

"A cidade vai receber todos os benefícios do processo de exploração, como por exemplo, terá um porto de cargas digno. Borba é o principal corredor de escoamento do produto e isso é uma realidade", disse Sinésio, lembrando que a cidade faz parte do Fórum dos Municípios Mineradores e Exploradores de Óleo e Gás.

A Audiência Pública faz parte do processo de exploração do potássio na região do Madeira e rio Amazonas e foi a terceira promovida este ano e a primeira em Borba.

Desde final de março, a Assembleia está realizando os encontros, que já percorreram os municípios de Nova Olinda e Autazes.

Essas duas cidades concentram, de acordo com técnicos do Serviço Geológico do Brasil, uma reserva de mais de 400 toneladas do cloreto de potássio.

Em Borba, o evento reuniu mais de 300 pessoas no ginásio da Escola Estadual Balbina Mestrinho.

Entre eles, alunos da rede estadual de ensino e do curso técnico de Meio Ambiente, da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), geólogos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Centro de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e da Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), A próxima audiência será no dia 26 em Itacoatiara.

PESQUISAS - No encontro, o geólogo do DNPM, Fred Cruz, informou que a reserva de potássio encontrada nas comunidades de Fazendinha, em Nova Olinda, e Jauarí, em Autazes, concentra uma jazida de mais de R$ 200 bilhões e está atraindo a atenção de centenas de empresas. "Dez anos atrás recebemos o pedido de uma ou duas companhias de mineração para fazer pesquisa de potássio na região. Hoje são mais de cem e não tem jeito:

O Amazonas será o maior estado mineral do Brasil", disse.

A informação de Cruz foi confirmada pelo superintendente do CPRM, Marco Oliveira.

"As empresas estão de olho no Amazonas, porque sabem que a jazida de Sergipe termina em 2018 e o único estado que detém a maior reserva de potássio no mundo é o Amazonas, mais especificamente nas regiões de Autazes, Nova Olinda, Borba até o município de Nhamundá, na fronteira com o Pará", informou Oliveira.

No final da audiência, o deputado Sinésio Campos respondeu perguntas dos alunos do curso de Meio Ambiente.

Eles queriam saber, principalmente se o processo de exploração do potássio levará benefícios econômicos e sociais ao municípios e, também, os impactos ambientais na região.

"Os benefícios serão diversos e a cidade. Os prejuízos ambientais serão mínimos, pois as empresas detém tecnologia especial para fazer esse trabalho", garantiu.



Antônio Lopes/ Aleam.


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