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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Brasil tem 2.401 casos de microcefalia

De acordo com o Ministério da Saúde, serão distribuídos repelentes às gestantes


Desde a divulgação do boletim anterior na semana passada, seis estados - Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul - passaram a notificar casos de microcefalia. Pernambuco permanece com maior número de casos até agora(James Gathany/PHILL, CDC/VEJA)


Nesta terça-feira o Ministério da Saúde anunciou que já foram notificados 2.401 casos de microcefalia, em 549 municípios, de 19 estados e no Distrito Federal. Destes, 134 tiveram a associação com o zika vírus confirmada. No boletim anterior, divulgado no dia 08 de dezembro, eram 1.761 notificações, o que corresponde ao aumento de 36%.
 
Ainda de acordo com o novo boletim, 29 mortes foram notificadas, sendo uma confirmada, duas descartadas e 26 ainda estão em investigação. Para evitar a contaminação, o governo anunciou que irá distribuir repelente a gestantes .
 
Desde a divulgação do boletim anterior na semana passada, seis estados - Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul - passaram a notificar casos de microcefalia. Pernambuco permanece com maior número de registros até agora.
 
Zika vírus e a microcefalia - O zika vírus é transmitido pelo Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue e da febre chigungunya. Embora os sintomas - dores nas articulações, no corpo e na cabeça, febre, náuseas e diarreia - da febre zika (como a infecção pelo vírus é chamada) sejam mais leves que das outras doenças transmitidas pelo vetor, recentemente o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e a microcefalia em bebês.
 
A microcefalia é uma anomalia que prejudica o desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos e se caracteriza pela circunferência cefálica inferior a 32 centímetros.O problema também pode ser provocado por uma série de fatores, desde desnutrição da mãe, abuso de drogas até infecções durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus.
 
(Da redação)
 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

México aprova a primeira vacina contra dengue

O fabricante já submeteu a vacina para aprovação em mais vinte países, incluindo o Brasil


A vacina, administrada em três doses tem proteção de 66% contra os quatro sorotipos do vírus. Os resultados dos estudos clínicos também mostraram uma de 93% nos casos graves e de 81% nas hospitalizações(Jeffrey Hamilton/Thinkstock/VEJA)


Nesta quarta-feira, a Cofepris, autoridade regulatória mexicana para a aprovação de medicamentos, aprovou a vacina contra a dengue. A imunização previne contra os quatro sorotipos do vírus causador da doença e abre caminho para a redução dos casos em países endêmicos.

Desenvolvida pela Sanofi Pasteur, a imunização é indicada para pessoas com idade entre 9 e 45 anos e deve ser administrada em três doses, com um intervalo de seis meses entre elas.
A aprovação baseou-se em estudos clínicos realizados com mais de 40.000 voluntários de diferentes idades, países e etnias. Os resultados mostraram 66% de proteção global contra os quatro sorotipos e redução de casos graves.

"A prevenção é importante. Mas, ainda mais a redução das mortes e dos casos graves", disse Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur Brasil.
A nova vacina não protege contra o zika, vírus transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

De acordo com a médica, o registro da vacina contra a dengue já foi submetido para aprovação em 20 países, incluindo o Brasil. "Esperamos que a Anvisa dê seu aval até o começo do ano que vem, Certamente, essa aprovação no México, que também é um país endêmico da doença com um grande número de casos registrados anualmente irá contribuir para isso", disse a médica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se referiu à vacina contra dengue como parte essencial dos esforços necessários para reduzir de maneira significativa a carga da doença em todo o mundo. Ainda de acordo com a entidade, a dengue é hoje a doença transmitida por mosquito que mais se dissemina no mundo, causando cerca de 400 milhões de infecções por ano.

O Instituto Butantã, em São Paulo, também está desenvolvendo uma vacina contra o vírus da dengue.


Fonte: Veja.com