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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Delegado-geral da Polícia Civil do AM será empossado hoje

A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (24) pelo governador Omar Aziz (PSD), após reunião em sua residência com o delegado Josué Rocha de Freitas e o Mário Aufiero, novo delegado-geral adjunto

Da esquerda para a direita (Mário Aufiero novo delegado-geral adjunto), Delegado-geral da Polícia Civil (Josué Rocha de Freitas), Secretario de Segurança Pública do Estado (Paulo Roberto Vital), e o Governador (Omar Aziz).
Da esquerda para a direita (Mário Aufiero novo delegado-geral adjunto), Delegado-geral da Polícia Civil (Josué Rocha de Freitas), Secretario de Segurança Pública do Estado (Paulo Roberto Vital), e o Governador (Omar Aziz). (Neutôn Correa)

A posse do novo Delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) foi confirmada para esta quinta-feira (24) durante a formatura dos 1.827 Policiais Militares que concluíram o Curso de Formação de Soldados da PM,    turma “Omar José Abdel Aziz” CFSD 01/2011. A informação foi confirmada na manhã desta quinta, pelo governador Omar Aziz (PSD), após reunião com o delegado Josué Rocha de Freitas e o Mário Aufiero, novo delegado-geral adjunto.
Josué Rocha de Freitas vai assumir o posto no lugar de Mário César Nunes, que pediu exoneração na terça-feira sob suspeita de ter nomeado cinco candidatos reprovados no concurso público  realizado pelo Governo Estadual em  2009.
Josué Freitas é evangélico. Foi diretor do Instituto Batista Ida Nelson. Comandou as delegacias especializadas em homicídios e roubos e furtos. Na Delegacia-geral,  chefiou o Departamento de Investigação do Narcotráfico (Denarc).
Mário Aufiero é presidente da Associação de Delegados de Polícia do Estado do Amazonas (Adepol-AM). A liderança dele dentro da categoria é apontada como um fator que pesou na sua escolha para o cargo de delegado-geral adjunto. Josué Freitas faz parte da diretoria-executiva da Adepol-AM. É  2º diretor do Departamento de Cultura Esporte e Lazer da organização.
Para definir os nomes do novo comando da PC-AM, o governador Omar Aziz e o secretário estadual de Segurança Pública, Paulo Vital, passaram a limpo a ficha de 33 delegados aptos aos cargos. Para isso, consultaram o superintendente da Polícia Federal (PF), Sérgio Fontes, que é 2º vice-presidente da Adepol-AM.

ACRITICA

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cinco nomes estão cotados para assumir o cargo de delegado

Chefe da Casa Civil afirma que há cinco nomes de delegados da polícia civil entre os mais cotados para assumir o cargo deixado por Mário César Nunes

Omar disse que ficou feliz com a iniciativa da bienal no Amazonas porque é um acontecimento que serve para estimular a leitura em tempos de internet.
Governador Omar Aziz ainda não anunciou quem será o novo Delegado Geral (Evandro Seixas)

Cinco delegados estão entre os principais nomes a serem cotados para se tornar o Delegado-geral do Amazonas. Conforme informações do chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, o governador Omar Aziz ainda não determinou quem ficará no cargo deixado Mário César Nunes, nem quando a publicação será feita no Diário Oficial do Estado.
Segundo Zaidan, o Delegado-geral em exercício e atual delegado geral-adjunto Antônio Chicre, a ex-corregedora Geral da Polícia Civil, Leila Zuli, o ex-delegado Geral da Polícia Civil, Vinicius Diniz, o membro do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), Frederico Mendes, e o ex-delegado geral Petrônio Carvalho estão entre os nomes mais cotados para assumir o cargo.
O chefe da Casa Civil disse ainda que Omar Aziz ainda não divulgou a data em que o próximo delegado-geral será nomeado.
O ex-delegado geral, Mário César Nunes, deixou o cargo após ser alvo de uma série de denúncias divulgadas pelo Jornal A Crítica.

MARIANA LIMA

terça-feira, 22 de maio de 2012

'Quinteto Fantástico' terá prazo para apresentar defesa

A comissão criada pelo governo do Estado determinou que os envolvidos terão 72 horas para apresentar defesa sobre possíveis irregularidades

O delegado-geral, Mário César Nunes, foi escolhido como responsável por entregar a notificação
O delegado-geral, Mário César Nunes, foi escolhido como responsável por entregar a notificação (WINNETOU ALMEIDA)

A comissão que investiga as denúncias de irregularidades no concurso da Polícia Civil decidiu que irá notificar os cinco suspeitos de serem favorecidos para apresentarem suas defensas em um prazo máximo de 72h. As informações foram repassadas pelo chefe da Casa Civil do Estado, Raul Zaidan, no fim da tarde desta segunda-feira (21).
Os membros da comissão decidiram durante a reunião desta segunda-feira que a notificação ao “Quinteto Fantástico” deverá ser entregue pelo delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes. Segundo Zaidan, a notificação já está nas mãos de Mário César.
O período de 72h se esgota na próxima quinta-feira (24) a tarde. Os envolvidos terão até este momento para apresentarem possíveis pronunciamentos por escrito sobre as informações noticiadas pelo Jornal A Crítica. A comissão terá três dias para formular um relatório que deverá ser entregue na próxima segunda-feira (28).
“Os envolvidos poderão entregar suas manifestações por escrito até o fim do expediente de quinta-feira. Já temos uma reunião marcada para sexta-feira de manhã onde começaremos a montar um relatório que será entregue ao governador na segunda”, disse.

MARIANA LIMA E LÚCIO PINHEIRO

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Delegados do AM chefiam delegacias 'virtuais' improvisadas em contêineres

Mesmo sem a existência de local para desempenhar a função, um grupo de delegados do Amazonas foi nomeado, passou a receber salários equivalentes à nova condição embora ainda aguarde que as delegacias sejam construídas

No bairro Mauazinho, delegado designado afirma que está fazendo levantamento e que tem reuniões com a comunidade. Padre diz desconhecer reuniões
No bairro Mauazinho, delegado designado afirma que está fazendo levantamento e que tem reuniões com a comunidade. Padre diz desconhecer reuniões (Arquivo/AC)

Doze delegados da Polícia Civil, nomeados titulares em abril deste ano, ainda não têm delegacias para chefiar. De acordo com levantamento feito pela reportagem de A CRÍTICA, ao menos nove delegacias criadas apenas “virtualmente” para atender futuramente ao programa Ronda no Bairro, irão funcionar, provisoriamente, em contêineres alugados pelo Governo do Estado. Algumas dessas delegacias de lata poderão funcionar por até oito meses. Para complicar ainda mais a situação, os titulares, indicados pelo delegado-geral Mário César Nunes, já estão recebendo uma gratificação de R$ 4 mil pelo cargo que, na prática, eles não exercem.
No dia 10 de abril deste ano, foi publicado o ato de nomeação de 85 delegados titulares. Desse total, 12 foram lotados em delegacias que ainda não foram construídas. Essas delegacias foram criadas pelo Governo do Estado para atender ao programa Ronda no Bairro, que está funcionando na Zona Norte e deverá ser ampliado à toda a cidade até o final deste ano. Para atingir sua meta, o programa prevê a construção de dezenas de delegacias. O problema é que a nomeação dos delegados, que irão comandar os Distritos Integrados de Polícia (DIPs), saiu antes da construção desses espaços e pelo menos nove deles terão que trabalhar em delegacias de lata.
 Segundo o coordenador do programa Ronda no Bairro, Amadeu Soares, o Estado pretende alugar 89 contêineres refrigerados e adaptados para funcionarem como Delegacias de Polícia até que os prédios dos DIPs sejam concluídos. Ao todo, 15 distritos irão funcionar improvisadamente nesses contêineres cujo aluguel deverá ser feito por meio de licitação nos próximos meses. Amadeu Soares disse que os contêineres não irão comprometer a qualidade do serviço prestado pelos policiais do Ronda no Bairro. “São unidades climatizadas, confortáveis. Elas vão funcionar com Internet, telefone e tudo o que uma delegacia tem. Ficarão próximas aos locais onde as delegacias de verdade irão ser construídas”, disse. Entre os DIPs que irão funcionar em contêineres estão os que ficarão localizados nos bairros: Mauazinho, Parque 10, Conjunto Shangri-lá, São Jorge, João Paulo II, Coroado e Parque das Laranjeiras.
Inadequação
Na opinião do deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), o aluguel dos contêineres não é a melhor alternativa. “O ideal seria apressar logo a construção desses DIPs em vez de trazer uma estrutura que, na prática, vai se mostrar precária e corre o risco de ser utilizada permanentemente”, afirmou. Amadeu Soares disse que o aluguel dos contêineres não ocorre por pressa, mas para atender o que ele chamou de “clamor popular”. “Existe um clamor da população para que o programa seja expandido. A gente sente isso nas ruas, vê na mídia. Por isso é que vamos alugar os contêineres. Alguns DIPs vão funcionar assim por no máximo três meses. Outros, por conta de problemas com desapropriação de terrenos, vão funcionar por mais tempo”, explicou.
Doze delegados da Polícia Civil, nomeados titulares em abril deste ano, ainda não têm delegacias para chefiar. De acordo com levantamento feito pela reportagem de A CRÍTICA, ao menos nove delegacias criadas apenas “virtualmente” para atender futuramente ao programa Ronda no Bairro, irão funcionar, provisoriamente, em contêineres alugados pelo Governo do Estado. Algumas dessas delegacias de lata poderão funcionar por até oito meses. Para complicar ainda mais a situação, os titulares, indicados pelo delegado-geral Mário César Nunes, já estão recebendo uma gratificação de R$ 4 mil pelo cargo que, na prática, eles não exercem.
No dia 10 de abril deste ano, foi publicado o ato de nomeação de 85 delegados titulares. Desse total, 12 foram lotados em delegacias que ainda não foram construídas. Essas delegacias foram criadas pelo Governo do Estado para atender ao programa Ronda no Bairro, que está funcionando na Zona Norte e deverá ser ampliado à toda a cidade até o final deste ano. Para atingir sua meta, o programa prevê a construção de dezenas de delegacias. O problema é que a nomeação dos delegados, que irão comandar os Distritos Integrados de Polícia (DIPs), saiu antes da construção desses espaços e pelo menos nove deles terão que trabalhar em delegacias de lata.
Segundo o coordenador do programa Ronda no Bairro, Amadeu Soares, o Estado pretende alugar 89 contêineres refrigerados e adaptados para funcionarem como Delegacias de Polícia até que os prédios dos DIPs sejam concluídos. Ao todo, 15 distritos irão funcionar improvisadamente nesses contêineres cujo aluguel deverá ser feito por meio de licitação nos próximos meses. Amadeu Soares disse que os contêineres não irão comprometer a qualidade do serviço prestado pelos policiais do Ronda no Bairro. “São unidades climatizadas, confortáveis. Elas vão funcionar com Internet, telefone e tudo o que uma delegacia tem. Ficarão próximas aos locais onde as delegacias de verdade irão ser construídas”, disse. Entre os DIPs que irão funcionar em contêineres estão os que ficarão localizados nos bairros: Mauazinho, Parque 10, Conjunto Shangri-lá, São Jorge, João Paulo II, Coroado e Parque das Laranjeiras.
Ironia
Mesmo enfatizando os aspectos “aprazíveis” das instalações que serão alugadas pelo Governo do Estado, Amadeu Soares disse que os contêineres não terão celas. “Se o pessoal dos Direitos Humanos vir a gente com presos em contêineres, eles vão vir correndo reclamar”, afirmou.
Os atos de Mário César Nunes
  • Em abril de 2011, o delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes, recomenda a nomeação de cinco candidatos reprovados no concurso da Polícia Civil de 2009. Entre eles, está o filho dele, Caio César Nunes.
  •  Em abril de 2012, o caso vem à tona a partir da veiculação de reportagens no jornal A CRÍTICA e na TV A Crítica. O caso fica conhecido com o “Quinteto Fantástico”. O governador do Estado manda criar uma comissão para investigar o caso.
  •  No dia 10 de abril deste ano, sob recomendação do delegado-geral Mário César Nunes, o governador Omar Aziz (PSD) assina a nomeação de 85 delegados titulares.
  • Em 12 abril de 2011, Mário César Nunes designa dezenas de delegados policiais para suas respectivas delegacias. Doze deles são designados para delegacias que não existem.
  • Ontem, o coordenador do Ronda no Bairro, Amadeu Soares, revelou que pelo menos 15 Distritos Integrados de Polícia (DIPs) irão funcionar de forma improvisada em contêineres adaptados. Os contêineres serão alugados até que as obras das delegacias reais sejam concluídas.
 
LEANDRO PRAZERES E MÔNICA PRESTES 

sábado, 5 de maio de 2012

Carência de delegados prejudica municípios do AM

Quase metade das cidades do interior do Estado do Amazonas não conta com a presença de um delegado de Polícia Civil

Diário Oficial do Poder executivo
Diário Oficial do Poder executivo (Jornal A Crítica)

Realizado para sanar, em parte, o déficit de delegados da Polícia Civil no interior do Estado, o concurso realizado em 2009 não apenas não resolveu o problema como criou distorções difíceis de serem explicadas. Atualmente, pelo menos 26 dos 61 municípios do interior do Estado não são atendidos por delegados, mas o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas (Sinpol), Moacir Maia, acredita que a situação pode ser ainda pior.
Em princípio, o concurso deveria prover cem novos delegados, mas haveria cadastro de reserva com pelo menos mais 200 candidatos. Mais de três anos depois do concurso, menos da metade dos classificados foi chamada. Tanto a capital quanto o interior continuam sem o número de delegados necessário.
Pior, entre o grupo que foi chamado está o “Quinteto Fantástico”, formado por cinco candidatos não aprovados no certame que, por recomendação do delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes, foram nomeados. Os seus integrantes são: Caio César Nunes, filho de Mário César, Thomaz Vasconcellos, secretário-executivo de Inteligência, Indra Celani, assessora de Mário César, Laura Câmara, prima do deputado federal Silas Câmara (PSD) e Herbert Lopes, irmão do desembargador Flávio Pascarelli.
Dos cinco “iluminados”, apenas Caio foi enviado para o interior, e mesmo assim por menos de nove meses. Hoje, deste grupo, apenas Herbert atua como delegado de polícia.
Ações do MPE
O déficit de delegados no interior do Estado, um problema crônico, é alvo de inúmeras ações movidas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Em julho de 2011, uma ação civil pública cobrou que a Polícia Civil enviasse delegados concursados a todos os distritos policiais dos 61 municípios do interior. À época, o MPE apurou que 53 municípios não tinham delegados.
Os promotores ingressaram com uma ação judicial pedindo urgência no envio de um projeto de lei para a abertura de vagas para o interior do Estado, o que até agora não aconteceu. Quase um ano depois, a realidade ainda está distante do que o MPE gostaria.
De acordo com Moacir Maia, pelo menos 30 municípios não contam com delegados. Para ele, a situação é temerária. “Isso é preocupante. Isso coloca em xeque qualquer procedimento instruído nestas delegacias. A população fica totalmente desguarnecida”, afirma.
Para o promotor Alberto Nascimento, que atuou durante 13 anos no interior, a falta de delegados não prejudica apenas a população, mas todo o sistema judiciário. “Atrapalha todo mundo. Os promotores ficam sem ter como atuar plenamente quando não há delegados. O inquérito instaurado por alguém que não tem a qualificação pode ser visto como uma prova ilícita. Ao pé da letra, todos os flagrantes que não sejam feitos por um policial civil não teriam validade”, disse.
A CRÍTICA procurou o delegado-geral, Mário César Nunes, para comentar o assunto, mas ele se recusou a falar.
Favorecimento na lotação
Entre as distorções encontradas pela reportagem de A CRÍTICA nas nomeações do concurso da Polícia Civil, algumas beiram o absurdo. De acordo com a portaria 543/2010, os candidatos a serem nomeados deveriam ter suas lotações definidas de acordo com a ordem de classificação. Em outras palavras, os melhores classificados ficariam na capital ou nos arredores. Entretanto, candidatos muito melhores classificados que os integrantes do “Quinteto Fantástico” foram mandados para lugares como Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira (a 1.105 e 858 quilômetros de Manaus).
É o caso de Ivone Maria Rocha Azevedo. Ela ficou em 76º lugar na classificação final do concurso e foi enviada para São Gabriel da Cachoeira. Indra Celani Leal, a mais bem classificada do “Quinteto Fantástico”, na 113ª posição, mais de 30 posições abaixo, ficou em Manaus, no gabinete de Mário César Nunes.
Eleandro Granja, que ficou em 95º lugar foi para Tabatinga, a mais de 1,1 mil quilômetros de Manaus, enquanto Caio César Nunes, o único do quinteto que foi para o interior, ficou em Presidente Figueiredo, a 107 quilômetros de Manaus.
Em Manaquiri, a pouco mais de 60 quilômetros da capital, o investigador Manoel da Costa bastos faz as vezes de delegado. “Temos uns quatro mandados de prisão para cumprir, mas como não temos gente e meios para fazer tudo, a gente não pode fazer”, disse o investigador.
Governador decide investigar
Omar citou, pela primeira vez desde que o caso estourou, que fez nomeação com base em parecer da PGE O governador Omar Aziz (PSD) determinou, nessa sexta-feira (4), que uma comissão seja instaurada para apurar as denúncias de irregularidades na nomeação do “Quinteto Fantástico” publicadas em A CRÍTICA. A comissão terá 15 dias para apurar o caso e emitir um parecer que será enviado ao governador.
A equipe de apuração será composta por representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Ministério Público Estadual (MPE) e Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Amazonas (OAB-AM).
Segundo Omar Aziz, a nomeação feita por ele não foi ilegal, uma vez que estaria respaldada em um parecer da PGE. “A procuradoria concluiu que os candidatos estavam aptos. Portanto, eu agi com base nesse parecer e não cometi nenhum dolo. Agora, o Ministério Público entende que há indícios de irregularidades e está recomendando um procedimento administrativo. Se as irregularidades forem comprovadas, vou desfazer a nomeação”, afirmou o governador.
Na última quinta-feira (3), o governador disse que a nomeação do grupo que está sendo acusado de favorecimento na classificação do concurso público só aconteceu porque a Justiça determinou a inscrição dos cinco candidatos no curso de formação da Polícia Civil. Mas Omar Aziz admitiu, na ocasião, não haver decisão judicial determinando a nomeação do quinteto.
O governador descartou, momentaneamente, afastar o delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes. “O Mário César atuou de acordo com um parecer da PGE. Não dá pra gente sacrificar uma pessoa assim. Ele tomou suas atitudes com base nesse parecer”, afirmou.

LEANDRO PRAZERES E MÔNICA PRESTES