Mostrando postagens com marcador Município de Apuí. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Município de Apuí. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de maio de 2014

Palestras sobre drogas nas escolas públicas

Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade

Resistência às Drogas (Proerd) nas escolas da rede pública (Foto: Aleam)


Como os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato com as drogas, devido ao ambiente em que vivem, a começar pelas companhias erradas, que favorece o contato e as primeiras experiências com as drogas, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Cabo Maciel (PR) iniciou uma série de palestras nas escolas da rede pública para conversar com os pais sobre o perigo das drogas na escola.

“O objetivo é que os pais e os adolescentes conheçam os riscos que os esperam, entre eles a horrível possibilidade de experimentarem a droga e de entrarem na turma dos dependentes. Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade, independentemente de suas indecisões e estranhezas”, disse Cabo Maciel.

O parlamentar acrescenta ainda a frequente ausência dos pais, que cria condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas consequências futuras que retornam para o seio da família.

Cabo Maciel, autor do projeto que criou a implantação do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) nas escolas da rede pública do Estado e do município, destaca que a palestra fala que os jovens nesta fase da vida afirmam sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e o temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas.​


Com Informação da Assessoria



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Josué Neto pede ações do governo e mais segurança para o município de Apuí


Na questão da segurança, onde o município de Apuí foi alvo nas últimas semanas de dezembro de 2013

Apuí vivem nesse momento” em razão da interdição de um trecho da BR-230(Foto: G1.Globo.com)




Lamentando a situação difícil em que se encontram os moradores do município de Apuí, no sul do Amazonas, devido aos problemas de infraestrutura, de segurança e de abastecimento de energia, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD) encaminhou nesta quinta-feira (20), requerimentos aos órgãos competentes solicitando a recuperação de trecho da BR-230, a reabertura do aeroporto da cidade, e a presença de forças policiais civis e federais para garantir a segurança na rodovia Transamazônica.

Diante dos problemas e da falta de recursos para solucioná-los, o presidente Josué Neto decidiu, além de encaminhar solicitações aos órgãos governamentais, formar uma comissão de deputados para visitar o município e debater com mais profundidade todas as questões. “O prefeito Admilson Nogueira (DEM) está fazendo de tudo para que os moradores possam ter o sentimento de segurança e manter o equilíbrio social no município, mas é necessária uma ação mais ampla dos órgãos de governo”, disse.

Josué Neto destacou a situação preocupante que “os nossos irmãos de Apuí vivem nesse momento” em razão da interdição de um trecho da BR-230, que liga Apuí ao município de Humaitá, no km 70. , problema que causa uma ameaça real de racionamento de energia elétrica na cidade e prejudica o escoamento da produção local até o rio Madeira, principalmente o leite dos criadores de gado. Josué requereu ao DNIT a recuperação urgente da rodovia.

“O cenário de dificuldades também se verifica no aeroporto da cidade, que está interditado desde o dia 28 de janeiro, deixando as pessoas ilhadas e os doentes mais graves, que precisam de remoção, correndo risco de morte, uma vez que não dispõem de estrada e nem de aeroporto para locomoção”, argumentou Josué Neto, que requereu ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) providências para liberar os voos em Apuí.

Na questão da segurança, onde o município de Apuí foi alvo nas últimas semanas de dezembro de 2013 de manifestações populares contra os índios tenharim, acusados de matar três pessoas da comunidade, o presidente Josué Neto disse que o quadro é “muito preocupante e instável, por ser Apuí um dos três municípios do Amazonas localizado à margem de uma rodovia, e isso gera a necessidade de haver ali um melhor policiamento”. Ele requereu estudos à Secretaria de Segurança do Estado e à Polícia Federal estudos para a atuação conjunta no município.

Em aparte, o deputado David Almeida (PSD), destacou a atuação e a preocupação do presidente com as questões do interior e declarou total apoio às ações em Apuí, declarando que deseja fazer parte dessa comissão que vai ao município. “Apesar de ser da capital, tem sido um atuante parlamentar nas causas interioranas”, disse David Almeida.

Publicidade

Em seguida o presidente Josué Neto destacou também a realização de licitação para campanhas de publicidade institucionais, haja vista a necessidade de comunicar melhor as atividades da Assembleia para toda a sociedade. Segundo ele, além do caráter estritamente institucional das campanhas, os recursos serão distribuídos de forma equilibrada em todos os meios de comunicação.

“Todas as empresas e veículos de mídia serão beneficiadas com a veiculação das campanhas publicitárias desta casa. Não vamos mostrar o trabalho de um só deputado, mas o trabalho feito pelo colegiado da casa, o conjunto de tudo aquilo que está sendo feito pelo Poder Legislativo em benefício da sociedade amazonense”, disse Josué Neto, que mereceu elogios do deputado Sidney Leite (Pros), afirmando que as campanhas vão mostrar a importância do poder e os temas que são debatidos na casa pelos deputados. “Espero que agente possa fortalecer a imagem desse poder não só com a mídia, mas também com a postura”, disse.



Com Informações da Assessoria

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Vereadores de Apuí pedem ajuda para que aeroporto do município volte a funcionar

Eles foram recebidos pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas


Com a interdição, disse Maciel, as pessoas que moram em Manaus (Foto: Internet)



A interdição do aeroporto de Apuí (a 453 quilômetros de Manaus), promovida pela Agência Nacional de Aviação (Anac), trouxe a Manaus os vereadores Belo, Jadson, Marco Lima e Dirlan Souza para pedir ajuda do governador Omar Aziz.

Eles foram recebidos pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Cabo Maciel (PR), que vai se unir aos vereadores para buscar uma solução urgente para que as aeronaves voltem a operar normalmente.

Com a interdição, disse Maciel, as pessoas que moram em Manaus e dependem do aeroporto, são obrigados ir a Porto Velho, enfrentando mais de 500 km de rodovia para chegar a Apuí, uma vez que o município não tem acesso por via fluvial.

A falta do Plano Básico de Zona de Proteção, conforme solicitado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), foi o que ocasionou a interdição do aeroporto.



Com Informação da Assessoria


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Moradores de Apuí fazem cerimônia pelo fim dos conflitos entre brancos e índios

Ato ecumênico aconteceu na praça de alimentação do município; tensão já influencia início das aulas para alunos indígenas

Populações de Apuí e Santo Antônio do Matupi (na foto, em manifestação do dia 25 de dezembro), pediram paz, mas também a punição devida aos envolvidos nos desaparecimentos (Reprodução/Internet)



Um grande culto ecumênico foi realizado neste domingo (5) em Apuí (a 455 quilômetros de Manaus) pedindo paz e uma solução para o caso do desaparecimento de três homens na reserva indígena Tenharim-Marmelos, próxima à cidade, e que vem se desenrolando desde o dia 16 de dezembro.

Cerca de mil pessoas, entre produtores rurais e moradores, participaram do ato, promovido pelo Sindicato Rural do Sul do Amazonas (Sindisul), juntamente com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e que contou com o apoio de lideranças religiosas de Apuí e do município vizinho de Santo Antônio do Matupi.
Irisnéia Santos Azevedo, esposa de Stef Pinheiro, um dos desaparecidos, falou por telefone com as pessoas presentes. Ela contou sobre as dificuldades que vem passando desde o desaparecimento do marido e agradeceu o apoio da população.
De acordo com o pároco de Apuí, Raimundo Magalhães, a ação pede o fim dos conflitos, mas também a justiça devida aos envolvidos no desaparecimento dos três homens. “Nós atendemos a uma solicitação dos organizadores do culto e viemos falar pela paz; mas uma paz que também deixasse inquietas as pessoas para clamar por justiça. Uma paz que inquieta as pessoas, mas que não possa ocorrer incitação ao ódio. (...) que não seja, de fato, a justiça esquecida”, afirmou Raimundo.
Abaixo-assinado
              
No mesmo dia, o Sindisul também promoveu a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado, pedindo a extinção da cobrança de pedágio na Rodovia Transamazônica, no trecho da reserva Tenharim. A cobrança de pedágio foi alvo dos protestos de moradores de Apuí, Matupi e Humaitá, e está entre as principais razões do conflito que vem ocorrendo na região.  


O presidente do Sindisul, Carlos Koch, disse estar preocupado com a situação, e esclareceu a motivação para o ato. “Nós, produtores rurais, estamos demonstrando com esse movimento pacífico que nós somos humanos e que temos nossos direitos, entre eles o direito à vida e o direito de ir e vir”.
Autoridades de Apuí e Santo Antônio do Matupi também criticaram a situação de tensão, e afirmaram que ela afasta trabalhadores rurais e investidores, afetando a economia dos municípios.
Tensão prejudica as aulas de jovens indígenas
 
Em Humaitá, onde a tensão entre produtores rurais e moradores e os indígenas da reserva Tenharim têm provocado os conflitos mais violentos, a situação de insegurança e a hostilidade da população pode prejudicar o início do ano letivo para crianças e jovens indígenas.

De acordo com Ivanildo Tenharim, representante da etnia que habita a reserva e coordenador de Educação Escolar Indígena de Humaitá, mais de 30 professores que atuam nas escolas indígenas do município terão de passar por um curso de capacitação na cidade antes do início das aulas.
Os últimos acontecimentos, porém, como a destruição de propriedades indígenas em Humaitá e na entrada da reserva Tenharim, colocaram os índios em situação de confinamento, entre eles alunos e professores. “Além da falta de alimentação e de atendimento médico, essa é a questão que mais nos preocupa”, afirma Ivanildo.
Ainda segundo o representante indígena, a situação frustra o longo processo de integração escolar dos habitantes da reserva, lançando uma indefinição preocupante sobre o futuro dessas crianças e jovens.