Mostrando postagens com marcador Amazonino Mendes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amazonino Mendes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Após dois anos, a 'Zona Azul' será implantada em Manaus

Prefeito Artur Neto disse que colocará em prática projeto aprovado em 2010 pela CMM que cria estacionamentos rotativos no Centro

Apesar da sinalização, motoristas insistem em estacionar em local proibido
Apesar da sinalização, motoristas insistem em estacionar em local proibido (Luiz Vasconcelos)
Depois de dois anos e três meses da aprovação da lei que institui o sistema de estacionamento pago nas ruas de Manaus, o “Zona Azul”, o prefeito Artur Neto anunciou que irá colocar o sistema em prática. A lei, que foi aprovada em 2010, deverá ser novamente discutida pelos vereadores, conforme informou ontem o prefeito tucano.

O projeto da Zona Azul chegou na Câmara Municipal de Manaus (CMM) em setembro de 2010. A aprovação aconteceu em outubro do mesmo ano durante uma sessão tumultuada.

Nesta quarta-feira (06), o prefeito ignorou o fato do projeto já ter sido aprovado pelos vereadores e publicado em Diário Oficial do Município ao dizer que enviaria o projeto de volta a Casa Legislativa. “Vamos conversar com a Câmara sobre (o Zona Azul), vamos mandar para cá o projeto, a gente entende que é um gesto positivo”, alegou Artur afirmando em seguida que pretende implementar a lei ainda este ano.

Artur anunciou ainda que irá incentivar a criação de estacionamentos rotativos particulares no Centro da cidade como forma de dar maior mobilidade urbana. “As pessoas ganham dinheiro e fornecem estacionamento que a sociedade precisa enquanto a gente espera a solução definitiva que é o transporte de massa eficiente”, disse.

ACRITICA.COM

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Especialista diz que Amazonino está inviabilizado por falta de votos

“A população não dará a ele esse direito”, avalia o publicitário Durango Duarte

Publicitário Durango Duarte
Publicitário Durango Duarte (Ney Mendes)

Contrariando as avaliações sobre a postura do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), que vem negando com veemência sua participação nas eleições de outubro, o publicitário Durango Duarte, considera que o posicionamento de Amazonino não é relacionado a nenhuma estratégia para aumentar as expectativas sobre sua candidatura, mas, sim a falta de índices eleitorais que o credenciem a disputar de ‘igual para igual’ o cargo de Chefe do Executivo da Cidade.
“Não se trata de estratégia, não é uma questão pessoal, ou financeira. Mas, sim uma questão técnica”, disse, ressaltando “Se ele se visse em condições estritamente eleitorais de participar diretamente do pleito, ele já teria anunciado, e inclusive, já estaria em campanha”.
Em conversa com a reportagem do Portal acritica.com, Durango, que há 18 anos trabalha com a análise e pesquisa do quadro eleitoral na cidade, afirmou que com base nas analises feitas junto à população, pode-se constatar que o prefeito Amazonino Mendes não será alçado novamente ao cargo, “A população não dará a ele esse direito” conclui o publicitário.
O pesquisador, que não quis revelar os dados técnicos das pelo menos 17 pesquisas realizadas na cidade, desde o início do ano, apontou que o possível o nome que substituirá Amazonino sairá das indicações individuais do senador Eduardo Braga (PMDB)/governador Omar Aziz (PSD), ou mesmo da aliança entre os dois.
“O que podemos constatar é que não será um desses nomes que estão ai (Hissa Abrão, Pauderney Avelino, Marcos Rotta), e sim uma figura nova”, destacou, avaliando que será preciso musculatura política e financeira para se arcar com os altos preços da briga pela prefeitura, que segundo ele custa em torno de R$ 40 milhões.
Em clima de eleição
As polêmicas em torno de uma nova candidatura de Amazonino vêm sendo regadas pelas ações do prefeito, que há pelo menos seis vem redistribuindo verbas do orçamento da prefeitura para alavancar programas populares de sua gestão.
O prefeito remanejou R$ 53,3 milhões, do orçamento da prefeitura para projetos como: o ‘Leite do meu Filho’, que distribui leite para criança de famílias de baixa renda, e que recebeu R$ 3,1 milhões desde agosto.
No dia 1º de março quando inaugurou o Complexo Viário Engenheiro Luiz Augusto Veiga Soares, também conhecido como Viaduto da Bola do São José, no bairro de mesmo nome, Zona Leste de Manaus, o prefeito exibiu mais de uma hora de um vídeo institucional com as principais obras inauguradas durante sua gestão. Na ocasião ele mandou um recado, “Aguardem. O Negão (como é popularmente conhecido) vai ser só obra daqui para o final do ano”, disse.

JOELMA MUNIZ

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Independência do governador do AM é apoiada por prefeituráveis de Manaus

Um dia depois de o governador declarar que é ele quem governa o Estado, prefeituráveis manifestam apoio à posição dele

Deputado Pauderney Avelino não acredita em apoio de Omar
Deputado Pauderney Avelino não acredita em apoio de Omar (Márcio Silva)

Pré-candidatos a prefeito, inclusive os de oposição, ouvidos por A CRÍTICA evitaram polemizar o possível apoio de Omar Aziz (PSD) ao prefeito Amazonino Mendes (PDT), mas afirmaram que o governador, como maior força política no Estado, tem o direito de apoiar o nome que quiser na disputa pela Prefeitura de Manaus este ano.
Declaradamente candidato a prefeito pelo PPS, o vereador Hissa Abrahão disse que, apoiando ou não Amazonino Mendes nas eleições de outubro, Omar Aziz tem demonstrado gratidão ao prefeito de Manaus que foi aliado do governador no início da vida pública dele (Omar).
“Como maior autoridade no Estado, o governador tem o direito de apoiar quem ele desejar. Uma das diferenças perceptíveis que a gente consegue notar é o nível de gratidão de Omar a Amazonino. Diferente do antecessor (senador Eduardo Braga - PMDB), que foi aliado e demonstra um distanciamento muito complicado”, disse Hissa Abrahão.
Na sexta-feira (30), Omar Aziz disse que não descarta uma aliança com Amazonino Mendes. Por sua vez, Eduardo Braga, desafeto político do prefeito, pediu uma postura de “coerência” do governador. E cobrou a fatura por ter colocado Omar na cadeira de governador do Estado do Amazonas. “Espero, sinceramente, que o governador esteja conosco. Afinal, nós estivemos com ele em 2010 e 2008, que foram eleições extremamente importantes para ele (Omar)”, cobrou o senador.
Também decidido a disputar mais uma vez a Prefeitura de Manaus, o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) afirmou que não vai comentar as movimentações de seus adversários no pleito deste ano. Mas ressaltou que é legítimo cada legenda optar por ter candidatura própria. “Todo mundo tem direito de lançar seu candidato. Mas vamos cuidar da nossa roça. Não temos o direito nem de dar pitaco. Temos é que nos preparar para uma eleição que vai ser difícil”, disse Serafim.
O deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que briga para se manter como um dos prefeituráveis, sem se excluir do arco de aliança que orbita Omar e Braga, disse não crer num apoio do governador a Amazonino. “Ele (Omar) me falou que não disse isso (que não descartava o prefeito). Mas ele não deve apoiar o prefeito, por isso não vou comentar”, declarou Pauderney.
Na última sexta-feira, quando foi bajulado pelo PMDB de Braga, em encontro regional da sigla, Omar Aziz teve uma conversa demorada com Amazonino Mendes, por telefone. Na pauta, o abastecimento de água em Manaus, um dos principais temas da disputa eleitoral que se avizinha.
Ao sair da reunião do PMDB, no dia 27, o governador falou a jornalistas sobre a relação com o prefeito de Manaus. Questionado, disse que não o descartava como aliado nas eleições de 2012, e nem se afastaria do mesmo por causa da briga entre Amazonino e Braga.
Eduardo Braga Senador (PMDB)
“O Omar tem direito de se posicionar. Mas esperamos que mantenha coerência e a aliança conosco. Estamos apoiando o governo dele. Participando do governo dele. Também esperamos ter ele na nossa aliança. Eu não posso fazer uma avaliação no campo da hipótese. Espero sinceramente que o governador esteja conosco. A final nós tivemos com ele em 2010 e 2008. Que foram eleições extremamente importantes para ele. Por tudo que ouço da população, vejo que há um desejo de mudança. O Amazonino já fez muito. Mas é hora de dar oportunidade para novas lideranças. É o que acredito. Eu tenho sido coerente. Nas vezes em que nos reunimos (com Omar), não tratamos das eleições em Manaus”.
Senadora (PCdoB) Vanessa Grazziotin
 “Amazonino é passado” A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) afirmou que o prefeito Amazonino Mendes (PDT) é passado para Manaus. “Não conversei sobre esse assunto com o governador Omar Aziz, mas o entendimento do nosso grupo é esse: Manaus precisa de uma renovação”, disse. Apontada como uma das pré-candidatas na disputa pela Prefeitura de Manaus, Vanessa garantiu que, desta vez, não tem interesse no cargo de prefeita da capital amazonense. “Já disputei outras vezes. Mas, este ano, não quero. Acabei de iniciar meu mandato como senadora”, declarou. No último sábado, o PCdoB definiu três nomes de pré-candidatos para apresentar aos aliados. O da senadora ficou fora.
Omar Aziz Governador do Amazonas
“As pessoas pensam” “Não é desmerecendo as lideranças. Mas, em Manaus, o povo vai se influenciar por uma pessoa que possa ir ao encontro dos anseios dele, independente de quem a esteja apoiando. Em 2008, na campanha para prefeito de Manaus, eu tive apoio do Eduardo (Braga, senador) e do Alfredo (Nascimento, senador) e não fui nem para o segundo turno. Não dá para menosprezar o pensamento das pessoas. As pessoas têm sua vontade. Ninguém influencia. O que pode influenciar é uma administração bem avaliada. Eu quando sucedi o Eduardo, vim para um governo que estava com uma administração bem avaliada. Hoje a eleição é municipal”.
Briga aumenta, mas aliança é confirmada
Apesar da proximidade com o prefeito Amazonino Mendes (PDT), Omar Aziz (PSD) afirma que considera difícil ficar de fora do arco de aliança que o elegeu governador em 2010, sob a liderança do senador Eduardo Braga (PMDB). “Acho difícil não estarmos todos juntos”, disse Omar, na última sexta-feira.
O impasse dessa vez é quem comandará o grupo. Pois, ao sentar na cadeira de governador, Omar rachou as forças políticas com Braga. Na última segunda-feira, durante discurso no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), o governador exigiu respeito a sua liderança política, e repetiu que terá candidato próprio à Prefeitura de Manaus. “Participarei diretamente das eleições em Manaus e quem quiser que me siga”, declarou.
Ao migrar para o recém-criado PSD, Omar Aziz levou junto cinco deputados estaduais, tirando de Eduardo Braga a maior bancada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM). No interior, 16 prefeitos aderiram à nova sigla do governador.
Na outra ponta, o PMDB do senador Braga controla o Poder Executivo em 24 municípios. E tem uma bancada formada por quatro deputados na ALE-AM. Segundo o vice-governador do Amazonas José Melo (PMDB), no interior do Estado, o acordo entre PMDB e PSD é lançar o candidato com maior condição de vitória.
 Mas o termômetro do embate entre as duas lideranças se reflete na demora em definir o candidato do grupo em Manaus. Perder o domínio político na capital amazonense, que concentra mais de 55,1% (1.166.303 eleitores) do eleitorado do Estado, não interessa a nenhum dos dois.

LÚCIO PINHEIRO