Mostrando postagens com marcador Resgate. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resgate. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de novembro de 2014

OAB cria comissão para investigar escravidão de negros no Brasil

Intenção é fazer resgate histórico e da contribuição da população negra para desenvolvimento do país. Além disso, é possível discutir a reparação e avaliar condições de desigualdade com negros em diversos campos


Comissão discutirá formas de reparar escravização (Tânia Rego/ABr)



O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou, nesta segunda-feira (3), a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, no âmbito da entidade, para investigar os fatos relativos à escravidão de africanos e seus descendentes ocorridos em território brasileiro.

A intenção é fazer um resgate histórico e da contribuição da população negra para o desenvolvimento do país. Para o presidente do Instituto da Advocacia Racial e Ambiental, Humberto Adami, a comissão cria um espaço para a escravidão do negro ser passada a limpo.
“Para que se consiga ver o que aconteceu, a tragédia e o holocausto do povo negro, do povo africano no Brasil, e a partir daí se possa buscar com mais firmeza a aplicação de política de ação afirmativa, para que os brasileiros que estão em uma situação de cidadão de segunda classe partam para a verdadeira igualdade”, disse.
Em sessão plenária, o conselho decidiu, ainda, encaminhar ao governo federal a proposta de instalar a comissão da escravidão negra nos moldes da Comissão Nacional da Verdade (CNV) que investiga as violações de direitos humanos durante o regime militar, entre 1964 e 1985.
Segundo Adami, além do resgate histórico, é possível discutir a reparação e avaliar as condições de desigualdade nos campos político, econômico, de mercado de trabalho, das questões quilombolas e das religiões de matriz africana.
“Na verdade, você transforma e refunda a República ao trazer a reparação da escravidão para uma discussão franca e aberta, como tiveram os judeus, os japoneses da época do macartismo e outros grupos humanos que passaram por períodos de discriminação. Apenas para a população negra isso ainda não foi concedido”, disse Adami.
Os membros da comissão da OAB devem ser escolhidos e nomeados até o próximo mês.
ANDREIA VERDÉLIO (AGÊNCIA BRASIL)


quarta-feira, 6 de março de 2013

Filhote de peixe-boi é resgatado no município de Autazes (AM)

O animal foi levado ao Inpa/MCT pelo biólogo com o apoio do Batalhão Ambiental e começará a integrar o “Projeto Peixe-Boi” do Inpa com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa)

Lili foi encaminhada ao Inpa
Lili foi encaminhada ao Inpa (Alexandre Fonseca)

A pequena Lili, peixe-boi encontrado na comunidade Remanso em Autazes (município a 112 quilômetros de Manaus), foi resgatado pelo biólogo Halley Soares no último domingo (03), por volta das 16h. O filhote foi encaminhado ao Parque Robin C. Best do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) às 20h desta terça-feira (05).

O animal foi levado ao Inpa/MCT pelo biólogo com o apoio do Batalhão Ambiental e começará a integrar o “Projeto Peixe-Boi” do Inpa com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa). “Ela é recém-nascida, tem cerca de 80 centímetros e pesa aproximadamente 20 quilos”, informou o biólogo.

Após o resgate, ela recebeu os cuidados de Halley. “Ela estava sozinha e filhotes costumam sempre estar do lado da mãe, sem contar que naquela área é difícil ver um peixe-boi, o que chamou atenção. Pegamos uma canoa e colocamos em uma piscina e ficamos alimentando com leite na mamadeira”, contou.

Todo este carinho especial tem uma explicação. Este é o primeiro resgate que o biólogo realiza. O nome é uma homenagem a sua avó falecida há três anos. “Nunca havia me conectado tanto com uma vida assim. Valeu ser biólogo, por estas coisas”, disse emocionado.

Ampa

A Ampa é uma organização não governamental que surgiu da necessidade de promover atividades de proteção, conservação, pesquisa, manejo do peixe-boi e de outros mamíferos aquáticos existentes na Amazônia: lontra neotropical (Lontra longicaudis), ariranha (Pteronura brasiliensis), tucuxi (Sotalia fluviatilis) e boto-vermelho (Inia geoffrensis).

CAMILA PEREIRA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Peixe-boi resgatado em Coari (AM) chega ao Inpa

O filhote que recebeu o nome de Sol, está ferida na nadadeira direita e apresenta sinais de desidratação.

Um verdadeiro mutirão foi organizado para resgatar o peixe-boi
Um verdadeiro mutirão foi organizado para resgatar o peixe-boi (Divulgação)
Um filhote de peixe-boi do sexo feminino, com aproximadamente cinco a seis meses de vida, medindo cerca de 90 centímetros, foi resgatado na última terça-feira (06), por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Coari e conduzido, de avião, ao Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa), em Manaus.

Ele está ferido na nadadeira direita, um pouco abaixo do peso e apresenta sinais de desidratação. “No geral, ele apresenta bom estado físico”, assegura Afrânio César, engenheiro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Sematur). A mãe, provavelmente foi capturada e morta no rio Solimões, próximo à comunidade rural Amazonino Mendes, na região do baixo Solimões.

Um verdadeiro mutirão foi organizado pela secretária Regina Glória Cerdeira para resgatar o mamífero de aproximadamente 15 quilos. Depois de receber a informação de que um peixe-boi estava sendo mantido dentro de uma canoa alagada e sendo alimentado pela agricultora Maria Valdilene Souza e seus filhos, a operação resgate foi organizada e realizada com sucesso.

Depois de uma hora de viagem, em voadeira, até a comunidade, "Sol" (nome dado por ter sido capturada no rio Solimões) ganhou um tanque com 300 litros de água.
No avião, providenciado pela prefeitura local, Sol ganhou um colchonete com toalhas molhadas, leite na mamadeira e carinho de todos. O avião decolou, às 14h15 levando o animal acompanhado de uma técnica da Sematur, que fez a entrega aos pesquisadores do Inpa, na capital amazonense.

ACRITICA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Falta de abrigos força Amazonas a ‘exportar’ animais

Sem conseguir dar abrigo aos silvestres resgatados aqui, órgãos ambientais precisam encontrar locais fora do Estado

A onça pintada, espécie ameaçada de extinção, é uma das que mais sofrem com falta de espaço, por pesar até 130 kg. Um exemplar está sendo levado para o Mato Grosso
A onça pintada, espécie ameaçada de extinção, é uma das que mais sofrem com falta de espaço, por pesar até 130 kg. Um exemplar está sendo levado para o Mato Grosso (Antonio Menezes)
 
O Amazonas, apesar de estar localizado no meio da maior biodiversidade do mundo, não possui abrigos suficientes para os mais de 800 animais silvestres que, anualmente, passam pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), provenientes de apreensões, entregas voluntárias e, em número menor, resgates. O jeito é tentar mandá-los para outros Estados brasileiros, uma tarefa nada fácil que se repete mensalmente.

Em 2012 foram 888, pertencentes a mais de 80 espécies diferentes. Os principais grupos estão entre as aves, primatas (macacos), felinos e quelônios. Alguns, são devolvidos ao seu habitat, dependendo de aspectos como o estado de saúde e o tempo em cativeiro.
Mas a maioria precisa ser transferida a criadouros controlados, como zoológicos, instituições de pesquisa, mantenedores de fauna silvestre e até voluntários, mas tudo de outros Estados. Os disponíveis em Manaus estão lotados.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).


NELSON BRILHANTE