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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Coleta de abaixo – Assinados: Manaquiri entra na luta pela construção da ponte Rio Solimões

Os abaixo-assinados estão sendo realizados em Manaus

(Fotos: Aleam) Durante a visita ao Manaquiri, o deputado Souza conversou com moradores

Foram recolhidas mais de 500 assinaturas, além da distribuição de jornais

A ideia é facilitar a ligação do Amazonas com

A comerciante Valdinete Silva, que mora no Manaquiri há 15 anos


O município de Manaquiri, no interior do Amazonas, entrou na luta pela construção da ponte Rio Solimões. Ontem (segunda-feira 30/11), uma comitiva organizada pelo deputado estadual Francisco Souza, visitou Manaquiri para recolher assinaturas em defesa da ponte.

Foram recolhidas mais de 500 assinaturas, além da distribuição de jornais e panfletos com informações sobre a ponte Rio Solimões. A comitiva percorreu as principais ruas da cidade, além de praças e o porto de Manaquiri.

A comerciante Valdinete Silva, que mora no Manaquiri há 15 anos, colocou o nome no abaixo-assinado. Ela disse que é a favor da construção da ponte, pois a obra trará mais desenvolvimento para o município. “Faço questão colocar meu nome no abaixo-assinado. Se unirmos nossos esforços, a ponte se tornará uma realidade”, afirmou a comerciante.

Durante a visita ao Manaquiri, o deputado Souza conversou com moradores e explicou detalhes do projeto da ponte Rio Solimões. “Existe uma grande curiosidade das pessoas sobre a nova ponte”, revelou Souza. “Ao visitarmos os municípios, aproveitamos para explicar detalhes da obra e como ela beneficiará o Amazonas”, acrescentou.

Quando a ponte Rio Solimões estiver construída, vai ligar os municípios de Manacapuru e Manaquiri, no trecho onde o rio Solimões é mais estreito. A ideia é facilitar a ligação do Amazonas com as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, por meio da BR-319.

“Não será uma ponte ligando apenas dois municípios. Será a ponte que ligará o Amazonas ao restante do País, através da BR-319”, explicou Souza.
Atualmente, quem deseja chegar ao Centro-Oeste do Brasil, tem que atravessar os rios Negro e Solimões, por meio de balsas, e depois cruzar a BR-319. “Com a ponte, a viagem será mais rápida e com mesmos custos, beneficiando moradores de todo Amazonas”, planeja Souza.

Até agora, foram reunidos mais de 70 mil assinaturas pedindo a construção da ponte Rio Solimões. Os abaixo-assinados estão sendo realizados em Manaus, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré e Humaitá. A meta é reunir mais de 120 mil assinaturas até o início de 2016.


Com Informação da Assessorira

 


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Unisol lança edital para criação de logomarca com premiação de R$ 3 mil

A Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões

A Incubadora AmIC é um projeto com objetivo de prospectar e assessorarempreendedore(Divulgação: www.Rio Solimões)



A Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões (Unisol) lançou o

edital para criação da marca da Incubadora Amazonas Indígena Criativa
(AmIC), localizada na Universidade Federal do Amazonas, em Parintins.
O vencedor será premiado em R$ 3 mil reais.


As inscrições vão até o dia 7 de dezembro. E devem ser entregue em

envelope lacrado nas instalações da AmIC, rua Alberto Mendes, 2182,
bairro Palmares. Inscrições por sedex também serão aceitas.
Qualquer pessoa brasileira ou naturalizada pode participar desde que a
marca seja inédita. O candidato deve abordar a riqueza cultural
amazonense, a sustentabilidade, empreendedorismo, identidade indígena
e ribeirinha.


A Incubadora AmIC é um projeto com objetivo de prospectar e assessorar

empreendedores criativos da região do Baixo Amazonas, os quais
trabalhem com a diversidade e a riqueza da cultura amazônica. O grande
público são indígenas e não indígenas.



A coordenadora e professora doutora, Sandra Helena da Silva explica

que o projeto tem financiamento do Ministério da Cultura por meio da
Secretaria de Economia Criativa e atende a todo Baixo Amazonas.
O edital está disponível no site da Ufam e Unisol.


Com Informação da Assessoria

terça-feira, 31 de março de 2015

Bi Garcia sugere Moção de Aplauso aos coordenadores da instalação de cabos de fibra ótica no fundo dos rios amazônicos

O parlamentar justificou a iniciativa pelo trabalho comandado 


Fibra ótica no fundo dos rios Madeira, Solimões, Purus, Juruá e Negro (Foto: Dripp)


O deputado estadual Bi Garcia (PSDB) assumiu a tribuna, nesta segunda-feira (30), em Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para apresentar o pedido de Moção de Aplauso ao chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro, general Decílio de Medeiros Salles, e ao diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões.

O parlamentar justificou a iniciativa pelo trabalho comandado pelo general Decílio e pelo diretor Nelson, junto ao Governo do Estado, de operar a instalação de cabos de fibra ótica no fundo dos rios Madeira, Solimões, Purus, Juruá e Negro, “para levar a internet de alta velocidade para os municípios localizados nessas microrregiões do Estado do Amazonas”.

“Trata-se do programa Amazônia Conectada em pleno processo de trabalho e que tem por fim a construção de cinco infovias, rede de transmissão, com uma extensão de 7.800 km a ser implantado pelos fundos dos rios supracitados”, explicou Bi Garcia, informando que o custo do Amazônia Conectado está estimado em R$ 1 bilhão e a previsão de seu termino é para o final de 2017.

Bi Garcia afirmou que a sua preocupação, enquanto deputado e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação, Informática e Inovação “é de assegurar os repasses desses recursos federais bem como garantir também novos investimentos mediados pelo Governo do Estado, visando a conclusão desse programa”.


Com Informação da Assessoria

quinta-feira, 27 de março de 2014

Lisboa critica apreensão de carne de jacaré no rio Solimões

Afinal o que isso significa para o Estado do Amazonas e sua economia? 


Ele afirmou ainda que não se maneja o jacaré em nosso Estado (Foto: Infoescola)



A notícia publicada , no último sábado (22), pelo Portal do Solimões de que o Batalhão Ambiental apreendeu 7 toneladas de carne de jacaré, no rio Solimões, recebeu duras críticas do deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB) durante seu pronunciamento da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (25).

De acordo com Lisboa, a matéria do Portal informou que a Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) registrou, na quinta-feira (20), por volta das 16h,  a apreensão de 7 toneladas de carne de jacaré ilegal realizada por policiais militares do Batalhão Ambiental, numa embarcação que trafegava pelo rio Solimões, nas proximidades do município de Manacapuru (a 68 km de Manaus).

Essa ação foi desencadeada após denúncias anônimas e ocorreu na noite de quarta-feira (19) por volta das 20h na embarcação Comandante Dilson Pantoja. Ao ser vistoriada pela equipe do Batalhão Ambiental foi constatado o transporte ilegal. O procedimento criminal foi encaminhado à Justiça e o piloto vai responder pelo crime de caça ilegal da fauna silvestre. A carne apreendida será doada a instituições assistenciais de Manaus.

De acordo com o deputado Wilson Lisboa, o comandante do Batalhão Ambiental deveria estar nesse momento recebendo outorga pela maravilhosa ação que sua equipe fez ao apreender as 7 toneladas de carne de jacaré. “Afinal o que isso significa para o Estado do Amazonas e sua economia? Nada. Vimos na semana passada a luta de nossa bancada para conseguir prorrogar nosso modelo de desenvolvimento por mais 50 anos. Uma vitória que vai ofuscar o desenvolvimento desse falido e combalido Estado do Amazonas, representado por 62 municípios”, avaliou Lisboa, afirmando que não está contra a prorrogação da ZFM.

Enquanto isso, destacou o deputado, “Manaus em sua pujança financeira corresponde à quarta ou quinta capital do País em arrecadação, ficando os demais municípios do Estado se assemelhando ao Estado do Piauí ou Alagoas no Nordeste por serem paupérrimos, sem ter orientação e política pública implementada de desenvolvimento econômico que venha realmente ser firmada a eles para que haja uma independência da capital do Amazonas”.

No Amazonas, afirmou o deputado, temos água, madeira, peixes e jacaré. “O que se vê é que os esforços não estão caminhando da mesma forma. Enquanto se empreende uma força brutal para se prorrogar a ZFM, que tem 98% de sua arrecadação no Estado, e se aplica em obras necessárias mais faraônicas, deixa-se o resto dos municípios relegados à própria sorte, ou seja, pobreza e miséria”.

Ele afirmou ainda que não se maneja o jacaré em nosso Estado por pura falta de boa vontade e por não se ter políticas para o desenvolvimento para o interior com a criação de fábricas para beneficiar a carne e o couro desse animal.


Com Informação da Assessoria


sexta-feira, 13 de julho de 2012

PAI retorna do Alto Solimões com mais de 132 mil atendimentos incluindo população indígena

Foto: Roberto Carlos
O Governo do Amazonas cumpriu mais uma missão do Programa de Atendimento Itinerante (PAI), que leva serviços públicos e de cidadania às populações ribeirinhas. Nesta quarta-feira, 4 de julho, o Barco Zona Franca Verde, uma das três embarcações que integram o projeto, ancorou no porto de São Raimundo, após uma viagem de 114 dias por dezesseis comunidades do Alto Solimões, incluindo áreas indígenas no Vale do Javari. Nesse período, foram realizados 132.533 atendimentos nos mais diversos serviços.

A embarcação saiu de Manaus no dia 13 de março deste ano, com destino aos municípios do alto Solimões – Atalaia do Norte, Jutaí, Tonantins e Fonte Boa. Os atendimentos incluem serviços desde a retirada de documentos a benefícios previdenciários, além de atendimento médico. Entre os beneficiados, estão 5.400 indígenas do Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte, distante 1.138 quilômetros de Manaus em linha reta. Está foi a primeira vez que o PAI visitou a região do Vale do Javari, uma das mais isoladas e distantes do Estado, onde predomina a população indígena.

“Digo que essa missão foi altamente gratificante e produtiva, porque conseguimos alcançar a meta de atendermos mais de 5 mil indígenas, como estava previsto”, observou o coordenador geral da missão e comandante do barco, Celso Fernandes Oliveira.

Coordenado pela Secretaria Estadual de Assistência Social (Seas), o PAI possui, além da Zona Franca Verde, outros dois barcos em missão no interior do Estado: o Puxirum, que está na calha do Juruá, e o Puxirum II, no Purus. De acordo com o diretor do Departamento de Cidadania da Seas, Alexandre Macedo, responsável pelo programa, a próxima missão da Zona Franca Verde será no Baixo Amazonas, iniciando por Maués, outra região com população predominante indígena.

“Esse barco que chegou agora do Alto Solimões irá para o Baixo Amazonas com previsão de saída até o final do mês de julho. Os outros dois, Puxirum e Puxirum II,  que  estão na calha do Juruá e do Purus, farão a calha do Madeira e Rio Negro. Também há possibilidade de fazermos o entorno de Manaus. Vamos totalizar esse ano sete viagens com estimativa de fazermos 800 mil atendimentos em 2012”, previu Macedo.

Parceiros – O Governo do Estado conta com 23 órgãos parceiros na equipe do PAI, dentre os quais Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), Exército, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Correios, Banco do Brasil, Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRT), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), prefeituras municipais, entre outros. Os serviços mais solicitados são a expedição de carteira de identidade e CPF, seguido dos benefícios previdenciários.

Alguns dos profissionais que integram a missão do PAI vêm de outros Estados. É o caso do funcionário do INSS do Rio de Janeiro, Rodrigo Mendonça. “Foi uma experiência fantástica. É um projeto que deveria ser valorizado sempre, porque essas comunidades distantes precisam de apoio. Foi um prazer imenso fazer parte desse projeto, onde pudemos oferecer todos os tipos de serviços previdenciários que um cidadão possa receber. Principalmente a concessão de benefícios, como aposentadoria, salário maternidade, pensão por morte e amparos sociais”, observou.

Médico do Exército, André Luiz Moreira, foi outro que desembarcou dizendo-se realizado ao participar da missão, principalmente no Vale do Javari, onde encontrou populações vivendo isoladas. “É uma experiência muito interessante, porque você pode levar um pouco de saúde para uma população que nunca teve contato com estes tipos de cuidados”.

                                                                                             Fonte: Antonio Lopes

                                                                             

sábado, 24 de março de 2012

Comunidades afetadas pela cheia recebem visita do Idam

As visitas foram feitas com objetivo de conhecer a situação dos agricultores familiares residentes na área de várzea

Com a cheia, o agricultor Raimundo da Silva Batista, 48, começou a apresentar perdas na sua produção de juta
Com a cheia, o agricultor Raimundo da Silva Batista, 48, começou a apresentar perdas na sua produção de juta (Bruno Kelly)

A Unidade Local do Idam/Tefé em parceria com a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempa) e Defesa Civil do Município visitou esta semana, as comunidades afetadas pela cheia do rio Solimões no município de Tefé (a 575 km de Manaus).

De acordo com o gerente local do Idam, Sidney Araújo, as visitas foram feitas com objetivo de conhecer a situação dos agricultores familiares residentes na área de várzea (terreno às margens de um rio que é inundado em época de enchente).O gerente ressaltou também, que o Idam junto aos órgãos municipais, vai traçar estratégias para que, nesse período, a qualidade de vida deles não seja afetada.


As comunidades de várzea, que receberam as visitas dos órgãos competentes foram, Novo Porto, São Luis do Macari, São Francisco do Aratamã, São Francisco do Piranhal, Santa Cruz e Santa Maria.

Durante as visitas, foi entregue, a cada uma das famílias das comunidades, um purificador de água. Outro destaque foi o incentivo dado aos moradores no cultivo de hortaliças em canteiro suspenso, devido às terras estarem alagadas para o cultivo de hortaliças no solo.

Segundo a secretária municipal de Produção e Abastecimento, Josianne Pedrosa, o apoio dado pelo governo do Estado tem sido fundamental. "A preocupação do município é, principalmente por conta da qualidade da água, que nesse período prejudicada pela enchente, podendo até comprometer a saúde da população", enfatizou.
As atividades são voltadas não somente para o período da cheia, mas também durante a estiagem (vazante dos rios), por conta da escassez de alimentos. No Amazonas, os rios (considerados um dos mais importantes meios de transportes dos agricultores da várzea) ficam intrafegáveis, deixando isoladas centenas de comunidades ribeirinhas no Amazonas.
Com informações da assessoria.


fonte:ACRITICA.COM

terça-feira, 20 de março de 2012

O novo ‘boom’ do petróleo e do gás no Amazonas

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Amazonas, único estado a produzir gás e petróleo na Amazônia brasileira, tem reservas totais de 187,5 milhões de barris de petróleo e 89,7 bilhões de metros cúbicos de gás natural distribuídas nas Bacias Sedimentares do Solimões e do Amazonas

Segundo o plano de negócios da Petrobras para o quinquênio 2011-2015, a empresa prevê investimentos de US$ 3,2 bilhões (R$ 5,7 bilhões)
Segundo o plano de negócios da Petrobras para o quinquênio 2011-2015, a empresa prevê investimentos de US$ 3,2 bilhões (R$ 5,7 bilhões) (Clóvis Miranda)

 
Uma nova corrida do petróleo está em curso na Amazônia brasileira. Vinte e cinco anos depois da descoberta da província petrolífera de Urucu, na Bacia do Solimões, município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), empresas privadas brasileiras e estrangeiras voltam seus investimentos para a região. Somente no Amazonas, este mercado deverá receber investimentos bilionários nos próximos três anos. A expectativa é de que pelo menos oito mil novos empregos sejam criados até lá. E ao contrário do que ocorreu no passado, quando a Petrobras desbravava esse mercado sozinha, agora, ela tem concorrentes.
Em jogo, está um mercado considerado estratégico pelo governo brasileiro. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Amazonas, único estado a produzir gás e petróleo na Amazônia brasileira, tem reservas totais de 187,5 milhões de barris de petróleo e 89,7 bilhões de metros cúbicos de gás natural distribuídas nas Bacias Sedimentares do Solimões e do Amazonas. Apesar da altíssima qualidade do petróleo encontrado em Urucu, são as reservas de gás que fazem da região um mercado tão importante. O Brasil ainda importa boa parte do gás natural consumido no país da Bolívia e, hoje, o Amazonas responde por 18% de toda a produção nacional.
A Petrobras é a empresa com mais tempo de atuação na Amazônia brasileira. Com pesquisas que começaram ainda nos anos 50, a estatal iniciou a exploração comercial de petróleo e gás em 1988, na região do rio Urucu. Hoje, a estatal produz 56,5 mil barris de petróleo por dia e 9,7 milhões de metros cúbicos de gás natural diários dos poços que ela mantém no município de Coari. Desde 2005, retomou perfurações em regiões próximas às reservas de Urucu e, no ano passado, descobriu poços de petróleo altamente rentáveis.
No entanto, pelo menos duas empresas privadas estão entrando agressivamente nesse mercado e a principal delas tem capital estrangeiro, mas é brasileira por nascimento: HRT Oil & Gas. A companhia é operadora de 21 blocos localizados na Bacia Sedimentar do Solimões. Atualmente, a petrolífera vem prospectando em áreas nos municípios de Carauari, Tefé e Coari. No ano passado, a empresa vendeu 45% de suas operações na Amazônia para a anglo-russa TNK-BP, resultado de uma joint venture entre a TNK (Rússia) e a British Petroleum (Reino Unido), que prometeu injetar US$ 1 bilhão na empreitada.
Além da HRT, a Petrogal Brasil também vem atuando no Amazonas. Ela é uma subsidiária da companhia de energia portuguesa Galp. A Petrogal tem a concessão de dois blocos em parceria com a Petrobras e vem fazendo pesquisas na Bacia Sedimentar do Amazonas, entre os municípios de Rio Preto da Eva, Itapiranga e Silves.

Investimentos
Segundo o especialista Walter De Vitto, da Tendências Consultoria, o mercado de gás e petróleo no Amazonas vai continuar aquecido nos próximos anos. “O preço do barril de petróleo está em alta no mercado internacional e isso tende a encorajar as empresas a se lançar nessa empreitada. Observamos que como o foco da Petrobras, que é o principal ator desse mercado, vai estar voltado para os investimentos na camada do pré-sal, empresas menores, como a HRT, poderão encontrar boas oportunidades de negócio na região”, afirma De Vitto. 

Polo
Para o economista e secretário de Estado da Fazenda, Isper Abrahim, o aquecimento do mercado deverá continuar pelos próximos anos e ele já vislumbra a criação de um novo polo econômico que poderá ser tão importante para o Amazonas quando é hoje o Polo Industrial de Manaus (PIM): o gás-químico. “No curto prazo, nós teremos todos os insumos para implantarmos um polo gás-químico importante no Estado. Teremos o gás natural, energia elétrica vinda do linhão de Tucuruí e a silvinita. Poderemos entrar fortes no mercado de fertilizantes, onde o Brasil ainda é um dos maiores importadores desse tipo de produto”, afirma Abrahim.
Walter De Vitto, da Tendências Consultoria, diz que até mesmo pelas dimensões das reservas encontradas no pré-sal, será normal que os investimentos na exploração na costa brasileira sejam maiores que os destinados para a Amazônia, mas ele ressalta que os montantes previstos são consideráveis. “Estamos falando de um mercado de bilhões de dólares em busca de uma matéria prima que o mundo todo está procurando. As perspectivas são extremamentes positivas, ainda que este seja um mercado altamente desafiador”, afirma De Vitto.
O consultor diz ainda que as empresas do setor estão atentas às sinalizações do governo brasileiro, que havia prometido, no ano passado, realizar um leilão de novos blocos exploratórios nas regiões Norte e Nordeste. Calcula-se que serão licitados algo em torno de 174 blocos nas duas regiões. “Os leilões são fundamentais para medir a temperatura do mercado. Acreditamos que um novo leilão deverá ser feito ainda neste ano e que o interesse das empresas ficará evidente nas ofertas que elas farão”, afirma De Vitto.

LEANDRO PRAZERES