quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Medeiros defende uso de estrutura tecnológica da Seduc para universidades rurais

Na década de 70, teve o projeto Samaúma, que oferecia o supletivo de primeiro e segundo graus 



Não podemos mais conceber uma universidade federal como funcionava há 20 anos(Ced.Ufam)



Universidade rural foi tema do discurso do deputado estadual Tony Medeiros (PSL), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (22). O parlamentar defende que seja aproveitada a estrutura tecnológica que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) possui nos municípios pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) a fim de oferecer cursos em nível de graduação aos ribeirinhos.

Com isso, Tony disse ser possível propiciar uma oportunidade igualitária aos jovens e adultos que vivem nas comunidades rurais, sem a necessidade de tirá-los de seu habitat. Segundo o deputado, a Seduc possui uma estrutura tecnológica gigantesca no Estado; são mais de 3.200 comunidades rurais, com estrutura de ensino tecnológico, onde é oferecido Ensino Médio e Educação para Jovens e Adultos. “Isso beneficia comunidades e municípios distantes, tudo mediado pela tecnologia”, disse.

Segundo Tony Medeiros, muitas famílias amazonenses, num determinado momento, deixaram o interior, migrando para os centros urbanos, por causa da educação dos filhos. Com toda a tecnologia existente hoje o deputado não vê mais essa necessidade de tirar os jovens das comunidades rurais principalmente porque ajudam os pais.

O deputado lembrou que vários projetos foram feitos, visando beneficiar jovens e adolescentes na educação de primeiro e segundo graus. Na década de 70, teve o projeto Samaúma, que oferecia o supletivo de primeiro e segundo graus por meio de aulas ministradas pelo rádio. No início da década de 90, a Rede Globo ofereceu o Telecurso 2º Grau, por meio da televisão. “Estamos no século 21 e quase 14% da nossa população ainda é analfabeta”, lamentou, ressaltando que a interiorização das universidades, Ufam e UEA, aconteceu só nos polos, não atende as comunidades rurais.

Em aparte, o deputado Sidney Leite (PROS), disse que o modelo da universidade, tanto a estadual como a federal, se exauriu no decorrer dos anos. Não podemos mais conceber uma universidade federal como funcionava há 20 anos. “É necessário ter uma universidade no alto Rio Negro, Solimões, no Madeira e até no alto Purus”, defende.



Com Informação da Assessoria

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