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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Coleta de abaixo – Assinados: Manaquiri entra na luta pela construção da ponte Rio Solimões

Os abaixo-assinados estão sendo realizados em Manaus

(Fotos: Aleam) Durante a visita ao Manaquiri, o deputado Souza conversou com moradores

Foram recolhidas mais de 500 assinaturas, além da distribuição de jornais

A ideia é facilitar a ligação do Amazonas com

A comerciante Valdinete Silva, que mora no Manaquiri há 15 anos


O município de Manaquiri, no interior do Amazonas, entrou na luta pela construção da ponte Rio Solimões. Ontem (segunda-feira 30/11), uma comitiva organizada pelo deputado estadual Francisco Souza, visitou Manaquiri para recolher assinaturas em defesa da ponte.

Foram recolhidas mais de 500 assinaturas, além da distribuição de jornais e panfletos com informações sobre a ponte Rio Solimões. A comitiva percorreu as principais ruas da cidade, além de praças e o porto de Manaquiri.

A comerciante Valdinete Silva, que mora no Manaquiri há 15 anos, colocou o nome no abaixo-assinado. Ela disse que é a favor da construção da ponte, pois a obra trará mais desenvolvimento para o município. “Faço questão colocar meu nome no abaixo-assinado. Se unirmos nossos esforços, a ponte se tornará uma realidade”, afirmou a comerciante.

Durante a visita ao Manaquiri, o deputado Souza conversou com moradores e explicou detalhes do projeto da ponte Rio Solimões. “Existe uma grande curiosidade das pessoas sobre a nova ponte”, revelou Souza. “Ao visitarmos os municípios, aproveitamos para explicar detalhes da obra e como ela beneficiará o Amazonas”, acrescentou.

Quando a ponte Rio Solimões estiver construída, vai ligar os municípios de Manacapuru e Manaquiri, no trecho onde o rio Solimões é mais estreito. A ideia é facilitar a ligação do Amazonas com as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, por meio da BR-319.

“Não será uma ponte ligando apenas dois municípios. Será a ponte que ligará o Amazonas ao restante do País, através da BR-319”, explicou Souza.
Atualmente, quem deseja chegar ao Centro-Oeste do Brasil, tem que atravessar os rios Negro e Solimões, por meio de balsas, e depois cruzar a BR-319. “Com a ponte, a viagem será mais rápida e com mesmos custos, beneficiando moradores de todo Amazonas”, planeja Souza.

Até agora, foram reunidos mais de 70 mil assinaturas pedindo a construção da ponte Rio Solimões. Os abaixo-assinados estão sendo realizados em Manaus, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré e Humaitá. A meta é reunir mais de 120 mil assinaturas até o início de 2016.


Com Informação da Assessorira

 


terça-feira, 31 de março de 2015

Bi Garcia sugere Moção de Aplauso aos coordenadores da instalação de cabos de fibra ótica no fundo dos rios amazônicos

O parlamentar justificou a iniciativa pelo trabalho comandado 


Fibra ótica no fundo dos rios Madeira, Solimões, Purus, Juruá e Negro (Foto: Dripp)


O deputado estadual Bi Garcia (PSDB) assumiu a tribuna, nesta segunda-feira (30), em Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para apresentar o pedido de Moção de Aplauso ao chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro, general Decílio de Medeiros Salles, e ao diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões.

O parlamentar justificou a iniciativa pelo trabalho comandado pelo general Decílio e pelo diretor Nelson, junto ao Governo do Estado, de operar a instalação de cabos de fibra ótica no fundo dos rios Madeira, Solimões, Purus, Juruá e Negro, “para levar a internet de alta velocidade para os municípios localizados nessas microrregiões do Estado do Amazonas”.

“Trata-se do programa Amazônia Conectada em pleno processo de trabalho e que tem por fim a construção de cinco infovias, rede de transmissão, com uma extensão de 7.800 km a ser implantado pelos fundos dos rios supracitados”, explicou Bi Garcia, informando que o custo do Amazônia Conectado está estimado em R$ 1 bilhão e a previsão de seu termino é para o final de 2017.

Bi Garcia afirmou que a sua preocupação, enquanto deputado e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação, Informática e Inovação “é de assegurar os repasses desses recursos federais bem como garantir também novos investimentos mediados pelo Governo do Estado, visando a conclusão desse programa”.


Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Lanchas saindo de Manaus para Manicoré

Lanchas saindo de Manaus para Manicoré e de Manicoré para Manaus


Lanchas saindo de Manaus para Manicoré e de Manicoré para Manaus (Foto: Divulgação)

Saída de Manaus:

Segunda- Feira .06 horas da manhã. Lancha Torpedo

Terça- Feira .06 horas da manhã. Lancha Missone

Quarta- Feira . 06 horas da manhã. Lancha Puma

Quinta- Feira . 06 horas da manhã. Lancha Torpedo

Sexta- Feira . o6 horas da manhã. Lancha Zé Holanda

Sábado- 06 horas da manhã. Missone e Puma

Saída de Manicoré:

Segunda- Feira . o6 horas da manhã. Missone e Puma

Terça- Feira . 06 horas da manhã. Torpedo

Quarta-Feira . 06 horas da manhã. Missone

Quinta- Feira . 06 horas da manhã. Puma
Sábado- 06 horas da manhã. Torpedo

Domingo-06 horas da manhã. Zé Holanda



Edy Lima DRT-AM 1823

Lanchas saindo de Manaus para Manicoré


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Polícia Militar do 72º DIP apreenderam mais de 200 kg de drogas em Santa Isabel do Rio Negro

Os moradores informaram que é grande o movimento 

(Foto: Frank Garcia)


Mais de duzentos quilos entre maconha e cocaína



Policiais da 72ª DIP em Santa Isabel do Rio Negro, fizeram a apreensão

na tarde da última segunda feira dia 14 de abril de uma grande quantidade
 de drogas, mais de duzentos quilos entre maconha e cocaína, segundo
informações dos policiais eles chegaram até o local onde estava
escondida a droga depois de denúncias de ribeirinhos.

droga foi encontrada em uma comunidade chamada UABADA, há 50
quilômetros da sede do município de Santa Isabel do Rio Negro,
ribeirinhos desconfiaram da movimentação e decidiram avisar a policia.
Quando os policias chegaram no local encontraram a droga escondida
dentro da mata enrolada em plásticos e sacos de fibra.

Os moradores informaram que é grande o movimento quando os barcos e
balsas passam pelo local , a droga foi levada para o município de
Santa Isabel do Rio Negro e  segundo a Polícia Militar  todo material
apreendido será levado para Manaus. Ninguém foi preso, ainda não se
sabe de quem é a droga.  Atualmente a Delegacia de Policia Santa
Isabel do Rio Negro está sem delegado. Mas as investigações
continuarão.



Frank Garcia 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Comandante de Barco de Turismo Amazon Santana desaparece no Rio Negro-AM

O barco de Turismo Amazon Santana é de propriedade de uma já conhecida


Os outros tripulantes do barco viram quando ele caiu (Foto: Barcelos na Net)




O Comandante (prático) do Barco de Turismo Amazona Santana,  GENIVAL

FRANÇA GARCIA, 64 anos, desapareceu por volta das 16:00h no sábado
(23), depois  de ter caído na água da Balsa Porto de Santa Isabel do
Rio Negro ( a 631.19 km de Manaus via aérea).

As buscas, iniciadas por volta das 17h desse sábado (23), foram
retomadas no início da manhã deste domingo (24), e estão sendo
realizadas por uma equipe do Barco Amazon Santana e familiares.



Os outros tripulantes do barco viram quando ele caiu, disseram que ele
foi pular da Balsa para o Barco e caiu, disseram ainda que ele estava
embriagado e foi levado para debaixo do porto balsa pela forte
correnteza do Rio Negro.

O barco de Turismo Amazon Santana é de propriedade de uma já conhecida
empresa de turismo no Amazonas o Sr. Lauro Rocha, empresa
especializada em pesca esportiva e expedições no Rio Negro e Madeira.
o Barco Amazon Santa tem  Capacidade: 24 passageiros com 12 cabines e
um comprimento de 34 metros.



A informações foram repassadas pelos famílias do acidentado Sr.
Genival França Garcia.

sábado, 13 de abril de 2013

Malhação no rio Negro


Nas águas do Rio Negro, mulheres e homens descobrem o prazer do Stand Up Paddle (SUP), esporte cada vez mais procurado

O esporte conquista mais adeptos a cada dia em Manaus (Alex Pazzuelo)


Os praticantes de SUP  (Stand Up Paddle) estão invadindo a cidade e mudando o cenário dos rios com suas pranchas.

 O esporte, que faz bem tanto para o corpo quanto para a mente, tem ganhado novos adeptos graças às escolinhas de SUP localizadas nas marinas.

Por preços que variam de R$ 30 a R$ 50 / hora, é possível aproveitar o prazer de remar sobre as águas do rio Negro.

Quem preferir uma aula mais personalizada pode contratar um instrutor personal por R$ 80 / hora.

Antes de entrar na água, os novos alunos recebem orientações básicas de como utilizar os equipamentos.

Após vencer o desafio de se equilibrar sobre a prancha e sincronizar a remada - o esporte é ideal para quem quer melhorar a coordenação motora -, aproveita-se a parte mais gostosa da experiência: o contemplamento da natureza.

“É bem relaxante, tranquilo.

A paz de estar em contato com a natureza é muito boa”, atestou a estudante Alaana Azevedo Freire, após sua primeira aula de SUP.

Ela estava acompanhada do namorado, o funcionário público Marcelo Monteiro Magalhães, que festejava o fato de ter visto um boto bem de pertinho.

“É um programa super diferente e fácil de fazer, até mesmo para os mais sedentários”, assegura a instrutora Michelle Guimarães, da Amazon SUP.

Ela confirma que o esporte caiu mesmo no gosto dos manauaras e que os grupos de praticantes têm aumentado.

É preciso saber nadar, mas quem quiser, pode recorrer ao uso de coletes durante os percursos. Segundo Michelle, o peso máximo para a prática do esporte é de 110 quilos.

Equipamentos

Os equipamentos para a prática do Stand Up Paddle ainda não podem ser considerados baratos, por isso o aluguel tem feito tanto sucesso.

Além disso, acomodar pranchas de quase três metros em casa ou no carro é bem complicado. Nesse caso, as infláveis têm feito bastante sucesso no mercado.

Para quem preferir alugar um local para guardar o equipamento, a Amazônia Tribal SUP, localizada na Praia Dourada, já disponibiliza esse serviço.

Dependendo do tamanho da prancha, o aluguel mensal pode variar de R$ 100 a R$ 200.

Segundo o instrutor de SUP Carlos Araújo, o Carlão, além das pranchas (que podem variar de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil) e dos remos (que vão de R$ 200 a R$ 1,2 mil), os praticantes também precisam do strep (corda que liga a prancha ao pé do atleta). Nesse último caso, os preços variam de R$ 50 a R$ 150.

ZEN

O SUP trabalha quase todos os grupos musculares do corpo, além do sistema cardiovascular (a circulação sanguínea aumenta e, consequentemente, o batimento cardíaco e a frequência respiratória são alterados).

Trata-se também de uma ótima terapia para a mente, pois durante sua pratica liberamos endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem estar e felicidade.

“É um esporte muito zen, quase uma terapia.

Você limpa sua mente e passa a dar valor a coisas simples da natureza”, afirma a empresária Geyna Brelaz, que há dois anos descobriu o SUP.

A identificação foi tamanha que ela resolveu comprar pela Internet sua própria prancha, no caso, uma Supflax inflável.

“Feita de um material especial, ela é bem prática.

Guardo numa mochila”, explica Geyna.

Outro que preferiu comprar a própria prancha foi o jornalista Rodrigo Araújo, que pela praticidade, também optou por uma inflável.

Quase todo o final de semana ele bate ponto no Píer do Tropical com seu equipamento. Acompanhado da mulher e dos dois filhos, Rodrigo só vê pontos positivos na prática do SUP.

“O esporte tonifica o corpo inteiro, além de ser super relaxante”, destaca. Então, bora remar!

Compra de pranchas

O empresário Maurício Barbosa, que representa em Manaus as marcas de pranchas Fanatic, JP Australia e Bic – consideradas as melhores do mundo -, afirma que a cidade tem as condições favoráveis para a prática do SUP: temperatura alta o ano inteiro e águas tranquilas.

“O SUP é muito bom para queimar calorias e um excelente exercício isómetrico para todo o corpo.

As mulheres mostram mais facilidade em aprender, uma vez que seu centro de gravidade é mais baixo que o dos homens”, observa Maurício.

Com tudo a favor, o esporte tende a crescer a remadas largas.

Serviço:

Prof. Carlão 9128-4425

Amazon SUP 8117-8089 / 9974-0950

Amazônia Tribal SUP 9988-5479 / 9122-0702

Maurício Barbosa 9118-4145 / 8138-4496/ mauriciowind
@gmail.com



Artur Cezar

domingo, 31 de março de 2013

Projeto promove viagem literária pela Amazônia

O projeto ‘Navegar é Preciso’ já está no seu terceiro ano consecutivo e vai contar com a participação de escritores de renome da literatura contemporânea

Projeto " Navegar é preciso" realiza viagem literária pelos rios da Amazônia pelo terceiro ano consecutivo
Projeto " Navegar é preciso" realiza viagem literária pelos rios da Amazônia pelo terceiro ano consecutivo (Divulgação)
Nomes como Xico Sá, Alejandro Zambra, Frei Betto, Affonso Romano de Sant’anna e Marina Colasanti estão confirmados na edição 2013 do projeto ‘ Navegar é Preciso’, promovido pela Livraria da Vila e a Auroraeco Viagens. Um barco navegará pelas águas do Rio Negro de 29 de abril a 03 de maio com uma programação que inclui encontros literários, bate-papos e shows entre outras atrações.

Além de nomes conhecidos da literatura, o projeto também vai contar com o som multifacetado do projeto ‘Coisa Fina’, um grupo instrumental que funde o jazz a ritmos brasileiros como o baião, maracatu e samba, provocando no ouvinte uma experiência única.

Nos dois anos anteriores, participaram do Navegar é Preciso : Valter Hugo Mãe, Ignacio de Loyola Brandão, Edney Silvestre, José Eduardo Agualusa, Ilan Brenman, Mary Del Priore, Cristóvão Tezza, Laurentino Gomes, o rabino Nilton Bonder, a atriz Clarice Niskier e os grupos musicais Barbatuques e Mawaca.

"O sucesso do projeto logo no primeiro ano nos deu a certeza de que deveríamos repeti-lo nos anos seguintes. Afinal, curtir o Rio Negro e a floresta Amazônica, do lado de fora, e literatura, música e teatro, do lado de dentro, é um acontecimento, um programa realmente interessante e imperdível", diz Samuel Seibel , dono da Livraria da Vila.

A ideia central do ‘Navegar é Preciso’ é reunir em uma mesma viagem: um passeio pelo rio Negro – por si só impactante – e uma experiência cultural, pelos mundos da literatura, música e teatro. Além das mesas e bate-papos com os escritores e da programação oferecida pelo barco, o projeto inclui também atividades locais típicas, como pesca, trilhas, observação dos botos, passeios de barco pelos igarapés e a contemplação do sol, na alvorada e no fim da tarde, espetáculos imperdíveis.

O programa inclui a viagem até Manaus, de onde sairá o barco pelo Rio Negro, e cinco dias de navegação. 

Serviço:

Reservas :( www.auroraeco.com.br), pelo tel. (11) 3086-1731 ou pelo emailreservas@auroraeco.com.br.
Mais informações: www.livrariadavila.com.br/navegar

sábado, 2 de março de 2013

O Trem da Colina atropelou e venceu

O Sul América do técnico Oscar Conrado mostrou um maior volume de jogo e chegou ao seu primeiro gol com Róbson aos 28 minutos da primeira etapa.

Tiago chutou forte e balançou as redes do Sul América(Divulgação)

O Trem da Colina atropelou e venceu a equipe do Galo da Praça da Saudade por 3 a 1, na tarde deste sábado (02), no Estádio do Sesi.

O Sul América do técnico Oscar Conrado mostrou um maior volume de jogo e chegou ao seu primeiro gol com Róbson aos 28 minutos da primeira etapa.

No segundo tempo, o técnico do Rio Negro, Iane Geber, realizou algumas mudanças  e como resultado veio logo o empate do time barriga-preta.

Aos seis minutos, o goleiro Mauro Sérgio rebateu a bola para frente da área, Tiago chutou forte e balançou as redes do Sul América, 1 a 1.

O time do Rio Negro cansou e o Sulão voltou a ficar à frente do placar com dois gols do atacante Imperador (23 e 43 do2º tempo).

Enquanto a equipe do alto da colina continua na briga pelo certame amazonense, a do Galo deu adeus ao primeiro turno da competição.

Partida entre Iranduba x Fast é adiada

A partida entre Iranduba e Fast, pela quarta rodada da Taça Estado do Amazonas, que estava marcada para a tarde deste sábado (02), no estádio Gilberto Mestrinho, na cidade de Manacapuru (a 68 km de Manaus), foi cancelada por causa da forte chuva que caiu na noite da última sexta-feira (01) e na manhã deste sábado (02). O encontro entre as duas equipes foi confirmado pela Federação Amazonense (FAF) para a próxima segunda-feira (04).

Reportagem: Willian D'Ângelo

terça-feira, 18 de setembro de 2012

OndOndógrafo será usado para monitorar banzeiros no rio Negro

A utilização do equipamento servirá para medir altura, direção e força das ondas do rio (conhecidas como banzeiros). O ondógrafo, que começa a funcionar em outubro, deve  colaborar diretamente com a segurança da navegação no Amazonas

Ondógrafo, equipamento que vai monitorar e registrar altura de ondas (banzeiros) do rio Negro, em Manaus, para ajudar na segurança da navegação
Ondógrafo, equipamento que vai monitorar e registrar altura de ondas (banzeiros) do rio Negro, em Manaus, para ajudar na segurança da navegação (Clóvis Miranda/A Crítica)

Se tornou comum no Amazonas dizer que “o rio Negro é perigoso”, especialmente na foz do rio Solimões, a partir do arquipélago de Anavilhanas até Manaus, cujo tempo de viagem em barco regional é de quatro horas.

Mais do que lugar comum, navegar pelo Negro no trecho próximo da capital é realmente perigoso, não pelo rio em si, mas por questões atmosféricas, sobretudo as ocorrências de tempestades que provocam rajadas de vento e estas, banzeiros (ondas fluviais) muito elevados. Nesta época do ano, o risco de uma embarcação inclinar, emborcar e até mesmo naufragar se intensifica.

Um equipamento, contudo, vai tornar as viagens pelo rio Negro mais tranquilas, especialmente para quem navega nas proximidades da capital amazonense. Adquirido pelo projeto Rede de Monitoramento Ambiental e Pesquisa de Fenômenos Meteorológicos Extremos na Amazonia – Remam 2, o ondógrafo vai monitorar as condições do rio Negro, registrando os níveis dos banzeiros, sua altura, direção e período.

O equipamento, importado dos Estados Unidos com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), chegou a Manaus em agosto passado. Sua instalação aguarda apenas a autorização da Marinha do Brasil.

No próximo dia 20, os coordenadores do projeto realizam uma reunião com a Capitania dos Portos para definir os últimos ajustes e confirmar a data da instalação, prevista para ocorrer na primeira semana de outubro.

Tempestade

Semelhante a uma bóia, o ondógrafo será instalado na margem direita do rio Negro, em frente à praia da Ponta Negra, próximo à Vila do Piracatuba, onde já existe uma estação fluviométrica do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), um dos órgãos que integram o projeto Remam 2, junto com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A outra estação será na área da comunidade Jatuarana, no rio Solimões, zona rural de Manaus.

O superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, diz que o projeto vai aumentar a segurança da navegação no Amazonas. Oliveira explica que enquanto o radar das duas estações prevê a vinda de uma tempestade e a velocidade do vento, muito comum nos meses de agosto, setembro e outubro, o ondógrafo vai gerar informações da superfície do rio.

Os dados serão monitorados em tempo real e repassados para o Sipam, que se encarregará de enviar as informações para a Defesa Civil e para a Capitania dos Portos.
“A gente espera conseguir uma correlação de informações entre o vento e a altura das ondas. Isso permitirá dar alertas sobre a vinda de tempestade e de formação de banzeiros”, destacou Oliveira.  

O alcance do radar das estações será de até 200 quilômetros. Esta abrangência será suficiente para indicar a formação de nuvens de tempestade e anunciar a previsão de amplitude. Como ainda é um modelo inédito, será necessário construir uma série de dados para os anos futuros. Desta forma, com o tempo, será possível estabelecer parâmetros como já ocorre com a medição das cotas dos rios. As primeiras aferições, contudo, já serão realizadas tão logo o ondógrafo seja instalado.

A reportagem tentou obter mais informações junto à administração da Capitania dos Portos. A assessoria de comunicação do órgão disse que somente o capitão dos portos, que chegaria à Manaus na sexta-feira (14), poderia falar. Até o fechamento desta edição, não houve retorno da Capitania dos Portos.

Perigo

Não é lenda a história de que a navegação é perigosa perto de Manaus. A ciência comprova que sim, é um risco tentar enfrentar uma tempestade quando você está próximo da capital. O geógrafo e doutor em climatologia Francisco Evandro Aguiar, da Ufam, diz que descendo, o Negro torna-se mais largo do que a parte à montante (acima) do arquipélago de Anavilhanas. O nível da correnteza até a foz no rio Solimões é mais suave, fazendo com que o rio possa ser considerado, por essas características, um rio de planície, ou seja, quase sem desnível.

“Esse aspecto só se evidencia no baixo curso do rio Negro, porque no médio e no alto curso ele é um rio bem acidentado, com cachoeiras e corredeiras. O rio sendo largo e lento permite que qualquer ventania mais intensa encrespe as suas águas fazendo-o mais perigoso e mais cheio de ondas. Isso, porém, só de dá com fortes ventos ou tempestades, muito comuns nesta época do ano”, explica Aguiar, que integra a equipe do projeto Remam 2.
Especialista em fenômenos meteorológicos, Aguiar vai atuar nos estudos dos efeitos das tempestades no baixo curso do rio Negro, a parte mais larga do principal afluente do rio Amazonas. Sua atuação também na área acadêmica, com incentivo às pesquisas na área.
“Com este projeto, a gente vai saber os efeitos causados pelas tempestades. Poderemos lançar um alerta. Por isso vamos ter o equipamento permanentemente instalado e funcionando em tempo real”, explicou Aguiar.

Nas proximidades de Manaus, o rio Negro tem a sua bacia mais larga. Entre o píer do Hotel Tropical e a margem direita chega a ter 12 quilômetros de largura na época da cheia. Na época da vazante, continua larga e a navegação torna-se mais perigosa devido às chuvas intensas e rápidas características da época, com ventos fortes, muitas das vezes sem direção certa.

Características

O ondógrafo adquirido pelo Remam configura-se um sinal náutico flutuante cego em forma de bóia direcional, com 0,9cm de diâmetro e bateria com autonomia de três anos, medidor de temperatura superficial, GPS, datalogger de 256 mb e antena.

Com acesso remoto, a bóia poderá ser monitorada em tempo real via rádio VDF ou SM onde a cobertura permita. A informação recolhida permitirá a sua divulgação em tempo real, estabelecer a climatologia de agitação marítima na Região do rio Negro.
O ondógrafo também vai alimentar, calibrar e verificar os modelos meteorológicos e de previsão de agitação fluvial a desenvolver.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vazante do rio Negro deve se prolongar até outubro

Em menos de uma semana o rio já baixou cinco centímetros, após ter registrado a marca de 29,97m, por aproximadamenbte uma semana

A cota máxima do rio Negro, 29,97m, foi registrada no dia 29 de maio
A cota máxima do rio Negro, 29,97m, foi registrada no dia 29 de maio (Jornal a crítica)
Com a marca de 29,89m, nesta quarta-feira (6), o nível do rio Negro começou a baixar, após chegar a marcar 29,97m e permanecer por aproximadamente uma semana, com a referida cota. Em menos de uma semana o rio já baixou cinco centímetros.
“A partir de agora o nível do rio deve começar a descer até outubro, quando ele atinge o ponto máximo da vazante”, salienta o engenheiro encarregado do serviço hidrográfico da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH), Valderino Pereira.
Nos últimos cinco dias, destaca ele, o nível do rio está descendo dentro do período considerado de vazante (junho), apesar de 2009, observa Valdelino o ponto máximo da cheia ter ocorrido em 1º de julho, ocasião em que o Negro atingiu a marca de 29,77m, iniciando a vazante, a partir do dia 3 do mesmo mês.
“Não vejo nada que possa contribuir para uma alteração no nível do rio neste momento. A não ser que ocorra um dilúvio, para que ele volte a subir”, explica o engenheiro, que há mais de 40 anos realiza a mensuração do nível do rio.

SÍNTIA MACIEL 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nível do rio Negro baixa mais 2 centímetros, nesta terça (5)

Enquanto o rio baixa aos poucos, as chuvas na região da calha do rio Negro – que refletem diretamente no nível do rio Negro em Manaus -, continuam fortes, de acordo com o Inmet

Rio Negro atinge cota que supera a da cheia recorde de 2009
Rio Negro atinge cota que supera a da cheia recorde de 2009 (Euzivaldo Queiroz)
A confirmação de uma possível vazante do rio Negro deverá ocorrer nesta quarta-feira (6), a partir da cota verificada pela manhã, durante a medição do rio, pela Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH).
Nesta terça-feira (5), de acordo com o engenheiro encarregado do serviço hidrográfico do SNPH, Valderino Pereira da Silva, o Negro desceu mais dois centímetros, marcando a cota de 29, 92 metros.
Na última segunda-feira (4), o nível registrado foi de 29,94 metros.
“Poderíamos considerar que este já seria o início da vazante do rio. Mas como a enchente deste ano foi grande, e ainda pode haver uma pequena alteração no nível do rio, a certeza absoluta de que as águas já estariam descendo ó mesmo amanhã (quarta-feira 6) ”, salienta Valderino.   

Chuvas

Enquanto o rio vai baixando aos poucos, as chuvas na região da calha do rio Negro – que refletem diretamente no nível do rio Negro em Manaus -, continuam fortes, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
“As chuvas para o Norte do Amazonas estão acima da normal climatológica”, informa o meteorologista Veríssimo Farias de Assis, do Inmet/AM.
Até às 16h desta terça-feira no distrito de Iauaretê, no município de São Gabriel da Cachoeira – a 858 quilômetros de Manaus -, já havia chovido 159.3 milímetros. Um pouco mais da metade da normal climatológica do lugar, que é de 368.7 milímetros.
Em Barcelos – a 405 quilômetros da capital -, o total de chuvas registrado no mesmo horário era de 50 milímetros. A normal climatológica de Barcelos é de 256.5 milímetros.
A quantidade pluviométrica mensurada, explica Veríssimo, se refere ao período de 1º de junho até às 16h, desta terça-feira.
Ainda segundo ele, apesar das previsões para a região Norte do Estado serem de chuvas, ele não descarta a possibilidade do rio Negro ter iniciado o processo de vazante.
“Pode até chover o suficiente para manter o nível do rio Negro, mas acredito que ele não chegará a registrar uma nova subida”, avalia.

SÍNTIA MACIEL 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rio Negro registra vazante de 3 centímetros em seu nível

Rio passou uma semana praticamente estabilizado em 29,97m, entretanto, apesar da descida. o nível do Negro ainda deverá apresentar alterações

Foto:Clóvis Miranda
A nova cota do Negro é de 29,94 metros.
“Isso não significa que já começou a vazante. Pode haver uma variação no nível do rio Negro. Ele pode voltar a subir novamente ou continuar descendo. Vamos aguardar os próximos dois dias para ver como ele se comporta”, explica o engenheiro encarregado do serviço hidrográfico do SNPH, Valderino Pereira da Silva.
Segundo ele, as variações no nível do rio, tanto na subida quanto na descida deverão ser de 1 a 2 centímetros por dia.


SÍNTIA MACIEL

Fenômeno La Niña causa cheia recorde no Amazonas

Pesquisadores avaliam o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu, entre outras análises

 Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios
Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios (Clóvis Miranda)

Informações divulgadas, no dia 12 de março de 2012, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo Instituto Max Planck de Química (MPIC) indicavam que o Amazonas iria passar por uma cheia recorde este ano.
A estimativa era de que as águas atingissem o nível de 29,67m (margem de erro de 29,29-30,05 m), apenas 10 cm abaixo que a maior cheia já registrada em 2009 (29,77m). A previsão foi fortalecida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no dia 31 março, o qual previu uma cheia de 30,13 m (margem de erro de 40 cm).
Com base nas informações, os pesquisadores do Inpa e do CPRM sabiam desde o segundo semestre de 2011 que choveria acima da média.
Contudo, conforme o pesquisador do Inpa, Antônio Manzi, isso não significa recorde ou extrema, pois são previsões com base na cota do Rio Negro no Porto de Manaus, o qual não é influenciado pelo o que acontece em toda a bacia do Rio Solimões. Além disso, sempre há erros médios, em torno de 40 cm, dependendo do modelo usado.
Conforme Manzi, uma das prováveis causas para a cheia recorde de 2012 foi o fenômeno climático La niña. Por isso, os pesquisadores que participam do grupo estão avaliando o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu.
Também estão fazendo análises de distribuição de temperatura dos oceanos Atlântico e Pacífico, a influência da massa de água sobre as sub-bacias do Rio Negro e Solimões e os valores mensais de chuva, a partir de 1996.
Doutor em Física da Atmosfera pela Universidade Paul Sabatier (Toulouse III), França, Manzi explicou que quando se estuda o clima existem muitas variáveis. Isso se deve ao fato, por exemplo, de que já ocorreram outras La niñas que não chegaram a provocar cheias tão intensas no Amazonas.
"Estamos estudando várias questões. Uma delas é a vazante de 2010 – período em que foi registrada a cota mais baixa nos últimos 110 anos no Porto de Manaus. Em 2010 e 2011 houve a maior variação do rio entre os valores mínimo e o máximo registrados, o qual foi de 15 metros. Isso é quase 50% da média histórica, que é de 10,10 metros. São quase 5 metros acima. Esse ano, o rio já encheu 12,60 metros. Significa que a cheia desse ano envolve não somente configurações específicas de temperatura dos oceanos, mas está associado ao regime hidrológico de chuva. Ainda não temos uma resposta final”, salientou.
Os pesquisadores também estão avaliando o histórico dos últimos anos de estoque de água nas bacias e sub-bacias do Rio Amazonas, especialmente, as sub-bacias dos Rios Solimões e Negro.

Efeito La Niña

As La niñas aconteceram durante todo o segundo semestre do ano passado, afetando o período chuvoso. Nos meses de outubro, novembro e dezembro, enfraqueceram. Todavia, ainda havia La niñas 3 e 4 atuando até o mês de abril de 2012, embora fraca.
“Além desses fenômenos existem outros, mas ainda estamos avaliando. Não é possível divulgar agora”, lamentou e acrescentou que tiveram La niñas praticamente em quase todos os setores, principalmente no segundo semestre do ano passado.  

Cheia e secas intensas

Conforme o pesquisador, não se pode dizer com certeza se as cheias e as secas são uma conseqüência da variabilidade natural do clima ou se estão sendo afetadas pelas mudanças climáticas globais.
Mas, segundo o pesquisador, espera-se que haja a intensificação da variabilidade natural do clima. Significa que os anos mais frios e mais quentes podem se tornar mais frequentes. Da mesma forma, os períodos secos e chuvosos, com tempestades mais severas.
"O que está acontecendo, em principio, poderia ser justificado pelas mudanças climáticas globais, mas não conhecemos muito bem a variabilidade natural do clima. Isso se deve ao fato de que há escalas de variação interanuais, decadais e seculares. Mas é provável que as mudanças climáticas estejam atuando”, explicou Manzi.
Segundo ele, se haverá nos próximos anos eventos extremos, não dá para dizer no momento. O certo é que os pesquisadores têm observado nos últimos 25 anos tendências de aumento de cheias e vazantes. Manzi disse que a série de acompanhamento que têm hoje é importante. Contudo, se tivessem medidas de outros séculos, teria mais confiança nas análises, pois a série é curta do ponto de vista climático, mas foram registrados anos extremamente secos, como em 1923 e 1963. 
Conforme Manzi, a maioria dos fenômenos La niñas está associada ao aumento das chuvas em boa parte da Amazônia, sendo um sinal estatístico forte.
Ele pontuou que nem todas têm a mesma configuração. Isto é, elas podem ser divididas em quatro tipos, do ponto de vista climatológico. Os tipos 1 e 2 ocorrem próximas da Costa da América do Sul (Oeste), enquanto a 3 e 4 na parte central do Oceano Pacífico (Leste).
Entretanto, dependendo da época do ano elas podem ser mais ou menos fortes.
“Tivemos La niñas muito fortes no início e durante a primeira metade da estação chuvosa. O efeito é a produção de quantidades de chuvas mais fortes”, salientou.

ACRITICA