Prejuízo causado pela cheia é estimado em R$ 102 milhões, diz Sepror.
Se aprovada, nova linha de crédito pode estar acessível em uma semana.
Uma
linha de crédito especial para agricultores do Amazonas que têm suas produções atingidas pela cheia
dos rios deste ano e a anistia de dívidas, referentes a um empréstimo realizado
após a cheia de 2012, foram solicitadas pela Secretaria de Estado de Produção
Rural (Sepror) ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A
Sepror acredita que a liberação deve ocorrer nos próximos dias. Os prejuízos
por conta da enchente no interior do estado foram estimados em R$ 102 milhões
pelo Governo do Amazonas. Mais de 27 mil toneladas de produtos cultivados já
foram perdidos.
Segundo
o titular da Sepror, Eron Bezerra, a linha de crédito pode estar disponível aos
produtores em aproximadamente uma semana. O secretário explicou que os
agricultores estão pagando o empréstimo realizado em 2012 e solicitou que os
produtores sejam anistiados da dívida.
“Certamente
vamos conseguir essa linha de crédito. Além disso, os produtores que fizeram o
empréstimo anterior não têm como arcar com uma nova dívida”, afirmou Bezerra.
Segundo
Bezerra, o valor da anistia deve ser custeado pelo Tesouro Nacional. Em 2012,
os produtores tiveram acesso a uma linha de crédito especial com 40% de
desconto no pagamento. O produtor rural tem dois anos de carência para realizar
o pagamento do empréstimo.
“Se um produtor emprestou R$ 10 mil, em 2012,
só paga R$ 6 mil. E esse valor ele ia começar a pagar exatamente agora, momento
em que a região está sendo atingida pela cheia no interior do Amazonas”,
explicou Bezerra.
Os
prejuízos por conta da cheia no interior do Amazonas, em 2014, foram estimados
em R$ 102 milhões pelo Governo do Amazonas. Pelo menos nove cidades do Amazonas
decretaram estado de emergência por conta da cheia no estado. A enchente dos
rios Purus, Madeira e Juruá já casou a perda da produção agropecuária em cinco
municípios.
Produtores
rurais de Boca do Acre,Pauini, Ipixuna, Humaitá e Manicoré perderam juntos mais
de 27 mil toneladas de produtos cultivados, segundo informações da Sepror.

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