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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cooperação entre FNDE e MPA promove inclusão do pescado na alimentação escolar

Para o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, a inserção de peixes e frutos do mar na merenda poderá 


Somos o país que tem a maior quantidade de água doce do mundo(Foto: Blog.opovo)

 

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) firmaram nesta terça-feira (22) um acordo de cooperação técnica para promover a inclusão do pescado na merenda escolar. A meta é desenvolver ações conjuntas que viabilizem o emprego de alimentação saudável e adequada no cardápio das escolas públicas de todo o país.

Esse acordo é de grande importância para o FNDE, que é o executor do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), considerado um dos melhores do mundo. O valor nutricional do pescado é incontestável e por isso a inclusão desse alimento nas escolas está de acordo com as metas do Pnae, que visam atender às necessidades nutricionais dos estudantes e incentivar hábitos alimentares saudáveis , destacou o presidente do FNDE, Antônio Corrêa Neto, durante a assinatura do termo de cooperação, no auditório do MPA.

Corrêa Neto lembrou, ainda, que a parceria entre o FNDE e o MPA começou em 2008, quando foi assinado o primeiro acordo. Segundo ele, já houve um grande avanço quanto ao consumo de peixe nas escolas em relação ao passado e a intenção é continuar progredindo. Tivemos bons resultados até agora. Sabemos que o novo termo é um desafio para o FNDE, mas estamos dispostos a colaborar , concluiu o presidente.

O acordo assinado nesta terça prevê uma série de ações para aprimorar a inserção do pescado na alimentação escolar, como a capacitação de agentes envolvidos no processo (manipuladores de alimentos, gestores, nutricionistas, conselheiros, professores, fornecedores/produtores de pescado oriundo da pesca artesanal e da aquicultura familiar), a produção de cartilhas e material educativo para incentivar o consumo do pescado entre crianças e jovens, além da criação de um grupo de trabalho responsável pela coordenação dessas ações.

Para o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, a inserção de peixes e frutos do mar na merenda poderá gerar inúmeros benefícios no futuro. Após assinar o termo, ele citou uma pesquisa da Universidade de Oxford, do Reino Unido, que aponta que crianças que comem frutos do mar têm melhor desempenho na escola, porque a memória e a habilidade de leitura são turbinadas . O estudo relaciona a quantidade de ômega 3 encontrada nos frutos do mar com o desenvolvimento dos alunos.

Somos o país que tem a maior quantidade de água doce do mundo, fora o nosso litoral, que tem cerca de 8 mil quilômetros de extensão. Precisamos aproveitar isso. Tenho certeza que juntamente com o FNDE e o Programa Nacional de Alimentação Escolar podemos aproximar o pescador artesanal e o aquicultor da nossa política de alimentação e gerar muitos benefícios para as crianças que no futuro irão manter o nosso desenvolvimento , afirmou o ministro.



Fonte: FNDE

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Márcia Siqueira canta um ‘Ritual’ legitimamente amazônico

O quarto CD da cantora foi lançado no palco do Teatro Amazonas, durante o 3º Festival Amazonas de Música, em um show que fez lembrar a Techno Macumba de Rita Ribeiro e as encenações do Festival Folclórico de Parintins

 Eclética, Márcia Siqueira canta estilos variados e se consagrou como uma das únicas mulheres cantoras de boi-bumbá, no Amazonas
Eclética, Márcia Siqueira canta estilos variados e se consagrou como uma das únicas mulheres cantoras de boi-bumbá, no Amazonas (ALEXANDRE FONSECA/ACRITICA)

A união de composições inspiradas no folclore caboclo e no lendário indígena, o emprego de metais, instrumentos de percussão e corda, arranjos cheios de melodia e uma voz privilegiada fizeram do CD “Ritual” – da regionalmente consagrada cantora amazonense Márcia Siqueira – um trabalho novo e cheio de qualidade. Interpretações que merecem ganhar o Brasil, pois em nada devem (e em muito superam) toadas que fizeram sucesso e expuseram o “exótico amazônico” mundo a fora, como: Vermelho, Tic Tic Tac e Bumba Bumbum Bumbá.  

“Ritual” foi lançado no palco do Teatro Amazonas, durante o 3º Festival Amazonas de Música, nessa sexta-feira (28), em um show que fez lembrar a Techno Macumba de Rita Ribeiro e as encenações do Festival Folclórico de Parintins. A apresentação contou com um staff de aproximadamente 50 profissionais, entre músicos, dançarinos e produtores, e mesmo com um orçamento disponível apertado conseguiu emocionar. Cerca de 500 turistas, fãs da cantora e pessoas que não conheciam sua música fizeram parte da plateia, aplaudiram de pé e dançaram durante o evento.       

Há cantores que mostram todo o seu talento em produções gravadas, conseguem produzir CDs de extrema qualidade, mas deixam a desejar quando se apresentam ao vivo. Esse, definitivamente, não é o caso de Márcia Siqueira. Quem ouve e o CD e assiste ao show tem certeza de que se trata de uma intérprete legítima, merecedora dos títulos adquiridos nos vários festivais que já venceu.

Segundo a própria cantora, “Ritual” é uma homenagem justa aos compositores amazonenses. Entre eles: Rui Machado, Sidney Rezende, Pereira, Emerson Maia, Paulinho Dú Sagrado.



O CD reúne romantismo, caboclitude e folclore de modo harmônico, sem tornar a música exótica, ou comercial em demasia. Com propriedade, Márcia interpreta – com os traços físicos, gestual e indumentária indígena estilizada – a legitima música amazônica e o próprio boi-bumbá de Parintins.  Movimento esse que, mesmo após cerca de 10 anos de contribuição ativa, não dá o merecido valor para essa artista ímpar, que tecnicamente supera muitos dos cantores de toada regionais.     

Biografia

Márcia Siqueira ganhou destaque ao vencer o prêmio Canta Nordeste, realizado pela Rede Globo em 1995. Ela já realizou apresentações na Alemanha (durante a Expo 2000, em Hannover, e na Mostra do Cinema Brasileiro, em Munique); participou do projeto Pixinguinha; venceu como melhor interprete vários festivais no Brasil. Márcia foi também a primeira mulher a cantar no Festival Folclórico de Parintins. Eclética, a intérprete canta vários estilos, entre eles: MPB, toadas de boi-bumbá, blues, samba rock e pop. Já lançou os CDs: “Canto de Caminho”, “Márcia Siqueira”, “Nada a declarar” e “Ritual”.  Em março de 2011 chegou a ser vítima de censura e impedida de subir ao palco por não apresentar a carteira da ordem dos músicos.

Escute a música  “Povo de alma vermelha” (Paulinho Dú Sagrado) e “Eterno Amor” (Kleber Paiva) 

LEANDRO TAPAJÓS