quarta-feira, 1 de maio de 2013

Biodiesel alternativa econômica e limpa no Amazonas


O combustível é um lubrificante produzido a partir do petróleo e emite menos gases poluentes na atmosfera, além de ser melhor do que o diesel

E pode ser produzido com qualquer óleo vegetal, conhecido como petróleo verde(Divulgação)

A ideia do deputado estadual, Wilson Lisboa, líder do PCdoB e 1º secretário na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), é diminuir os custos, impactos ambientais e proporcionar um maior desempenho dos veículos abastecidos com óleo diesel. 

O combustível é um lubrificante produzido a partir do petróleo e emite menos gases poluentes na atmosfera, além de ser melhor do que o diesel.

“E pode ser produzido com qualquer óleo vegetal, conhecido como petróleo verde. 

A soja, amendoim, girassol e a mamona são os exemplos mais comuns de matéria-prima. Isso é o que chamo de explorar as potencialidades locais para geração de emprego e renda”, afirmou o deputado Wilson Lisboa.

De acordo com o deputado, já existe um programa do governo federal que propõe combinar o biodiesel ao óleo diesel, uma prática ainda inexistente no Brasil, tanto pelo alto custo, quanto pelo pouco interesse e investimento na produção de matérias-primas.

“Por isso a importância de incentivar o plantio e a extração, visto que por lei a Petrobras é obrigada a comprar o que for produzido no Brasil. 

Precisamos lutar pela independência econômica nos municípios e o único jeito é explorando as potencialidades locais. Nosso estado é riquíssimo”, garantiu o deputado.

O parlamentar alertou que cada dia o preço da gasolina, diesel e derivados do petróleo estão subindo. 

Em contrapartida, as reservas diminuem. 

Além do problema físico, existe também o problema político. 

A preocupação é que em cada ameaça de guerra ou crise internacional, o preço do barril do petróleo dispara e quem paga por isso é a população.

“Na produção de biodiesel será possível aproveitar produtos gerados, como glicerina, adubo e ração animal. 

Uma fonte de energia renovável, dependendo da plantação de grãos oleaginosos no campo, além de contribuir com baixo índice de poluição, não colabora com o aquecimento global, gera emprego e renda. 

E então, teremos dado os primeiros passos à tão sonhada emancipação econômica nos municípios”, garantiu Lisboa.

O assunto vai ser discutido em audiência pública na ALEAM com a presença de representantes da Secretaria do Estado de Produção Rural (Sepror), Embrapa, Instituto de Proteção Ambiental (IPAAM), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Petrobras, Eletrobrás Amazonas Energia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), estudantes e sociedade em geral. A data e horário ainda serão definidos.



Com Informação da Assessoria

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