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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sandra Braga se reúne com ministro para pedir ajuda aos municípios atingidos pela cheia

Sandra Braga também informou que nos últimos anos 

A senadora explicou que a situação é mais grave nas calhas dos rios Juruá e Purus (Foto: VagnerCarvalho)




A senadora Sandra Braga (PMDB/AM) esteve nesta quarta-feira (25) com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Magalhães Occhi, para solicitar apoio do Ministério no socorro aos municípios atingidos pelas cheias dos rios no Amazonas.

A senadora explicou que a situação é mais grave nas calhas dos rios Juruá e Purus, com prejuízos principalmente para moradores dos municípios de Envira, Eirunepé, Ipixuna, Itamarati (Calha Juruá), Canutama e Boca do Acre (Calha Purus), onde a cheia está próxima de atingir os níveis máximos, segundo informações do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas (CPRM/AM).

“Muitas famílias estão isoladas, perderam suas casas, suas lavouras e precisam de ajuda urgente, como alimentos, remédios, madeira para reconstrução e demais serviços de socorro”, informou a senadora ao ministro.

Sandra Braga também informou que nos últimos anos os períodos que intercalam as cheias dos rios amazônicos – e que ocasionam grandes desastres naturais - têm ficado cada vez mais curtos e com maior intensidade.

“A Defesa Civil do Amazonas já emitiu alerta de que mais de 30 mil famílias devem ser atingidas nos próximos meses em decorrência das cheias. E por causa da enchente que hoje atinge Brasiléia, no Acre, os municípios amazonenses da região são os próximos prejudicados”, lamentou.

Gilberto Occhi disse à senadora que está acompanhando a situação da cheia dos rios na Amazônia, mas informou que o Ministério precisa receber relatórios oficiais sobre a situação dos municípios afetados. Segundo ele, até esta semana, apenas dois municípios do Amazonas – Guajará e Envira – tinham enviado pedidos de ajuda ao órgão. Ele ressaltou que amanhã se reunirá com parlamentares da bancada do Amazonas, quando espera receber relatórios sobre a situação do estado.

“Assim como fez em outros anos, o Ministério vai ajudar os municípios prejudicados pelas enchentes, mas precisamos que os pedidos de socorro sejam encaminhados com urgência ao órgão. Estamos sensíveis a esse problema e, por isso, nesta semana, estarei visitando a região amazônica ver in loco como está a situação naquela região e saber mais precisamente como poderemos ajudar”, detalhou.


Com Informações da Assessoria

segunda-feira, 31 de março de 2014

Seguro defeso do pescador poderá ser prorrogado por conta da cheia

“A gravidade da situação pela qual os pescadores 


O pagamento do salário mínimo mensal dos pescadores (Foto: eganete.com)



O Seguro Defeso do Pescador Artesanal do Governo do Estado, que no Amazonas beneficia mais de 18 mil pescadores em 31 municípios do estado, pagou sua última parcela no dia 15 de março, mas por conta da cheia dos rios, quase todos não puderam voltar ao seu trabalho e muitos estão sem poder retornar às suas casas.  Ao todo foram pagos R$ 49.572,64 milhões, em quatro parcelas de R$ 678 cada.

O deputado estadual Sinésio Campos (PT) recebeu representantes das associações e colônias de pescadores que pleitearam uma prorrogação por 90 dias do seguro-defeso. Por isso ele solicitou ao Ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, em caráter de urgência, que concentre esforços para que os pescadores artesanais e suas famílias não sejam prejudicados, por não poderem  trabalhar.


“A gravidade da situação pela qual os pescadores do Amazonas estão passando me fez requerer que o Ministério da Pesca prorrogue esse benefício. O pagamento do salário mínimo mensal dos pescadores é a melhor forma de contribuir para amenizar os efeitos dos prejuízos causados a suas famílias”, explicou Sinésio.



Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vazante do rio Negro deve se prolongar até outubro

Em menos de uma semana o rio já baixou cinco centímetros, após ter registrado a marca de 29,97m, por aproximadamenbte uma semana

A cota máxima do rio Negro, 29,97m, foi registrada no dia 29 de maio
A cota máxima do rio Negro, 29,97m, foi registrada no dia 29 de maio (Jornal a crítica)
Com a marca de 29,89m, nesta quarta-feira (6), o nível do rio Negro começou a baixar, após chegar a marcar 29,97m e permanecer por aproximadamente uma semana, com a referida cota. Em menos de uma semana o rio já baixou cinco centímetros.
“A partir de agora o nível do rio deve começar a descer até outubro, quando ele atinge o ponto máximo da vazante”, salienta o engenheiro encarregado do serviço hidrográfico da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH), Valderino Pereira.
Nos últimos cinco dias, destaca ele, o nível do rio está descendo dentro do período considerado de vazante (junho), apesar de 2009, observa Valdelino o ponto máximo da cheia ter ocorrido em 1º de julho, ocasião em que o Negro atingiu a marca de 29,77m, iniciando a vazante, a partir do dia 3 do mesmo mês.
“Não vejo nada que possa contribuir para uma alteração no nível do rio neste momento. A não ser que ocorra um dilúvio, para que ele volte a subir”, explica o engenheiro, que há mais de 40 anos realiza a mensuração do nível do rio.

SÍNTIA MACIEL 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nível do rio Negro baixa mais 2 centímetros, nesta terça (5)

Enquanto o rio baixa aos poucos, as chuvas na região da calha do rio Negro – que refletem diretamente no nível do rio Negro em Manaus -, continuam fortes, de acordo com o Inmet

Rio Negro atinge cota que supera a da cheia recorde de 2009
Rio Negro atinge cota que supera a da cheia recorde de 2009 (Euzivaldo Queiroz)
A confirmação de uma possível vazante do rio Negro deverá ocorrer nesta quarta-feira (6), a partir da cota verificada pela manhã, durante a medição do rio, pela Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH).
Nesta terça-feira (5), de acordo com o engenheiro encarregado do serviço hidrográfico do SNPH, Valderino Pereira da Silva, o Negro desceu mais dois centímetros, marcando a cota de 29, 92 metros.
Na última segunda-feira (4), o nível registrado foi de 29,94 metros.
“Poderíamos considerar que este já seria o início da vazante do rio. Mas como a enchente deste ano foi grande, e ainda pode haver uma pequena alteração no nível do rio, a certeza absoluta de que as águas já estariam descendo ó mesmo amanhã (quarta-feira 6) ”, salienta Valderino.   

Chuvas

Enquanto o rio vai baixando aos poucos, as chuvas na região da calha do rio Negro – que refletem diretamente no nível do rio Negro em Manaus -, continuam fortes, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
“As chuvas para o Norte do Amazonas estão acima da normal climatológica”, informa o meteorologista Veríssimo Farias de Assis, do Inmet/AM.
Até às 16h desta terça-feira no distrito de Iauaretê, no município de São Gabriel da Cachoeira – a 858 quilômetros de Manaus -, já havia chovido 159.3 milímetros. Um pouco mais da metade da normal climatológica do lugar, que é de 368.7 milímetros.
Em Barcelos – a 405 quilômetros da capital -, o total de chuvas registrado no mesmo horário era de 50 milímetros. A normal climatológica de Barcelos é de 256.5 milímetros.
A quantidade pluviométrica mensurada, explica Veríssimo, se refere ao período de 1º de junho até às 16h, desta terça-feira.
Ainda segundo ele, apesar das previsões para a região Norte do Estado serem de chuvas, ele não descarta a possibilidade do rio Negro ter iniciado o processo de vazante.
“Pode até chover o suficiente para manter o nível do rio Negro, mas acredito que ele não chegará a registrar uma nova subida”, avalia.

SÍNTIA MACIEL 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rio Negro registra vazante de 3 centímetros em seu nível

Rio passou uma semana praticamente estabilizado em 29,97m, entretanto, apesar da descida. o nível do Negro ainda deverá apresentar alterações

Foto:Clóvis Miranda
A nova cota do Negro é de 29,94 metros.
“Isso não significa que já começou a vazante. Pode haver uma variação no nível do rio Negro. Ele pode voltar a subir novamente ou continuar descendo. Vamos aguardar os próximos dois dias para ver como ele se comporta”, explica o engenheiro encarregado do serviço hidrográfico do SNPH, Valderino Pereira da Silva.
Segundo ele, as variações no nível do rio, tanto na subida quanto na descida deverão ser de 1 a 2 centímetros por dia.


SÍNTIA MACIEL

Fenômeno La Niña causa cheia recorde no Amazonas

Pesquisadores avaliam o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu, entre outras análises

 Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios
Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios (Clóvis Miranda)

Informações divulgadas, no dia 12 de março de 2012, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo Instituto Max Planck de Química (MPIC) indicavam que o Amazonas iria passar por uma cheia recorde este ano.
A estimativa era de que as águas atingissem o nível de 29,67m (margem de erro de 29,29-30,05 m), apenas 10 cm abaixo que a maior cheia já registrada em 2009 (29,77m). A previsão foi fortalecida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no dia 31 março, o qual previu uma cheia de 30,13 m (margem de erro de 40 cm).
Com base nas informações, os pesquisadores do Inpa e do CPRM sabiam desde o segundo semestre de 2011 que choveria acima da média.
Contudo, conforme o pesquisador do Inpa, Antônio Manzi, isso não significa recorde ou extrema, pois são previsões com base na cota do Rio Negro no Porto de Manaus, o qual não é influenciado pelo o que acontece em toda a bacia do Rio Solimões. Além disso, sempre há erros médios, em torno de 40 cm, dependendo do modelo usado.
Conforme Manzi, uma das prováveis causas para a cheia recorde de 2012 foi o fenômeno climático La niña. Por isso, os pesquisadores que participam do grupo estão avaliando o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu.
Também estão fazendo análises de distribuição de temperatura dos oceanos Atlântico e Pacífico, a influência da massa de água sobre as sub-bacias do Rio Negro e Solimões e os valores mensais de chuva, a partir de 1996.
Doutor em Física da Atmosfera pela Universidade Paul Sabatier (Toulouse III), França, Manzi explicou que quando se estuda o clima existem muitas variáveis. Isso se deve ao fato, por exemplo, de que já ocorreram outras La niñas que não chegaram a provocar cheias tão intensas no Amazonas.
"Estamos estudando várias questões. Uma delas é a vazante de 2010 – período em que foi registrada a cota mais baixa nos últimos 110 anos no Porto de Manaus. Em 2010 e 2011 houve a maior variação do rio entre os valores mínimo e o máximo registrados, o qual foi de 15 metros. Isso é quase 50% da média histórica, que é de 10,10 metros. São quase 5 metros acima. Esse ano, o rio já encheu 12,60 metros. Significa que a cheia desse ano envolve não somente configurações específicas de temperatura dos oceanos, mas está associado ao regime hidrológico de chuva. Ainda não temos uma resposta final”, salientou.
Os pesquisadores também estão avaliando o histórico dos últimos anos de estoque de água nas bacias e sub-bacias do Rio Amazonas, especialmente, as sub-bacias dos Rios Solimões e Negro.

Efeito La Niña

As La niñas aconteceram durante todo o segundo semestre do ano passado, afetando o período chuvoso. Nos meses de outubro, novembro e dezembro, enfraqueceram. Todavia, ainda havia La niñas 3 e 4 atuando até o mês de abril de 2012, embora fraca.
“Além desses fenômenos existem outros, mas ainda estamos avaliando. Não é possível divulgar agora”, lamentou e acrescentou que tiveram La niñas praticamente em quase todos os setores, principalmente no segundo semestre do ano passado.  

Cheia e secas intensas

Conforme o pesquisador, não se pode dizer com certeza se as cheias e as secas são uma conseqüência da variabilidade natural do clima ou se estão sendo afetadas pelas mudanças climáticas globais.
Mas, segundo o pesquisador, espera-se que haja a intensificação da variabilidade natural do clima. Significa que os anos mais frios e mais quentes podem se tornar mais frequentes. Da mesma forma, os períodos secos e chuvosos, com tempestades mais severas.
"O que está acontecendo, em principio, poderia ser justificado pelas mudanças climáticas globais, mas não conhecemos muito bem a variabilidade natural do clima. Isso se deve ao fato de que há escalas de variação interanuais, decadais e seculares. Mas é provável que as mudanças climáticas estejam atuando”, explicou Manzi.
Segundo ele, se haverá nos próximos anos eventos extremos, não dá para dizer no momento. O certo é que os pesquisadores têm observado nos últimos 25 anos tendências de aumento de cheias e vazantes. Manzi disse que a série de acompanhamento que têm hoje é importante. Contudo, se tivessem medidas de outros séculos, teria mais confiança nas análises, pois a série é curta do ponto de vista climático, mas foram registrados anos extremamente secos, como em 1923 e 1963. 
Conforme Manzi, a maioria dos fenômenos La niñas está associada ao aumento das chuvas em boa parte da Amazônia, sendo um sinal estatístico forte.
Ele pontuou que nem todas têm a mesma configuração. Isto é, elas podem ser divididas em quatro tipos, do ponto de vista climatológico. Os tipos 1 e 2 ocorrem próximas da Costa da América do Sul (Oeste), enquanto a 3 e 4 na parte central do Oceano Pacífico (Leste).
Entretanto, dependendo da época do ano elas podem ser mais ou menos fortes.
“Tivemos La niñas muito fortes no início e durante a primeira metade da estação chuvosa. O efeito é a produção de quantidades de chuvas mais fortes”, salientou.

ACRITICA

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Nível do rio Negro sem registro de alterações nas últimas 24h

Atualmente o nível do rio Negro está 20 centímentros acima da marca registrada na última cheia em 2009, quando a cota chegou a 29,77 metros

Valderino Pereira faz as medições todos os dias e disse que esta quarta-feira (16) o nível do rio Negro deve atingir a cota máxima registrada em 2009
O nível do rio Negro amanheceu ‘parado’ nesta quarta-feira (30), registrando a mesma marca desta terça (29) que foi 29,97 metros (Euzivaldo Queiroz)

O nível do rio Negro amanheceu ‘parado’ nesta quarta-feira (30), registrando a mesma marca desta terça (29) que foi 29,97 metros. De acordo com o engenheiro e encarregado da hidrologia do porto de Manaus, Valderino Pereira, o rio não subiu nenhum centímetro desta terça (29) para quarta (30). O nível do rio Negro está 20 centímetros acima da cota de 2009 quando foi registrada a última maior cheia e o rio chegou a marca de 29,77 metros.
Ainda nesta quarta-feira (30) o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) vai divulgar o terceiro boletim hidrológico, segundo o chefe do departamento de hidrologia do CPRM, Daniel de Oliveira.
De acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil do Estado, atualmente o número de famílias afetadas pela cheia dos rios do Amazonas é de 80.635.
Na cidade de Manaus 6.099 famílias já foram cadastradas para receber o benefício do S.O.S enchente.

ACRITICA

Cheia do rio Negro pode chegar a 30,27 metros, aponta CPRM

Informação foi divulgada durante o último alerta para cheias, nesta quinta (29), pelo CPRM

Desde 23 de maio que o Negro sobe, em média, um centímetro por dia e assim deve ultrapassar a marca de 30 metros
Desde 23 de maio que o Negro sobe, em média, um centímetro por dia e assim deve ultrapassar a marca de 30 metros (Odair Leal)

Apesar do rio Negro se encontrar há três dias com a cota estabilizada em 29, 97 metros, o nível das águas poderá subir, dependendo da quantidade de chuvas, registradas nos municípios de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, municípios situados na calha do rio Negro.
“A calha do rio Negro ainda está enchendo e as chuvas que ocorrem lá, influenciam diretamente o nível das águas, aqui em Manaus”, explicou o superintendente regional da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), Marco Antônio de Oliveira, durante o  terceiro e último alerta das cheias divulgado na sede do órgão, localizado no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quinta-feira (31).
Segundo Marco Antônio, ainda há 30 dias de águas altas, podendo o nível do rio chegar a 30,27 metros.
“Dependendo da quantidade de chuvas, o rio poderá subir de 3 a 4 centímetros”, observou.
Marco Antônio lembrou o fenômeno ocorrido em 2009, ocasião em que o rio Negro permaneceu por 12 dias com as águas estáveis. no mês de maio.
Entretanto, as chuvas intensas durante um período de 15 dias contribuíram para que a cota do Negro elevasse, fazendo com que o rio registrasse a marca histórica de  29,77 metros, no dia 1º de junlo.
Ele também chamou a atenção para o fato de que, apesar da estabilização do nível do rio, e o índice pluviométrico que pode inferir no mesmo, é necessário que as famílias ribeirinhas atingidas pela cheia, em mais de 80% do Amazonas, sejam retiradas das áreas alagadas.
Outras Calhas
Enquanto a calha do rio Negro continua a encher, no município de Tabatinga, localizado na calha do rio Solimões, já está sendo verificada a vazante do rio.
O mesmo se dá no Sul do Amazonas, onde segundo Marco Antônio, o pico da cheia também já teria atingido o seu ápice.   

terça-feira, 29 de maio de 2012

Começo da vazante traz alívio para moradores do interior do Amazonas

Águas do Paraná do Ramos começaram a baixar e o desafio agora é a reconstrução das vias e prédios públicos da cidade

Em Barreirinha mais de 95% das vias públicas foram tomadas pelas águas
Em Barreirinha mais de 95% das vias públicas foram tomadas pelas águas (Jonas Santos)

De acordo com a Defesa Civil do Município de Barreirinha (a 328 quilômetros de Manaus), as águas do Paraná do Ramos, afluente do rio Amazonas, já estão baixando. Desde a semana passada, os moradores sentiram que, o nível baixou cerca de três centímetros por dia, um dado atípico para a região, que deveria  estar recebendo a alta das águas do Amazonas.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, que mede em Parintins, o nível do rio, as águas baixaram cerca de 12 cm desde o pico máximo, que ocorreu há duas semanas.
“O nível do rio atingiu 9m30 e desde lá ja baixou 12cm, gradativamente. A média é de descida de  dois centímetros a três centímetros  ao dia em Barreirinha, o mesmo que Parintins”, disse o subcoordenador de Defesa Civil do Baixo Amazonas,  Wilson Silva.
Em Barreirinha, apesar das águas, a prefeitura já iniciou a elaboração de projetos para reestruturar a cidade, principalmente, nas ruas das zonas mais atingidas pela enchente.
“Nós verificamos que o sistema viário foi todo danificado. Essa enchente foi um sufoco, tivemos um prejuízo maior do que em 2009. Já conversamos com o Governador do Amazonas e colocamos para ele os possíveis estrago que a água provocou nas ruas e prédios da cidade. Estamos elaborando projetos e encaminhando a todas as secretarias do Estado  para que possamos fazer  parcerias e recuperar a cidade”, disse o prefeito de Barreirinha, Mecias Pereira Batista.
Uma das alternativas para recuperar e evitar, de vez, possíveis estragos nas ruas da cidade será a recontrução viária utilizando concreto, segundo Mecias.
“Como a orla foi pouco atingida, não vamos mexer nela.Seria um valor absurdo. Mas, as demais ruas, que foram mais atingidas pela enchente vamos pavimentá-las com concreto, porque com esse material, pode alagar o quanto quiser que não estraga a rua. Nós já apresentamos o projeto a Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas, estamos conversando com o governador e apontando que 70% das ruas devem ser reasfaltadas e 40% pavimentadas com concreto”, disse.

Terra Preta

Para prevenir novos prejuízos à população de Barreirinha, o prefeito Mecias Batista disse que, dentro dos planos de recuperação da cidade, está a pavimentação de comunidades locais e citou como exemplo a comunidade da Terra Preta.
    
JORNAL A CRÍTICA

domingo, 27 de maio de 2012

A relação histórica da Amazônia com seus rios

Na Amazônia, bem razão tinha Leandro Tocantins ao lembrar-nos, no clássico da sociologia,  que o “Rio comanda a vida”

Assim como acontece hoje, famílias inteiras iam à beira-rio para observar os estragos causados pela enchente de 1953
Assim como acontece hoje, famílias inteiras iam à beira-rio para observar os estragos causados pela enchente de 1953 (Acervo de Mário Ypiranga Monteiro)

Andava certo o festejado escritor Leandro Tocantins ao afirmar com conhecimento de causa que na Amazônia “o rio comanda a vida”. São as águas puras, negras ou barrentas, que beijam os beiradões perdidos na imensidão do verde da mesma forma que se abrem diante das cidades, carregam as alegrias e as dores de um povo bem brasileiro que cuida do maior patrimônio do planeta.
Água doce e boa para beber, que representa vida e que corre para os mares. Para o Mar Dulce como foi batizado o rio Amazonas, e para o oceano verdadeiro que arrasta nossas águas para bem longe. As águas de maio de 1953 marcaram a vida de muitos amazonenses e a história de Manaus. Não foram as de março, de que fala o poeta nacional, as águas emblemáticas para nossa terra.
Todos os anos esse mundo de água aumenta causando temor e apreensão, mas depois retorna ao seu leito normal, com paciência e generosidade, para dar de comer e de beber aos filhos do homem que viu nascer. De tempos em tempos arrebentam seus caminhos, sobem e descem de forma vertiginosa e assustadora, quase em explosão, e chegam a arrancar suas margens, tomar as cidades, transformar a paisagem, assustar o povo, quem sabe só para dizer que a harmonia e o equilíbrio precisam ser respeitados, que os peixes não vão faltar, que a vida vai continuar.
Foi por muitas vezes. Tem sido sempre assim. Uns anos mais do que outros, mas a cheia e a seca fazem parte da realidade de todos os amazonenses. Em 1909 e 1922 a subida das águas foi assustadora, e acima de 29 metros. Ainda maior foi a cheia de 1953, que em junho alcançou os 29.69 metros,chegando em 2009 ao limite de 29,77 metros, e essa de agora, que é maior, vai provocando muito sofrimento.
O simbolismo da cheia dos nossos rios ficou sempre por conta de 1953, aquela que marcou uma geração e empobreceu ainda mais o homem ribeirinho.
‘Havia de tudo um pouco...’
Era uma “tremenda e alarmante alagação... centenas ou milhares de humildes barracas já foram tragadas e destruídas pela impetuosidade das águas, deixando um sem número de pessoas ao desabrigo, sem lar, sem alimentação, sem nada, enfim ”, ressaltavam os jornais de forma emocionada.
Na Câmara Federal o deputado Paulo Pinto Nery apresentava projeto de lei para liberação de recursos extras do orçamento da União para o enfrentamento do problema. Pereira da Silva atacava as lideranças políticas ainda inertes, alertando para o caos que se avizinhava.
O Fomento Agrícola Federal liderado por Waldemar Cardoso e Geminiano Soriano da Silva procurava atender aos necessitados e oferecia panelas, mesas, cadeiras, farinha, arroz e tudo o mais que fosse necessário, trabalhando na linha de frente. O navio “arranca toco” era requisitado para atuar nos altos rios, serrando toras que desciam pelas ribanceiras e doando madeira aos pobres para a construção de marombas. Deputados federais visitavam as áreas alagadas.
A Associação Comercial se mobilizava. Havia de tudo um pouco:  Trabalho sério; oportunismo político; aproveitamento econômico da miséria; dúvidas e desconfianças. O que não faltava era gente fugindo da cheia, sofrendo, gemendo de dor, ficando com um só fio de esperança para animar a vida, esperança que só chegaria com a vazante dos rios.
Mas tudo que fosse feito era pouco. Havia muita promessa. Os dramas humanos se repetiam: um pobre homem ribeirinho foi arrastado por uma cobra no meio das águas turvas do rio; outro tentou por fim a própria vida, por desespero diante da grave situação. Foram muitas as cenas comoventes e dolorosas que a comissão da enchente presenciou. Às vezes a água e o fogo dominavam o cenário em conjunto, de uma só vez, como em certa plantação no Paraná da Eva.
Treze municípios foram devastados
A enchente de 1953 foi emblemática. A maior dos cinquenta anos anteriores e devastou 13 municípios amazonenses. Pelos dados oficiais 90 por cento da pecuária e da lavoura foram prejudicados inteiramente, porque de várzea. Os municípios de Coari, Tefé, Codajás, Manacapuru, Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, Urucurituba, Parintins, Maués, Barreirinha e Borba, padeceram muito mais que outros.
Mais de 62 mil pessoas foram penalizadas pela cheia. Cerca de 80 mil bovinos sofreram gravemente ou foram perdidos. Próximo de 80 por cento da população avícola foi destruída. A cultura da juta tardia desapareceu, da mesma forma que o arroz da várzea, a mandioca, os bananais, o milho e o feijão. Faltou comida. Tudo era muito mais difícil.
As lanchas que estavam a serviço daquela luta não eram rápidas, e só podiam ser auxiliadas por canoas e motores de popa, em verdadeiro esforço de guerra. A lista de remédios usados foi grande,servindo a seres humanos ou animais. Foram quase 500 mil quilômetros quadrados de área alagada somente no Estado do Amazonas.
O trabalho era dobrado. Era preciso enfrentar os problemas causados pela cheia e, ao mesmo tempo, planejar e trabalhar nos preparativos para a vazante.
A paisagem de Manaus mudou completamente. A população ficou assustada. As águas do rio Negro invadiram ruas e praças recortando a paisagem urbana com outro desenho, sempre relembrado e muito parecido com o de agora, principalmente nas imediações do porto flutuante (que agora não flutua mais), e do mercado municipal.
Pontes e passarelas provisórias foram postas sobre as ruas. Os trilhos dos bondes foram recobertos pela água. As catraias trabalharam sem cessar nos Educandos, em São Raimundo e na Aparecida. Casas desabaram em São Raimundo. Foram criadas várias hospedarias como a da Sete de Setembro, a Duque de Caxias e a Colônia Agrícola.
A praça Oswaldo Cruz foi inundada.  Os armazéns do porto e a antiga Drogaria Fink foram lavados pelo rio. Os funcionários da Alfandega caminhavam sobre ripas de madeira para o trabalho. Os navios atracados no porto ganhavam ainda maior imponência, sendo vistos a larga distância em toda a sua estrutura. Manaus era quase uma Veneza, cercada de água em seus pontos e prédios principais, nas imediações do rio Negro. Botes a remo quase substituíram os ônibus como se fossem as gôndolas românticas venezianas.
É chegada a hora e entender os sinais
Não teria chegado o tempo de compreendermos que a água que carrega a esperança para o homem amazônico no lugar mais distante desse mundão de florestas é sempre a mesma que anuncia, de vez em quando, que é preciso cuidado com a própria vida e a natureza exuberante e bela. Não seria hora de conter a ganância e de cuidar melhor do planeta, de nós mesmos e de nossos filhos? Ou nada temos a ver com isso?
Se não for assim, vamos repetir 1953 quando Ministérios da República e órgãos do governo do Estado se reuniram para enfrentar a situação, agravada pelas condições de comunicação e transporte da época, que eram muito precárias.
Os municípios de Itacoatiara, Benjamin Constant e Manacapuru desde o prenúncio da cheia, começaram a tomar medidas de defesa.
Ajuda oficial
Getulio Vargas, o presidente, Álvaro Maia, o governador, lideraram as providências para o resgate dos alagados, o apoio financeiro, o financiamento visando àrecuperação das plantações. Mesmo assim o dia 1º de Maio foi de festa  e a Casa do Trabalhador criada por meu pai - Lourenço da Silva Braga - e um grupo de amigos, tratou de organizar uma vasta programação artística e social.
Terror da malária
No setor de saúde o  maior pavor era da malária. A vacinação contra o tifo e a varíola era realizada a todo vapor. Os médicos Ney Lacerda, Lupi Martins e Stanislau Affonso davam o sangue pelo povo. 
Jornalistas no front
Os jornalistas se organizaram em comissões na Associação Amazonense de Imprensa e foram para a rua em campanhade apoio aos “alagados”, com vários estudantes que assumiram a linha de frente: Francisco Queiroz, Alfredo Aguiar, Fred Benzecry, Reynier Omena, Francisco Batista, Milton Cordeiro, Doacir Fernandes.

ROBÉRIO BRAGA

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Moradores de área alagada no AM obrigados a sair de invasão

Três mil famílias de Tefé (AM) são obrigadas a sair de área invadida durante cheia

O proprietário do local recorreu na justiça, e ganhou o direito a reintegração do terreno localizado na Colônia Ventura

Áreas alagadas no Município de Tefé, AM
Áreas alagadas no Município de Tefé, AM

Um grupo de quase 3 mil famílias do município de Tefé (a 520 quilômetros da capital) está prestes a ser expulso de uma área ao qual foram obrigados a ocupar por conta da cheia dos rios. A denuncia foi feita por um grupo de moradores da chamada Colônia Ventura, nesta sexta-feira (25).
O morador Pedro Cardoso de Souza explicou que a ocupação da terra que mede 500 metros de frente e 500 de comprimento, foi a única alternativa encontrada pela população ribeirinha para “fugir’ da cheia. Ele afirmou que a terra é improdutiva, e estava abandonada, servindo apenas para especulações financeiras.
De acordo com Pedro Souza, um homem chamado Paulo de Oliveira se identificou como proprietário do local e ganhou na justiça o direito de reintegração de posse. A decisão teria saído nessa quinta-feira (24), sob a chancela do juiz da cidade Dr Cid da Veiga Soares Júnior.
“Queremos uma reposta do poder público, não temos para onde ir, a situação de calamidade”, reclamou.
Um outro morador que se diz prejudicado com a decisão, ressalta que somente após uma manifestação realizada na manhã desta sexta, o prefeito da cidade Jucimar de Oliveira Veloso se reuniu com os moradores. “Somente depois da decisão estabelecida ele veio conversar conosco, ele nos propôs pela nossa saída a disponibilização de outra área, além de distribuir a 30 famílias telhas para ajudar a construir as casas”, destacou o Pastor Assis.
A reportagem tentou contato com o prefeito Jucimar Veloso, e com o juiz Cid Júnior, mas até a finalização da matéria não teve êxito.

ACRITICA

Famílias afetadas pela cheia no município do Careiro da Várzea (AM) já estão nas balsas-abrigos

Os comunitários deverão permanecer no abrigo improvisado por, pelo menos, dois meses, período estimado para começar  a vazante do rio Amazonas

Nos próximos dois meses barracas montadas na balsa-abrigo serão a casa dos moradores da comunidade Marimba
Nos próximos dois meses barracas montadas na balsa-abrigo serão a casa dos moradores da comunidade Marimba (Antônio Lima)

Os desabrigados   da comunidade do Marimba, às margens  no rio Amazonas, no município de Careiro da Várzea (a 29 quilômetros de Manaus), começaram a ser transferidos para a balsa-abrigo instaladas na frente da comunidade. O município decretou estado de calamidade pública e está com com mais de 22,9 mil pessoas em situação de risco, das quais, pelo menos 12 mil moram  nas comunidade  rurais, que foram tomadas pelas águas.  
Os comunitários deverão permanecer no abrigo improvisado por, pelo menos, dois meses, período estimado para começar  a vazante do rio Amazonas.
Nesta quinta-feira (24), mesmo com a  previsão de que só no final da tarde seria realizada a transferência dos desabrigados, ao menos quatro famílias já estavam ocupando as tendas da Defesa Civil, instaladas na balsa do Marimba, que não tinham  luz e nem alimentação.
Algumas chegaram a levar até eletrodomésticos como geladeira e maquina de lavar, bens que conseguiram salvar da fúria das aguas  que, em alguns casos, chegou a destruir as casas construídas nas margens do rio.
“Eu passei três semanas debaixo d’água. Depois fiquei na casa do vizinho, mas, lá já  tava alagando tudo e eu vim para cá. Consegui salvar só a geladeira. Gracas a Deus consegui uma barraquinha aqui”, disse a pescadora Maria Silvania Costa do Nascimento.
Depois que as águas baixarem, a pescadora  vai avaliar se a casa onde mora terá condições de ser reconstituída.
A dona de casa Flávia Sandra Oliveira ainda não conseguiu ser instalada numa das barracas-abrigo da Defesa Civil, mas decidiu permanecer de plantão na balsa  até conseguir um espaço para a família, que continua vivendo no alagado. 
“A situação na minha casa está feia mesmo. Estamos com água até na cintura. Eu vivo lá com meus filhos, mas não tem mais condicoes porque a gente pode até morrer afogado. Estou  aqui esperando montar uma barraca para a gente ficar. Até agora não recebi nenhuma ajuda, nem mesmo o cartão do governo, que a gente está precisando muito, para pelo menos,  poder pegar madeira para levantar a casa”, disse.

Destruição em várias comunidades

Ao longo do caminho para a comunidade do Marimba, a uma hora da sede de Careiro da Várzea, o rio Amazonas deixa um rastro de destruição nas casas instaladas a  margem dele. Na comunidade São Francisco, em certos trechos do rio, as casas mais antigas, construídas abaixo da cota de 2009,  estão completamente cobertas pela água e oferecem, inclusive perigo para a navegação. Com a chuva as moradias estão prestes a serem levadas pela  forte correnteza.
Mas há quem, mesmo em meio ao caos, consegue conviver com a destruição. A Igreja Evangélica do Marimba está servindo como abrigo para a família do pastor Ivan Lima,  que está com a casa debaixo d'agua.
“Nós estamos aqui enquanto o rio sobe, mas acho que ele  parou de subir porque fiz uma marca e hoje (ontem) ele não a ultrapassou”, disse o pastor evangélico.
“Tinha mais gente aqui na igreja, mas eles já foram embora. Nessa enchente, o rio passou mais de um metro da cheia de 2009. Nos vamos ficar por aqui mesmo porque acredito que o rio tá parando de encher", disse o pastor,  que mora no local há três semanas e assiste os filhos bricarem de pescar dentro da própria casa.

Destaque

O Governo do Amazonas realiza nesta sexta (25) em Careiro da Várzea, a entrega dos cartões Amazonas Solidário(R$ 400). A distribuição  ocorrerá na sede da cidade e nas comunidades atingidas,facilitando o acesso das vítimas ao benefício.

MARIA DERZI

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SOS Enchente faz limpeza nas áreas alagadas

SOS Enchente faz limpeza nas áreas do Bariri e do Milennium, em Manaus

A Semulsp contabilizou nesta quinta-feira (24) um total de 1,4 mil tonelada de resíduos retirados dos igarapés de Manaus, desde o início da operação SOS Enchente, no dia 8 de maio

As águas das chuvas arrastam o lixo jogado pelos moradores de dezenas de bairros cortados por esses canais.
As águas das chuvas arrastam o lixo jogado pelos moradores de dezenas de bairros cortados por esses canais. (Clóvis Miranda)

As equipes de limpeza dos igarapés da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), que estão atuando no programa S.O.S Enchente da Prefeitura de Manaus, passaram a atender dois novos trechos de igarapés nesta quinta-feira, 24.
O primeiro do Mindu, sob a Ponte dos Bilhares e o segundo, no igarapé do São Raimundo, no trecho que banha o bairro Presidente Vargas, na comunidade do Bariri. Nesta sexta, a equipe chega ao local onde aconteceu um incêndio no mesmo bairro.
A Semulsp contabilizou nesta quinta-feira (24) um total de 1,4 mil tonelada de resíduos retirados dos igarapés de Manaus, desde o início da operação SOS Enchente, no dia 8 de maio.
Apesar da grande quantidade, ainda há muito lixo descendo pelos igarapés até a foz do São Raimundo, em função das chuvas fortes cujas águas arrastam o lixo jogado pelos moradores de dezenas de bairros cortados por esses canais.

ACRITICA

Cheia prejudica estaleiros em Manaus, diz o Sindnaval

Com a cheia, cerca de 40 estaleiros perderam carreira – trilho para construção e reparo naval, e área, comprometendo seriamente a construção de novas embarcações, reparos, e os empregos e pagamento de financiamentos

Cheia dos rios prejudica atividades de estaleiro em Manaus, segundo sindicato
Cheia dos rios prejudica atividades de estaleiros em Manaus, segundo sindicato (WALTER MENDES/ARQUIVO ACRÍTICA)

Os estaleiros de reparo e com poucas áreas são os que mais estão sofrendo com a cheia, segundo o presidente do Sindnaval, Matheus Araújo. “A situação está tão crítica quanto dos ribeirinhos”, disse o dirigente.
Com a cheia, cerca de 40 estaleiros perderam carreira – trilho para construção e reparo naval, e área, comprometendo seriamente a construção de novas embarcações, reparos, e os empregos e pagamento de financiamentos. “Os estaleiros de reparo estão quase todos parados, com exceção dos que têm dique seco (balsa flutuante para fazer embarcação)”, disse Matheus.
A maioria dos estaleiros com problema está nas margens dos igarapés do São Raimundo, Educandos, Quarenta e rio Negro, como no bairro Colônia Antônio Aleixo. Entre os mais afetados estão o Bibi, Bering, Estaman, F. Barbosa, Ponta Branca, Santo Antônio, Bons Amigos e Enchova.
Para o Sindnaval, a grande cheia deste ano mostrou que ela será uma constante e que o setor precisa o quanto antes da implantação do projeto do polo naval, no Puraquequara. Antes o tempo entre um a grande cheia e outra era de dez anos e agora reduziu para três.
“Estamos aguardando retornar com o governador Omar Aziz e depois ele deve se encontrar com a presidente Dilma Rousseff para que o projeto possa ser incluído no PAC 2. A princípio ele vai demandar R$ 250 milhões”, disse Matheus.

ACRITICA

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cheia deixa 50 municípios em situação de emergência no Amazonas

A Defesa Civil informou que, entre as cidades atingidas, 36 já receberam algum tipo de ajuda humanitária como cestas básicas, kits de higiene pessoal, de limpeza, de medicamentos e kits dormitório, totalizando mais de 130 toneladas

Transferência da população do Careiro deve começar nesta semana
Transferência da população do Careiro deve começar nesta semana (Luiz Vasconcelos)

Balanço da Defesa Civil do Amazonas divulgado hoje (22) indica que o estado já contabiliza 50 municípios em situação de emergência e três em situação de calamidade pública – Barreirinha, Careiro da Várzea e Anamã. Ao todo, 77.661 famílias foram afetadas pelas chuvas na região.
O órgão informou que, entre as cidades atingidas, 36 já receberam algum tipo de ajuda humanitária como cestas básicas, kits de higiene pessoal, de limpeza, de medicamentos e kits dormitório, totalizando mais de 130 toneladas.
Na capital, Manaus, a Defesa Civil informou que as ações incluem a limpeza dos igarapés, a retirada de lixo de áreas alagadas e a construção de passarelas e de pontes de acesso.
Foram instalados também três equipamentos para bombear águas represadas e poluídas provenientes do esgoto doméstico e comercial do centro da cidade. Outra medida inclui o lançamento de 10 toneladas de cal (óxido de cálcio) na água represada para a diminuir o odor, a proliferação de mosquitos e doenças.

 
AGÊNCIA BRASIL/PAULA LABOISSIÈRE

Rio Negro, no Amazonas, atinge a cota de 29,90 metros nesta terça-feira

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 77.661 é o número de famílias afetadas pela cheia. Em Manaus, mais de seis mil famílias afetadas já foram cadastradas pela prefeitura

O rio Negro atingiu cota máxima na última quarta-feira (16) registrando 29,78 metros
O rio Negro atingiu nesta terça-feira (22) a cota de 29,90 metros (Ney Mendes)

O nível do rio Negro registrado nesta terça-feira (22) atingiu a cota de 29,90 metros. De acordo com Valderino Pereira, funcionário do Porto de Manaus e responsável pela medição, o nível do rio subiu três centímetros desta segunda (21) para terça (22). Esta é a maior cheia registrada no estado e que já afeta mais de 77 mil famílias em todo o Amazonas.
Em Manaus, mais de seis mil famílias afetadas já foram cadastradas pela prefeitura. Na cidade, a operação S.O.S enchente fez intervenção em 21 pontos, incluindo os bairros Educandos, Matinha, São Raimundo, Bariri, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Glória, Centro, Aparecida, São Jorge, São Geraldo e Comunidade da Sharp.
Várias ruas do Centro de Manaus já foram interditadas por conta da cheia. Muitas estão completamente alagadas, o que impede a passagem de carros de passeio pelas vias. A subida das águas virou atração turística no centro da cidade.
No último boletim hidrológico repassado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o nível do rio Negro continua subindo uma média de dois a três centímetros por dia.
“No município de Tabatinga que fica na bacia do Solimões, o nível da água já vem baixando”, destacou o Marco Antônio Oliveira, superintendente do órgão.
Na manhã desta terça (22) a Defesa Civil lançou o Plano de Ação Emergencial de limpeza, que vai contar com o trabalho de 500 homens. O objetivo é desobstruir e limpar as áreas afetadas diretamente com o acúmulo de resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 77.661 é o número de famílias afetadas pela cheia, 50 municípios estão em situação de emergência e três decretaram estado de calamidade pública, devido à falta de condições das realizações dos serviços básicos.

ACRITICA

Defesa Civil do AM lança Plano de Ação Emergencial

A ação estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia

A ação de limpeza estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia
A ação de limpeza estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia (Divulgação)

O Subcomando de Ações de Defesa Civil-Subcomadec, lançou nesta terça-feira (22), o Plano de Ação Emergencial de limpeza em áreas diretamente afetadas pela enchente do Rio Negro na cidade de Manaus. O objetivo é desobstruir e limpar as áreas afetadas diretamente com o acúmulo de resíduos sólidos urbanos. A ação está prevista para ser executada em 30 dias.
Os bairros que serão atendidos são: Matinha, Aparecida, São Jorge, São Geraldo, Presidente Vargas, Glória, Céu, Educandos, Betânia e Raiz.
A ação, que conta com a atuação direta de 500 agentes de limpeza, da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (RMM), três balas, três escavadeiras, 20 caçambas de 16m3, três pás mecânicas e equipamentos de proteção individual (EPI), estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia.
A coordenação do Plano é da Defesa Civil do Estado, que conta com a parceria da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (RMM), Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS), Forças Armadas e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

ACRITICA


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Alagação no Centro de Manaus vira atração turística

Amazonenses que foram ao Centro fizeram questão de fotografar alagação

Amazonenses que foram ao Centro fizeram questão de fotografar alagação
Amazonenses que foram ao Centro fizeram questão de fotografar alagação (Carlos Mirrya)

A cheia do rio Negro que já afeta algumas das principais ruas do Centro de Manaus virou motivo de atração turística, até mesmo para os próprios manauaras. Desde a última quarta-feira, o rio superou a cota de 29,77m, atingida em 2009, chegando a 29,78m, a maior em um período de 110 anos. A última medição, divulgada na sexta-feira (18), era de 29,81m.
Na manhã deste domingo (20), várias famílias e grupos de amigos pararam para registrar fotos e fazer poses nas ruas alagadas no Centro da cidade. No domingo, A CRÍTICA publicou matéria sobre a diversão encontrada por amazonenses com a cheia.
O Terminal da Matriz, na Igreja N. Sra. da Conceição, está com a interdição em estudo pelo Instituto Municipal de Fiscalização e Engenharia de Trânsito (Manaustrans).
O fluxo do trânsito no local tornou-se lento devido a alagação. A locomoção dos pedestres é comprometida, mesmo com a instalação de passarelas.

JORNAL A CRÍTICA

domingo, 20 de maio de 2012

População que sofre com a cheia mostra que sabe "aproveitar" o momento para se divertir

Cientistas do Inpa analisam índice de comportamento do Oceano Pacífico, cujas fases frias e quentes têm reflexos nas cheias amazônicas. Segundo eles, o oceano passa por uma fase fria que, se continuar, vai tornar as cheias mais frequentes

Em 1953, população passeava, de barco, em frente ao prédio da Alfândega
Em 1953, população passeava, de barco, em frente ao prédio da Alfândega (Michael Dantas/Free lancer )

Além dos fenômenos El Niño e La Niña, que interferem nas cheias e vazantes dos rios amazônicos, dois cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) analisam um outro índice, do Oceano Pacífico equatorial, que é a oscilação Decadal cujas fases frias e quentes têm duração de 20 a 30 anos. No período de 1935 a 1945 do século passado houve uma fase fria, o que contribuiu para cheias como a de 1953, a maior até a ocorrência da de 2009.
“Agora, estamos entrando uma fase fria do Pacífico, ou seja, se esse frio continuar, as cheias poderão se tornar mais frequentes”, advertem os pesquisadores Maria Teresa Fernandez Piedade, 60, e Jochen Schongart, 43.
Doutora em ecologia, Maria Teresa, mais conhecida como Maitê, e Jochen, doutor em florestas, trabalham num grande projeto de análise de mais de 6 mil árvores na bacia amazônica, com o objetivo de reconstruir as informações sobre o chamado “pulso” das águas, ou seja, a subida dos rios. “Analisamos o crescimento de árvores dos igapós, em terras pretas, a partir dos caules. Nossa meta é fazer a análise dos últimos 400 anos para ter informações sobre a variabilidade natural desse regime”, disse ela, explicando que, a partir do momento em que se tornarem conclusivas, as pesquisas vão indicar se esses eventos são regidos por forças naturais ou e se são fruto da interferência do homem na natureza.
 Ao citarem análises em árvores amazônicas com mais de 400 anos, que revelam não só as marcas deixadas pelas águas, mas também os tipos de sedimentos trazidos por elas dos Andes, que é uma região jovem se comparada à Amazônia, Maitê e Jochen afirmam que saber ler e interpretar essas informações dará parâmetros para se chegar a conclusões mais precisas sobre as alterações nessas áreas.
A pesquisa, segundo Maitê e Jochen, tem que estudar outras bacias e cabeceiras de rios para entender melhor se esses eventos mais fortes já são manifestação de mudanças climáticas causadas pelos serem humanos. “Como os registros existentes são de 107 anos, feito no Porto de Manaus, precisamos de mais informações para saber, por exemplo, quais os pulsos das inundações anteriores”, revelou o pesquisador.
Para Maitê, não é possível ver qualquer benefício numa enchente como a deste ano, que só pode ser comparada a uma catástrofe, pois em nada vai favorecer a população e nem a natureza, na medida em que os sedimentos importantes trazidos dos Andes ficarão presos nas partes inferiores das planícies alagadas ou se perderão diluídos nas muitas águas.
Outro fator lamentável, para ela, é quantidade de famílias atingidas. “As perdas econômicas e sociais são enormes”, garante. Nesse aspecto, tanto Maitê quanto Jochen lembram os alertas dados sobre a intensidade da cheia deste ano, feito com dois meses de antecedência, pelo Inpa, divulgando resultado das medições feitas pelos cientista e indicando que a cota chegaria à casa dos 30 metros. “A ciência tem ferramentas que nos permitem saber da ocorrência de eventos como esse com esse período de antecedência. Apresentamos isso em meios científicos e em órgãos do governo, tanto federal, estadual e municipal, mas as ações só aconteceram quando as famílias já estavam com a água dentro de casa”, afirmaram. Maitê e Jochen lamentaram que as informações, agora confirmadas, não provocaram ações do poder público de ordem preventiva, mas apenas mitigadoras.

Ciência deve ser ferramenta
Os pesquisadores do Inpa, Maitê Piedade e Jochen Schongart afirmam que a ciência é uma das ferramentas à disposição dos políticos para se antecipar à remoção de pessoas no caso se catástrofes como a enchente deste ano. Além disso, serve para evitar perda total dos cultivos em áreas de plantios, fato que há já está sendo utilizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e outros órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Cada vez mais, dizem Maitê e Jochen, se torna imperativo prestar atenção nos sinais da natureza. Apesar de extremos, eles têm sido cada vez mais claros. Exemplo disso, segundo Jochen Schongart é a constatação de que em 25% dos casos, o pico da cheia Cota A última medição feita apontou o rio Negro com 29,81m, na sexta-feira. Apesar da redução do ritmo de subida das águas, que no início da semana era de 3cm/dia, a enchente deve continuar até meados de junho.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rio Negro (AM) pode continuar a subir e atingir a cota de 30m38

Se o rio mantiver o comportamento atual de subir, pelo menos, dois centímetros por dia, em 17 de junho a cota estará em 30,38 metros, portanto acima dos 30,13 metros previstos no segundo alerta de cheia do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM)

Cheia 3
No Porto Privatizado de Manaus carros e motos trafegam numa pista que está com a água no mesmo nível da registrada na ala de atracação dos barcos

A enchente  do rio Negro, que nesta quarta-feira (16) alcançou a marca recorde de 29,78 metros,  pode atingir níveis bem maiores até meados de junho, quando segundo o registro feito nos últimos 110 anos, ocorre o pico das cheias do rio.
Se o rio mantiver o comportamento atual de subir, pelo menos, dois centímetros por dia, em 17 de junho a cota estará em 30,38 metros, portanto acima dos 30,13 metros previstos no segundo alerta de cheia do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).

Nesta quarta (16), dos 52 municípios que já haviam decretado estado de emergência por conta do fenômeno, três -  Anamã, Careiro da Várzea e Barreirinha -  decretaram calamidade pública e a população atingida deverá ser  evacuada das localidades.
Com o decreto de calamidade pública mais 30,2 mil pessoas devem ser alocadas, pela Defesa Civil do Amazonas, em flutuantes. No  Careiro da Várzea 95% da população foram atingida e passarão a morar em balsas por um mês.

“Vamos alugar flutuantes para alojar as famílias. Outras serão removidas para casas de parentes. Estamos providenciando atendimento à saúde e alimentação. Desde que foi emitido o aviso de emergência, redobramos as atenções no  Careiro da Várzea, Anamã, Caapiranga e Barreirinha”, disse o coordenador da Defesa Civil do Amazonas, Hermógenes Rabelo. 

A vice-prefeita de Careiro da Várzea, Maria da Conceição Costa, disse que serão alugados dez flutuantes para abrigar as famílias. “Hoje, as as casas já estão com assoalho 40cm acima do que já tinham colocado no início da cheia”, disse a vice-prefeita do município mais afetado.

Planejamento
Com enchente recorde nos rios do Estado, o Poder Público está correndo para tentar minorar o problemas das populações atingidas. A pressa expõe a falta de planejamento e a não observância dos avisos.

Com dois meses de antecedência, por exemplo, os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) Maria Teresa Fernandez Piedade e Jochen Schongart divulgaram um estudo mostrando que a cheia iria ser recorde.
“Nosso modelo de acompanhamento da temperatura dos oceanos e do volume de chuvas já indicava isso”, disse Maria Teresa, lembrando que o aviso permitia o planejamento de ações que minimizassem os efeitos da calamidade.

O CPRM também alertou para a gravidade do quadro. “No primeiro alerta para Manaus a previsão mínima já indicava uma cheia oscilando de  29m06 até 29m96. Quando a mínima passa dos 29m, as autoridades  devem prestar a  atenção na cheia. Foram quase dois meses e meio de antecedência, suficiente para se prepararem”, disse o  superintendente da CPRM, Marco Antônio de Oliveira.

La Niña
Em 2012,o regime de chuvas bacia Amazônica sofreu influência do fenômeno La Niña.“É uma região continental. Com o La Niña choveu, ao mesmo tempo,no sul da bacia,no Peru e na calha do rio Negro”, disse Marco Antônio Oliveira, da CPRM.

Serviço público tem mudanças
A enchente obrigou a Polícia Militar a trocar viaturas por lanchas ou canoas em municípios do interior, segundo informou ontem o comandante do Departamento de Polícia do Interior, Marcus Frota. Presos de Justiça, que ficam nas delegacias aguardando sentença, estão sendo remanejados para outros locais ou  em marombas nas delegacias.

Houve também aumento no número de furto nas propriedades abandonadas por causa da enchente.  Um dos  problemas enfrentados pela polícia  é a demora para chegar ao local do crime. Uma barco da equipe da Polícia Civil naufragou quando ia atender uma ocorrência.

Há locais, segundo Frota, onde 100% do policiamento são  feitos de lancha e de canoa. O policial tem que remar muito para atender as ocorrências.

“Nós temos que fazer policiamento nas áreas alagadas onde há propriedade alagadas e que os proprietários tiveram que sair, para que não sejam roubadas”, disse Frota. Além desse trabalho, os policiais estão colaborando com a Defesa Civil e com o Corpo de Bombeiros orientando as embarcações a não trafegarem muito próximo da margem dos rios para evitar banzeiros. Segundo Frota as ondas arrancam as tábuas das marombas e muitas vezes levam as casas.

O delegado do Careiro da Varzea (a 29 quilômetros de Manaus), David Jordão disse que faltam dois degraus para a água invadir a delegacia. Em Barreirinha uma delegacia provisória foi montada na casa do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).  Há um mês que o prédio do 38º Distrito Policia da cidade inundou. São 13 presos alojados. O  delegado Cristovão Pereira, contudo, informa que a cidade está tranqüila, sem registros de roubos e outros delitos.

Colaboraram: Joana Queiroz, Jonas Santos, Ana Celia Ossame  e Gerson Severo Dantas.