Parlamentar diz que vai apresentar emenda para conseguir recursos.Manutenção da estrada favorece atuação das Forças Armadas, diz general.
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(Foto: ecrau.com) A construção da unidade militar poderá ser custeada com recursos de emendas parlamentares |
Uma emenda parlamentar
deverá ser apresentada para reunir recursos para a construção de uma base do
Exército no trecho central da BR-319, que liga Rondônia e Amazonas. O objetivo
é fiscalizar a estrada para evitar crimes ambientais e garantir a manutenção da
rodovia.
De acordo com o general Villas Bôas,
a manutenção da estrada favorece a atuação das forças armadas na região.
"Do ponto de vista do Exército, para a segurança e defesa da Amazônia, é
fundamental que essa estrada seja viabilizada para que nós obtenhamos a
mobilidade necessário no cumprimento das nossas missões", disse general
Villas Bôas à Rede Amazônica.
A construção da unidade militar poderá ser
custeada com recursos de emendas parlamentares.
Durante reunião com o comandante do
exército, nesta quinta-feira (12), a senadora Vanessa Grazziotin, disse que
pretende apresentar emenda parlamentar destinando quase R$ 4,5 milhões do
orçamento para iniciar a construção de um quartel.
Interdição
A Justiça Federal determinou a suspensão imediata de obras
no trecho central da BR-319. A decisão é favorável ao pedido do
Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM). Cabe recurso da decisão
liminar.
Segundo o Ibama, foram constatadas irregularidades e danos
ambientais no
trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), na BR-319. Foi
emitido um auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00.
A decisão determina ainda que o Instituto
de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) não conceda novas licenças ou
autorizações para atividades na BR-319, até o julgamento final da ação, sob
pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. A determinação de suspensão vale,
inclusive, para renovação das licenças já existentes.
O Departamento Nacional de Infraestrutura
de Transportes (Dnit) diz que em dez anos mais de R$ 80 milhões foram gastos
com estudos ambientais para a realização das obras.
Impactos
Conforme o Ibama, a decisão foi baseada em
relatório concluído em agosto, que apontou a execução de obras sem licença
ambiental adequada, além de irregularidades como supressão de Área de
Preservação Permanente (APP), estocagem de madeira sem licença, destinação
irregular de efluentes, utilização de material de jazidas, intervenções em
corpos hídricos, alargamento de pista, construção de bueiros, desvio de ponte
danificada e alojamentos para trabalhadores sem condições mínimas de segurança
e salubridade.
G1 AM.

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