Todos os dias ali se encontravam pessoas de todas as classes
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Na beira do barranco do porto principal da cidade, havia uma velha mangueira (Foto:Arquivo) |
Na
beira do barranco do porto principal da cidade, havia uma velha mangueira, sua
enorme copa servia de abrigo aos viajantes e as pessoas que iam esperar
parentes ou amigos que chegavam de barcos, ali também era ponto de encontro dos
comunitários, lá se ouvia histórias e estórias, fuxicos, notícias diversas,
este local era como o jornal da cidade.
Todos
os dias ali se encontravam pessoas de todas as classes, pescadores, lavradores,
estivadores, funcionários, analfabetos e intelectuais, inclusive sobe a sombra
dessa velha mangueira esteve o visitante mais ilustre de Manicoré, o Eminente
Presidente da República, Doutor Getúlio Dornelles Vargas, que ao passar por
Manicoré com destino a cidade de Porto Velho em outubro de 1940, esteve sob a
sombra da aludida mangueira, ocasião em que conversou com o povo, porém dando
mais atenção aos lavradores, inclusive na oportunidade, ganhou de presente um
ouriço de castanha da Amazônia, oferecido pela lavradora Sebastiana Gomes (Sabá
Gomes), o que o Presidente agradeceu-lhe beijando-lhe as mãos, dizendo:
“Orgulhu-me de beijar estas mãos calosas, produtoras de alimentos de um povo
progressista e feliz”.
O
que foi efusivamente aplaudido pela multidão que ali se encontrava. Algum tempo
depois, sob a sobra dessa mesma mangueira o estivador José Felipe, instalou uma
banca de cafezinho, dando o nome de Café Mangueira, o mesmo tornou-se
tradicional e ponto de reunião de pessoas de todas as idade e classes.
Fonte: Histórias
do Nosso Chão
Edy Lima DRT-AM 1823

