Na década de 70, teve o projeto Samaúma, que oferecia o supletivo de primeiro e segundo graus
![]() |
Não podemos mais conceber uma universidade federal como funcionava há 20 anos(Ced.Ufam) |
Universidade rural foi tema do discurso do deputado estadual Tony Medeiros (PSL), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (22). O parlamentar defende que seja aproveitada a estrutura tecnológica que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) possui nos municípios pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) a fim de oferecer cursos em nível de graduação aos ribeirinhos.
Com isso, Tony disse ser possível propiciar uma oportunidade igualitária aos jovens e adultos que vivem nas comunidades rurais, sem a necessidade de tirá-los de seu habitat. Segundo o deputado, a Seduc possui uma estrutura tecnológica gigantesca no Estado; são mais de 3.200 comunidades rurais, com estrutura de ensino tecnológico, onde é oferecido Ensino Médio e Educação para Jovens e Adultos. “Isso beneficia comunidades e municípios distantes, tudo mediado pela tecnologia”, disse.
Segundo Tony Medeiros, muitas famílias amazonenses, num determinado momento, deixaram o interior, migrando para os centros urbanos, por causa da educação dos filhos. Com toda a tecnologia existente hoje o deputado não vê mais essa necessidade de tirar os jovens das comunidades rurais principalmente porque ajudam os pais.
O deputado lembrou que vários projetos foram feitos, visando beneficiar jovens e adolescentes na educação de primeiro e segundo graus. Na década de 70, teve o projeto Samaúma, que oferecia o supletivo de primeiro e segundo graus por meio de aulas ministradas pelo rádio. No início da década de 90, a Rede Globo ofereceu o Telecurso 2º Grau, por meio da televisão. “Estamos no século 21 e quase 14% da nossa população ainda é analfabeta”, lamentou, ressaltando que a interiorização das universidades, Ufam e UEA, aconteceu só nos polos, não atende as comunidades rurais.
Em aparte, o deputado Sidney Leite (PROS), disse que o modelo da universidade, tanto a estadual como a federal, se exauriu no decorrer dos anos. Não podemos mais conceber uma universidade federal como funcionava há 20 anos. “É necessário ter uma universidade no alto Rio Negro, Solimões, no Madeira e até no alto Purus”, defende.
Com Informação da Assessoria

Nenhum comentário:
Postar um comentário