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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sete meses depois, lista final com aprovados em concurso público da Susam é divulgada pela FGV

Série de atos pacíficos cobrou homologação do resultado. Concurso ofereceu mais de 11 mil vagas serão preenchidas, com salários que vão até R$ 7,6 mil

Prova foi aplicada em agosto de 2014 e série de manifestações cobrou pela divulgação do resultado (ACRÍTICA/AC)


Depois de um longo período de drama, que envolveu vários adiamentos e protestos por parte dos classificados, a Secretaria Estadual de Saúde publicou o resultado final do concurso público realizado para prover cargos da pasta em 2014. O concurso atraiu aproximadamente 250 mil inscritos que disputaram cerca de 11,6 mil vagas para cargos de nível fundamental, médio e superior, com salários entre de R$ 1.294,57 e R$ 7.691,45.

Depois de ser oficializado em fevereiro e realizado em agosto, a demora do Governo do Estado em chamar os aprovados para ocupar as vagas a que fizeram jus começou a preocupar os aprovados.


No último dia 5 de março, vinte deles realizaram um ato pacífico em frente à sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) cobrando ações para que os aparovados fossem convocados. 

Cerca de uma semana depois, no dia 13, trinta deles chegaram a fazer um protesto em frente à sede da Susam (Susam) cobrando homologação do resultado do certame. Na ocasião, o responsável pela pasta, Wilson Alecrim, chegou a se reunir com os manifestantes para informar o andamento do processo de convocação.

A portaria, de nº 201/2015, torna público o resultado final do concurso e abre o prazo de para recursos, que é de uma semana a partir da data de publicação das listas no Diário Oficial do Estado (DOE), prevista ainda para esta semana. 

Findo este prazo, o Governo do Amazonas fica encarregado de homologar o resultado, ato que efetivamente autoriza a convocação dos aprovados. É a partir deste ato também que o prazo de validade do concurso começa a ser contado: por previsão constitucional (art. 37 da CF), ele tem duração de dois anos prorrogáveis por mais dois.

Você pode conferir a lista dos aprovados para cargos de nível superior aqui, de nível médio aqui, e de nível fundamentalaqui.

Vagas

Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.
No último dia 5 de março, vinte deles realizaram um ato pacífico em frente à sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) cobrando ações para que os aparovados fossem convocados. 



Cerca de uma semana depois, no dia 13, trinta deles chegaram a fazer um protesto em frente à sede da Susam (Susam) cobrando homologação do resultado do certame. Na ocasião, o responsável pela pasta, Wilson Alecrim, chegou a se reunir com os manifestantes para informar o andamento do processo de convocação.

A portaria, de nº 201/2015, torna público o resultado final do concurso e abre o prazo de para recursos, que é de uma semana a partir da data de publicação das listas no Diário Oficial do Estado (DOE), prevista ainda para esta semana. 

Findo este prazo, o Governo do Amazonas fica encarregado de homologar o resultado, ato que efetivamente autoriza a convocação dos aprovados. É a partir deste ato também que o prazo de validade do concurso começa a ser contado: por previsão constitucional (art. 37 da CF), ele tem duração de dois anos prorrogáveis por mais dois.

Você pode conferir a lista dos aprovados para cargos de nível superior aqui, de nível médio aqui, e de nível fundamentalaqui.

Vagas

Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.



Cerca de uma semana depois, no dia 13, trinta deles chegaram a fazer um protesto em frente à sede da Susam (Susam) cobrando homologação do resultado do certame. Na ocasião, o responsável pela pasta, Wilson Alecrim, chegou a se reunir com os manifestantes para informar o andamento do processo de convocação.



A portaria, de nº 201/2015, torna público o resultado final do concurso e abre o prazo de para recursos, que é de uma semana a partir da data de publicação das listas no Diário Oficial do Estado (DOE), prevista ainda para esta semana. 

Findo este prazo, o Governo do Amazonas fica encarregado de homologar o resultado, ato que efetivamente autoriza a convocação dos aprovados. É a partir deste ato também que o prazo de validade do concurso começa a ser contado: por previsão constitucional (art. 37 da CF), ele tem duração de dois anos prorrogáveis por mais dois.

Você pode conferir a lista dos aprovados para cargos de nível superior aqui, de nível médio aqui, e de nível fundamentalaqui.

Vagas

Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.



A portaria, de nº 201/2015, torna público o resultado final do concurso e abre o prazo de para recursos, que é de uma semana a partir da data de publicação das listas no Diário Oficial do Estado (DOE), prevista ainda para esta semana. 



Findo este prazo, o Governo do Amazonas fica encarregado de homologar o resultado, ato que efetivamente autoriza a convocação dos aprovados. É a partir deste ato também que o prazo de validade do concurso começa a ser contado: por previsão constitucional (art. 37 da CF), ele tem duração de dois anos prorrogáveis por mais dois.

Você pode conferir a lista dos aprovados para cargos de nível superior aqui, de nível médio aqui, e de nível fundamentalaqui.

Vagas

Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.



Findo este prazo, o Governo do Amazonas fica encarregado de homologar o resultado, ato que efetivamente autoriza a convocação dos aprovados. É a partir deste ato também que o prazo de validade do concurso começa a ser contado: por previsão constitucional (art. 37 da CF), ele tem duração de dois anos prorrogáveis por mais dois.
Você pode conferir a lista dos aprovados para cargos de nível superior aqui, de nível médio aqui, e de nível fundamentalaqui.

Vagas

Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.
Você pode conferir a lista dos aprovados para cargos de nível superior aqui, de nível médio aqui, e de nível fundamentalaqui.
Vagas

Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.
Vagas
Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 

Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.



Dos quase 250 mil inscritos, 48,9 mil disputaram as vagas de nível superior. Outros 56,8 mil foram inscritos para as vagas de nível médio. Mais de 143,8 mil concorreram aos cargos de nível fundamental. Os cargos oferecem salário entre R$ 1.294,57 a R$ 7.691,45. 



Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.



Do total de candidatos inscritos, 68,2 mil disputam as 3 mil vagas ofertadas para o interior e 181,2 mil concorrem as vagas para Manaus. Durante as provas, realizadas no dia 24 de agosto de 2014, foi observada uma taxa de abstenção de 20,46%.
 


A pressão popular era tanta que o Governador José Melo, logo no discurso de abertura da sessão legislativa, um de seus primeiros depois de reeleito, afirmou que nomearia pelo menos 5 mil aprovados no concurso, número equivalente a pouco menos que a metada das vagas oferecidas.

A critica.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Fundação Getúlio Vargas divulga resultado da avaliação de títulos do concurso da Seduc

De acordo com a coordenadora de recrutamento e seleção da Seduc, Suzy Santana, os candidatos aprovados devem aguardar apenas a homologação do resultado final do concurso, prevista para ocorrer no dia 30 deste mês


Para recorrer do resultado, os candidatos deverão ficar atentos ao período de interposição de recursos (Divulgação/Seduc)


A comissão organizadora da Fundação Getúlio Vargas, responsável pelo concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulgou o resultado preliminar da Avaliação de Títulos para os cargos de Nível Superior.
Para recorrer do resultado, os candidatos deverão ficar atentos ao período de interposição de recursos, que teve início às 02:00:00 desta quarta-feira, 14 de janeiro, e se estenderá até às 01:59:59 do dia 16, sexta-feira, obedecendo o horário oficial de Brasília. Os recursos podem ser feitos através do link www50.fgv.br:8080/Login.aspx?key=465&t=6.
De acordo com a coordenadora de recrutamento e seleção da Seduc, Suzy Santana, os candidatos aprovados devem aguardar apenas a homologação do resultado final do concurso, prevista para ocorrer no dia 30 deste mês.
Perícia Médica
A Fundação Getúlio Vargas tornou pública ainda a convocação dos candidatos que se inscreveram para concorrer às vagas destinadas a pessoas com deficiência para realização da perícia médica, que acontecerá no período de 24 a 27 de janeiro, observando os respectivos dias e horários previstos pelo edital.
Os candidatos convocados para esta fase deverão comparecer ao local indicado (consultar edital) para realização da Perícia Médica com trinta minutos de antecedência do horário fixado para seu início, munidos do documento de identidade (RG) e de laudo médico emitido até trinta dias antes da realização da referida perícia, que ateste a espécie, o grau ou o nível de deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID), conforme especificado no Decreto Federal n. 3.298/99 e suas alterações, bem como a provável causa da deficiência.
O candidato que deixar de comparecer ou não atender à chamada para a realização da perícia médica será considerado reprovado e perderá o direito de concorrer às vagas de pessoas com deficiência.
*Com informações da assessoria de comunicação.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Senador Eduardo Braga destaca desempenho do Senado em pesquisa nacional sobre transparência

O Senado Federal foi a única instituição pública do poder


Do universo de 453 pedidos de informação referente à pesquisa (Foto: Senado)



O senador Eduardo Braga comemorou no Plenário nesta quarta-feira, 12/11, o resultado obtido pelo Senado Federal na pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a transparência dos órgãos públicos, de acordo com a Lei de Acesso à Informação.
O Senado Federal foi a única instituição pública do poder legislativo que respondeu a 100% das demandas solicitadas pela Lei de Acesso à Informação. De acordo com o estudo, a Câmara dos Deputados respondeu a 81% das demandas, as assembleias legislativas apenas 58% e as Câmaras de vereadores responderam 56% do que foi solicitado. O Senado também foi apontado pela FGV como a instituição mais rápida a responder às demandas de jornalistas e dos cidadãos.
“O resultado da pesquisa da FGV mostrou que o Senado tem um papel de destaque entre as instituições e os poderes. Este é um dos avanços desta legislatura. O Senado, que teve no passado situações graves e difíceis de transparência, alcança hoje uma performance de excelência, o que demonstra uma nítida e clara evolução”, avalia o Senador Eduardo Braga.
A pesquisa abrangeu órgãos do Executivo, Judiciário e Legislativo nas três esferas de poder - municipal, estadual e federal, e foi feito em três estados – Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais – e o Distrito Federal.
Do universo de 453 pedidos de informação referente à pesquisa, encaminhados aos órgãos, 315 foram respondidos; o restante foi ignorado. O resultado representa uma taxa de resposta de 69%. As respostas foram analisadas com base em três métricas: a taxa de resposta, a qualidade da resposta e o prazo de envio da resposta. 

Assessoria de Imprensa

61-3303-6228

Contatos: Brasília – Clóvis Horta: 61-9923-0073

Manaus - Rodrigo Araújo: 92 -9116-2273

quinta-feira, 7 de março de 2013

FGV elabora edital para concurso do Tribunal de Justiça do Amazonas

Ainda não foram definidas datas para o lançamento do edital e demais fases – inscrições e provas. A Comissão do Concurso é presidida pelo desembargador Aristóteles Thury

Tribunal de Justiça do Amazonas
Tribunal de Justiça do Amazonas (Euzivaldo Queiroz)

Os Extratos de nº 006/2013-DVCC/TJ e nº 007/2013-DVCC/TJ, que tratam do contrato firmado com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a realização do concurso público do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), foram publicados no último dia 05, no Diário da Justiça Eletrônico (DJE). A partir de agora, a Comissão do Concurso do Tribunal e a equipe da FGV passam a trabalhar na elaboração do edital do certame.

Ainda não foram definidas datas para o lançamento do edital e demais fases – inscrições e provas. A Comissão do Concurso é presidida pelo desembargador Aristóteles Thury. Serão oferecidas 332 vagas no total, sendo 188 para os níveis médio, 93 superior e 20 para o fundamental, além de 31 vagas para juiz substituto. Além de Manaus, o concurso abrangerá também os municípios de Manacapuru, Careiro-Castanho, Careiro da Várzea, Iranduba, Rio Preto da Eva, Itacoatiara e Presidente Figueiredo.

Quanto aos salários, para o cargo de juiz substituto o valor é de R$ 19.435,27; para os cargos de nível superior, R$ 6.390,83; e nível médio, o valor é de R$ 3.281,13; e nível fundamental, o valor inicial é de R$ 1.823,75.

Para o presidente do TJAM, desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, o concurso é a porta de entrada para aqueles que almejam trabalhar no serviço público brasileiro e o certame que será realizado pela FGV trará benefícios não apenas para o Tribunal de Justiça do Amazonas, que não promove um concurso voltado para a capital e novos juízes desde 2005, mas também oferece a oportunidade ao cidadão de competir em condições de igualdade pelo acesso aos quadros do Poder Judiciário estadual.

Os extratos publicados em DJE tratam do concurso para provimento de vagas para juiz substituto de carreira do TJAM (nº 006/2013-DVCC/TJ) e também para provimento de vagas, bem como formação de cadastro de reserva, de cargos de níveis superior, médio e fundamental do quadro de servidores do Tribunal (nº 007/2013-DVCC/TJ). O prazo de vigência do contrato, assinado em 08 de fevereiro deste ano, será contado a partir da sua assinatura e terá como termo final o prazo de validade do concurso público.

Ainda de acordo com a publicação, o valor do custeio dos serviços especializados da Fundação Getúlio Vargas, envolvendo planejamento, organização e execução do concurso, “será realizado, exclusivamente, com a arrecadação dos valores das inscrições efetuadas pelos candidatos, não havendo qualquer repasse financeiro pelo contratante”.

Com informações da assessoria.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Estudo aponta falhas e propõe mudanças nos concursos públicos

O estudo mostra que o concurso tem perdido a principal finalidade para o qual foi criado, que é selecionar um profissional adequado para cargo na administração pública



O processo que envolve maior número de chances é o realizado pela Marinha do Brasil, com 2.200 vagas para o Curso de Formação de Aprendizes-Marinheiros de 2014
Concurso (Divulgação)


Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito Rio e da Universidade Federal Fluminense (UFF) apontam problemas nos concursos públicos federais. Entre eles, provas que não avaliam as experiências e o conhecimento do candidato e má gestão. As duas instituições propõem mudanças no processo de recrutamento para o serviço público.

O estudo mostra que o concurso tem perdido a principal finalidade para o qual foi criado, que é selecionar um profissional adequado para cargo na administração pública. "O concurso no Brasil tem cada vez mais se tornado um fim em si mesmo. Seleciona as pessoas que tem mais aptidão para fazer prova de concurso. Temos uma ineficiência de fiscalização de competências reais. 

E além disso, apesar de existirem mecanismos que possibilitam a demissão, como o estágio probatório, eles quase não são utilizados. Os concursos hoje alimentam um mercado milionário", avalia o coordenador da pesquisa e professor da FGV Direito Rio, Fernando Fontainha, que divulgou ontem (22) o levantamento.

Os dados vão além e apontam que os salários ofertados são estipulados conforme a complexidade do certame, e não com base no nível acadêmico ou competência do candidato. Quanto mais difícil e maior o número de provas, maiores as remunerações. 

Para reverter esse cenário, o estudo propõe medidas, como o fim das provas objetivas (múltipla escolha). De acordo com o levantamento, cerca de 97% das provas aplicadas em 698 seleções, entre 2001 e 2010, seguiam o modelo. A proposta é o uso de questões escritas discursivas que abordem situações reais a serem vivenciadas pelos futuros contratados. Além disso, defende a aplicação de prova prática nos casos em que a discursiva for insuficiente para avaliar a qualificação do candidato.

Outra proposta é impedir o candidato de se inscrever para o mesmo concurso mais de três vezes. O estudo constatou que acima de um terço dos inscritos não comparece ao certame. "A realização das provas é algo caro. A intenção é que o candidato se inscreva quando tiver condições de passar [aprovado]", explica Fontainha.

Os pesquisadores defendem três processos distintos de seleção dos servidores públicos. O primeiro, chamado recrutamento acadêmico, propõe a busca por jovens recém-formados, com o objetivo de que sejam capacitados para o exercício da futura função. As provas aplicadas a esses candidatos devem abordar os conhecimentos universitários e escolares, e a formação inicial será obrigatória.

O segundo, o recrutamento burocrático, visa a admissão de profissionais já inseridos na administração pública. Para participar, o candidato deve ter ao menos cinco anos de experiência. As provas serão sobre o ambiente do serviço público. Já o terceiro, o profissional, irá avaliar quem atua no mercado e tenha experiência mínima de dez anos. Neste caso, o candidato é avaliado sobre conhecimentos de mercado e da administração pública.

Em relação às provas, a sugestão é criar uma empresa pública para gerir os concursos e elaborar os exames. O levantamento detectou a presença majoritária de sete institutos e centros responsáveis pela elaboração das provas, entre eles o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília (UnB), que detém a maior fatia do mercado.

A Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) estima movimento de mais de R$ 30 bilhões no setor. "É uma questão que tem que ser debatida. Devemos analisar se é mesmo necessária a criação de uma empresa pública ou se é necessário apenas regular o mercado de uma forma diferente", disse o coordenador de Negócios do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), Bruno Campos. O instituto também organiza seleções.

Para os pesquisadores, os três anos estabelecidos pela lei para o estágio probatório devem ser destinados rigorosamente para capacitação, sendo no primeiro ano, com aulas presenciais, e nos demais, início do exercício do cargo com acompanhamento de um servidor experiente.

De acordo com a Nayara Teixeira Magalhães, consultora acadêmica do projeto Pensando o Direito - parceria entre o Ministério da Justiça e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o ministério e os demais 20 parceiros da pesquisa irão analisar as propostas. Uma versão final do relatório deve sair até o dia 15 de abril.