Os denunciados vão responder por triplo homicídio duplamente qualificado, sendo que quatro deles também serão julgados por ocultação de cadáver
![]() |
Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos |
De acordo com a ação penal entregue nesta quarta-feira
(30) à Justiça Federal, os seis denunciados vão responder por triplo homicídio
duplamente qualificado e quatro deles também serão julgados por ocultação de
cadáver. Todos são indígenas da etnia Tenharim.
O desaparecimento dos homens provocou uma série de protestos da população da cidade no dia 25 de
dezembro, quando destruíram prédios e bens públicos ligados aos povos indígenas
e também de benfeitorias existentes na terra indígena. Na ocasião, o MPF recorreu à Justiça para garantir proteção à terra
indígena e obteve
decisão favorável.
Circunstâncias
da morte
O professor Steff Pinheiro de Souza, o representante
comercial Luciano Ferreira Freire e o funcionário da Eletrobrás Amazonas
Energia Aldeney Ribeiro Salvador faziam uma viagem de rotina pela rodovia no
dia 16 de dezembro de 2013, em um Gol preto, quando desapareceram no trecho da
rodovia que corta a terra indígena Tenharim, onde os índios cobram pedágio para
veículos passarem.
As famílias levaram o caso às
autoridades policiais, que iniciaram uma mega operação de buscas, comandada pela
Polícia Federal, com apoio da Força Nacional, Exército, Polícia Militar e
Polícia Civil dos estados do Amazonas e Rondônia.
As investigações concluíram que as
vítimas foram seqüestradas assassinadas a tiros no dia 16 de dezembro de 2013,
ainda dentro do veículo no qual seguiam em viagem pela Rodovia Transamazônica
(BR-230) com destino ao município de Apuí. O veículo foi incendiado. Os corpos foram
ocultados por parte dos denunciados e só foram encontrados no dia 3 de
fevereiro de 2014.
Segundo a polícia, os três corpos estavam enterrados em uma única vala e
possuíam características de execução por arma de fogo e foram encontrados pelo
cão Horus, do canil da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Os corpos dos três trabalhadores foram sepultados pelos familiares no dia 6 de
fevereiro, em Manaus, Apuí e Humaitá.
Índios
presos
Os índios, que estão presos preventivamente desde o final
de janeiro, são acusados de seqüestrarem e matem os homens a tiros e depois
queimarem o carro usado por eles. As motivações do crime ainda não foram
esclarecidos.
No final de março, o MPF/AM pediu a manutenção da prisão preventiva durante toda a tramitação do processo
para cinco dos seis denunciados que já estão presos e solicitou ainda a
instauração de um novo inquérito para apurar a participação de mais pessoas no
crime. A ação aguarda recebimento na Justiça Federal e tramita sob segredo de
Justiça.
*Com
informações da assessoria

Nenhum comentário:
Postar um comentário