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quinta-feira, 7 de maio de 2015

ESTUDANTES DE TURISMO DARÃO ABRAÇO SIMBÓLICO NO TEATRO AMAZONAS NESTA QUINTA-FEIRA (07)

O evento teve inicio na manhã da última segunda-feira (04)

O abraço simbólico no teatro faz parte da 1ª Semana Estadual de Turismo (Fotos: Aleam)

Francisco Souza é autor da lei n° 3.913/2013 que estabelece no calendário oficial do Amazonas

Estudantes de várias universidades de Manaus darão um abraço simbólico em um dos principais pontos turísticos do Estado, o Teatro Amazonas. O ato, previsto para as 16h desta quinta-feira, tem a finalidade de chamar a atenção do povo amazonense para o potencial turístico do Estado. 
O evento teve inicio na manhã da última segunda-feira (04), com palestras voltadas ao turismo nas escolas estaduais Ruth Prestes Gonçalves, Colégio Amazonense Dom Pedro II, Instituto de Educação do Amazonas e da Escola Agenor Ferreira Lima.



O abraço simbólico no teatro faz parte da 1ª Semana Estadual de Turismo, que começou na última segunda-feira (4) e segue até a sexta-feira (8). A Semana Estadual de Turismo está sendo realizado pela Comissão de Turismo e Empreendedorismo (Ctur) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Centro Universitário do Norte (Uninorte Laureate), Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), e da Universidade Nilton Lins, que estão realizando a I Semana do Turismo.
Para o Presidente da Ctur, deputado Francisco Souza, o turismo é a principal alternativa para o desenvolvimento do Estado, por isso, faz necessário atos como o abraço simbólico para chamar a atenção. “Só no período de 01 de a 03 de maio, o setor no Estado teve uma movimentação extra de R$ 27,7 milhões, segundo o Ministério do Turismo, que informou ainda que pelo menos 17 mil viajantes tinha o Amazonas como destino”.
SEMANA ESTADUAL DO TURISMO


Na terça-feira (5), os universitários do curso de Turismo, de várias instituições da capital, participaram de um Workshop no Centro de Convenções Vasco Vasque. Ao todo, foram cinco palestras direcionadas ao tema de sustentabilidade, potenciais turísticos de cada região e até dicas de como participar de um estagio no setor municipal. Segundo a Coordenadora do Curso de Turismo da Fametro, Cibelly Arianda, o evento tem alcançado seu objetivo. “Esta sendo muito importante esta I Semana do Turismo, não só para os acadêmicos, mas também para a sociedade em geral refletir sobre o papel do turismo na nossa região, e claro, contribuir na formação acadêmica dos alunos”, disse a Cibele.
Nesta quinta (7), as atividades prosseguem com uma visita técnica ao Museu Casa Eduardo Ribeiro. Nesse dia, os alunos poderão aprender um pouco sobre a história de uma das figuras mais importantes do estado e vivenciar o turismo o Centro de Manaus.
A programação tem seu fechamento na sexta (08), com uma Sessão Especial em homenagem ao Dia Estadual do Turismo, às 10h no Plenário Ruy Araújo. Segundo o presidente da Comissão de Turismo (Ctur), Deputado Francisco Souza, o turismo é uma das atividades que podem alavancar o Estado. “Eu vivo repetindo que o turismo é futuro do Amazonas, não por ser uma frase de impacto, mas sim por ser uma realidade. Temos condições de viver de turismo, basta apenas olharmos com mais vontade”, declarou Souza.
Francisco Souza é autor da lei n° 3.913/2013 que estabelece no calendário oficial do Amazonas, o dia 8 de maio, como o “Dia Estadual do Turismo”, mesma data do calendário nacional. Nesta quarta (06), pela manhã, o parlamentar utilizou a tribuna para prestar contas das ações realizadas pela Ctur e destacou as atividades que estão sendo realizadas durante essa semana.

Com informação da Assessoria

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Leitura e escrita indígenas são discutidas entre professores de 50 etnias do Amazonas

O X Encontro de Leitura e Escrita em Sociedades Indígenas (Elesi) teve início nesta quarta-feira (25). Edições do evento acontecem desde a década de 90



O evento almeja discutir, entre outras coisas, como a introdução da escrita impacta como os indígenas percebem a realidade (Divulgação/Seduc)


Promover a socialização de experiências e saberes, de discussões sobre o cenário social, político, econômico e educacional dos povos indígenas e das instituições indígenas e indigenistas de forma abrangente. Esses são os principais objetivos do X Encontro de Leitura e Escrita em Sociedades Indígenas (Elesi), que reúne cerca de 250 professores  de 50 etnias, além de indigenistas e representantes de Organizações não Governamentais (ONG).

O evento teve início na noite desta quarta-feira (26), no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus. As atividades seguem até esta sexta-feira (27).
“Espero que as pessoas possam discutir conjuntamente sobre a questão indígena de uma forma ampla. Não é apenas estudar os indígenas e o impacto do processo de escolarização, mas estudá-los como aqueles produtores do conhecimento. O conhecimento tradicional é muito importante e verdadeiro para o processo de escolarização como o conhecimento científico”, disse uma das coordenadoras do evento, Adria Duarte de Souza.
O X Elesi é uma realização conjunta da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do amazonas (Ufam), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Um dos conferencistas do evento é o pesquisador Bartolomeu Melia, que tem vivência com os povos indígenas. A produção do renomado pesquisador se insere na etno-história, na linguística e na educação indígena. Melia ressaltou a importância da preservação da cultura indígena.
“Valorizar, preservar e proteger as línguas indígenas é um fato importante, principalmente porque atualmente os territórios indígenas estão continuamente ameaçados e, sobre tudo, por uma ideologia que faz com que as instituições das terras e das línguas promovam um progresso e modernidade . Também vejo um processo agressivo de negação das culturas e das línguas indígenas”, disse Melia.
Os Encontros do Elesi acontecem desde a década de 90 e fazem parte da programação do Congresso de Leitura do Brasil (Cole), realizados na cidade de Campinas em São Paulo.
“Espero que este evento venha valorizar mais ainda a cultura dos povos indígenas e mostrar para a população que os povos indígenas estão vivos, tem consciência, sabedoria tem responsabilidade, além da necessidade de uma educação diferenciada que valorize a cultura do seu povo e a realidade local de cada aldeia e suas etnias”, disse Raimundo Crus, da etnia Kambeba. 
A crítica.com