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sábado, 2 de março de 2013

Em regime de urgência, Assembleia Legislativa aprova fim do “auxílio-paletó”

A partir de agora, os deputados do Amazonas só  receberão o “auxílio-paletó” no primeiro e no último ano do mandato e apenas uma vez

Oposição e situação foram unânimes em destacar a ação do presidente(Hack aprendiz)


A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) extinguiu, na manhã da quinta-feira (28), 75% do benefício conhecido como “auxílio-paletó”, seguindo o exemplo do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, que na quarta-feira aprovou o fim dessa ajuda de custos concedida aos parlamentares.

Menos de 24 horas depois de a Câmara Federal ter adotado a postura do fim do benefício, todos os 24 deputados estaduais subscreveram um Projeto de Resolução Legislativa e o presidente da Casa, deputado Josué Neto (PSD) colocou em votação em regime de urgência.

Aprovado pelas comissões técnicas, o projeto 06/2013 foi colocado na ordem do dia e os deputados votaram e aprovaram a extinção de seis dos oito salários recebidos pelos parlamentares ao longo de quatro anos de mandato – dois salários a mais por ano.

A partir de agora, os deputados do Amazonas só  receberão o “auxílio-paletó” no primeiro e no último ano do mandato e apenas uma vez. Até a aprovação da resolução, o benefício era pago duas vezes em cada ano do mandato de quatro anos, ou seja, oito vezes.

Esta foi a forma aprovada pela Câmara Federal na quarta-feira (27) e o presidente da ALEAM, Josué Neto, já havia anunciado que a Casa seguiria o rito do legislativo federal.

“Esta casa, nos últimos 18 meses manteve a palavra de só tomar qualquer tipo de decisão seguindo a lei na simetria e proporcionalidade entre a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal e o Senado”, lembrou Josué, sustentando que “a qualquer outro momento em que tivermos matérias similares, esta casa estará atenta para dentro da lei tomar as decisões”.

O presidente também afirmou que a Mesa Diretora manterá sempre o diálogo aberto para apresentar os projetos que vão ao encontro e em benefício da população. “Da mesma forma e com as mesmas especificidades e ao amparo da lei como acontece agora”, disse. Josué considera a aprovação da Resolução Legislativa por se tratar de um projeto coletivo, “um momento importante para a democracia brasileira”.

Unanimidade

Oposição e situação foram unânimes em destacar a ação do presidente Josué Neto, a começar pelo deputado Marcelo Ramos (PSB) que elogiou o protagonismo do presidente, atuando com o objetivo de “unificar a casa em torno dessa proposta, seguindo o caminho do Congresso Nacional”. Para ela, a Aleam sai mais forte e mais bem vista pela sociedade, “criando uma maior confiança entre o Poder Legislativo e os seus representados”.

Deputados elogiam Josué

Seguindo o mesmo pensamento, os demais deputados apontaram a rapidez da ação do presidente e seu espírito democrático em permitir que todos os membros da casa, inclusive os que se encontravam ausentes do plenário na votação, assinassem a propositura. O vice-presidente da Casa Legislativa, deputado Belarmino Lins (PMDB), disse que Josué “numa velocidade impressionante, própria dos jovens e da juventude, decide em menos de 24 horas e divide com os colegas uma decisão que poderia chamar para si ou para a Mesa da Aleam”.

O deputado Marco Antônio Chico Preto (PSD) lembrou que desde que o assunto foi abordado na casa, sempre houve o entendimento de que se tomaria o mesmo rumo do tomado pelo Congresso Nacional.

A aprovação da matéria foi destacada por ele como “a equalização do sentimento e de valores de todos os deputados”. Ricardo Nicolau (PSD) lembrou que na vida “tudo tem tempo e etapas a seguir na forma correta”, referindo-se à correlação com a Câmara Federal, “mesmo a Aleam tendo autonomia própria para legislar”.

Para Marcos Rotta (PMDB), o presidente da casa “teve a coragem que faltou a outras pessoas para encarar não apenas esse problema, mas também outros que têm surgido no dia a dia”. Ele disse que o posicionamento “se assemelha muito ao do presidente da Câmara”, deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) que também trabalhou para unificar o legislativo federal em torno da questão.

O deputado Francisco Souza (PSC) lembrou avanços adotados pela Aleam, como a redução das férias dos parlamentares “demonstrando uma alta capacidade de rever critérios e métodos”, e Sidney Leite (DEM) disse que “com isso a casas busca se aproximar dos trabalhadores cada vez mais, extinguindo privilégios”.

Autor do requerimento que pediu urgência na votação da matéria, o deputado Vicente Lopes (PMDB) destacou “a urgência com que a Assembleia Legislativa atende aos anseios da população e a atitude democrática do presidente em repartir com todos, a responsabilidade”. O oposicionista Luiz Castro (PPS) disse que Josué Neto “está surpreendendo, por ser bastante jovem e inaugura mais uma etapa na condução das ações desta casa”.

Com informação da Assessoria

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Câmara Federal pode ter aumento de número de vagas

Ação da ALEAM que pode aumentar número de vagas na Câmara Federal será julgada até o final de março

O aumento das vagas é reivindicado pela ALEAM desde 2011(Divulgação)

A proposta de elevação do número de cadeiras ocupadas pelo Amazonas na Câmara Federal será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o fim do próximo mês de março. O prazo foi confirmado pela ministra Nancy Andrighi, relatora do processo, durante audiência com uma comitiva de parlamentares amazonenses, nesta quinta-feira (21), em Brasília.

Os deputados estaduais Josué Neto (PSD), Ricardo Nicolau (PSD), Belarmino Lins (PMDB) e Wilson Lisboa (PCdoB), os deputados federais Átila Lins (PMDB) e Luiz Fernando Nicolau (PSD) e o procurador-geral da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), Vander Góes, tiveram audiência a portas fechadas com a ministra, a quem expuseram a demanda de cumprimento da norma legal que determina o aumento do número de cadeiras da bancada federal.

De acordo com o presidente da ALEAM, deputado Josué Neto, a ministra Nancy Andrighi se mostrou receptiva à proposta e definiu um prazo para encerrar a questão. “O que nós estamos buscando é apenas o cumprimento de uma norma legal. O Amazonas busca a legalidade”, reforçou Neto. O deputado argumentou ainda que o modelo de desenvolvimento do Amazonas é todo baseado na Zona Franca de Manaus, que constantemente é bombardeado no Congresso Nacional, sem que sua bancada tenha tamanho significativo para defendê-lo. “Com uma bancada maior, poderemos ter mais poder de fogo para defender esse empreendimento”, afirmou.

O deputado federal Átila Lins (PSD) demonstrou à ministra do TSE que havia a preocupação que o julgamento do processo se desse com celeridade, haja vista que ela irá se aposentar no mês de abril. “Tivemos um encontro bastante positivo e ela nos garantiu que antes da aposentadoria, no dia 26 de abril, vai emitir seu voto”, confirmou ele.

O ouvidor da ALEAM, Ricardo Nicolau, disse que a ministra Nancy Andrighi garantiu que até o fim de março o processo será julgado, mas não adiantou o número exato do aumento de vagas. “Saímos da audiência com esperanças renovadas de que esse direito constitucional do Amazonas será cumprido”, disse Nicolau, após a reunião.

O deputado reforçou que a redistribuição de vagas, que poderá valer para as eleições de 2014, pode fortalecer o Amazonas na luta contra a desigualdade nos repasses federais em relação ao restante do País. “Somos o único Estado que recebe menos do que arrecada para a União. Com uma representação maior, teremos mais forças para inverter esse tratamento”, destacou.

O aumento das vagas é reivindicado pela ALEAM desde 2011 com base no artigo 45 da Constituição Federal, que determina que o número de parlamentares seja proporcional às populações dos Estados. A proposta prevê que o Amazonas deve passar de oito para dez o número de deputados federais e, por consequência, de 24 para 30 deputados estaduais.

Com informações da Assessoria

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Interior do Amazonas receberá 15 Agências da Previdência Social

O INSS realiza mensalmente cerca de quatro milhões de atendimentos pelo país, e paga mais de R$ 28 milhões em benefícios

O município de Manicoré receberá R$ 600 mil para a construção do espaço
O município de Manicoré receberá R$ 600 mil para a construção do espaço (Arquivo AC)

O Ministério da Previdência Social pretende instalar 16 unidades da Agência da Previdência em municípios do interior do Estado. As localidades a serem contempladas serão: Barcelo, Barreirinha, Boca do Acre, Borba, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Humaitá, Iranduba, Lábrea, Nova Olinda do Norte, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira e São Paulo de Olivença e Manicoré.
O último município receberá R$ 600 mil para a construção do espaço, e  foi incluído no projeto por meio de emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA), feita pelo deputado federal Pauderney Avelino (DEM).
“Não podemos mais aceitar que aposentados, pensionistas e trabalhadores tenham que percorrer grandes distâncias para terem acesso aos serviços previdenciários. O atendimento precisa ser descentralizado”, disse.
O INSS realiza mensalmente cerca de quatro milhões de atendimentos pelo país, e paga mais de R$ 28 milhões em benefícios.

ACRITICA