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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

México aprova a primeira vacina contra dengue

O fabricante já submeteu a vacina para aprovação em mais vinte países, incluindo o Brasil


A vacina, administrada em três doses tem proteção de 66% contra os quatro sorotipos do vírus. Os resultados dos estudos clínicos também mostraram uma de 93% nos casos graves e de 81% nas hospitalizações(Jeffrey Hamilton/Thinkstock/VEJA)


Nesta quarta-feira, a Cofepris, autoridade regulatória mexicana para a aprovação de medicamentos, aprovou a vacina contra a dengue. A imunização previne contra os quatro sorotipos do vírus causador da doença e abre caminho para a redução dos casos em países endêmicos.

Desenvolvida pela Sanofi Pasteur, a imunização é indicada para pessoas com idade entre 9 e 45 anos e deve ser administrada em três doses, com um intervalo de seis meses entre elas.
A aprovação baseou-se em estudos clínicos realizados com mais de 40.000 voluntários de diferentes idades, países e etnias. Os resultados mostraram 66% de proteção global contra os quatro sorotipos e redução de casos graves.

"A prevenção é importante. Mas, ainda mais a redução das mortes e dos casos graves", disse Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur Brasil.
A nova vacina não protege contra o zika, vírus transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

De acordo com a médica, o registro da vacina contra a dengue já foi submetido para aprovação em 20 países, incluindo o Brasil. "Esperamos que a Anvisa dê seu aval até o começo do ano que vem, Certamente, essa aprovação no México, que também é um país endêmico da doença com um grande número de casos registrados anualmente irá contribuir para isso", disse a médica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se referiu à vacina contra dengue como parte essencial dos esforços necessários para reduzir de maneira significativa a carga da doença em todo o mundo. Ainda de acordo com a entidade, a dengue é hoje a doença transmitida por mosquito que mais se dissemina no mundo, causando cerca de 400 milhões de infecções por ano.

O Instituto Butantã, em São Paulo, também está desenvolvendo uma vacina contra o vírus da dengue.


Fonte: Veja.com


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

1º DE DEZEMBRO - DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

O dia 1º de dezembro foi escolhido pela Organização Mundial 


(Santacacm.org.br) O documento mostra que o número de pessoas que recebem tratamento na região


O dia 1º de dezembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde para celebrar o “Dia Mundial de Combate à AIDS”. A data serve para despertar a atenção da sociedade sobre a necessidade da prevenção, pesquisas e de políticas públicas de atendimento às pessoas portadores do vírus HIV. Nesse sentido, um relatório publicado recentemente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligada à OMS, traz boas notícias.
O documento mostra que o número de pessoas que recebem tratamento na região das Américas aumentou de 210 mil, em 2003, para 795 mil, em 2013, o que representa atualmente 44% de todas as pessoas que vivem com HIV/AIDS na região. 
Atualmente no Brasil estima-se que 718 mil pessoas vivem com HIV, sendo que 20% não sabem que são portadoras. Aproximadamente 313 mil ou 44% dessas pessoas estão recebendo terapia antirretroviral. 
Ainda existem lacunas e muitos obstáculos a serem vencidos, mas o Brasil tem nos últimos anos se empenhado em ampliar e diversificar as ações para o controle da epidemia. A incorporação de novas tecnologias para o diagnóstico, prevenção e tratamento vão acelerar esse processo nos próximos anos. A incorporação dos testes rápidos para diagnóstico não só do HIV, mas também de hepatites virais e sífilis, facilita o acesso ao sistema público de saúde porque, ao diminuir o tempo de espera pelo resultado para alguns minutos, esses pacientes aderem mais facilmente ao tratamento. 
Segundo o relatório, outro avanço importante tem sido alcançado na eliminação da transmissão vertical do HIV na América Latina e Caribe. Na região o número de gestantes que recebem tratamento durante a gravidez aumentou de 59% em 2010 para 93% em 2013. As provas diagnósticas têm sido realizadas em pelo menos 74% de todas as mulheres grávidas das Américas. Com essas intervenções, foi possível diminuir a taxa de transmissão vertical da região para 5% em 2013, e 9 países já possuem dados compatíveis com a eliminação da transmissão vertical. No Brasil, 90% das gestantes foram testadas para o HIV, e a taxa de transmissão vertical em 2013 foi de 3,4%, o que faz que o país esteja próximo de alcançar os objetivos para a eliminação da transmissão vertical do HIV.
O tema da OPAS para o Dia Mundial da luta contra a AIDS desse ano é “Fechar as lacunas – por uma geração livre de AIDS". Isso deixa claro o objetivo de continuar a ampliação da cobertura das medidas de prevenção, atenção, suporte e tratamento para todas as pessoas que vivem com HIV/AIDS e identificar e acabar com as lacunas existentes entre aqueles que não estão sendo assistidos ou não sabem seu diagnóstico. O preenchimento dessas lacunas traz à tona a possibilidade de controle da epidemia do HIV até 2030. Para que isso se torne realidade, os países devem se empenhar cada vez mais para implementação de estratégias de prevenção combinada, diagnóstico das pessoas que não sabem seu status do HIV e tratamento para todos que necessitam.
O Dia Mundial da AIDS, que acontece no dia 1 de Dezembro de cada ano desde 1988, é uma oportunidade para disseminação de informações e conscientização sobre prevenção, atenção e tratamento do HIV, além de promover discussões e avanços sobre o tema.

Com informações da OMS Brasil


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo

O consumo diário de sal no mundo foi, em média, 3,95 gramas por pessoa, quase o dobro dos 2 gramas recomendados pela OMS


De acordo com o trabalho, "os efeitos do excesso de sal sobre as doenças cardiovasculares em todo o mundo, por idade, sexo e país, não tinham sido estabelecidos até agora" (Reprodução/Internet)

 


O excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas por ano em todo o mundo, mostra trabalho do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade Tufts, alertando que, em média, é consumido quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Há evidências de que o consumo de altos níveis de cloreto de sódio aumentou a pressão arterial, o que é um grande risco para as doenças cardiovasculares e um acidente vascular cerebral, disse Darius Mozaffarian, presidente do departamento e principal autor do estudo, publicado no New England Journal of Medicine. De acordo com o trabalho, "os efeitos do excesso de sal sobre as doenças cardiovasculares em todo o mundo, por idade, sexo e país, não tinham sido estabelecidos até agora".

O consumo diário de sal no mundo foi, em média, 3,95 gramas por pessoa, quase o dobro dos 2 gramas recomendados pela OMS.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Conheça os mitos e verdades sobre a dor de cabeça

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90% das pessoas em todo o mundo padecem ou irão padecer deste mal em algum momento da vida

No Brasil, levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) estima que 138 milhões sofrem com o problema
No Brasil, levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) estima que 138 milhões sofrem com o problema (Reprodução/Internet)

Toda a sociedade, alguma vez na vida, deve ter sido acometida pela tradicional dor de cabeça, cujo nome científico é cefaleia. Inesperada pelo público, o incômodo, que vem em intensidade leve, moderada ou forte, pode determinar rumos importantes da atividades diárias de uma pessoa, fazendo até com que, em muitas vezes, seja impossível realizá-las.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90% das pessoas em todo o mundo padecem ou irão padecer deste mal em algum momento da vida. No Brasil, levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) estima que 138 milhões de nativos sofrem com o problema.

Porém, muitos são os rumores que fazem com que a dor de cabeça seja vista de diversas formas, que podem até fazer com que o indivíduo desconheça a realidade funcional do sintoma, associando-o equivocadamente a outros órgãos do corpo que talvez não sejam responsáveis pela dor de cabeça em si. Isso pode, em muitos casos, retardar o diagnóstico de outras doenças.

Para esclarecer os mitos e verdades sobre a dor de cabeça, coletamos algumas dicas do livro ‘Dor de Cabeça. O que ela quer com você?’, escrito pelo Dr. Mário Peres e publicado pela Integrare Editora, para deixá-los conscientes acerca do que pode ou não ser associado à cefaleia.

“Sinto dor de cabeça após comer chocolate. Há alguma relação entre o alimento e o sintoma?”

SIM E NÃO – A composição do doce contém cafeína e uma substância chamada feniletilamina, que influencia na calibração dos vasos sanguíneos, e, em algumas pessoas, podem incitar momentos de enxaqueca. A dor de cabeça é constantemente associada à ingestão de chocolate porque, na fase que antecede a dor de cabeça, chamada de pródromo, sintomas como sensibilidade ao barulho e à luz, assim como bocejos, se aproximam trazendo a vontade de comer doces, em principal, o chocolate.

“Estou com uma dor de cabeça muito forte. Pode ser enxaqueca?”
NÃO – A intensidade da dor de cabeça não pode ser tomada por enxaqueca precipitadamente, sem diagnóstico médico. Há outras doenças que podem oferecer altos níveis de intensidade da dor.

“Meus pais têm enxaqueca. Isso significa que terei também?”

NÃO – A ocorrência da enxaqueca em seus familiares está mais ligada à comum ocorrência da doença na população do que a fatores hereditários, até porque a enxaqueca acomete 20% da população. Apenas a enxaqueca hemiplégica familial, que traz a perda de força em um lado do corpo, é de origem genética em sua totalidade.

“Estou com dor de cabeça. Ela pode vir do fígado ou do estômago?”

NÃO – Esses órgãos não são causadores diretos da dor de cabeça. Depende muito da sensibilidade da pessoa com dor, que pode percebê-la após ingerir alimentos que contém bastante cafeína. Porém, as crises de enxaqueca podem trazer consequentemente sintomas como enjoo, vômito e indigestão, fazendo com que as pessoas a associem ao sistema digestivo.

“Não estou usando meu óculos. Vou ter dor de cabeça?”

NÃO – Pelo menos, não as que vem constantemente e em intensidade muito forte. Os esforços visuais só proporcionam dores de cabeça fortes em portadores de astigmatismo, uma deficiência visual que apresenta a visão fora de foco por conta da curvatura anormal da córnea. Não é adequado associar ausência de óculos à cefaleia.

“Estou fazendo dieta por conta própria. Isso pode causar dor de cabeça?”
SIM – A dor de cabeça pode vir à tona em casos de dietas projetadas de forma incorreta, sem acompanhamento médico. Ficar sem comer por muito tempo pode gerar dor de cabeça por hipoglicemia, que consiste na redução de glicose no sangue.

“Enxaqueca não tem cura.”
SIM – Ou melhor, não. Há tratamentos específicos para amenizar os sintomas, a frequência, entre outros. Mas a enxaqueca é uma doença crônica e não pode ser curada totalmente.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dermatologistas unem-se para diagnosticar hanseníase em todo país

Campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase realizada diagnóstico gratuito da doença 

 

  De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país com maior incidência de Hanseníase no mundo, ficando atrás apenas da Índia. Antigamente conhecida como lepra, a doença afeta principalmente a pele e os nervos, pode ocasionar a perda de membros e sua transmissão ocorre, inclusive, pelo ar. Para combatê-la, no dia 05 de maio, hospitais e postos de saúde de todo o país unirão forças para atender, gratuitamente, a população a fim de identificar e dar início ao seu tratamento, por meio da campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase. Para isso, os interessados deverão dirigir-se a um dos locais credenciados, entre 8h e 14h, onde serão atendidos de acordo com a ordem de chegada.

A iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) pretende contribuir com o combate à doença que, a cada ano, atinge quase 35 mil brasileiros. “A campanha promovida pela SBD reforça o empenho dos dermatologistas na luta contra a hanseníase, que é uma doença negligenciada”, ressalta a coordenadora geral da campanha, a médica Marilda Milanez.

Na Amazonas, na cidade de Manaus haverá três postos de atendimento para orientar e atender a população, com a expectativa de descobrir e tratar novos casos de hanseníase. “muito importante esse tipo de campanha, pois, não a muita divulgação da doença e precisamos chamar atenção dos casos de hanseníase”, explica a coordenadora regional da campanha, Dra. Maria de Fátima. A médica chama os dermatologistas para participar da campanha e divulgação da mesma.


A hanseníase é uma doença crônica infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos e, se não for tratada adequadamente, pode causar sérias lesões e até a perda de membros. “A importância do diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença e o sucesso do tratamento”, afirma Milanez. O período de incubação da Hanseníase varia de três a cinco anos e sua manifestação ocorre, inicialmente, com o aparecimento das citadas manchas dormentes pelo corpo, de cor avermelhada ou esbranquiçada. Outros sintomas podem ser placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações. O tratamento da doença é feito a partir da associação de antibióticos, administrados por via oral, para matar a bactéria. “Sua duração média varia de seis meses até um ano, mas assim que o tratamento é iniciado, a pessoa deixa de transmitir a doença”, explica a Dra. Marilda Milanez.


SERVIÇO:
Campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase
Data: 05/05/2012
Hora: 08h às 14h
Locais de atendimto:
- Hospital Universitário Getúlio Vargas: Rua Martins Santana, Nº 1053 – Manaus
- Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Setor de Dermatologia: Av. Pedro Teixiera, 25, Dom Pedro - Manaus
- Instituto de Dermatologia Tropical e Venereologia - Fundação Alfredo da Mata: Rua Codajás, 24, Cachoeirinha - Manaus

Fonte: Fabio Barros (www.approach.com.br)