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sábado, 13 de abril de 2013

Audiência Pública para discutir violência contra turistas na Venezuela ocorrerá em 20 dias


Diante disso, é necessário que o governo federal tome medidas urgentes para combater a violência contra os brasileiros naquele país


A situação e os riscos pelos quais os turistas estão submetidos naquele país são graves(Divulgação)


No máximo em 20 dias, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) irá realizar Audiência Pública para discutir os casos de violência contra os turistas brasileiros com destino à Venezuela.

“A situação e os riscos pelos quais os turistas estão submetidos naquele país são graves.

“Conforme relatos das próprias vítimas, pessoas foram assaltadas pelas autoridades policiais venezuelanas e até assassinadas”, disse o presidente da comissão, deputado estadual Abdala Fraxe (PTN), após ter participado de uma audiência sobre o assunto na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR), a convite do presidente da Casa, deputado Chico Guerra (PSDB).

Na ocasião, segundo o parlamentar, seis pessoas, entre vítimas e familiares, relataram as experiências “de pavor” vivido em território venezuelano. “Foram depoimentos comoventes.

“Diante disso, é necessário que o governo federal tome medidas urgentes para combater a violência contra os brasileiros naquele país”, ressaltou.

De acordo com o deputado, as duas audiências (de Roraima e do Amazonas) resultarão em um relatório a ser encaminhado para o Palácio do Itamaraty, em Brasília, a fim de que sirva para tomada de providências.



Com Informação da Assessoria

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cacique cobra vice-presidente do Brasil durante operação Ágata 4

Após ouvir a cobrança do cacique, Michel Temer disse que o Estado precisa estar presente nessas áreas e destacou a importância da realização da Operação Ágata 4

O vice-presidente Michel Temer ouve do cacique Mario Nachau que o Brasil precisa ocupar as nossas fronteiras
O vice-presidente Michel Temer ouve do cacique Mario Nachau que o Brasil precisa ocupar as nossas fronteiras (Bruno Kelly)

O isolamento das tribos amazônicas motivou uma cobrança dura do cacique da etnia tiryós, Mario Nachau, ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), durante a passagem dele no Município de Tiryós (a 930 quilômetros de Belém) por ocasião da Operação Ágata 4. São tiryós 17 dos 35 soldados do Pelotão Especial de Fronteira do Exército brasileiro (PEF) na localidade.
Após ouvir a cobrança de Mario Nachau, Temer disse que o Estado precisa estar presente nessas áreas e destacou a importância da realização da Operação Ágata 4. Ele revelou também que o governo desenvolve um plano estratégico para proteção das fronteiras . 
Aproximadamente 2 mil índios das etnias tiryós e kaxuyana têm o Exército como a única presença do Estado na fronteira entre o Pará e o Suriname. Eles criticam a falta de apoio do poder público. Os índios esperam por visitas que levam remédios alimentos, utensílios de higiene e vestuário que demoraram até três meses para ocorrer.
O depoimento do cacique também reflete a realidade precária que os militares vivem na região. O pelotão tem um contingente de apenas 35 militares, sendo 17 indígenas, para proteger uma faixa de 1.385 quilômetros de fronteira seca entre o extremo Norte do Pará e o Suriname.
Segundo o comandante da 8ª Região Militar do Comando Militar da Amazônia, Carlos Alberto de Sousa Peixoto, o pelotão deveria ter atualmente 66 militares.  A extensão da área significa que, se fossem espalhados, cada um dos 35 militares seria responsável pela cobertura de 39,5 quilômetros quadrados de fronteira.
No entanto, na prática não há como vigiar toda a região. Os próprios militares admitem que o contingente é insuficiente para proteger o Brasil contra crimes que ocorrem na fronteira e que vão desde contrabando e descaminho a tráfico de drogas, extração ilegal de madeira e garimpo ilegal.

Isolamento
Essa fronteira da Amazônia não tem a estrutura de estradas e os militares a patrulham por terra percorrendo grandes distâncias. 
A realidade foi constatada pelo Ministério da Defesa que levou uma comitiva das Forças Armadas, além do vice-presidente Michel Temer, para conhecer a situação in loco. A CRÍTICA foi o único jornal impresso do Amazonas que acompanhou a visita e a angústia dos índios e militares no município frente ao isolamento. O pelotão do Exército em Tiryós é o único em uma faixa de 400 quilômetros.
O pelotão mais próximo não tem ligação por terra. O isolamento terrestre é a principal dificuldade para chegar a região, que tem nas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) o único elo com os demais Estados do Brasil.
Só há como chegar a Tiryós de avião no aeródromo do município que é mantido como base da Aeronáutica. No local, os militares operam um radar do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) transmitindo informações para o 4º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 4), em Manaus.
A área é considera estratégica para a defesa do Brasil contra ameaças de crimes. O ministro da Defesa, Celso Amorim, bem como, o vice-presidente Michel Temer não chegaram a falar que a região é um ponto fraco do sistema de defesa brasileiro, mas falaram da preocupação com o pequeno número de militares na área.

Oiapoque (AP)
A Operação Ágata 4 é realizada pelo Ministério da Defesa e A CRÍTICA vai mostrar, numa série de reportagens,  aspectos relevantes dela e da região abrangida pelas ações. Amanhã o destaque é a região do Oiapoque, no Amapá.

Logística atrapalha obra do pelotão
Os militares do Pelotão Especial de Fronteira de Tiryós (PA) têm apenas quatro horas de energia elétrica por dia porque não há como levar diesel suficiente para abastecer os geradores. Por conta disso o combustível é racionado. Com a Operação Ágata 4, os militares passaram a ter oito horas de energia. No entanto, o período deve ser reduzido após o fim da operação.
Segundo o comandante da 8ª Região Militar do Comando Militar da Amazônia,  Carlos Alberto de Sousa Peixoto, ainda há muito a se fazer no PEF de Tiryós. Ele aproveitou a visita do vice-presidente Michel Temer e do Ministro da Defesa, Celso Amorim, para apresentar o cenário de dificuldades do pelotão e pedir melhorias. Desde 2010, o general dispõe de recursos para concluir a obra do pelotão, que há 27 anos espera por melhorias. A obra, contudo, não  termina porque não há aeronaves para transportar o material  e empresas que se interessem em assumir o serviço.
“Tivemos duas licitações vazias porque nenhuma empresa se interessou em fazer a obra”, disse complementando que a distância e a difícil logística a ser empregada tiram o interessem pelo serviço.
Conforme o comandante Peixoto, apesar do pelotão existir há mais de duas décadas, até 2003 os militares se abrigavam em barracas. Os pequenos avanços  foram a construção de casas. “Não é falta de recurso é falta de condição de executar. Conseguimos licitar e empenhar obra, mas não temos como levar material”, frisou.
Indígenas são maioria na unidade
Dos 17  soldados do pelotão que são da etnia tiryós apenas dois falam o português.  Eles foram incorporados ao Exército brasileiro em 2009.
Na região, os tiryós recebem apoio de uma missão de padres alemães e dos militares. Os padres estão no local há duas décadas e também dependem das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB)  para ter contato com os outros Estados.
Segundo o cacique tiryós Mario Nachau, os índios não querem se manter no isolamento e precisam da presença do Estado para melhorar a vida deles. A necessidade foi ratificada depois que os índios receberam auxílio médico e odontológico na Ação Cívico-Social (Aciso) das Forças Armadas.
Em dois dias, mais de 400 índios foram atendidos nas especialidades de ginecologia, pediatria, clínica médica e ortopedia. O fator alarmante foi a identificação de 100% das crianças indígenas com subnutrição infantil.

FLORENCIO MESQUITA

quarta-feira, 2 de maio de 2012

General do Exército comandará operação nas fronteiras da Amazônia

“Temos de estar alerta na região”, declara Eduardo Dias da Costa Villas Bôas  sobre a operação Ágata

Eduardo Dias da Costa Villas Bôas,  Comandante Militar da Amazônia General de Exército que chefiará a Ágata 4
Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, Comandante Militar da Amazônia General de Exército que chefiará a Ágata 4 (Antonio Ximenes)

Em maio, mais de 3,5 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, acompanhados de agentes da Polícia Federal, Força Nacional e de outros órgãos federais como os Ministérios da Justiça, da Agricultura, de Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, da Defesa, entre outros, vão participar da operação Ágata 4. O exercício militar abrangerá 3 mil quilômetros de fronteiras do País com a Venezuela e as Guianas, uma área que cobrirá 11 pelotões de fronteira. “Será uma grande operação conjunta”, afirma o comandante militar da Amazônia, Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, que concedeu a seguinte entrevista.
Por que foi escolhida esta fronteira para a operação?
Por ser uma das regiões mais desconhecidas da Amazônia e porque temos interesse em combater as ações ilegais que ocorrem na região.
Que tipo de ações ilícitas?
Da exploração de garimpos, passando pela biopirataria e até o narcotráfico. Nós já fizemos um trabalho de campo e identificamos que nesta área existe vulnerabilidades e que precisamos estar mais presentes neste espaço do País.
A fronteira com a Venezuela apresenta algum tipo de ação do narcotráfico ?
 Mantemos um excelente relacionamento com a Venezuela e nesta fronteira o risco da atuação do narcotráfico é menor que em outras áreas próximas de Tabatinga (a 1.118 quilômetros de Manaus), por exemplo, mas não podemos ficar desatentos em nenhuma área da Amazônia, porque este tipo de crime tem mobilidade e vai para onde não há maior repressão, por isso que temos que estar sempre alertas.
E as Guianas?
Nesses países, especialmente nas áreas de fronteira, existem garimpos ilegais que nos preocupam porque este tipo de atividade acaba afetando os rios, com mercúrio, por exemplo. Além disso, causa a evasão de divisas, quando em território nacional, e isso nós não podemos permitir.
Que tipo de equipamentos serão empregados durante a operação Ágata 4?
Helicópteros, embarcações, aviões, enfim, o que temos de mais avançado na região.

ANTONIO XIMENES