Cheia dos rios aumenta os ataques de cobras. A que mais ataca ainda é a jararaca, seguida em número pelas ocorrências surucucu.
| Surucucu. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia |
MANAUS
– Além dos inúmeros problemas ocasionados com a inundação, a cheia dos
rios da Amazônia traz também animais peçonhentos, que atacam
principalmente famílias que moram próximo às calhas dos rios e igarapés.
Com a falta de médicos no interior do Amazonas, o quadro tende a
piorar. Em todo o ano passado, 167 vítimas de picadas de cobras, aranhas
e escorpiões foram notificadas no Estado. Com a enchente deste ano, que
já se aproxima de uma cheia histórica, os registros chegam a 109
ocorrências apenas nos primeiros quatro meses do ano.
De acordo com o chefe do departamento da Fundação de Medicina Tropical
(FMT), Antônio Magela, o crescimento dos acidentes com animais
peçonhentos acontece devido à cheia. As vítimas, em sua maioria, moram
nas áreas agrícolas.
Os acidentes na Amazônia apresentam uma particularidade. Quando acontece
a cheia, as águas dos rios se misturam a esgotos e igarapés. Os
entulhos atraem ratos, que por sua vez, atraem as cobras. “Com a cheia,
as águas acabam invadindo as casas. Cerca de 95% desses acidentes são
ocasionados por cobras. A serpente jararaca ainda é a que mais ataca,
seguida pela surucucu”, explicou o infectologista.
O veneno da jararaca tem ação local. Além de provocar hemorragia, possui
ação coagulante e proteolítica, que leva à necrose. Após a picada,
aparecem sintomas como: edema, inchaço e sangramento local ou na gengiva
e olhos.
Em 2009, ano da maior cheia do rio Negro, 214 pessoas foram vítimas das
serpentes. No ano seguinte, 118 pacientes foram diagnosticados e, em
2011, o número total chegou a 167, o que demonstra o aumento das
ocorrências em época de enchente.
Medidas preventivas
Os animais, levados pelas águas, além de gostarem de se esconder nos entulhos, também estão em busca de abrigo e alimento. O especialista ensina como se prevenir.
“A jararaca gosta de ficar dentro das casas, por isso é preciso procurar com cautela em armários, guardarroupas e por baixo das camas. As pessoas do interior colocam toalhas ou lençóis na parte debaixo da porta. Há muitas casas com brechas no assoalho e nas paredes. Para quem vai fazer limpeza de quintais, a dica é só tocar nos entulhos com luvas, para minimizar os riscos”, explicou.
Saiba o que fazer quando acontece o acidente:
Alguns cuidados podem ajudar no tratamento de pessoas picadas por cobras. Procedimentos caseiros como sugar o veneno, colocar substâncias no local – como café -, ingerir bebidas alcoólicas, fazer cortes ou amarrar a área são desaconselhados. O que deve ser feito é lavar o local da picada com água e sabão, e manter a vítima imóvel.
A pessoa que sofreu a picada não deve perder tempo e procurar imediatamente atendimento médico. Caso o animal tenha sido capturado, levá-lo ao hospital pode ajudar no tratamento mais rápido para o caso específico, já que os médicos poderão reconhecer a espécie da cobra.
“Quando a vítima chega para o atendimento, o profissional de saúde dá um analgésico e espera pela reação. Se houver muita dor, além de outros sintomas como inchaço, a pessoa é removida ao FMT, pois o soro só é aplicado em ambiente hospitalar, devido ao problema de reação alérgica”, finalizou Magela.
Os animais, levados pelas águas, além de gostarem de se esconder nos entulhos, também estão em busca de abrigo e alimento. O especialista ensina como se prevenir.
“A jararaca gosta de ficar dentro das casas, por isso é preciso procurar com cautela em armários, guardarroupas e por baixo das camas. As pessoas do interior colocam toalhas ou lençóis na parte debaixo da porta. Há muitas casas com brechas no assoalho e nas paredes. Para quem vai fazer limpeza de quintais, a dica é só tocar nos entulhos com luvas, para minimizar os riscos”, explicou.
Saiba o que fazer quando acontece o acidente:
Alguns cuidados podem ajudar no tratamento de pessoas picadas por cobras. Procedimentos caseiros como sugar o veneno, colocar substâncias no local – como café -, ingerir bebidas alcoólicas, fazer cortes ou amarrar a área são desaconselhados. O que deve ser feito é lavar o local da picada com água e sabão, e manter a vítima imóvel.
A pessoa que sofreu a picada não deve perder tempo e procurar imediatamente atendimento médico. Caso o animal tenha sido capturado, levá-lo ao hospital pode ajudar no tratamento mais rápido para o caso específico, já que os médicos poderão reconhecer a espécie da cobra.
“Quando a vítima chega para o atendimento, o profissional de saúde dá um analgésico e espera pela reação. Se houver muita dor, além de outros sintomas como inchaço, a pessoa é removida ao FMT, pois o soro só é aplicado em ambiente hospitalar, devido ao problema de reação alérgica”, finalizou Magela.
Juçara Menezes
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