quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mangueira da Rampa do Porto

Todos os dias ali se encontravam pessoas de todas as classes

Na beira do barranco do porto principal da cidade, havia uma velha mangueira (Foto:Arquivo)



Na beira do barranco do porto principal da cidade, havia uma velha mangueira, sua enorme copa servia de abrigo aos viajantes e as pessoas que iam esperar parentes ou amigos que chegavam de barcos, ali também era ponto de encontro dos comunitários, lá se ouvia histórias e estórias, fuxicos, notícias diversas, este local era como o jornal da cidade.

Todos os dias ali se encontravam pessoas de todas as classes, pescadores, lavradores, estivadores, funcionários, analfabetos e intelectuais, inclusive sobe a sombra dessa velha mangueira esteve o visitante mais ilustre de Manicoré, o Eminente Presidente da República, Doutor Getúlio Dornelles Vargas, que ao passar por Manicoré com destino a cidade de Porto Velho em outubro de 1940, esteve sob a sombra da aludida mangueira, ocasião em que conversou com o povo, porém dando mais atenção aos lavradores, inclusive na oportunidade, ganhou de presente um ouriço de castanha da Amazônia, oferecido pela lavradora Sebastiana Gomes (Sabá Gomes), o que o Presidente agradeceu-lhe beijando-lhe as mãos, dizendo: “Orgulhu-me de beijar estas mãos calosas, produtoras de alimentos de um povo progressista e feliz”.

O que foi efusivamente aplaudido pela multidão que ali se encontrava. Algum tempo depois, sob a sobra dessa mesma mangueira o estivador José Felipe, instalou uma banca de cafezinho, dando o nome de Café Mangueira, o mesmo tornou-se tradicional e ponto de reunião de pessoas de todas as idade e classes.   

Fonte: Histórias do Nosso Chão

Edy Lima DRT-AM 1823 

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