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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Instituto Nokia demite 20% dos funcionários no AM

O Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) que demitiu, nesta quinta (21), 20% dos seus quadros de pesquisadores. O INdT que, atualmente, possui 220 funcionários não divulgou o número de dispensados

Fundação Nokia de Ensino e Instituto de Nokia de Tecnologia tem programas voltados para pesquisas e desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras. Foto: Divulgação/Fundação Nokia
Fundação Nokia de Ensino e Instituto de Nokia de Tecnologia tem programas voltados para pesquisas e desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras. Foto: Divulgação/Fundação Nokia
A concorrência mundial pelo mercado aparelhos celulares tem atingido a finlandesa Nokia que está vendo suas vendas despencarem. Dessa vez, o problema atingiu a central de inteligência da fabricante em Manaus, o Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) que demitiu, nesta quinta (21), 20% dos seus quadros de pesquisadores. O INdT que, atualmente, possui 220 funcionários não divulgou o número de dispensados. 

A empresa justificou que vive um cenário dinâmico e competitivo que requer mudanças nas áreas foco e que “está reduzindo parte de sua equipe de pesquisadores, devido à reformulação de suas áreas foco, portfólio e estrutura”. O INdT esclareceu que todas as obrigações legais aos funcionários afetados foram cumpridas, sendo que o Sindicato dos Empregados nas Instituições Beneficentes Religiosas e Filantrópicas da cidade de Manaus (Siemibrefi) foi comunicado oficialmente e as alterações propostas pelo INdT foram devidamente acatadas.

Problemas

O Nokia tem redimensionado sua produção de celulares nos últimos dois anos, perdendo a liderança para outras marcas como Samsung, Apple, Motorola, LG. A crise na produção vem atingido a matriz brasileira em Manaus, que fabrica celulares aqui desde 1997, além das fábricas componentistas.  

Em dezembro, a Foxconn, responsável pela injeção plástica nos telefones celulares Nokia, fechou as portas, deixando na rua 200 trabalhadores. Isso porque a companhia deixou de usar os insumos locais e passou a importá-los para reduzir seus custos.

Só no ano passado, a companhia, ao lado da Samsung, demitiu torno de 1 mil trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal). Em 2011, as demissões atingiram 263 pessoas. Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho (MPT) interveio na questão, ao ingressar com uma medida liminar que obrigava a empresa a reintegrar 46 desses trabalhadores demitidos por apresentarem quadro de doenças ocupacionais. O caso foi parar na Justiça do Trabalho.

Segundo a reportagem publicada pela AFP, a Nokia vem se reestruturando para reduzir custos, fechando unidades de P&D e cortando 20 mil empregos ao redor do mundo. No entanto, a Nokia acredita que sua divisão de celulares não terá lucro neste primeiro trimestre: ela prevê um prejuízo operacional de 2% para a divisão, devido à concorrência e a um trimestre historicamente fraco.

Responsável por promover inovação do portfólio Nokia, o INdT possui um time de programadores que desenvolvem tecnologias de produto, tais como softwares e aplicativos; eficiência de manufatura; usabilidade e experiência do usuário; e tecnologias de rede. O instituto está acomodado em um prédio anexo à fábrica da Nokia, na avenida Torquato Tapajós, Tarumã. A Nokia emprega cerca de 2,3 mil trabalhadores, número que tem reduzido consideravelmente nos últimos meses.

CINTHIA GUIMARÃES

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Técnica triplica peixe em cativeiro

Técnica desenvolvida por pesquisadores triplica peixe de cativeiro no Amazonas

A proposta dos pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, obteve resultado positivo com índices de produtividade três vezes maior que a média estadual

A produção de peixe em cativeiro vem se consolidando no Amazonas
A produção de peixe em cativeiro vem se consolidando no Amazonas (Arquivo-A CRÍTICA )
Triplicar a produção de peixe de piscicultura, no Amazonas, mantendo as mesmas áreas de tanques existentes, é possível a partir da adaptação para um sistema intensivo de criação em tanques escavados e uso de aeração artificial diária, proposto por pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental.

O sistema foi colocado em prática na propriedade do casal de piscicultores Luis e Franci Bonfá, no município de Rio Preto da Eva (AM) durante o período de um ano e acompanhado por uma equipe de pesquisadores da Embrapa, que atuam em aquicultura.

O resultado foi positivo com índices de produtividade três vezes maior que a média estadual e lucratividade de 54,21% no empreendimento. Agora, outros produtores se mostraram interessados no sistema, que é novo em estados da Região Norte.

É o caso do piscicultor Osvaldir Bento da Silva, que está se preparando para adotá-lo no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), até o final do mês de janeiro, onde possui área de aproximadamente 3,5 hectares, na qual  produz 6,5 toneladas de tambaqui por hectare. “Vejo o uso dessa tecnologia como a solução para a atividade. Na minha opinião é o que existe de mais interessante de resultados para a piscicultura no Amazonas”, afirmou.

Em Rio Preto da Eva (a 87 quilômetros de Manaus), Alrimar Filho pretende fazer a mesma coisa. “Os resultados só vem reforçar o interesse”, afirmou, acrescentando que pretende implantar em sua propriedade em Rio Preto da Eva, até março de 2013.

O piscicultor Aniceto Wanderley, estabelecido no Estado de Roraima e considerado um dos maiores empreendedores de piscicultura de grande porte na região norte, também manifestou interesse no sistema intensivo diante dos resultados apresentados pela Embrapa, que são três vezes superiores ao que obtém em seu empreendimento.


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