A proposta do relator do Grupo de Trabalho nomeado pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para construir um novo substitutivo sobre a redistribuição dos royalties do petróleo aumenta o repasse para apenas 311 municípios, enquanto outros 5.253 perdem recursos
| Coari, mesmo sendo um município produtor no Amazonas, também perderia com a aprovação do substitutivo |
O
Amazonas pode perder, com a mudança na divisão de royalties proposta a
partir do substitutivo de autoria do grupo de 12 deputados federais e
cuja relatoria ficou a cargo de Carlos Zarattini (PT-SP), R$ 30 milhões
só em 2013, segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios
(CNM).
A proposta do relator do Grupo
de Trabalho nomeado pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para
construir um novo substitutivo sobre a redistribuição dos royalties do
petróleo aumenta o repasse para apenas 311 municípios, enquanto outros
5.253 perdem recursos em relação à proposta aprovada pelo Senado.
É
o que mostra estudo comparativo das duas propostas elaborado pela
Confederação Nacional de Municípios (CNM) que analisa o projeto 2565/11
do senador Vital do Rego (PMDB-PB) e a proposta do deputado Carlos
Zarattini (PT-SP), relator do grupo formado por 12 parlamentares
indicados pelo deputado Marco Maia.
A
CNM considera o parecer do deputado Zarattini um retrocesso em relação
ao substitutivo de autoria do senador Vital do Rego (PMDB-PB) aprovado
pelo Senado em outubro do ano passado. O presidente da CNM, Paulo
Ziulkoski, afirma que apesar da estrutura da minuta estar baseada nos
parâmetros estabelecidos pelo texto do Senado, ela propõe novos
percentuais de distribuição entre os entes, de forma a retirar recursos
do Fundo Especial nos próximos anos, transferindo-os principalmente para
os Municípios ditos confrontantes e afetados. “O Fundo Especial
perderia nos próximos 3 anos, em relação a regra aprovada pelo Senado,
nada menos que R$ 5 bilhões de reais” antecipa.
A
CNM considera que a regra de distribuição para Municípios confrontantes
é a mais injusta e concentradora de todo o marco regulatório vigente. É
a regra que, por exemplo, garantiu que Campos dos Goytacazes (RJ), um
Município de menos de 500 mil habitantes, recebesse sozinho o total de
R$ 1,26 bilhão em 2011, enquanto o Fundo Especial destinado para todos
os Estados e Municípios distribuiu apenas R$ 1,1 bilhão. Os Municípios
do Amazonas perderiam, só em 2013, o equivalente a mais de R$ 15
milhões. Já a perda do Estado seria superior a R$ 30 milhões.
Comparando
os resultados da distribuição dos recursos previstos para 2013 pela
Minuta, com os valores projetados repartidos pela regra aprovada no
Senado, é possível constatar que todos os governos estaduais perdem com a
nova proposição, com exceção apenas de São Paulo. Inclusive perdem mais
os governos do Rio de Janeiro e Espírito Santo porque a regra obriga
que estes entes repassem 25% de sua arrecadação com a alíquota básica
para seus respectivos Municípios utilizando os coeficientes do ICMS.
Em
relação à distribuição entre os Municípios, são mais beneficiados pela
regra da proposta do deputado Zarattini, os ditos confrontes e afetados,
como também os pertencentes a área geoeconômica de Municípios
confrontes e pertencentes a estados confrontantes. Comparando o conjunto
dos municípios de cada estado fica a constatação que ganham os
municípios do RJ, ES, SP, SC e SE. Em todos os demais estados da
Federação o conjunto perde em relação a regra aprovada no Senado. Muito
embora o Amazonas tenha como o maior produtor Coari, ainda assim, até
este município sairia perdendo, conforme a tabela.
Comparando
os municípios individualmente vemos que a regra da minuta do deputado
Zarattini aumenta o repasse para apenas 311 municípios, enquanto outros
5.253 perdem recursos em relação a proposta do Senado. Os municípios
beneficiados são principalmente todos os do Rio de Janeiro e Espírito
Santo, alguns municípios de São Paulo e quase a metade os Municípios de
Sergipe.
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