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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

AM reduz casos de Aids em um ano; mais de 10 mil convivem com vírus

Falta do uso da camisinha ainda é o maior meio de transmissão.Heterossexuais representam maior incidência dos casos.


1º de Dezembro é celebrado Dia Mundial de Combate à Aids (Foto: Fernanda Zanetti/G1)


O Amazonas é atualmente o terceiro estado do Brasil com números de detecções de pessoas com HIV, segundo dados apresentados no Boletim Epidemiológico 2015 Aids e Sífilis, produzido pela Coordenação Estadual de DTS/Aids e Hepatites Virais.

 Em um ano, houve redução de 37,7% no número de casos. Homens com idades entre 20 e 39 anos representam a maior parte das pessoas com o vírus no estado. A falta do uso de camisinha é apontada como maior responsável pela transmissão.

Atualmente, 10.048 pessoas em todo o estado fazem tratamento para Aids. De janeiro a outubro deste ano foram notificados 1.025 novos casos. No mesmo período de 2014, foram 1.644 casos detectados.

Desde o inicio da realização dos exames em 1986, o Amazonas registrou 13.534 exames positivos para o vírus.


O relatório aponta que entre 2001 e 2014 o Amazonas teve 8.642 casos de Aids. Do total, 81,8 % (7.069) das pessoas são de Manaus.Parintins vem em segundo lugar com 2,4 % (210), seguido de Tabatinga com 1,9 % (167),Itacoatiara também com 1,9 % (163) e Tefécom 1,5% (130) casos constatados.



A principal forma de contaminação da Aids é a falta do uso de camisinha, sobretudo com os homens jovens, de acordo com o relatório. A faixa etária de 20 a 39 anos apresenta maior número de pessoas conviventes com o vírus.



Dados comparativos de 2002 e 2013 mostram que os heterossexuais são a maior parte das pessoas infectadas pelo HIV, no entanto, a incidência entre homossexuais subiu de 12,5% para 23,7% no estado. Em contrapartida, os usuários de drogas injetáveis passou de 1,7% para 0,8% no decorrer dos anos.



De acordo com Silvana Lima, coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, uma pesquisa mostrou que 40% dos jovens optam por não usar camisinhas durante as relações sexuais, mesmo sabendo do risco de contaminação.



Maria Gomes Ferreira tem 43 anos e há 16 convive com o vírus. Ela faz tratamento na Fundação de Medicina Tropical (FMT) e diz que muitas vezes os medicamentos do tratamento estão em falta, o que gera preocupação nela e em outros pacientes.



"O estado é responsável pelos medicamentos para pacientes de alta complexidade, aqueles que estão internados, e o município é responsável pelos medicamentos que são de nível ambulatorial", esclareceu.



Exames



Do dia 2 ao dia 4 de dezembro a Unidade Móvel Itinerante da FMT estará posicionada em frente ao Colégio Militar, no Centro de Manaus, para realização de teste de HIV. Nos dois primeiros dias o atendimento será de 9h às 16h e na sexta, das 9h às 12h.


Prevenção

"O jovem é meio inconsequente. Ele não tá muito preocupado com a Aids. Alguns dizem: 'Ah, tem remédio para tratar, se tiver contraído Aids a gente toma o remédio e pronto', ou seja, as pessoas preferem o tratamento à prevenção.  Temos que ter políticas voltadas para esse público, para que não venham se contaminar logo na primeira relação como temos alguns casos. A prevenção é a maior dificuldade. Precisamos de uma linguagem que chegue no profissional do sexo, nos jovens, nos privados de liberdade, nos homossexuais, em todos os públicos", enfatiza Lima.

Falta de medicamento


"Os medicamentos antirretrovirais não faltam, mas os que combatem infecções oportunistas vivem em falta. A gente reclama, cobra e eles mandam em pouca quantidade, ou mandam só para quem está internado. É um direito nosso, o que a gente quer é que seja preciso cobrar, que sempre tenha para todos. Às vezes fica uns seis meses em falta", critica.

Silvana Lima ressaltou que os antirretrovirais, coquetéis que vêm do Ministério da Saúde, não faltam, e que reclamações sobre a falta de outros medicamentos usados para tratar doenças associadas à Aids serão checadas.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) afirmou que vai verificar a denúncia da falta de medicamento e dar atenção especial ao caso.

G1 Amazonas


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

1º DE DEZEMBRO - DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

O dia 1º de dezembro foi escolhido pela Organização Mundial 


(Santacacm.org.br) O documento mostra que o número de pessoas que recebem tratamento na região


O dia 1º de dezembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde para celebrar o “Dia Mundial de Combate à AIDS”. A data serve para despertar a atenção da sociedade sobre a necessidade da prevenção, pesquisas e de políticas públicas de atendimento às pessoas portadores do vírus HIV. Nesse sentido, um relatório publicado recentemente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligada à OMS, traz boas notícias.
O documento mostra que o número de pessoas que recebem tratamento na região das Américas aumentou de 210 mil, em 2003, para 795 mil, em 2013, o que representa atualmente 44% de todas as pessoas que vivem com HIV/AIDS na região. 
Atualmente no Brasil estima-se que 718 mil pessoas vivem com HIV, sendo que 20% não sabem que são portadoras. Aproximadamente 313 mil ou 44% dessas pessoas estão recebendo terapia antirretroviral. 
Ainda existem lacunas e muitos obstáculos a serem vencidos, mas o Brasil tem nos últimos anos se empenhado em ampliar e diversificar as ações para o controle da epidemia. A incorporação de novas tecnologias para o diagnóstico, prevenção e tratamento vão acelerar esse processo nos próximos anos. A incorporação dos testes rápidos para diagnóstico não só do HIV, mas também de hepatites virais e sífilis, facilita o acesso ao sistema público de saúde porque, ao diminuir o tempo de espera pelo resultado para alguns minutos, esses pacientes aderem mais facilmente ao tratamento. 
Segundo o relatório, outro avanço importante tem sido alcançado na eliminação da transmissão vertical do HIV na América Latina e Caribe. Na região o número de gestantes que recebem tratamento durante a gravidez aumentou de 59% em 2010 para 93% em 2013. As provas diagnósticas têm sido realizadas em pelo menos 74% de todas as mulheres grávidas das Américas. Com essas intervenções, foi possível diminuir a taxa de transmissão vertical da região para 5% em 2013, e 9 países já possuem dados compatíveis com a eliminação da transmissão vertical. No Brasil, 90% das gestantes foram testadas para o HIV, e a taxa de transmissão vertical em 2013 foi de 3,4%, o que faz que o país esteja próximo de alcançar os objetivos para a eliminação da transmissão vertical do HIV.
O tema da OPAS para o Dia Mundial da luta contra a AIDS desse ano é “Fechar as lacunas – por uma geração livre de AIDS". Isso deixa claro o objetivo de continuar a ampliação da cobertura das medidas de prevenção, atenção, suporte e tratamento para todas as pessoas que vivem com HIV/AIDS e identificar e acabar com as lacunas existentes entre aqueles que não estão sendo assistidos ou não sabem seu diagnóstico. O preenchimento dessas lacunas traz à tona a possibilidade de controle da epidemia do HIV até 2030. Para que isso se torne realidade, os países devem se empenhar cada vez mais para implementação de estratégias de prevenção combinada, diagnóstico das pessoas que não sabem seu status do HIV e tratamento para todos que necessitam.
O Dia Mundial da AIDS, que acontece no dia 1 de Dezembro de cada ano desde 1988, é uma oportunidade para disseminação de informações e conscientização sobre prevenção, atenção e tratamento do HIV, além de promover discussões e avanços sobre o tema.

Com informações da OMS Brasil


segunda-feira, 30 de março de 2015

GRITO HIV

A programação do Grito HIV desta terça-feira vem com a proposta



O Grito HIV integra a programação do Grito Rock Manaus e conta com o apoio (Divulgação)



Amanhã, 31, será realizado debate sobre HIV/AIDS na sede do Coletivo Difusão (Rua Major Gabriel, Travessa Juliana, n° 04, Centro). A atividade faz parte da campanha 'Grito HIV' dentro da programação do Grito Rock Manaus, que além do debate irá exibir o documentário 'parente' do manauara Aldemar Matias. As atividades serão transmitidas online pelo canal da Pós TV.

No Brasil o número de pessoas que vivem com HIV/AIDS cresceu 50% em seis anos. Os desafios da prevenção de novos casos são muitos e acaba sendo igualmente desafiador promover ações de enfrentamento ao preconceito e estigma existente com as pessoas que vivem com o vírus.


A programação do Grito HIV desta terça-feira vem com a proposta de abordar assuntos como prevenção, tratamento e também sobre os grupos de carimbo, que foi um tema muito abordado pela mídia nas ultimas semanas.

As atividades começam às 19h horas com participação de ativistas e organizações que trabalham com jovens que vivem com HIV no Amazonas, expondo suas opiniões, relatos e experiências de vida.

O curta metragem “Parente”, com duração de 20 minutos, que relata a questão do HIV dentro de comunidades indígenas da inicio ao debate. O diretor Aldemar Matias e a pesquisadora Adele Benzaken observam através das lentes os testes rápidos de HIV e sífilis realizados nas etnias Ticuna e Yanomami. O resultado são relatos de indígenas que quebram a margem do silêncio e do tabu e narram suas vidas no documentário

O Grito HIV integra a programação do Grito Rock Manaus e conta com o apoio da Rede Estadual de Adolescentes e Jovens que Vivem e Convivem com HIV. Para outras informações acesse: http://bit.ly/GRManaus2015

Com Informação da Assessoria

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

UBS realiza prevenção em presídio de Manicoré

Unidade Básica de Saúde, Mãe Laurinda desenvolve projeto de saúde e humanização em presídio



Profissionais da saúde realizando ação de saúde a presos do presídio em Manicoré (Fotos: Edy Lima)


As visitas serão realizadas mensalmente no presídio do município de Manicoré



A equipe da Unidade Básica de Saúde, Mãe Laurinda em Manicoré (AM), está demonstrando, na prática, o que é um projeto solidário e humano na área da saúde, que teve o inicio no dia 29 de janeiro de 2015. Essa ação será realizada toda sexta-feira de cada mês e contará com um grupo formado por médicos, enfermeiros, da equipe do NASF, formado de fonoaudiólogo, psicólogo e assistente social, além de atendimento odontologico.
As visitas serão realizadas mensalmente no presídio do município de Manicoré, para incentivar o cuidado e a prevenção às DSTs/AIDS entre os 60 detentos do local. Ação dos profissionais de saúde tem a participação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). Segundo a gerente da UBS Mãe Laurinda, Joelma Teixeira esse calendário será anual.
Esse projeto é da Prefeitura Municipal de Manicoré através da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), e tem como objetivo diminuir os riscos de contaminação pelo vírus HIV e outras DSTs, incentivar a prática de sexo seguro e estimular a testagem de sífilis e HIV em detentos.  
A equipe de saúde se reúne em grupo com os detentos, oferece aconselhamento individual com distribuição de material de higiene pessoal, educativo e preservativos, faz testagem para HIV e sífilis, realiza a coleta e o aconselhamento pós-teste, com a entrega de resultados e o encaminhamento de casos reativos para o tratamento no hospital. Nesta primeira ação detentos foram vacinados contra hepatite. “Não há outra estratégia mais eficiente para trabalhar com saúde entre essa população”, conclui a gerente da UBS.


Edy Lima DRT-AM 1823

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

SEMSA, UEA e Hands do Brasil, juntas nesse Manifolia-Carnaval 2014

 Se você teve alguma situação de risco para o HIV




Durante o carnaval haverá distribuição(Divulgação)




Enfermeira Lexisandra Pascoal gerente da Secretaria Municipal de Saúde do Município de Manicoré (SEMSA), participou do programa de rádio Gerando Oportunidade na última terça-feira (25), onde o assunto foi o Carnaval - Manifolia 2014 que acontecerá do dia 01 a 04 de março na Avenida Getúlio Vargas – Centro de Manicoré, Praça da Bandeira.

Lexisandra disse que esse ano profissionais da SEMSA estará juntamente com as equipes da Hands do Brasil e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), todos em um único objetivo, ‘O combate à AIDS’, que sem dúvidas nenhuma é compromisso de todos.  Durante o carnaval haverá distribuição de panfletos falando como se prevenir do HIV, e também serão realizadas palestras sobre o assunto.

Os preservativos (Camisinha) estão disponíveis nas Unidades básicas de Saúde da cidade de Manicoré, tanto a camisinha masculina quanto a camisinha feminina. A pessoa ainda é orientada como usar a camisinha masculina e como usar a feminina.

Perguntado sobre a frase ‘No carnaval ninguém é de ninguém’, a enfermeira foi bastante objetiva. “Sim ai que precisamos ter cuidado com nossa saúde e a dos outros; ao manter relações sexuais com seu parceiro ou parceira o endivido tem que usar sim preservativo, isso dependente de ser carnaval ou não, tem que se cuidar”.

Para quem já fez o teste antes do carnaval de HIV e deu negativo, isso não significa que você pode relaxar e deixar de se cuidar. Quem é HIV-negativo hoje pode ser HIV-positivo amanhã, além de poder ter outras DSTs e hepatites se não usar a camisinha. Se você teve alguma situação de risco para o HIV, aguarde 2 meses para fazer o teste e ter um resultado seguro (janela imunológica).

“Lembre-se que confiança e amor não garantem proteção; Camisinha, sim”. Finalizou Lexisandra Pascoal.




Edy Lima DRT/AM 1823

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Teste rápido de HIV deve ser vendido nas farmácias a partir de fevereiro de 2014

O exame será feito em 20 minutos, com coleta de saliva pela própria pessoa, e deverá custar R$ 8. O governo anunciou também a antecipação do tratamento contra HIV para pacientes em estágio inicial da doença


As mulheres são as mais infectadas nos últimos anos
Rapidez e confidencialidade são garantias prometidas pelo governo para o teste rápido da doença (divulgação assessoria vereadora Professora Jaqueline)
Para facilitar o diagnóstico do HIV e antecipar o tratamento de pessoas que podem desenvolver a aids, o Ministério da Saúde deve autorizar a venda, em farmácias, de um teste rápido para detectar o vírus, a partir de fevereiro de 2014. Produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame é feito em 20 minutos, com coleta de saliva pela própria pessoa, e deverá custar R$ 8.

A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do ministério, Fábio Mesquita, durante evento no Rio de Janeiro neste domingo (1°), Dia Mundial de Luta contra a Aids. Na ocasião, o governo federal anunciou a antecipação do tratamento para pessoas com o HIV. Antes, somente pacientes com a doença desenvolvida recebiam medicamentos.

De acordo com o diretor, o teste rápido de HIV tem duas vantagens: “Uma delas é a confidencialidade. A pessoa vai à farmácia pega o teste e faz em casa, sem precisar ver um agente de saúde e dividir isso com ninguém. A segunda vantagem é a rapidez, não tem fila, não precisa ir ao posto, não precisa esperar o tempo que leva [para sair] o resultado de um exame normal”, esclareceu Mesquita.

Ao disponibilizar o teste rápido de HIV, vendido na internet por um laboratório americano por cerca de R$ 160, o ministério pretender iniciar o tratamento mais cedo e melhorar a qualidade de vida de pessoas com HIV, além de reduzir em cerca de 96% o risco de contágio, principalmente para parceiros fixos ou durante a gestação, quando o vírus pode passar da mãe para o bebê.

Dados do ministério apontam que cerca de 150 mil pessoas, de um total de 700 mil estimadas com a doença, não sabem que têm o vírus HIV. No Brasil, embora a prevalência de pessoas convivendo com o vírus seja considerada baixa para o conjunto da população (0,4%), a infecção é alta entre meninas entre 14 e 19 anos e meninos gays, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Padilha, grande parte dos casos de detecção de HIV em meninas ocorre durante o pré-natal. “Nessa faixa etária tem muita gravidez na adolescência, em situação vulnerável, por isso, descobrimos mais meninas que homens [com o vírus]”, disse. “Elas engravidam já infectadas”, reforçou. Os jovens são público-alvo da campanha contra a aids lançada neste domingo (1°).


ISABELA VIEIRA (AGÊNCIA BRASIL)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Governo do AM promove estudo com teste rápido de CD4, tornando-se pioneiro no uso da nova metodologia

Primeira etapa da pesquisa terá início nesta terça-feira, na FMT-HVD, com treinamento de equipes para manuseio do equipamento

 
(Divulgação)

 

O Governo do Amazonas realizará estudo piloto com teste rápido de CD4, que poderá resultar na implantação da nova tecnologia no Estado. 

O exame é voltado para pessoas vivendo com HIV/Aids e permite a contagem de linfócitos T4, o que permite o monitoramento e a identificação de quando deve ser iniciada a terapia antirretroviral. 

A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), órgão da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), será responsável pela realização do estudo. 

A pesquisa conta com apoio da Fiocruz, do Departamento Nacional de DST Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, e é financiada pelo Centers for Disease Control and Prevention – DCD, dos Estados Unidos.

Atualmente, no Amazonas, o exame de CD4 é realizado apenas em Manaus, na FMT-HVD, em um equipamento de grande porte.

Já o teste rápido é feito em um equipamento de pequeno porte, portátil. “A tecnologia representa uma revolução e, por isso, o Governo do Amazonas está dando um passo à frente, sendo o primeiro estado a testar a metodologia. 

Se os resultados forem satisfatórios, faremos o investimento necessário para implantação da técnica, a fim de ampliar o acesso ao exame, principalmente no interior”, sinalizou o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim. O novo equipamento já passou por testes de validação junto ao MS.

O treinamento seguirá até sexta-feira (5), no auditório de Entomologia da FMT-HVD, sempre no horário de 9h às 12h e 14h às 17h. 

Contará com a participação de 15 profissionais de saúde, que ficarão responsáveis pela realização do teste rápido nos municípios participantes do estudo.  

A capacitação inclui a parte teórica e a prática, em que os técnicos serão orientados sobre o manuseio da tecnologia.

Para as pessoas que já fazem tratamento com os medicamentos indicados, quando a patologia é classificada como Aids, o exame auxilia no monitoramento da doença. 

Nessa situação, os resultados permitem confirmar se o organismo está respondendo às drogas, de forma eficiente. “Nesse caso, quando os linfócitos caem é porque, geralmente, o paciente está apresentando resistência ao medicamento e o médico deve optar por um novo esquema”, disse.
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Fonte: Willian D'Ângelo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tratamento de pacientes com HIV será antecipado no Amazonas


No Amazonas, registro de contaminados reduziu 16% no primeiro semestre de 2012

Idéia do Ministério da Saúde é antecipar tratamento com 
antirretroviral para aproveitar nível mais alto de defesa do organismo, 
reduzindo contaminação e garantindo qualidade de vida do paciente
Idéia do Ministério da Saúde é antecipar tratamento com antirretroviral para aproveitar nível mais alto de defesa do organismo, reduzindo contaminação e garantindo qualidade de vida do paciente (Reuters)

Por recomendação do Ministério da Saúde, o Amazonas deverá antecipar o tratamento antirretroviral em pacientes com o HIV, vírus da Aids. O Estado é um dos que vem registrando redução do número de casos, principalmente no último ano. De 2011 para 2012 houve uma redução de 16 % dos casos comparando o seis primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Fundação de Medicina Tropical (FMT): foram 275 casos no primeiro semestre de 2012 contra 327 em igual período de 2011. 

A medida do Ministério da Saúde também passou a valer para os outros 25 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Essa mudança, segundo o órgão ministerial, pode reduzir a ocorrência de infecções associadas à Aids e a minimizar a transmissão do HIV.
Apesar da redução, em outros Estados, como a Bahia - que notificou 800 novos casos no primeiro semestre de 2012, segundo a Secretaria Estadual de Saúde - os dados ainda são alarmantes no País.

A nova medida do Ministério da Saúde integra o novo Consenso Terapêutico da doença. O tratamento retarda a progressão da imunodeficiência e restaura a imunidade do paciente com o HIV.

Para o infectologista da Fundação de Medicina Tropical, Noaldo Lucena, a nova recomendação do MS que passará a ser seguida no Amazonas vai reforçar a prevenção de novos casos de Aids na região. “A possibilidade de transmissão da doença será bem menor”, afirmou Lucena.
Mais cedo

O especialista explica que a mudança significa que o tratamento antirretroviral será para todas as pessoas com contagem de linfócitos CD4 (células de defesa do organismo que indicam o funcionamento do sistema imunológico) menor ou igual a 500 células/mm3.  Antes, o início do tratamento era destinado para contagem menor ou igual que 350 células/mm3.

“Ao começar o tratamento com níveis de defesa do organismo mais alto, podemos conseguir  que o paciente infectado com o vírus do HIV não manifeste os sintomas da doença”, explicou.
Noaldo Lucena completa, ainda, que “zerar” a carga viral dos pacientes será importante para redução dos riscos de contaminação. “É importante pra melhorar a qualidade de vida desse paciente”.

Também como medida de prevenção, as novas recomendações do Ministério da Saúde vão incluir a possibilidade de antecipação do início do tratamento para evitar a transmissão entre parceiros sexuais fixos sorodiscordantes: relação em que um é soropositivo e o outro, não.

“Também vale ressaltar que o uso do preservativo continua sendo um dos principais  meios para prevenir a contaminação pelo vírus HIV”, ressaltou Noaldo Lucena.


CAROLINA SILVA