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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Municípios do AM produtores de Castanha-do-Brasil receberão ajuda financeira de R$ 6 mi

Aporte vai beneficiar 2 mil famílias em Amaturá, Barcelos, Beruri, Boca do Acre, Lábrea e Manicoré para alavancar a coleta e produção no Amazonas


Produto será usado no programa de merenda escolar do Governo do Estado(Divulgação)


Seis municípios produtores de Castanha-do-Brasil receberão aporte financeiro de R$ 6 milhões para alavancar a coleta e produção no Amazonas. O subsídio beneficia 2 mil famílias em Amaturá, Barcelos, Beruri, Boca do Acre, Lábrea e Manicoré, cidades com agroindústrias de beneficiamento de castanha. Com o incentivo, a produção deve passar de 130 toneladas para 550 toneladas anuais.

De acordo com o chefe do Departamento de Produtos Florestais da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Willis Meriguete, as cooperativas passarão a funcionar com a capacidade máxima. “As cooperativas estavam trabalhando abaixo da capacidade de produção. Antes a castanha precisava ser vendida para atravessadores, prejudicando a geração de renda para os produtores”, explica Meriguete.
Para o extrativista da Cooperativa de Beneficiamento de Produtos Agroextrativistas de Amaturá, Ronildo dos Santos, o apoio financeiro vai fomentar a produção de castanhas do município. “O incentivo vai beneficiar diretamente 400 famílias de Amaturá. Vamos aumentar a renda e valorizar nosso trabalho”, comemora.
O aporte financeiro para alavancar a produção de castanha no Amazonas foi viabilizado pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para promover planejamento e assistência técnica aos produtores, um termo de cooperação técnica foi assinado entre as cooperativas de castanha e a Secretaria da Produção Rural do Amazonas (Sepror), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), ADS, Afeam, Conab, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Castanhais
Coletada e beneficiada entre os meses de dezembro e junho, a Castanha-do-Brasil é proveniente de castanhais naturais. No Amazonas, as regiões com maior número de castanhais são as calhas do rio Purus, Madeira, Baixo Amazonas, Médio Baixo Amazonas, Médio Solimões e Médio Baixo Solimões.
Jorna a Crítica

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Produtores de juta e malva de Manacapuru recebem subvenção do Governo Estadual para safra 2010/2011



O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), vai destinar R$ 1.071.288,17 para subvenção de juta e malva a cerca de 600 produtores de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). O valor total do benefício, que corresponde a R$ 0,20 por quilo de fibra, refere-se ao pagamento da safra 2010/2011 apenas de Manacapuru, que totaliza 5.366.253 toneladas de fibra. A entrega da ordem de pagamento será feita pelo vice-governador, José Melo, nesta quarta-feira, dia 4 de abril, às 9h, na sede do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) de Manacapuru (Avenida Boulevard Pedro Rates, nº 1685, bairro Terra Preta).
 
A medida faz parte da política de fortalecimento do setor primário que prevê desde o subsídio para garantir preço de venda aos produtores, a distribuição de sementes para o plantio, até o produto final, conforme determinação do governador Omar Aziz de buscar alternativas econômicas à Zona Franca de Manaus. “Estamos trabalhando na cadeia produtiva da malva e da juta fornecendo financiamento e assistência técnica, dando a semente, subsidiando, buscando todas as condições necessárias para alavancar a cadeia produtiva”, pontuou Omar Aziz.
 
A subvenção da juta e malva é uma ação coordenada pela Sepror com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) e da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS).
 
As comunidades beneficiadas em Manacapuru são: Canabuoca II, Canabuoca III, Ilha do Paratari, Paraná do Periquito, Costa do Tuiué, Ilha do Ajaratuba, Paraná do Iauara, Paraná do Guariba, Paratari/Botafogo, Paraná do Mundurucus, Paraná do Paratarizinho, Ilha do Arraia, Ilha da linda Nova , Ilha do Marrecão, Ilha do Supiá, Paraná do Supiá, Costa do Cabaleana , Paraná do Cabaleana, ilha de Santo Afonso, Calado e Bela Vista.
 
Além da subvenção no valor de R$ 0,20 por quilo de fibra, os juticultores recebem do Governo do Estado assistência técnica, financiamento e apoio à produção, principalmente com a distribuição de sementes.
 
A fibra no Brasil – O Brasil consome, aproximadamente, 20 mil toneladas de fibra de juta e malva por ano. O Amazonas é o maior produtor do país, com 12 mil toneladas anualmente. O restante é importado de Bangladesh, no sul da Ásia. Além de Manacapuru, os municípios de Coari, Beruri, Anori, Anamã, Caapiranga, Manaquiri, Iranduba, Careiro da Várzea, Itacoatiara e Parintins são produtores da fibra.
 
De acordo com a Secretaria de Produção Rural, a cidade de Manicoré, na região do Madeira, está retomando sua produção tendo colhido na safra de 2010/2011 cerca de 13,6 toneladas de juta e malva. As fibras de juta e malva são utilizadas na confecção de sacarias para armazenamento de grãos como café, arroz, feijão e milho.


                                                               Fonte: Agência de Comunicaçã do Amazonas

sábado, 17 de março de 2012

Produção de castanha deve dobrar em Manicoré (AM) com processo mecânico

Com novo processo, cooperativa que produz uma média de 80 toneladas de amêndoas por ano pretende chegar a um volume de 130 toneladas em 2012

Máquinas e equipamentos  permitirão a separação da casca da amêndoa da castanha
Máquinas e equipamentos permitirão a separação da casca da amêndoa da castanha (Divulgação)

A instalação de máquinas e equipamentos que permitirão a separação da casca da amêndoa da castanha por meio mecânico é o novo negócio da Cooperativa Verde de Manicoré (Covema), instalada no município de Manicoré (a 333 quilômetros distante de Manaus).
Com o novo processo, a cooperativa que produz uma média de 80 toneladas de amêndoas por ano pretende chegar a um volume de 130 toneladas para a safra de 2012, com expectativa de atingir até 600 toneladas nas próximas safras. Isso corresponde ao resultado do processamento de 60% da matéria-prima produzida no município que gira em torno de mil toneladas hoje.
De acordo com a cooperativa, a atividade, que anteriormente era feita manualmente, será realizada com auxílio de uma máquina capaz de processar até 4 mil kg de produto acabado por dia, além da melhoria e ampliação da capacidade de pré-beneficiamento como secagem e classificação.
Mais emprego
Conforme a Covema, o novo processo irá assegurar 60 postos de trabalho temporários na usina durante o período de safra que vai dos meses de março a junho, além de reduzir o custo de produção em cerca de 40% em relação ao processo anterior.
Com os investimentos, cada castanheiro espera ganhar R$ 10 a mais por cada lata de 10 kg comercializada do produto. Com isso, o castanheiro cooperado irá aumentar sua margem de ganho, proporcionalmente, ao volume comercializado para cooperativa, que hoje é em média de R$ 25 por lata de 10 kg.
Segundo o presidente da Covema, Sirdei Nogueira, 85% da produção será comercializada nos mercados dos estados de São Paulo e Minas Gerais e o restante vai atender o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) que fornece cardápio regionalizado às escolas do município e do Estado.
Investimentos
A Covema também recebeu um aporte financeiro do BNDES (Fundo Social), de R$ 700 mil, por intermédio do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil. Os recursos estão sendo utilizados para capital de giro, investimentos e compra de equipamentos.
Para o chefe do Departamento de Produtos Florestais, Willis Vieira Meriguete, a Cooperativa tem desempenhado um forte papel na região por explorar a Amazônia de forma sustentável, gerando emprego e renda para os moradores da comunidade.
Willis, que visitou a comunidade e acompanhou a instalação do maquinário, conta que a expectativa dos extrativistas é muito grande. “A castanha é um produto típico da região e que cada vez mais tem ganhado o mercado nacional e internacional”, disse.
A nova fase da Covema tem apoio do Governo do Estado, financeiramente e tecnicamente, por meio da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado doAmazonas (Idam) e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS).