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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Programa de promoção ao extrativismo e produção orgânica será lançado em Manaus

O Musa é uma das três entidades selecionadas na região e vai atender cerca de 2,6 mil famílias


O Programa Ecoforte prevê investimentos de R$ 175 milhões em cinco anos (Foto: Gov.com.br)

O primeiro convênio do edital Ecoforte (Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica) na região Norte será assinado nesta terça-feira (13/10) com a presença do ministro em exercício da Secretaria-Geral da Presidência da República, Diogo de Sant’Ana, às 11h, em Manaus no Museu da Amazônia (Musa) localizado no Jardim Botânico Adolpho Ducke à Av. Margarita, s/nº, Cidade de Deus, Zona Norte.


 O Musa é uma das três entidades selecionadas na região e vai atender cerca de 2,6 mil famílias por meio desse programa. A cerimônia contará 
O montante de recursos a ser liberado pelo convênio é de R$ 1,276 milhão. O Musa é uma instituição de divulgação científica que tem por objetivo popularizar e aprofundar os conhecimentos acumulados nas comunidades sobre os biomas das florestas, rios e lagos da grande bacia amazônica. É uma associação civil sem fins lucrativos que promove a conservação e o estudo da geração permanente dos conhecimentos das culturas tradicionais, passadas e presentes, que ocuparam e ocupam a região amazônica.

O Ecoforte integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Brasil Agroecológico) e apoia projetos voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O total de recursos financeiros não reembolsáveis previsto para apoio a projetos selecionados neste primeiro edital é de R$ 25 milhões. Foram selecionados 18 projetos nacionais e três em cada região, num total de 33 propostas que visam a promoção da agroecologia, do extrativismo e da produção orgânica.

Os recursos a serem investidos são oriundos da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O valor máximo do investimento por projeto é de R$ 1,25 milhão. Os projetos devem ter por finalidade a promoção de benefícios a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e indígenas, bem como a suas organizações econômicas, tais como empreendimentos rurais, cooperativas e associações.  O prazo máximo para a sua execução é de 24 meses.

O Programa Ecoforte prevê investimentos de R$ 175 milhões em cinco anos. Participam do programa a Secretaria Geral da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ministério do Trabalho e Emprego, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco do Brasil e a Fundação Banco do Brasil.

ERIC MAROTTA BROSLER
Pesquisador e Coordenador
Centro de Treinamento Agroflorestal / Museu da Amazônia
CTA/Musa - Puraquequara – Manaus – Amazonas

Tel: +55 (92) 3236-3079/3236-9197
-- 
Renata Félix - MTB/AM 603
Assessoria de Comunicação - Searp
92 3236-6007 / 9103-5787
Facebook: Searp Amazonas
@searpamazonas


"Não tema, creia somente, diz o Senhor"

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Realizada entrega de kits sangria para seringueiros em Manicoré


Toda a produção da borracha do Amazonas abastece duas indústrias de beneficiamento, situadas uma no próprio município de Manicoré e a outra em Iranduba

Atualmente, Manicoré é o maior produtor de borracha do estado, chegando à marca(Arquivo/Edy Lima DRT 1823)


O Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) realizou nesta quinta-feira (18), em Manicoré, mais uma ação do Projeto de Revitalização da Borracha, como parte do programa Amazonas Rural.

Na ocasião, foram entregues 226 kits sangrias para novos seringueiros potencializarem o trabalho que já desenvolve.

A entrega foi feita às 10h da manhã, no Centro Juvenil Salesiano e contou com a presença maciça das autoridades locais, vereadores da base aliada ao governo, empresários e seringueiros de várias comunidades do interior de Manicoré.

Atualmente, Manicoré é o maior produtor de borracha do estado, chegando à marca de 300 toneladas em 2012, no período de junho a dezembro (safra).

Os outros municípios que mais produzem borracha são, respectivamente, Eirunepé, Lábrea, Boca do Acre, Carauari e Itacoatiara.

Além da ação desta quinta-feira, já foram entregues kits sangria nos municípios de Santa Izabel do Rio Negro (95) e Eirunepé (402).

Com a expansão da produção, o Estado terá condições de atender parte da demanda.
O investimento para aquisição dos kits sangria é de R$ 1,5 milhão e realizado em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

O Governo do Amazonas é responsável pela liberação de R$ 1 milhão e o CNS pelo restante do valor.
O projeto é implementado com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

Itens dos kits – Os kits contemplam as principais necessidades dos produtores para realizarem sua atividade econômica.

Cada kit é composto de um balde, 400 bicas, 400 tigelas, uma lanterna de cabeça, um terçado e duas facas em de sangria.

No total, estão previstos 2.000 kits para atender o estado, neste ano.

Ampliação da produção - A iniciativa faz parte de um pacote de ações que pretende multiplicar a produção da matéria-prima da borracha. Atualmente, são produzidas 800 toneladas ao ano e, até em 2014, a meta é chegar em 5 mil toneladas anuais. 

Toda a produção da borracha do Amazonas abastece duas indústrias de beneficiamento, situadas uma no próprio município de Manicoré e a outra em Iranduba.

Para isso, o Sepror também trabalha para estimular o ingresso de novos seringueiros na cadeia produtiva e resgata àqueles que já haviam abandonado essa atividade econômica.

Dos 1.725 produtores de 18 municípios, a meta é chegar a 10 mil seringueiros de 28 municípios do interior do Estado.

Melhoria da qualidade de vida – A produção da borracha no município de Manicoré, atualmente, envolve 592 produtores cadastrados, sendo 366 com cadastro mais antigo e 226 novos cadastros. 

Todos eles recebem subvenção dos governos Federal, Estadual e Municipal, elevando o valor do quilo da borracha de R$ 2.50 (sem subvenção) para R$ 5.61 (com subvenção).

Além de ações para fomentar a produção, a Sepror desenvolverá ações socioculturais para elevar a quantidade de vida dos seringueiros. 

Por conta disso, já firmou parceria com o Banco do Brasil para a construção de mil casas do valor de R$ 30.500,00 cada.


Com Adaptação do texto Edy Lima 1823 DRT-AM



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

IDAM investe na cultura do açaí

IDAM quer amplicar cultivo do açaí no interior do AM

A ideia é ampliar a área de açaí cultivado na região. E despertar interesse dos agricultores, para a diversificação da produção.

Açaí é uma das matérias-primas utilizadas nos produtos da 100% Amazônia
Açaí é uma das matérias-primas utilizadas nos produtos da 100% Amazônia (Arquivo A Crítica)
Como forma de incentivar a produção do açaí no Estado, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas – Idam, desenvolveu, no município de Manicoré, um projeto para oito hectares de açaí semi-mecanizado,financiado pelo Banco do Brasil, por meio do Programa Mais Alimentos. A ideia é ampliar a área de açaí cultivado na região. E despertar interesse dosagricultores, para a diversificação da produção.

Para isso, a Unidade Local (Unloc), está viabilizando novos projetos de custeiopara incremento nos plantios já implantados e, também, projetos para aquisiçãode máquinas agrícolas. Nesta ação, o município já foi contemplado com onzemáquinas agrícolas, entre tratores e caminhões.

O presidente da comunidade Conceição do Uruá, Marcos Campos, esteve ontem, 13,na Unloc para revisar o projeto que vai permitir o financiamento de um tratorpara a comunidade. O benefício contribuirá com escoamento da produção,principalmente de mandioca - principal atividade agrícola da comunidade, alémdo preparo das áreas para o plantio.

Turismo Rural

Além dessas ações, a Unloc,este ano, vai apoiar projetos de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATERpara o turismo rural. Esta prática vem se consolidando frente às belezasnaturais do município de Manicoré. Entre os agricultores beneficiados está osenhor Edson Xavier, que possuí uma propriedade agrícola nas margens do rioAtininga, com alto potencial para exploração do turismo rural. A propriedadepossui uma diversidade de espécies cultivadas e nativas.

Diversificaçãode Produtos 
O gerente da Unloc/Idam,Cleudo Brasil, destacou outras metas para 2013. Entre elas, o fortalecimento doassociativismo, das políticas públicas voltadas para o setor primário;incentivo aos agricultores familiares, nos plantios de melancia, banana, açaí;e investimento na citricultura, além dos produtos extrativistas como, castanhae borracha. 

“O motivo maior que move os trabalhos de Assistência Técnica eExtensão Rural, não é só os aspectos de produção, mas a sustentabilidade dafamília e do meio ambiente, bem como saúde e educação, buscando a melhoria naqualidade de vida do agricultor familiar, ratificou o gerente, que já começa a perceberresultados na economia do município.

ACRITICA.COM*

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Revitalização da cadeia produtiva da borracha é tema de convênio no Amazonas

O governo estadual e o Conselho Nacional das Produções Extrativistas vão desembolsar R$ 1.526.400 para atender 25 comunidades do Estado

A produção de borracha volta a ser discutida no Amazonas
A produção de borracha volta a ser discutida no Amazonas (Luiz Vasconcelos)

Convênio realizado entre o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o Governo do Amazonas pretende revitalizar a cadeia produtiva da borracha no Amazonas. O convênio terá uma verba de R$ 1.526.400 e contará com o auxilio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).
A assinatura do convênio acontecerá na próxima terça-feira (5) às 15h no Centro Cultural dos Povos da Amazônia onde serão distribuídos dois mil kits sangria para auxiliar os extratores de látex, também chamados de heveicultores. Os kits são compostos por 400 tigelas, 400 bicas, duas facas para sangria, um facão, um balde e uma lanterna de cabeça.
As comunidades extrativistas de 25 municípios produtores de borracha serão atendidas, sendo eles: Atalaia do Norte, Boca do Acre, Borba, Canutama, Carauari, Coari, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Humaitá, Ipixuna, Itacoatiara, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manicoré, Nova Olinda Norte, Novo Aripuanã, Pauini, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, Tapauá e Urucurituba. Para receber os kits as comunidades precisam estar cadastradas no Idam além de provar a existência de seringais nativos ou de cultivo.
O projeto intitulado de extensão e transferência de tecnologias para a dinamização da produção da borracha visa ampliar a produção da borracha natural extrativa em 25 municípios produtores do Estado do Amazonas com extensão, pesquisa, desenvolvimento e aplicação tecnológica.
Serão implementadas ações de assistência técnica e extensão florestal diferenciada, assim como o preparo das equipes técnicas extensionistas especializadas na cadeia produtiva da borracha. Há Também a intenção de promover melhoramento genético de seringais nativos; e estimular o aumento da produção de borracha no Estado do Amazonas.

ACRITICA

sábado, 24 de março de 2012

Extração de ouro em Humaitá, está proibida



HUMAITÁ (AM) - Aconteceu na manhã desta sexta-feira (23) no Clube Municipal, uma reunião entre os extrativistas minerais da Cooperativa local, em pauta esteve a prestação de contas da Cooperativa que é presidida pelo vereador Rademarcker Chaves (PRP). Segundo informações dos extrativistas presentes na reunião, os membros reclamaram que o presidente não deu uma cópia de sua prestação de contas e que mostrou um documento distante de todos. A presença de poucos membros cooperados na reunião pode indicar um descrédito do presidente em meio aos membros que participam da cooperativa. Foi tratada também na reunião, a suspensão das atividades da categoria no Rio Madeira, o presidente afirmou que é contra a entrada de “Dragas” de grande porte na área de extração, e que a suspensão continuará enquanto, os “Dragueiros” insistirem em atuar na região. Os proprietários de Dragas ancoradas nas margens do rio em Humaitá alegam que estão legalizados e prontos para cumprirem todas as exigências pelo órgão regulador DNPM e IPAAM eles alegam também, que irão gerar divisas comerciais no município uma vez que, a larga produção obtida com a extração industrial atrairá mais empresários do setor para o município, segundo o líder dos “Dragueiros” a geração de divisas será em todos os setores da economia local, e a arrecadação fiscal poderá dobrar com a liberação desta atividade na região.

O impasse está criado e até o momento não tem previsão para a reativação das atividades de extração na região. Ao que tudo indica o governo do estado deverá enviar uma equipe de técnicos do IPAAM e DNPM para intermediar a situação. Compareceu também a reunião o prefeito em exercício Herivâneo Seixas (PTN), os vereadores Carlos Evaldo Terrinha de Souza (PDT) e Rademarcker Chaves (PRP). Segundo alguns extrativistas presentes no local a reunião não teve consenso e parece não ter previsão disto acontecer. Os prejuízos da paralisação irão atingir cerca de 3.000 mil pessoas que dependem das atividades de extração mineral no município, caso não seja resolvido o problema o quanto antes. Com um momento político chegando cada dia mais próximo os salvadores da pátria, chegarão de todos os lados, só esperamos que o impasse possa ser resolvido o quanto antes, avaliado sempre com muita prudência os resultados positivos e negativos futuramente.

Produção

As Balsas de Grande Porte podem trabalhar durante todo o ano a uma profundidade de até 45 metros produzindo, mensalmente, uma média de 2 kg de ouro enquanto as Balsas de Pequeno Porte (utilizadas pelos cooperados em Humaitá) trabalham, normalmente, no período de estiagem, em torno de seis meses por ano, trabalhando a uma profundidade de, no máximo, 10 metros e produzem mensalmente uma média de 350 gr de ouro, vale ressaltar que temos pelo menos 500 balsas atuando durante a estiagem na região.

A atividade garimpeira no Rio Madeira e afluentes está com os dias contados, ano a ano a produção diminuiu e é inevitável que a lavra artesanal, com o passar dos anos venha a ser substituída pela industrial. A tendência de todos os garimpos de ouro é semelhante no mundo inteiro, ou seja, a transformação da atividade artesanal em industrial. À medida que o ouro superficial e de fácil extração for se exaurindo, os garimpeiros tentam a sorte extraindo ouro primário. Sem o domínio técnico, os garimpeiros vêem seus investimentos sendo dragados pelos altos custos operacionais. Quando os garimpeiros possuem titulação mineraria, através de concessão (Alvará de Pesquisa), ou permissão (Permissão de Lavra Garimpeira), o passo natural é vender ou se associar com empresas de mineração que possuam competência técnica, é o que pode acontecer em nossa região em pouco tempo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

COVEMA EM MANICORÉ :

Sr. Domingos(Tesoreiro),Sec:Maria Eliane, Pres/do Conselho Fiscal Sr.Edmar Pereira.
A Cooperativa Verde de Manicoré (COVEMA), é fruto de uma história de luta das comunidades extrativistas. A COVEMA em conjunto com o Conselho Nacional dos Seringueiros – CNS, e Conselho das Associações de manicoré – CAM, buscam organizar as comunidades com finalidades de apoiar a regularização fundiária, a fim de garantir a propriedade das áreas de coleta para os trabalhadores extrativistas. Organizar a produção para garantir melhores preços, melhorar a qualidade de vida do extrativista e suas famílias por meio da busca de investimentos nas áreas da educação, saúde, cidadania e proporcionar alternativas de renda aos produtores.
A COVEMA atua numa região de floresta Amazônica. Abrangendo os municípios de Manicoré e Novo Aripuanã no interior do Amazonas, onde se concentra vastas áreas de castanhais. Nesta região, há Unidades de Conservação de uso sustentável federal, estadual, projetos de assentamento sustentáveis e áreas indígenas.
A parti de parcerias firmadas entre a Cooperativa com instituições governamentais e privadas, iniciou-se um programa para melhoria da qualidade da produção da Castanha-do-Brasil, que consiste na implementação de boas praticas na coleta, transporte, construção de galpões de armazenamento nas comunidades e construção de uma agroindústria para o beneficiamento da produção.
A Cooperativa Verde realiza prática de manejo primário e armazenamento no âmbito das comunidades, e esta prática éprimordial para garantir produção de amêndoas isenta de qualquer contaminante.
Hoje a produção dos cooperados, é conduzida por pequenas embarcações para a agroindústria, onde passam por um processo de beneficiamento obtendo amêndoas selecionadas.
O processo de produção envolve 800 castanheiros de comunidades tradicionais e indígenas. A tualmente a produção da região é estimada em 1.150 toneladas. Em 2011, a Cooperativa comercializou 300 toneladas de castanha dos cooperados, que após processada, obteve-se 100 toneladas de amêndoas selecionas.
Fonte: COVEMA.