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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Dilma e Temer prometem manter relação produtiva

Declaração aconteceu depois de encontro de 50 minutos entre a presidente e o vice no Palácio do Planalto; reunião foi marcada após o vazamento da carta do peemedebista


O vice-presidente Michel Temer, em Brasília após reunião com a presidente Dilma Rousseff - 09/12/2015 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


A presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer se reuniram por 50 minutos na noite desta quarta-feira, em Brasília. O encontro, o primeiro depois do vazamento da carta-desabafo do peemedebista, aconteceu no Palácio do Planalto. Ao final da reunião, os dois divulgaram declarações curtas e quase iguais, prometendo manter uma "relação pessoal e institucional" produtiva.P

"Combinamos, eu e a presidente Dilma, que nós teremos uma relação pessoal e institucional que será a mais fértil possível", afirmou Temer, na única frase que disse aos jornalistas após o encontro.
"Na nossa conversa, eu e o vice-presidente Michel Temer decidimos que teremos uma relação extremamente profícua, tanto pessoal quanto institucionalmente, sempre considerando os maiores interesses do país", diz a breve nota divulgada pela Presidência.

Dilma fez questão de combinar com sua assessoria as palavras que seriam usadas no comunicado e esperou a declaração do vice para decidir o teor da nota. O cuidado foi tomado para que não acontecesse como na última vez em que estiveram juntos, na semana passada, quando houve desencontro nas versões divulgadas por auxiliares de ambos sobre o tema da conversa.

Carta - Temer foi chamado por Dilma para uma conversa no Palácio do Planalto após o vazamento de uma carta que o peemedebista enviou para a petista em tom de desabafo. No texto, o vice reclama que foi tratado como um auxiliar "decorativo" pela presidente e que nunca contou com a confiança dela.

Apesar da declaração tentando mostrar uma reaproximação na fria relação entre os dois, o PMDB tem se mostrado cada vez mais rachado e o grupo que defende a ruptura com o governo tem ganhado força. Nesta quarta, o então líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, um aliado do Planalto, foi destituído pela ala pró-impeachment do PMDB.

(Com agências Reuters e Estadão Conteúdo)


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Temer envia carta a Dilma e aponta desconfiança do governo em relação a ele e ao PMDB

Na carta, o vice reclama que não foi convidado para uma reunião com o vice-presidente dos EUA e que a presidente não renomeou seu aliado Moreira Franco; ele também se diz chateado porque ela falou diretamente com o líder do seu partido na Câmara ao invés de negociar com ele


Temer afirma que vai se manter neutro (Lula Marques)


O vice-presidente Michel Temer enviou nesta segunda-feira uma carta "pessoal" à presidente Dilma Rousseff em que aponta o que chama de "fatos reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB", disse a Vice-Presidência da República em nota divulgada no Twitter.
Segundo a Vice-Presidência, a carta de Temer, que também preside o PMDB, não propôs rompimento entre partidos ou com o governo. Temer vinha mantendo um silêncio público desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou pedido de abertura de impeachment contra Dilma na quarta-feira.
"Diante da informação de que a presidente o procuraria para conversar, Michel Temer resolveu apontar por escrito fatores reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB", disse em Vice-Presidência em nota. "Ele rememorou fatos ocorridos nestes últimos cinco anos mas somente sob a ótica do debate da confiança que deve permear a relação entre agentes públicos responsáveis pelo país."
Nos últimos dias, Dilma tem repetido reiteradamente ter confiança em Temer, elogiado o vice e, no fim de semana, afirmou esperar "integral confiança" no peemedebista.
De acordo com uma fonte ligada a Temer, as declarações foram interpretadas pelo vice como uma cobrança pública de lealdade em relação a ele, o que o incomodou.
Na nota divulgada pela Vice-Presidência, Temer afirma ter sido surpreendido pela divulgação da carta que enviou à presidente e afirma que "manterá a discussão pessoal em caráter privado".
Desde a última quarta, quando Cunha aceitou pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma, Temer evita aparições públicas e cancelou a participação em um evento em São Paulo marcado para esta noite.
Ele ficou também incomodado, de acordo com a fonte, com declarações atribuídas a ele por ministros ligados à presidente Dilma, de que ele teria dito que o pedido de impeachment não tem embasamento jurídico e que, como constitucionalista que é, ajudaria juridicamente na defesa da presidente.
Após voltar de São Paulo para Brasília nesta segunda-feira, Temer, que assumiria a Presidência caso o processo leve ao impedimento da presidente, tem encontro marcado com peemedebistas no Palácio do Jaburu, segundo essa fonte.
O ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha, que é bastante próximo a Temer e deixou o governo nesta segunda-feira, negou que o vice esteja articulando o impeachment, mas reconheceu que o PMDB está dividido sobre o tema e que caberá a Temer, como presidente da legenda, "aferir" o sentimento do partido em relação ao pedido de impedimento de Dilma.
Confira a carta na íntegra:
São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.
Senhora Presidente,
“Verba volant, scripta manent”.
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.
Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.
Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.

Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim, Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.

1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.

2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas “desfeitas”, culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta “conspiração”.

5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.

7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.

8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da “espionagem” americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.

10. Até o programa “Uma Ponte para o Futuro”, aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal.
11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.

Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção.

Respeitosamente,
\ L TEMER
A Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
DO. Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto


REUTERS



quinta-feira, 12 de junho de 2014

PMDB confirma aliança com PT na eleição para Presidência da República

Tem também a questão da segurança pública

Dilma Rousseff, ao agradecer a votação pela permanência da aliança (Foto: Blog do Castelo)



Em convenção nacional ocorrida nesta terça-feira (10), em Brasília, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) confirmou a participação do vice-presidente Michel Temer novamente na chapa com a presidenta Dilma Rousseff (PT) em busca da reeleição, este ano. A aliança nacional PT-PMDB foi confirmada por 69,7% dos votos de 673 delegados presentes no evento, que contou com a presença de Dilma.

Participante da convenção, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM) explicou que o partido escolheu a manutenção da aliança com o PT para “continuar fazendo a transformação positiva que o país vem sofrendo”.

“A aliança é para que nós possamos avançar mais, possamos melhorar ainda mais a infraestrutura neste país, a política de educação e a política pública de saúde. Tem também a questão da segurança pública, que nós precisamos avançar e o PMDB tem um papel, sem nenhuma dúvida, importante e marcante nessa caminhada”, ressaltou.

Também presidente de honra do PMDB, Michel Temer destacou que o partido ajudou a construir e executar as políticas do governo que ajudaram o Brasil a melhorar seus índices sociais e econômicos.

“O PMDB é esta força extraordinária que garantiu a grande evolução social deste país. Por isso estamos nos habilitando a fazer esta parceria”, disse o vice-presidente.
Dilma Rousseff, ao agradecer a votação pela permanência da aliança PT-PMDB, elogiou a parceria com Michel Temer.

“Temer articulou consensos em todas as circunstâncias. Ele ajudou muito a mim e quero agradecer essa valiosa companhia que tive no governo nesses anos”, frisou.

Delegados amazonenses

Do Amazonas, além de Braga também participaram da convenção os deputados estaduais Marcos Rotta e Berlamino Lins, o vereador Marcel Alexandre, o ex-deputado federal Lupércio Ramos, além de membros da executiva regional.

 
Assessoria de Imprensa


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Internautas se mobilizam a favor de vetos no CF

Nesta quinta-feira à tarde, a hashtag #VígiliaVetaTudo, era a primeira no ranking do Trend Topics Mundial, da rede social Twitter

Em Manaus, o movimento espalhou faixas e cartazes por vários pontos da cidade
Em Manaus, o movimento espalhou faixas e cartazes por vários pontos da cidade (Evandro Seixas)

Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) não se pronuncia a respeito dos vetos totais ou parciais, no texto do Código Florestal, a discussão sobre o assunto, nesta quinta-feira (24), segue firme nas redes sociais.
Nesta quinta-feira à tarde, a hashtag #VígiliaVetaTudo, chegou a ser a primeira no ranking do Trend Topics Mundial, da rede social Twitter.
Vetos Parciais
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), deixou escapar que a presidenta faria vetos parciais ao novo código.
A declaração foi feita em meio uma reunião com integrantes do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).
Ainda nesta tarde Rousseff se reuniria com ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; Meio Ambiente, Isabela Teixeira; Mendes Ribeiro, Agricultura; Casa Civil, Gleisi Hoffman  e o advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, todos envolvidos nas negociações do Código Florestal, para tratar sobre os vetos ao texto aprovado há pouco menos de um mês pela Câmara.

SÍNTIA MACIEL

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cacique cobra vice-presidente do Brasil durante operação Ágata 4

Após ouvir a cobrança do cacique, Michel Temer disse que o Estado precisa estar presente nessas áreas e destacou a importância da realização da Operação Ágata 4

O vice-presidente Michel Temer ouve do cacique Mario Nachau que o Brasil precisa ocupar as nossas fronteiras
O vice-presidente Michel Temer ouve do cacique Mario Nachau que o Brasil precisa ocupar as nossas fronteiras (Bruno Kelly)

O isolamento das tribos amazônicas motivou uma cobrança dura do cacique da etnia tiryós, Mario Nachau, ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), durante a passagem dele no Município de Tiryós (a 930 quilômetros de Belém) por ocasião da Operação Ágata 4. São tiryós 17 dos 35 soldados do Pelotão Especial de Fronteira do Exército brasileiro (PEF) na localidade.
Após ouvir a cobrança de Mario Nachau, Temer disse que o Estado precisa estar presente nessas áreas e destacou a importância da realização da Operação Ágata 4. Ele revelou também que o governo desenvolve um plano estratégico para proteção das fronteiras . 
Aproximadamente 2 mil índios das etnias tiryós e kaxuyana têm o Exército como a única presença do Estado na fronteira entre o Pará e o Suriname. Eles criticam a falta de apoio do poder público. Os índios esperam por visitas que levam remédios alimentos, utensílios de higiene e vestuário que demoraram até três meses para ocorrer.
O depoimento do cacique também reflete a realidade precária que os militares vivem na região. O pelotão tem um contingente de apenas 35 militares, sendo 17 indígenas, para proteger uma faixa de 1.385 quilômetros de fronteira seca entre o extremo Norte do Pará e o Suriname.
Segundo o comandante da 8ª Região Militar do Comando Militar da Amazônia, Carlos Alberto de Sousa Peixoto, o pelotão deveria ter atualmente 66 militares.  A extensão da área significa que, se fossem espalhados, cada um dos 35 militares seria responsável pela cobertura de 39,5 quilômetros quadrados de fronteira.
No entanto, na prática não há como vigiar toda a região. Os próprios militares admitem que o contingente é insuficiente para proteger o Brasil contra crimes que ocorrem na fronteira e que vão desde contrabando e descaminho a tráfico de drogas, extração ilegal de madeira e garimpo ilegal.

Isolamento
Essa fronteira da Amazônia não tem a estrutura de estradas e os militares a patrulham por terra percorrendo grandes distâncias. 
A realidade foi constatada pelo Ministério da Defesa que levou uma comitiva das Forças Armadas, além do vice-presidente Michel Temer, para conhecer a situação in loco. A CRÍTICA foi o único jornal impresso do Amazonas que acompanhou a visita e a angústia dos índios e militares no município frente ao isolamento. O pelotão do Exército em Tiryós é o único em uma faixa de 400 quilômetros.
O pelotão mais próximo não tem ligação por terra. O isolamento terrestre é a principal dificuldade para chegar a região, que tem nas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) o único elo com os demais Estados do Brasil.
Só há como chegar a Tiryós de avião no aeródromo do município que é mantido como base da Aeronáutica. No local, os militares operam um radar do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) transmitindo informações para o 4º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 4), em Manaus.
A área é considera estratégica para a defesa do Brasil contra ameaças de crimes. O ministro da Defesa, Celso Amorim, bem como, o vice-presidente Michel Temer não chegaram a falar que a região é um ponto fraco do sistema de defesa brasileiro, mas falaram da preocupação com o pequeno número de militares na área.

Oiapoque (AP)
A Operação Ágata 4 é realizada pelo Ministério da Defesa e A CRÍTICA vai mostrar, numa série de reportagens,  aspectos relevantes dela e da região abrangida pelas ações. Amanhã o destaque é a região do Oiapoque, no Amapá.

Logística atrapalha obra do pelotão
Os militares do Pelotão Especial de Fronteira de Tiryós (PA) têm apenas quatro horas de energia elétrica por dia porque não há como levar diesel suficiente para abastecer os geradores. Por conta disso o combustível é racionado. Com a Operação Ágata 4, os militares passaram a ter oito horas de energia. No entanto, o período deve ser reduzido após o fim da operação.
Segundo o comandante da 8ª Região Militar do Comando Militar da Amazônia,  Carlos Alberto de Sousa Peixoto, ainda há muito a se fazer no PEF de Tiryós. Ele aproveitou a visita do vice-presidente Michel Temer e do Ministro da Defesa, Celso Amorim, para apresentar o cenário de dificuldades do pelotão e pedir melhorias. Desde 2010, o general dispõe de recursos para concluir a obra do pelotão, que há 27 anos espera por melhorias. A obra, contudo, não  termina porque não há aeronaves para transportar o material  e empresas que se interessem em assumir o serviço.
“Tivemos duas licitações vazias porque nenhuma empresa se interessou em fazer a obra”, disse complementando que a distância e a difícil logística a ser empregada tiram o interessem pelo serviço.
Conforme o comandante Peixoto, apesar do pelotão existir há mais de duas décadas, até 2003 os militares se abrigavam em barracas. Os pequenos avanços  foram a construção de casas. “Não é falta de recurso é falta de condição de executar. Conseguimos licitar e empenhar obra, mas não temos como levar material”, frisou.
Indígenas são maioria na unidade
Dos 17  soldados do pelotão que são da etnia tiryós apenas dois falam o português.  Eles foram incorporados ao Exército brasileiro em 2009.
Na região, os tiryós recebem apoio de uma missão de padres alemães e dos militares. Os padres estão no local há duas décadas e também dependem das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB)  para ter contato com os outros Estados.
Segundo o cacique tiryós Mario Nachau, os índios não querem se manter no isolamento e precisam da presença do Estado para melhorar a vida deles. A necessidade foi ratificada depois que os índios receberam auxílio médico e odontológico na Ação Cívico-Social (Aciso) das Forças Armadas.
Em dois dias, mais de 400 índios foram atendidos nas especialidades de ginecologia, pediatria, clínica médica e ortopedia. O fator alarmante foi a identificação de 100% das crianças indígenas com subnutrição infantil.

FLORENCIO MESQUITA

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Michel Temer faz balanço da operação 'Ágata 4', em Manaus

Após o balanço parcial  da Operação Ágata 4 , em Belém, o Vice- Presidente da República Michel Temer (PMDB) chega a Manaus por volta das 13h30 para o segundo balanço parcial das atividades, às 14h30.

Michel Temer informou que a ação conjunta das Forças Armadas e Polícia Federal tende a reduzir os índices de criminalidade nas regiões de fronteira
Michel Temer informou que a ação conjunta das Forças Armadas e Polícia Federal tende a reduzir os índices de criminalidade nas regiões de fronteira (Bruno Kelly)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vice-presidente da República visita o Amazonas, onde fala sobre ajuda às vítimas da cheia e operação Ágata

Michel Temer deve chegar em Manaus nesta terça-feira (15) à tarde e será rececpcionado pelo Comandante Militar da Amazônia , General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas

Michel Temer deverá conceder entrevista à imprensa local, sobre Operação Ágata 4 e auxílio às vítimas da cheia
Michel Temer deverá conceder entrevista à imprensa local, sobre Operação Ágata 4 e auxílio às vítimas da cheia (Arquivo A Crítica)

A participação das Forças Armadas no apoio à população atingida pelas enchentes do rio Amazonas e afluentes, e as atividades que estão sendo desenvolvidas na Operação Ágata 4 pelo Ministério da Defesa são debatidas nesta terça-feira (15), em Manaus, pelo vice-presidente da República Michel Temer (PSDB), durante uma visita à capital amazonense.
Temer deverá participar de uma coletiva de imprensa, na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA), localizado no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.

ACRITICA.COM