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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Realizada entrega de kits sangria para seringueiros em Manicoré


Toda a produção da borracha do Amazonas abastece duas indústrias de beneficiamento, situadas uma no próprio município de Manicoré e a outra em Iranduba

Atualmente, Manicoré é o maior produtor de borracha do estado, chegando à marca(Arquivo/Edy Lima DRT 1823)


O Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) realizou nesta quinta-feira (18), em Manicoré, mais uma ação do Projeto de Revitalização da Borracha, como parte do programa Amazonas Rural.

Na ocasião, foram entregues 226 kits sangrias para novos seringueiros potencializarem o trabalho que já desenvolve.

A entrega foi feita às 10h da manhã, no Centro Juvenil Salesiano e contou com a presença maciça das autoridades locais, vereadores da base aliada ao governo, empresários e seringueiros de várias comunidades do interior de Manicoré.

Atualmente, Manicoré é o maior produtor de borracha do estado, chegando à marca de 300 toneladas em 2012, no período de junho a dezembro (safra).

Os outros municípios que mais produzem borracha são, respectivamente, Eirunepé, Lábrea, Boca do Acre, Carauari e Itacoatiara.

Além da ação desta quinta-feira, já foram entregues kits sangria nos municípios de Santa Izabel do Rio Negro (95) e Eirunepé (402).

Com a expansão da produção, o Estado terá condições de atender parte da demanda.
O investimento para aquisição dos kits sangria é de R$ 1,5 milhão e realizado em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

O Governo do Amazonas é responsável pela liberação de R$ 1 milhão e o CNS pelo restante do valor.
O projeto é implementado com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

Itens dos kits – Os kits contemplam as principais necessidades dos produtores para realizarem sua atividade econômica.

Cada kit é composto de um balde, 400 bicas, 400 tigelas, uma lanterna de cabeça, um terçado e duas facas em de sangria.

No total, estão previstos 2.000 kits para atender o estado, neste ano.

Ampliação da produção - A iniciativa faz parte de um pacote de ações que pretende multiplicar a produção da matéria-prima da borracha. Atualmente, são produzidas 800 toneladas ao ano e, até em 2014, a meta é chegar em 5 mil toneladas anuais. 

Toda a produção da borracha do Amazonas abastece duas indústrias de beneficiamento, situadas uma no próprio município de Manicoré e a outra em Iranduba.

Para isso, o Sepror também trabalha para estimular o ingresso de novos seringueiros na cadeia produtiva e resgata àqueles que já haviam abandonado essa atividade econômica.

Dos 1.725 produtores de 18 municípios, a meta é chegar a 10 mil seringueiros de 28 municípios do interior do Estado.

Melhoria da qualidade de vida – A produção da borracha no município de Manicoré, atualmente, envolve 592 produtores cadastrados, sendo 366 com cadastro mais antigo e 226 novos cadastros. 

Todos eles recebem subvenção dos governos Federal, Estadual e Municipal, elevando o valor do quilo da borracha de R$ 2.50 (sem subvenção) para R$ 5.61 (com subvenção).

Além de ações para fomentar a produção, a Sepror desenvolverá ações socioculturais para elevar a quantidade de vida dos seringueiros. 

Por conta disso, já firmou parceria com o Banco do Brasil para a construção de mil casas do valor de R$ 30.500,00 cada.


Com Adaptação do texto Edy Lima 1823 DRT-AM



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Conab repassa R$ 90 mil a seringueiros do Amazonas

Dinheiro é referente à subvenção feita pelo Governo Federal, sobre o preço a borracha comercializado abaixo de R$ 3,50

Seringueiro faz demonstração de colheira de leite da seringa, durante Expoagro, em Manaus
Seringueiro durante o processo de colheira de leite da seringa (Arquivo A Crítica/Audimar Arruda)

Um repasse de R$ 90 mil foi liberado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em apoio à comercialização de 90 toneladas de borracha natural no Amazonas. A operação beneficiou 247 seringueiros de associações agroextrativistas localizadas nos municípios de Pauini, Jutaí e Itacoatira.
O pagamento foi realizado no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), que busca garantir a sustentação de preços aos extrativistas. O programa consiste no pagamento de um bônus ao extrativista quando comprovado que efetuou a venda de seu produto por preço inferior ao mínimo fixado pelo governo federal. No caso da borracha, o preço atual é de R$3,50/kg.
De acordo com o superintendente da Conab no Amazonas, Thomaz Silva, as associações negociaram a produção ao preço de R$2,50 kg com as usinas.
"Houve a necessidade, portanto, de a Conab garantir o preço mínimo, pagando mais R$ 1 por quilo", explica.
Em Pauini, a Associação de Trabalhadores Agroextrativistas (Atramp), recebeu R$ 24,56 mil pelas 24 toneladas de borracha natural comercializada. A atividade beneficiou 54 trabalhadores rurais. Já em Jutaí, a operação contemplou 77 extrativistas da Associação de Produtores (Asproju), com o pagamento de R$ 18,38 mil referentes a 18 toneladas de produtos vendidos.
Os agroextrativistas da Associação dos Produtores e Criadores do Paraná de Serpa, em Itacoatira, receberam R$ 47,35 mil, valor pago pela subvenção de 47 toneladas de borracha comercializadas, beneficiando 116 agroextrativistas do município.

ACRITICA