terça-feira, 4 de junho de 2013

Feirantes questionam impasse entre Prefeitura e Ministério Público sobre licitação do Mercado Adolpho Lisboa


Segundo o promotor de justiça da Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais do Cidadão


No entanto, somente 157 foram constatados trabalhando efetivamente no mercado(Foto G1.globo)

Durante a segunda Audiência Pública realiza na Câmara Municipal de Manaus (CMM) na tarde desta segunda-feira (3), para tratar sobre o funcionamento do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, os permissionários do local fizeram questionamentos sobre o impasse entre a Prefeitura de Manaus e o Ministério Público do Estado, que após investigação, recomendou ao Poder Executivo a realização de licitação para a ocupação dos espaços comerciais do mercado.

Segundo o promotor de justiça da Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais do Cidadão (Prodedic) do MPE, Antônio Mancilha, presente na audiência, o relatório elaborado pela promotoria demonstrou a existência de 182 permissionários inscritos na prefeitura.

No entanto, somente 157 foram constatados trabalhando efetivamente no mercado.

O que daria margem para a realização de licitação para preenchimento dos demais boxes do mercado.

O presidente do Sindicato dos Feirantes, David Lima da Silva e o presidente da Associação dos Permissionários do Adolpho Lisboa, Fidélis 
Aguiar questionaram as informações do relatório do MPE, uma vez, que segundo eles, na nova estrutura faltará boxes para todos os feirantes que trabalham no mercado.

E ainda explanaram preocupação sobre como funcionará o processo licitatório.

“Se houver uma licitação, ninguém de nós ganhará a licitação.

Pois não temos condições de competir com empresas grande que podem demonstrar interesse no mercado”, afirmou David da Silva.

Sobre os questionamentos, os titulares da secretaria Municipal Extraordinário para Requalificação do Centro (Semex) e Secretaria Municipal de Empreendedorismo e Abastecimento (Sempab), Rafael Assayag e Jeferson Praia, respectivamente.

Afirmaram acreditar nas boas intenções do Ministério Público.

E que a prefeitura estuda como por em pratica a determinação de forma a cumprir a recomendação e não prejudicar os feirantes.

“Uma da medida que será adotada pela prefeitura é assegurar a vaga para aqueles permissionários que conseguirem comprovar, por meio de documentação, que estão no mercado desde antes de 1988”, afirmou Assayag.

No entanto, a proposta também foi questionada pelos feirantes que indagaram o que iria acontecer com os permissionários que herdaram os boxes depois de 1988.

Situação da feirante, Enocile Moura, cujo marido é dono de um boxe no mercado, mas que está impossibilitado de trabalhar por conta de problemas de saúde.

“Devido esse impasse meu marido teve um AVC.

E hoje com toca nosso restaurante que funcionava no mercado e que foi transferido para a feira da Manaus Moderna, é meu filho. Que garantia eu tenho que nós não perderemos tudo?”,  questionou a feirante.

Fidélis Aguiar ainda mencionou que estava na hora de fazer justiça aos feirantes que sofrem há sete anos.

“Que se faça justiça. 

E nesse momento fazer licitação no mercado, não é fazer justiça”, afirmou.

E pediu que o MP não visse a situação somente com os olhos da lei, mas também com preocupação nas questões sociais.

MPE

Em resposta aos questionamentos, Antônio Mancilha disse que o MP estava agindo na conformidade da lei e que as recomendações eram necessárias aos comércios públicos, assim como outros mercados e feiras onde há investimento de recursos públicos.

“Um permissionário com mais de 50 anos de atividade não precisa se preocupar porque deverá ter prioridade frente aos outros concorrentes”, disse.

Indenização

Sobre a indenização solicita pelos feirantes, na primeira Audiência Pública no dia 19 de abril, onde sugeriram ao secretário Rafael Assayag que no período que eles ficaram sem ter onde trabalhar a Prefeitura oferecesse um novo local ou pague a eles uma indenização.

Rafael informou que o prefeito Arthur Neto (PSDB), decidiu pela medida de indenizar os permissionários que hoje trabalham numa feira provisório nas proximidades do Mercado Adolpho Lisboa.

Os feirantes serão removidos do local até o dia 2 de setembro para a construção de um tratamento de esgoto no subsolo e superfície da área para atender o Mercado Municipal. Porém, só receberão a indenização, quem participar de cursos de requalificação.

A audiência foi provocada pela Comissão de Finanças, Economia e Orçamento (CFEO) da Casa Legislativa, dirigida pelo vereador Elias Emanuel (PSB), vice-presidente da Comissão. E contou ainda com a participação do vereador Joãozinho Miranda (PTN).



Com Informação da Assessoria




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