Mais de mil crianças de 15 escolas municipais da zona rural do Município de Manicoré estão sem aulas devido a intensa e preocupante cheia do rio Madeira
| Na zona rural, 16 escolas municipais estão prejudicadas devido a cheia do rio Madeira e tiveram as aulas suspensas |
Na
escola municipal Liberdade, localizada na comunidade de mesmo nome,
zona rural do Município de Manicoré (a 333 quilômetros de Manaus), 350
alunos ainda não iniciaram o ano letivo devido a cheia do rio Madeira.
Outras 15 escolas municipais que estão inun dadas também estão com as
atividades paralisadas.
Segundo
a prefeitura, 1,3 mil alunos dos ensinos infantil, fundamental e
tecnológico estão fora da sala de aula. O calendário do ano letivo
estava programado para iniciar no dia 6 de março, mas a cheia do Madeira
adiou para uma data ainda imprevisível. Não há como saber quando o
nível do rio voltará ao normal.
“Nós
teremos que elaborar um calendário alternativo para não deixar os
alunos perderem o ano letivo”, explicou o prefeito do município, Lúcio
Flávio do Rosários (PSD).
As
aulas iniciariam no início do mês devido à participação dos professores
da rede municipal de educação no Programa de Formação de Professores
(Parfor), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A
escola municipal Liberdade é a única que não teve as salas de aula
invadidas pelas águas do Madeira. Durante a operação de atendimento
emergencial da prefeitura na comunidade, ocorrida na quarta-feira
passada, a escola serviu de base para a assistência médica aos
ribeirinhos.
“Agora,
o problema maior é em relação ao alojamento dessas pessoas, pois
começam a aparecer doenças respiratórias, diarréia. Aumentou muito o
número de acidentes por animais peçonhentos. Os animais também se
aglomeram em locais altos”, explicou o médico Gilberto Cardoso Barros,
acompanhado por cinco residentes de Medicina da UEA, supervisionados por
ele.
Alagada
Na
escola municipal Santo Antônio, na comunidade de mesmo nome, as águas
do rio Madeira alcançaram as janelas. Alguns utensílios da cozinha foram
colocados dentro de uma caixa d’água para não ficarem danificados. As
carteiras tiveram que ser salvas da alagação com a construção de
marombas. Na escola estudam quase 100 alunos do ensino infantil ao 9º
ano.
No
total, 65 salas de aula das escolas municipais estão sem os alunos, de
acordo com a prefeitura de Manicoré. A expectativa dos moradores da área
de várzea é que as águas do rio Madeira comecem a baixar o mais rápido
possível.
- JORNAL A CRÍTICA
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