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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Governo alerta sobre os perigos da dengue e da chikungunya no Japiim

O workshop conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde

 

As palestras são gratuitas e encerram nesta quarta-feira, 25 (Divulgação /Seas)



O Governo do Amazonas, por intermédio da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas) promove nesta segunda-feira, 23, a partir das 14h, o Workshop Dengue e a Febre Chikungunya no Centro de Convivência da Família 31 de Março (rua 21 nº 453-A, bairro Japiim, zona Centro-Sul de Manaus). As palestras são gratuitas e encerram nesta quarta-feira, 25.

De acordo com a diretora do Centro, Maria Idel Gama, o encontro faz parte da a Campanha de Combate à Dengue que será lançada durante os três dias workshop. “Nosso objetivo é mostrar aos usuários das nossas atividades e aos moradores dos bairros próximo ao Japiim a importância de combater o mosquito transmissor das doenças”, disse.

Ela lembrou que na programação consta a realização da Oficina Socioeducativa com o tema “Cuidado! O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também” sobre a dengue e a chikungunya, das 9h às 11, deste terça-feira, 24, e, também, panfletagens nas principais ruas do bairro Japiim no dia 25, das 8h às 11h.

O workshop conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e técnicos da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Japiim.

Com Informação da Assessoria



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Risco de dengue cresce por mudanças no clima e urbanização, revela pesquisa

Pesquisa da Universidade das Nações Unidas descobriu que a dengue, transmitida pela picada de mosquitos e que pode levar à morte, está se movimentando


Os novos mapas ilustram a expansão e a contração da vulnerabilidade à dengue durante o ano (Arquivo AC)




Grandes partes da Europa, do oeste e do centro da África e da América do Sul enfrentam a ameaça de surtos de dengue devido a mudanças climáticas e maior urbanização, de acordo com os primeiros mapas da vulnerabilidade à doença divulgados nesta terça-feira.

Pesquisa da Universidade das Nações Unidas descobriu que a dengue, transmitida pela picada de mosquitos e que pode levar à morte, está se movimentando, e os mapas que indicam as áreas vulneráveis são uma ferramenta para ajudar a prevenir surtos.
"Mudanças no clima podem resultar num aumento da exposição e representar uma ameaça grave a áreas que não sofrem com a dengue endêmica no momento”, disse o relatório.
Os pesquisadores afirmaram que, à medida que o planeta aquece, a dengue pode alcançar grandes porções da Europa e regiões montanhosas da América do Sul, áreas hoje muito frias para abrigar os mosquitos durante o ano inteiro.
A previsão é que a doença também pode se espalhar nas regiões central e ocidental do continente africano, onde o saneamento básico e o serviço de saúde são insuficientes.
Os novos mapas ilustram a expansão e a contração da vulnerabilidade à dengue durante o ano, mostrando os locais críticos e onde o vírus pode se tornar perigoso. Assim, os países poderiam fazer o monitoramento.
"Vimos em relação ao Ebola que neste mundo globalizado em que vivemos doenças infecciosas podem viajar”, disse Corinne Schuster-Wallace, pesquisadora da Universidade das Nações Unidas, à Thomson Reuters Foundation, por telefone, do Canadá.
"As condições dessas doenças são dinâmicas, e, uma vez que estamos mudando o nosso padrão social e ambiental, a distribuição global de doenças como a dengue vai mudar.”
Embora os mapas não tenham sido feitos para prevenir surtos, ela disse que se os mosquitos e o vírus chegam em áreas vulneráveis, a dengue pode se tornar endêmica nesse lugar.
Não há vacina para a dengue, doença que mata um número estimado de 20 mil pessoas por ano e infecta até cem milhões, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
No entanto, alguns especialistas afirmam que o número de pessoas infectadas por ano pode ser mais de três vezes a estimativa da OMS.
O atual método para combater a dengue é a fumigação dos locais de reprodução dos mosquitos.
REUTERS

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Amazônia apresenta o maior número de casos de hepatites virais do Brasil

Enquanto em capitais como Salvador e Rio de Janeiro 1,2% dos habitantes têm hepatite C, na Amazônia 3% da população é portadora do vírus


Segundo o pesquisador Raimundo Paraná, o isolamento da região, a cultura do não uso do preservativo e a falta de informação contribuem para a incidência da doença(Euzivaldo Queiroz)

Considerada uma região endêmica, a Amazônia apresenta o maior número de casos de hepatites virais do País. Enquanto em capitais como Salvador e Rio de Janeiro 1,2% dos habitantes têm hepatite C, na Amazônia 3% da população é portadora do vírus. E a maioria nem sabe. O alerta é do professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, Raimundo Paraná.
De acordo com o pesquisador, no Brasil três milhões de pessoas são portadoras de hepatite B, C e D, porém apenas cem mil estão diagnosticadas. Ele ainda afirma que, enquanto a hepatite B em Salvador atinge 0,5% da população, na Amazônia Ocidental a incidência de hepatite B varia entre 3% e 20% da população, o que mostra que, na Amazônia, as hepatites virais são um verdadeiro problema de saúde pública, alega Paraná.
Os municípios onde há mais casos no Amazonas são Manaus, com 50% dos registros do Estado, Eirunepé 10%, Coari 5,8%, Atalaia do Norte 5,1%, Lábrea 4,4% e Boca do Acre 2,6%.
Com objetivo de promover a atualização dos profissionais de saúde envolvidos nas atividades de diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico de pacientes portadores das hepatites virais, foi realizado ontem, na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), o “Encontro Amazônico sobre Hepatites Virais”.
Fatores
Para justificar essa maior incidência da doença na Amazônia, o pesquisador explica que vários fatores influenciam, como o isolamento da região, a cultura do não uso do preservativo e a falta de informação. “A maneira como a Amazônia foi ocupada, a falta de acesso à saúde por um longo tempo, hábitos de casa como o compartilhamento para tratar doenças como ‘bicho de pé’, tudo isso pode ter contribuído para que as hepatites se tornassem um problema tão grave na região”, disse Raimundo Paraná.
As hepatites A e E se transmitem através de água e alimentos contaminados. A hepatite B se transmite pelo sexo não seguro, de mãe para filho na hora do parto e instrumentos cortantes compartilhados.
Segundo Raimundo Paraná a incidência de hepatite C está ligada ao uso de seringas de vidro, no passado. O pesquisador lembra as hepatites são assintomáticas por 30 a 40 anos, portanto os médicos estão diagnosticando hoje casos que foram contraídos há quatro décadas.
De acordo com o pesquisador, mais de 50% dos transplantes de fígado no Brasil são causados por hepatite virais. Sem centros de referência em transplantes na região amazônica, o custo desse tratamento para o Sistema Único de Saúde (SUS) é elevado.
JÉSSICA VASCONCELOS


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estudo traz esperança de controle de debilidade de vasos sanguíneos

Cientistas conseguiram decodificar integralmente processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos

Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo
Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo (Reprodução/Internet)
A fragilidade de vasos sanguíneos é um problema que causa grande número de distúrbios, tais como doenças cardíacas, crescimento e disseminação do câncer, inflamações e doenças respiratórias.  Um importante passo para reverter o quadro de vazamento de vasos sanguíneos foi dado por uma equipe de pesquisadores liderada por cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

O grupo de cientistas decodificou inteiramente o processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos. A descoberta, publicada no Journal of Cell Biology, sugere que diversos agentes, já em fase de testes para outras doenças, podem reverter a debilidade dos vasos.
“Agora que já entendemos bem mais sobre o processo que leva à debilidade dos vasos sanguíneos, podemos começar a tentar intervir de uma forma eficiente e isso é muito estimulante”, diz o principal pesquisador do estudo, o presidente do Departamento da Biologia do Câncer da Clínica Mayo de Jacksonville, Panos Anastasiadis.

Dr. Panos Anastasiadis
 
Os médicos têm tentado regular esse processo em casos de câncer, através do uso de inibidores do VEGF (fator de crescimento vascular endotelial), tais como o Bevacizumabe, mas esses medicamentos não são tão eficazes como poderiam ser, se outras partes do processo também fossem inibidas, diz Anastasiadis.

A equipe de pesquisa, liderada por Panos Anastasiadis e Arie Horowitz, da Fundação Clínica de Cleveland, descobriu que o VEGF é uma de duas moléculas diferentes que afetam, em algum ponto, uma proteína-chave, a Syx, para regular a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

“Agora temos novos cursos de ação, tanto para ampliar a pesquisa básica sobre o vazamento dos vasos sanguíneos, como para descobrir um potencial tratamento clínico”, afirma o pesquisador.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, da Escola de Medicina Dartmouth e da Universidade Case Western Reserve também contribuíram com o estudo.

A pesquisa foi financiada por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, da Fundação Hitchcock e da Escola de Pós-Graduação Mayo, e ainda por uma Subvenção do Desenvolvimento de Cientistas da Associação Americana do Coração.


ACRITICA

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tratamento de pacientes com HIV será antecipado no Amazonas


No Amazonas, registro de contaminados reduziu 16% no primeiro semestre de 2012

Idéia do Ministério da Saúde é antecipar tratamento com 
antirretroviral para aproveitar nível mais alto de defesa do organismo, 
reduzindo contaminação e garantindo qualidade de vida do paciente
Idéia do Ministério da Saúde é antecipar tratamento com antirretroviral para aproveitar nível mais alto de defesa do organismo, reduzindo contaminação e garantindo qualidade de vida do paciente (Reuters)

Por recomendação do Ministério da Saúde, o Amazonas deverá antecipar o tratamento antirretroviral em pacientes com o HIV, vírus da Aids. O Estado é um dos que vem registrando redução do número de casos, principalmente no último ano. De 2011 para 2012 houve uma redução de 16 % dos casos comparando o seis primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Fundação de Medicina Tropical (FMT): foram 275 casos no primeiro semestre de 2012 contra 327 em igual período de 2011. 

A medida do Ministério da Saúde também passou a valer para os outros 25 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Essa mudança, segundo o órgão ministerial, pode reduzir a ocorrência de infecções associadas à Aids e a minimizar a transmissão do HIV.
Apesar da redução, em outros Estados, como a Bahia - que notificou 800 novos casos no primeiro semestre de 2012, segundo a Secretaria Estadual de Saúde - os dados ainda são alarmantes no País.

A nova medida do Ministério da Saúde integra o novo Consenso Terapêutico da doença. O tratamento retarda a progressão da imunodeficiência e restaura a imunidade do paciente com o HIV.

Para o infectologista da Fundação de Medicina Tropical, Noaldo Lucena, a nova recomendação do MS que passará a ser seguida no Amazonas vai reforçar a prevenção de novos casos de Aids na região. “A possibilidade de transmissão da doença será bem menor”, afirmou Lucena.
Mais cedo

O especialista explica que a mudança significa que o tratamento antirretroviral será para todas as pessoas com contagem de linfócitos CD4 (células de defesa do organismo que indicam o funcionamento do sistema imunológico) menor ou igual a 500 células/mm3.  Antes, o início do tratamento era destinado para contagem menor ou igual que 350 células/mm3.

“Ao começar o tratamento com níveis de defesa do organismo mais alto, podemos conseguir  que o paciente infectado com o vírus do HIV não manifeste os sintomas da doença”, explicou.
Noaldo Lucena completa, ainda, que “zerar” a carga viral dos pacientes será importante para redução dos riscos de contaminação. “É importante pra melhorar a qualidade de vida desse paciente”.

Também como medida de prevenção, as novas recomendações do Ministério da Saúde vão incluir a possibilidade de antecipação do início do tratamento para evitar a transmissão entre parceiros sexuais fixos sorodiscordantes: relação em que um é soropositivo e o outro, não.

“Também vale ressaltar que o uso do preservativo continua sendo um dos principais  meios para prevenir a contaminação pelo vírus HIV”, ressaltou Noaldo Lucena.


CAROLINA SILVA

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dermatologistas unem-se para diagnosticar hanseníase em todo país

Campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase realizada diagnóstico gratuito da doença 

 

  De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país com maior incidência de Hanseníase no mundo, ficando atrás apenas da Índia. Antigamente conhecida como lepra, a doença afeta principalmente a pele e os nervos, pode ocasionar a perda de membros e sua transmissão ocorre, inclusive, pelo ar. Para combatê-la, no dia 05 de maio, hospitais e postos de saúde de todo o país unirão forças para atender, gratuitamente, a população a fim de identificar e dar início ao seu tratamento, por meio da campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase. Para isso, os interessados deverão dirigir-se a um dos locais credenciados, entre 8h e 14h, onde serão atendidos de acordo com a ordem de chegada.

A iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) pretende contribuir com o combate à doença que, a cada ano, atinge quase 35 mil brasileiros. “A campanha promovida pela SBD reforça o empenho dos dermatologistas na luta contra a hanseníase, que é uma doença negligenciada”, ressalta a coordenadora geral da campanha, a médica Marilda Milanez.

Na Amazonas, na cidade de Manaus haverá três postos de atendimento para orientar e atender a população, com a expectativa de descobrir e tratar novos casos de hanseníase. “muito importante esse tipo de campanha, pois, não a muita divulgação da doença e precisamos chamar atenção dos casos de hanseníase”, explica a coordenadora regional da campanha, Dra. Maria de Fátima. A médica chama os dermatologistas para participar da campanha e divulgação da mesma.


A hanseníase é uma doença crônica infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos e, se não for tratada adequadamente, pode causar sérias lesões e até a perda de membros. “A importância do diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença e o sucesso do tratamento”, afirma Milanez. O período de incubação da Hanseníase varia de três a cinco anos e sua manifestação ocorre, inicialmente, com o aparecimento das citadas manchas dormentes pelo corpo, de cor avermelhada ou esbranquiçada. Outros sintomas podem ser placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações. O tratamento da doença é feito a partir da associação de antibióticos, administrados por via oral, para matar a bactéria. “Sua duração média varia de seis meses até um ano, mas assim que o tratamento é iniciado, a pessoa deixa de transmitir a doença”, explica a Dra. Marilda Milanez.


SERVIÇO:
Campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase
Data: 05/05/2012
Hora: 08h às 14h
Locais de atendimto:
- Hospital Universitário Getúlio Vargas: Rua Martins Santana, Nº 1053 – Manaus
- Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Setor de Dermatologia: Av. Pedro Teixiera, 25, Dom Pedro - Manaus
- Instituto de Dermatologia Tropical e Venereologia - Fundação Alfredo da Mata: Rua Codajás, 24, Cachoeirinha - Manaus

Fonte: Fabio Barros (www.approach.com.br)