Mostrando postagens com marcador BR-230. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BR-230. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Justiça manda soltar índios Tenharim acusados de matar três homens em reserva do AM

Vítimas foram mortas em dezembro de 2013 dentro de terra indígena cortada pela BR-230 Transamazônica, em Humaitá. Os índios acusados do crime responderão em liberdade


Imagem ilustrativa (Euzivaldo Queiroz/ Arquivo A CRÍTICA)



A Justiça do Amazonas mandou soltar os cinco índios Tenharim acusados de matar, em dezembro de 2013, três homens dentro da Terra Indígena Tenharim, às margens da rodovia BR-230, a Transamazônica, em Humaitá, no interior do Amazonas, a 590 quilômetros da capital.
A desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado, relatora do processo, aceitou o habeas corpus impetrado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) contra o juiz da 2ª Vara Criminal de Humaitá e concedeu alvarás de soltura para os cinco réus presos: Simeão Tenharim, Gilson Tenharim, Gilvan Tenharim, Valdinar Tenharim e Domiceno Tenharim. A decisão foi tomada no último dia 6 de novembro.
Para defender a soltura dos réus, a Funai alegou que houve constrangimento ilegal por excesso de prazo porque os índios estavam presos desde 30 de janeiro de 2014, há 1 de um ano e 9 meses, “há mais tempo do que a lei determina”. O excesso de prazo foi cometido pelo juiz da 2ª Vara de Humaitá. A alegação da Funai foi aceita pela desembargadora Encarnação Salgado.
Os cinco indígenas vinham cumprindo pena na Cadeia Pública de Lábrea, município vizinho a Humaitá. Antes, eles estavam presos no Presídio de Segurança Máxima de Porto Velho, em Rondônia. A transferência deles de Porto Velho para Lábrea ocorreu devido ao declínio de competência do caso passar da Justiça Federal para Justiça Estadual.
Na decisão de soltura, a desembargadora exigiu que os cinco réus indígenas devem permanecer dentro da Terra Indígena Tenharim Marmelos, sob supervisão da Funai de Humaitá, mesmo local onde viviam e onde as vítimas foram assassinadas. Os índios são acusados de infringir os artigos 121, § 2º, inc. I e IV e 211 do Código Penal (homicídio).
As três vítimas
As três vítimas assassinadas a tiros dentro da reserva indígena Tenharim são o professor Stef Pinheiro de Sousa, 43, o comerciante Luciano Ferreira Freire, 30, e o funcionário da Eletrobras Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador, 40.
Eles foram sequestrados e desapareceram no dia 16 de dezembro de 2013 quando faziam viagem de carro pelo trecho da rodovia BR-230 que corta a reserva Tenharim e onde os indígenas cobram pedágio. As vítimas tinham como destino a cidade de Apuí.
As famílias denunciaram o desaparecimento e uma mega operação foi montada pela Polícia Federal para encontrar as vítimas, com apoio da Força Nacional, Exército, Polícia Militar e Polícia Civil do Amazonas e Rondônia.
Os cinco índios réus no processo foram presos antes dos corpos serem encontrados, no dia 30 de janeiro de 2014. O veículo das vítimas foi incendiado e os corpos achados quase dois meses depois do crime, no dia 3 de fevereiro de 2014, todos dentro de uma vala.
Vingança
Os assassinatos dos três homens teriam sido motivados por vingança dos indígenas devido a morte do cacique Ivan Tenharim, pai de dois dos réus no processo criminal. O corpo do cacique Ivan foi encontrado em um trecho da rodovia BR-230 no dia 2 de dezembro de 2013, dias antes dos homicídios.
Conflitos 
As mortes dos três homens gerou conflitos séros naquela região do sul do Amazonas. A reserva indígena Tenharim foi parcialmente invadida por um grupo de pessoas e os casebres de madeira onde os índios cobravam pedágios foram incendiados. Veículos e prédios da Funai foram saqueados e incendiados.

Vinicius Leal

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Comissão da Assembleia debaterá sobre segurança pública no Sul do Amazonas

Cabo Maciel reunirá também com os moradores 


Comunidade do Santo Antonio do Matupi, situada no km180 da rodovia (Foto: A Crítica)




A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), sob a presidência do deputado Cabo Maciel (PR) seguiu, na última quarta-feira (25), para o município de Apuí ( a 453 km de Manaus) para debater com a população e líderes políticos da região os conflitos que já culminaram, inclusive, com o assassinato de moradores pelos índios tenharin.                

Cabo Maciel reuniu também com os moradores da comunidade do Santo Antonio do Matupi, situada no km180 da rodovia BR-230 (Transamazônica). 
               
Os técnicos da Comissão de Segurança realizarão um levantamento dos problemas existentes no Sul do Amazonas, para que possam encaminhar relatórios com fotos e vídeos para a Secretaria de Segurança Pública tomar as providências cabíveis.


 Com informação da Assessoria

quinta-feira, 1 de maio de 2014

MPF/AM denuncia seis índios pelo assassinato de três homens na Transamazônica

Os denunciados vão responder por triplo homicídio duplamente qualificado, sendo que quatro deles também serão julgados por ocultação de cadáver

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos (Clovis Miranda)
 


O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) denunciou seis índios Tenharim acusados de assassinarem de Stef Pinheiro de Sousa, 43, Luciano Ferreira Freire, 30, e Aldeney Ribeiro Salvador, 40, em dezembro de 2013, no interior da terra indígena Tenharim-Marmelos, localizada no município de Humaitá (590 quilômetros de distância de Manaus em linha reta), sul do Amazonas.


De acordo com a ação penal entregue nesta quarta-feira (30) à Justiça Federal, os seis denunciados vão responder por triplo homicídio duplamente qualificado e quatro deles também serão julgados por ocultação de cadáver. Todos são indígenas da etnia Tenharim.
O desaparecimento dos homens provocou uma série de protestos da população da cidade no dia 25 de dezembro, quando destruíram prédios e bens públicos ligados aos povos indígenas e também de benfeitorias existentes na terra indígena. Na ocasião, o MPF recorreu à Justiça para garantir proteção à terra indígena e obteve decisão favorável.

Circunstâncias da morte

O professor Steff Pinheiro de Souza, o representante comercial Luciano Ferreira Freire e o funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador faziam uma viagem de rotina pela rodovia no dia 16 de dezembro de 2013, em um Gol preto, quando desapareceram no trecho da rodovia que corta a terra indígena Tenharim, onde os índios cobram pedágio para veículos passarem.
As famílias levaram o caso às autoridades policiais, que iniciaram uma mega operação de buscas, comandada pela Polícia Federal, com apoio da Força Nacional, Exército, Polícia Militar e Polícia Civil dos estados do Amazonas e Rondônia.
As investigações concluíram que as vítimas foram seqüestradas assassinadas a tiros no dia 16 de dezembro de 2013, ainda dentro do veículo no qual seguiam em viagem pela Rodovia Transamazônica (BR-230) com destino ao município de Apuí. O veículo foi incendiado. Os corpos foram ocultados por parte dos denunciados e só foram encontrados no dia 3 de fevereiro de 2014.

Segundo a polícia, os três corpos estavam enterrados em uma única vala e possuíam características de execução por arma de fogo e foram encontrados pelo cão Horus, do canil da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Os corpos dos três trabalhadores foram sepultados pelos familiares no dia 6 de fevereiro, em Manaus, Apuí e Humaitá.

Índios presos

Os índios, que estão presos preventivamente desde o final de janeiro, são acusados de seqüestrarem e matem os homens a tiros e depois queimarem o carro usado por eles. As motivações do crime ainda não foram esclarecidos.
No final de março, o MPF/AM pediu a manutenção da prisão preventiva durante toda a tramitação do processo para cinco dos seis denunciados que já estão presos e solicitou ainda a instauração de um novo inquérito para apurar a participação de mais pessoas no crime. A ação aguarda recebimento na Justiça Federal e tramita sob segredo de Justiça.

*Com informações da assessoria


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Governo libera R$ 15 milhões para infraestrutura em Santo Antônio do Matupi (AM)

Além do asfaltamento no Centro da cidade, repasse estadual também será destinado à construção de um posto de saúde e aquisição de uma viatura

Ruas do distrito de Santo Antônio do Matupi, na Transamazônia, apresentam pouco movimento devido à operação
Além do asfalto nas ruas do Centro de Santo Antônio do Matupi, distrito também receberá um posto de saúde (Bruno Kelly)

Um total de R$ 15 milhões foram liberados pelo governo estadual para os serviços de asfaltamento, construção de um posto de saúde e aquisição de uma viatura policial, para o distrito de Santo Antônio do Matupi, localizado no quilômetro 180 da rodovia Transamazônica, no município de Manicoré – a 333 quilômetros de Manaus.

A área contemplada pelos trabalhos de asfaltamentos em Santo Antônio do Matupi, deverá ser o Centro da cidade e o entorno. Além da aquisição de uma viatura, o efetivo da Polícia Militar local, também deverá receber um reforço em seu efetivo.

Localizado no quilômetro 180, da rodovia 230 – popularmente conhecida como Transamazônica -, o distrito de Santo Antônio do Matupi também é conhecido pela prática de desmatamento.

O principal líder da comunidade, o produtor rural Nardélio Delmiro Gomes, 47, foi assassinado a tiros em Humaitá – município localizado a 591 quilômetros de Manaus -, em novembro do ano passado.


ACRITICA