segunda-feira, 8 de abril de 2013

Demissão voluntária na Eletrobrás pode piorar serviços do Amazonas

Se o serviço já é deficitário hoje, imaginem daqui a algum tempo com o desligamento de mais de 18% do total de empregados

Em apenas duas horas e meia, foram contabilizadas 23 quedas (Divulgação)





Diante do anúncio da Eletrobrás em reduzir 5 mil dos 27 mil empregados do sistema, o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) afirmou, na semana passada, quarta-feira (3), que o maior prejudicado deste novo “plano” da concessionária será o consumidor, principalmente, o amazonense. 
 
Segundo o parlamentar, essa decisão pode piorar os serviços desenvolvidos pela empresa no Amazonas.

A redução no quadro faz parte do Plano de Incentivo ao Desligamento, que será implementado ainda este ano.

“Se o serviço já é deficitário hoje, imaginem daqui a algum tempo com o desligamento de mais de 18% do total de empregados.

“Será um caos total”, afirmou Rotta, ao comentar que, somente na da última terça-feira (3), moradores da Zona Centro-Sul de Manaus (bairros Parque das Laranjeiras, Parque Dez e Flores) sofreram com a interrupção, sequencial, de energia elétrica.

“Em apenas duas horas e meia, foram contabilizadas 23 quedas de energia elétrica nesta região.

Isso é um absurdo. E o absurdo maior é que, ao entrar em contato com a Eletrobrás/Amazonas Energia para saber o porquê das falhas, o consumidor é obrigado a ouvir que nenhum registro foi feito sobre o ocorrido”, lamentou Rotta, ao acrescentar que é inaceitável, em plena era tecnológica, uma empresa não ter estrutura para identificar problemas na rede do sistema elétrica que ela opera.

“A empresa não pode justificar esse tipo de falha por falta de aporte financeiro. Pois temos ciência de que esse problema não existe para a Eletrobrás, a qual acabou de anunciar investimentos da ordem de R$ 52 bilhões até 2017.

Então, posso dizer que o problema é administrativo. Algo está errado neste modelo de gestão”, disse Rotta.

Na avaliação do peemedebista, falta comprometimento e profissionalismo à frente da Amazonas Energia.

“Se interrupções sucessivas na capital não conseguem ser registradas pela concessionária, imaginem os problemas ocorridos no interior do Estado. 


Com Informação da Assessoria









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