Essa é a remuneração de delegados da Polícia Civil que possuem cursos de pós-graduação e acumulam cargos comissionados
| Thomaz Vasconcelos, segundo fontes, acumula salários de delegado e secretário |
O
salário inicial de um delegado no Amazonas é de R$ 8.003. Mas com
acréscimos concedidos pelo Estado, os ganhos podem ser bem mais
elevados.
Os
delegados que tem pós-graduação, no currículo, por exemplo, recebem um
aditivo de 25% no salário. A maioria das pessoas que ingressou na
carreira de delegado recentemente concluiu cursos de pós-graduação, o
que elevou os salários para R$ 10.003, 75.
Outros
títulos também podem ajudar a aumentar os vencimentos de um delegado no
Amazonas. Como por exemplo, nomeação em cargos comissionados. A CRÍTICA
apurou que a assessoria pela qual responde uma das delegadas que
assumiu a função sob suspeita, Indra Celani, corresponde ao cargo AD1.
Essa categoria representa, no salário da delegada, cerca de R$ 5 mil a
mais.
Só
para comparar, os delegados que são nomeados para assumir a
titularidade dos Distritos Integrados de Polícia (DIP) também recebem
aditivos como cargos comissionados AD2. O trabalho a mais corresponde a
um valor de mais R$ 4 mil nos contracheques mensais.
Os
secretários executivos do Estado recebem salários de cerca de R$ 13
mil, que é o caso do delegado e secretário-executivo de Inteligência da
Secretaria de Segurança Pública (SSP), Thomaz Vasconcelos. As
assessorias de comunicação da Polícia Civil e da SSP não souberam
informar se Thomaz Vasconcelos acumula os dois salários.
No
entanto, funcionários da Polícia Civil ouvidos por A CRÌTICA, que
pediram para não serem identificados, afirmaram que Thomaz acumula os
dois salários e que o ato encontra amparo legal.
O
Swati, que é um curso oferecido a policiais que atuam no grupo de elite
das instituições, tem custo que varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil e duração
entre 30 e 60 dias. Os dados podem ser obtidos no site www.cati.com.br.
O
investimento é alto e deveria ser aplicado em policiais que vão fazer a
diferença nas ruas colocando em prática estratégias no combate ao
crime. O estranho é que o valor foi investido num delegado que dá
expediente interno e administrativo na 3ª Vara do Tribunal do Júri.
Tratas-se do filho do delegado-geral Mário César Nunes, Caio César
Nunes. O curso foi autorizado e feito um mês depois de Caio César ser
lotado na 3ª Vara do Tribunal do Júri, em outubro do ano passado.
Privilegiados atuam fora do cargo
Dos cinco delegados beneficiados na reclassificação publicada pelo delegado-geral Mário César Nunes, apenas Hebert Lopes atua como delegado e responde por um dos mais prestigiados departamentos da Polícia Civil, o de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
O filho do delegado-geral, Caio César Nunes, é lotado na 3ª Vara do Tribunal do Juri. Indra Celani é chefe do gabinete do delegado-geral, Thomaz Vasconcellos. Nunca assumiu o cargo de delegado e desde 2007 é secretário-executivo de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).
As regras do edital indicavam que apenas os 300 melhores classificados na fase objetiva teriam suas provas discursivas corrigidas. E os cinco candidatos reclassificados ficaram bem longe desse parâmetro. Tanto que a juíza Etelvina Braga extinguiu o processo antes de julgar o mérito. Ela entendeu que como as notas dos candidatos mesmo somadas às provas dissertativas eram muito inferiores às dos últimos classificados, o grupo não tinha chance de alcançar as reclassificação.
Dos cinco delegados beneficiados na reclassificação publicada pelo delegado-geral Mário César Nunes, apenas Hebert Lopes atua como delegado e responde por um dos mais prestigiados departamentos da Polícia Civil, o de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
O filho do delegado-geral, Caio César Nunes, é lotado na 3ª Vara do Tribunal do Juri. Indra Celani é chefe do gabinete do delegado-geral, Thomaz Vasconcellos. Nunca assumiu o cargo de delegado e desde 2007 é secretário-executivo de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).
As regras do edital indicavam que apenas os 300 melhores classificados na fase objetiva teriam suas provas discursivas corrigidas. E os cinco candidatos reclassificados ficaram bem longe desse parâmetro. Tanto que a juíza Etelvina Braga extinguiu o processo antes de julgar o mérito. Ela entendeu que como as notas dos candidatos mesmo somadas às provas dissertativas eram muito inferiores às dos últimos classificados, o grupo não tinha chance de alcançar as reclassificação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário