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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Educadores reúnem para elaborar organização da Conferência Estadual de Educação

O espaço foi cedido pela Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas da Aleam (CECAI)

A reunião, de acordo com o professor Braz Melgueiros, foi preparatória para(Dep.Sidney Leite)




Os coordenadores do Fórum Estadual de Educação do Amazonas reuniram na última quarta-feira (18), no miniplenário Cônego Azevedo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para discutir e fechar alguns dados para a realização e a organização da Conferência Estadual de Educação (Conae) que vai acontecer nos dias 16, 17 e 18 de outubro no Studio 5.

O espaço foi cedido pela Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas da Aleam (CECAI), presidida pelo deputado estadual Sidney Leite (DEM) que não pode participar da reunião. A Comissão faz parte do Fórum juntamente com mais 40 instituições

A reunião, de acordo com o professor Braz Melgueiros, foi preparatória para os encontros municipais e intermunicipais de educação. As propostas debatidas nesses encontros serão levadas às conferências estaduais, que servirão de orientação aos delegados designados para a conferência nacional.

“Hoje vai se definir informações oriundas de Brasília com representantes do Ministério de Educação e Cultura (MEC), a cerca dos planos de como se vão articular os municípios para elaborar os planos municipais e, também, definir a comissão organizadora e os grupos de trabalho para a conferência que serão elaborados na reunião de hoje”, explicou Melgueiros.

A Conae será realizada de 17 a 21 de fevereiro de 2014, em Brasília. Nela serão elaboradas propostas para auxiliar o Distrito Federal, estados e municípios a implementar o Plano Nacional de Educação (PNE). A conferência terá como base para os debates o documento-referência do PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação – Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração.



Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 6 de junho de 2012

População diz que não foram ouvidas em carta da Rio+20

Populações tradicionais da Amazônia dizem que não foram ouvidas em carta que vai para Rio+20

As discussões sobre temas que serão abordados na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) aconteceram no auditório Eulálio Chaves, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Alzira Almeida: “Continuamos com os mesmos problemas sociais, como falta de água e degradação do meio ambiente”
Alzira Almeida: “Continuamos com os mesmos problemas sociais, como falta de água e degradação do meio ambiente” (Luiz Vasconcelos)

Debate feito na manhã desta terça-feira (5) entre representantes de comunidades, instituições de ensino, representantes de movimentos ambientais e do Governo sobre temas que serão abordados na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), revelou que não há consenso sobre a representatividade do Estado na Conferência que acontece entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro, e que as populações ribeirinhas não sentem o efeito prático das decisões políticas.
As discussões aconteceram no auditório Eulálio Chaves, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Para o diretor do Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social (Sares), Guillermo Cardona, as decisões são tomadas “à margem” do que a sociedade precisa.
“Quando falamos em território, a reflexão vai além do espaço geográfico. Por exemplo, o Teatro Amazonas. Quem se atreve a mudar sua localização? Ele é mais que um espaço de eventos, ele tem um significado enorme para a cidade e o Estado. Idolatramos esse monumento. O mesmo deveria acontecer com os espaços ocupados pelos ribeirinhos, indígenas, o povo da floresta”.
O diretor do Museu da Amazônia, Ennio Candotti, acredita que todos devem contribuir para o conhecimento da Amazônia. “Devemos conhecer floresta e muitos cientistas, intelectuais, políticos e cidadãos de Manaus não sabem. Eu gostaria de aprender”.
O representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais dos Municípios do Careiro, Manaus e Iranduba (STTR-CMI), Alexandre Victor, disse que a Carta da Amazônia, documento concluído na sexta-feira e que será apresentado à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, “não reflete o pensamento da sociedade”. “Quem melhor conhece a floresta é quem vive nela. Trazer modos de vida diferentes é uma prática de autoritarismo imposto por países que um dia, desmataram suas florestas”.
Para Alzira Almeida, presidente da Associação da comunidade Nova Luz do Bom Destino, situada no Tarumã, os recursos financeiros destinados ao meio ambiente “não beneficiam o caboclo”. “Posso afirmar que a Amazônia é rica, acolhedora e está no centro das atenções do mundo, mas, na prática, nós não sentimos esses efeitos”.

Princípios

Entre os aspectos que contempla a Carta da Amazônia, está o de reconhecer os direitos humanos e o papel das populações amazônicas nas decisões; valorizar os diferentes caminhos  para o desenvolvimento sustentável, segundo as condições históricas, geográficas e culturais e assegurar a reprodução do conhecimento tradicional.

ACRITICA