Linhão de Tucuruí foi usado como suporte para os cabos de fibra ótica que a TIM usará em Manaus e mais oito municípios
| Torres do Linhão de Tucuruí servirão de suporte para os cabos de fibra ótica |
Antes
do final do ano, os manauaras usufruirão do cabo de fibra ótica que
chegará à capital do Amazonas por meio do Linhão de Tucuruí. A
estimativa é que as 3,35 mil torres iniciem a operação em setembro deste
ano, assim como os 36 cabos de fibra custeados pela operadora TIM. O
investimento de R$ 200 milhões deve aumentar em 5 mil vezes a velocidade
da Internet.
Foi o que disse nessa
terça-feira(26), na pré-estreia do episódio especial “Como se Resolve”
do Discovery Channel, que trata deste assunto. A TIM está presente no
consórcio LT Amazonas, formado pelas empresas Isolux Infraestruture
(1,19 mil quilômetros de linhas de tensão) e Manaus Transmissora (556
quilômetros). A rede de transporte (backbone) atua através da rede
elétrica que interliga Tucuruí (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM).
De
acordo com o diretor responsável pela área de rede da TIM no Brasil,
Cícero Olivieri, a perspectiva é que até 2014 nove cidades amazonenses
comecem a integrar os sistemas nacionais de comunicação, a começar pela
capital. Nesta lista estarão presentes Silves, Itacoatiara, Rio Preto da
Eva, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Urucará, Parintins e
Nhamundá.
Além do projeto a ser
lançado, Olivieiri pontuou que a ideia é investir mais R$ 200 milhões em
infraestrutura no Amazonas neste biênio 2013/2014. Ao todo, o consórcio
que liga os três Estados devem beneficiar 27 cidades.
Embora
os cabos sejam de responsabilidade da TIM, a operadora fechou parceria
com a Vivo e a Telebrás. Em contrapartida, a Vivo foi responsável pelo
custeio das obras de acesso das cidades amazonenses com o Linhão de
Tucuruí, em torno de 560 quilômetros. Já o acordo com a última empresa
de telecomunicações foi firmado em outubro do ano passado, através de um
memorando que formalizou o compartilhamento de cabos de fibra ótica nas
regiões Norte e Nordeste.
SIN
O
Linhão de Transmissão permite a integração dos Estados das duas regiões
no Sistema Interligado Nacional (SIN). O projeto foi concebido em
outubro de 2011. Das torres metálicas no Amazonas – por onde passarão
os cabos elétricos –, constam duas de grande porte, que chegam a 295
metros de altura. Outras torres “menores” também estão conectadas, com
cerca de 150 metros cada.
O diretor
de construção da Isolux, Enrique Martinez, comentou que a empresa ficou
responsável pelos Lotes A e B do Linhão, enquanto a Manaus Transmissora
cuidou do Lote C, cujas obras priorizam o estado amazonense. No caso da
Isolux, foram 2,30 mil torres construídas.
(*) A repórter viajou a convite da TIM
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