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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Técnica triplica peixe em cativeiro

Técnica desenvolvida por pesquisadores triplica peixe de cativeiro no Amazonas

A proposta dos pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, obteve resultado positivo com índices de produtividade três vezes maior que a média estadual

A produção de peixe em cativeiro vem se consolidando no Amazonas
A produção de peixe em cativeiro vem se consolidando no Amazonas (Arquivo-A CRÍTICA )
Triplicar a produção de peixe de piscicultura, no Amazonas, mantendo as mesmas áreas de tanques existentes, é possível a partir da adaptação para um sistema intensivo de criação em tanques escavados e uso de aeração artificial diária, proposto por pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental.

O sistema foi colocado em prática na propriedade do casal de piscicultores Luis e Franci Bonfá, no município de Rio Preto da Eva (AM) durante o período de um ano e acompanhado por uma equipe de pesquisadores da Embrapa, que atuam em aquicultura.

O resultado foi positivo com índices de produtividade três vezes maior que a média estadual e lucratividade de 54,21% no empreendimento. Agora, outros produtores se mostraram interessados no sistema, que é novo em estados da Região Norte.

É o caso do piscicultor Osvaldir Bento da Silva, que está se preparando para adotá-lo no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), até o final do mês de janeiro, onde possui área de aproximadamente 3,5 hectares, na qual  produz 6,5 toneladas de tambaqui por hectare. “Vejo o uso dessa tecnologia como a solução para a atividade. Na minha opinião é o que existe de mais interessante de resultados para a piscicultura no Amazonas”, afirmou.

Em Rio Preto da Eva (a 87 quilômetros de Manaus), Alrimar Filho pretende fazer a mesma coisa. “Os resultados só vem reforçar o interesse”, afirmou, acrescentando que pretende implantar em sua propriedade em Rio Preto da Eva, até março de 2013.

O piscicultor Aniceto Wanderley, estabelecido no Estado de Roraima e considerado um dos maiores empreendedores de piscicultura de grande porte na região norte, também manifestou interesse no sistema intensivo diante dos resultados apresentados pela Embrapa, que são três vezes superiores ao que obtém em seu empreendimento.


ACRITICA.COM

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Defeso a espécies de peixes começa nesta quinta-feira (15) no Amazonas

Foto: Edy Lima. Peixe pirarucu. 

A proibição à pesca, transporte, armazenagem, beneficiamento e comercialização de peixes das espécies matrinxã, pirapitinga, sardinha, pacu, aruanã e mapará em toda a bacia hidrográfica Amazônica, começa a valer nesta quinta-feira (15). O pirarucu é proibido durante o ano todo. Permitida a pesca somente nas áreas manejadas, desde que autorizadas pelo IBAMA. A medida anual conhecida como período do defeso da piracema, no Amazonas, em detrimento a instrução normativa Nº 45 do Ministério do Meio Ambiente, se estende até 15 de março de 2013.

Em Manicoré os rios que estão proibidos são: Lago do Acará (Bacia do Matupiri), Rios Mataurá e Manicoré e Igarapé do Baêtas.

Desde 2005, o defeso é aplicado anualmente neste período, pois essas espécies realizam migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos ou sementes. Na seca dos rios as espécies nadam contra a correnteza para poderem realizar seu processo reprodutivo, por isso sua exploração se torna proibida neste período.

Os estabelecimentos que possuem o peixe em estoque tais como frigoríficos, restaurantes e outros que adquiriram os pescados antes do defeso, podem fazer sua comercialização, desde que declarem a carga ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), no período de 15 a 19 de novembro, e recebam autorização para a comercialização.

Para quem descumprir a lei, fazendo o uso indevido do peixe ilegalmente e for pego pescando, transportando, comercializando e até mesmo comprando, serão aplicadas as devidas penalidades com multas de 700,00 reais e que podem chegar a 100, 000,00 reais por quilo ou fração do produto da pescaria.

A superintendência do IBAMA no Amazonas reitera que haja uma conscientização da  população e dos comerciantes para não agirem de forma ilegal observando com boa conduta este período de defeso da piracema.  
   

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manicoré trabalha para ser pólo regional de produção de peixes em cativeiro



Localizada na calha do rio Madeira, região tradicional em pescados, Manicoré tomou a iniciativa de se transformar em pólo regional de produção de peixes em cativeiro, com o objetivo de abastecer a população local e chegar aos grandes mercados como Manaus e Porto Velho, capital de Rondônia.
A atual administração municipal definiu como uma de suas prioridades a ampliação da piscicultura, com o objetivo de gerar renda, empregos e criar uma rede de comercialização de peixes regionalmente.
Com este propósito foram milhares de alevinos e estes são distribuídos, gratuitamente, aos interessados. A atitude está desencadeando uma nova cadeia de produtores, que, percebendo que a venda de peixes é praticamente imediata, função da forte demanda, eles, os produtores, passaram a ampliar seus criadouros.
A Prefeitura tem ajudado com equipamentos para abrir os tanques, assistência técnica para instruir os produtores e matéria prima para dar escala na produção de peixes de cativeiro.
Esta é uma mostra que a diversidade no setor rural é fundamental para manter os jovens, que buscam seu primeiro emprego, no município.
Apoio
O prefeito Lúcio Flávio do Rosário constatou que a mão de obra qualificada para este tipo de atividade é essencial, neste aspecto solicitou e recebeu apoio integral do secretário Eron Bezerra, titular da Secretaria de Produção Rural (Sepror), que colocou toda a estrutura de sua área de pescados para ajudar Manicoré a ser um pólo de produção de peixes em cativeiro.
O secretário Eron Bezerra, responsável pelo maior programa da América Latina de transformação do Pirarucu em ‘Bacalhau da Amazônia’, tem ainda com uma de suas prioridades administrativas, sob a orientação do governador Omar Aziz, ampliar  a produção de peixes no Estado,com vistas a comercialização regional e nacional,mas,fundamentalmente,para gerar empregos e divisas regionalmente.
Desta forma, no entendimento do líder Omar Aziz, os homens a as mulheres do interior podem ficar em seus locais de origem com renda e qualidade de vida.
Afinal, estamos na maior bacia hidrográfica do planeta, e na região com a maior diversidade de peixes de água doce do mundo e, mais, esta é a vocação número 1 da Amazônia.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Brasil quer emplacar o peixe pirarucu como o ‘bacalhau da Amazônia’

Espécie nativa do bioma pode pesar até 250 kg e medir cerca de 3 metros.
Projeto gera renda para famílias ribeirinhas do Amazonas.

Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia. Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros

Projetos e Estudos (Finep), e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) Sem impacto ambiental
De acordo com Eron Bezerra, secretário de Produção Rural do Amazonas, uma nova unidade da indústria de salga deve ser inaugurada ainda este ano em Fonte Boa, a 680 quilômetros da capital amazonense.
"Queremos concorrer com o bacalhau que vem da Noruega. Apesar da pesca ser controlada, temos muitos lagos dentro da Reserva Mamirauá e fora dela onde a pesca planejada poderá ser realizada. Queremos um nicho de mercado sustentável", disse.
Segundo recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), a pesca do pirarucu pode ocorrer apenas entre outubro e novembro, e em locais onde há atividades de manejo regulamentadas.
A primeira safra voltada para a produção de bacalhau ocorreu no ano passado e contou com 2.700 peixes que foram retirados de 37 lagos da Reserva Mamirauá.
“Esses peixes, encaminhados para a indústria, geraram uma renda de R$ 830 mil, valor que foi dividido por 530 pescadores. Isso ajuda a melhorar nossa condição de vida. Antes, o que pescávamos era apenas para alimentar minha família, meus filhos. Agora a gente consegue investir em uma casa melhor, em um novo motor para os barcos”, disse Luiz Gonzaga Medeiros de Matos, 47 anos, líder da colônia de pescadores de Maraã.
De acordo com Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), é uma oportunidade de difundir o consumo consciente.

Divulgação/Jimmy Christian

quinta-feira, 22 de março de 2012

Manicoré investe em programas de incentivo para o Produtor Rural

Piscicultura em Manicoréem programas de incentivo para o produtor rural
Aos longos dos últimos anos, a prefeitura de Manicoré vem investindo em programas de incentivo para o produtor rural. Um deles é voltado à piscicultura. Na quarta-feira (21) de março foi inaugurado em Manicoré, km (3) no Parque de Exposição “Domingos Galdino de Melo” a Estação de Alevinagem, uma parceria da Prefeitura Municipal de Manicoré, Governo do Estado do Amazonas, IDAM, SEPROR e SEMAPA.
A estação conta com quatro (4) unidades tanques com 700 m3 de água e a capacidade de produção de Um Milhão de alevinos por ano.
Na ocasião também foi distribuído (100) milheiros de alevinos (Tambaqui), aos criadores do Município de Manicoré, que é peixe da região acostumado com o clima da Equatorial, ou seja, quente e úmido.
Na presente solenidade esteve presente varias autoridades do Governo do Estado, do Governo Municipal e população em geral. 
De acordo com o secretário de Agricultura do Município Senhor Manoel do Rosário Paula da Costa, “temos um potencial muito grande para nos tornamos grandes produtores, seja através dos quatro (4) tanques escavados, tanques de rede, barragens e das lagoas que circundam o município, além dos criadores já cadastrados”, pela Cooperativa dos Agricultores Sustentáveis de Manicoré, que são por enquanto setenta (70) associados, agora com esse incentivo do Governo Estadual e do Governo Municipal esse número tende a crescer.  Ele informa que o produtor pode escolher o peixe que quiser. “Infelizmente, o brasileiro consome muito pouco peixe, mesmo sabendo que sua carne é de extrema importância para a saúde” acrescenta.
. “Pedimos àqueles que tiverem interesse em adquirir os alevinos que entrem em contato com a Secretaria de Agricultura Produção e Abastecimento do Município de Manicoré”.
Para o Governo Municipal, esta é uma forma de levar ao produtor rural uma oportunidade para melhorar a renda familiar, dando-lhe opções para sair da monocultura, não ficando preso ao plantio de melancia ou a pecuária.