A prisão de Antônio Castanha era um
dos objetivos da Operação Castanheira, deflagrada pelo Ibama, Ministério
Público Federal, Receita Federal e Polícia Federal, que desarticulou a maior
quadrilha de grileiros que operava na região da BR-163, no Pará, respondendo
por 20% de todo o desmatamento da Amazônia
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Apenas o núcleo familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama, sem contar com os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha. (Divulgação/Ibama)
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Ezequiel Antônio
Castanha, o maior grileiro da BR-163, foi preso pelo Ibama no último sábado
(21), em Itaituba, no Pará. A ação contou com a participação da Polícia
Federal e da Força Nacional de Segurança. A prisão preventiva foi decretada
pela Justiça Federal de Itaituba por ação movida pelo Ministério Público do
Pará.
Segundo
o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, que acompanhou a
operação, a efetivação da prisão do grileiro Castanha é o maior marco
representativo das ações de combate ao desmatamento no oeste do Pará. “A
desarticulação desta quadrilha contribui significativamente para o controle do
desmatamento na região”.
Castanha vinha atuando na BR-163 invadindo terras da União, promovendo o
desmatamento e comercializando ilegalmente as terras furtadas. Apenas o núcleo
familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama,
sem contar com os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha.
O maior desmatador da Amazônia será julgado pela Justiça Federal e poderá
receber pena de mais de 46 anos de prisão pelos diversos crimes cometidos, tais
como desmatamento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, uso de
documentos falsos, além de outros.
Acrítica.com
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