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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Inpa e UEA abrem inscrições no AM para seleção de Doutorado em Clima

 Inscrições começam no dia 28 de dezembro e seguem até 29 de janeiro.
As aulas estão previstas para começar em março de 2016.

(Foto: Acrtica.com) O PPG-CLIAMB é um programa interinstitucional que desenvolve pesquisas em diversas 



O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) abrem a partir de segunda-feira (28) inscrições para seleção do curso de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente (PPG-Cliamb). As aulas estão previstas para iniciar em março de 2016.


Os interessados poderão se inscrever até 29 de janeiro, por meio de formulário de inscriçãodisponibilizado no site dos Programas de Pós-Graduação do Inpa. Depois de preenchido e assinado, o formulário deve ser encaminhado para o e-mail selecao.cliamb@gmail.com, junto com os documentos exigidos na chamada de seleção. A taxa de inscrição é de R$ 70.

O processo seletivo será composto por três etapas eliminatórias: análise curricular, avaliação do anteprojeto de pesquisa e entrevista com uma comissão de professores responsável pelo tema, respectivamente. O programa possui dez áreas temáticas nas diferentes linhas de pesquisa.

O PPG-CLIAMB é um programa interinstitucional que desenvolve pesquisas em diversas áreas tratando das questões dos impactos climáticos e ambientais na Amazônia advindos das mudanças de uso da terra na região e das mudanças climáticas globais, de maneira multi e interdisciplinar, na formação e treinamento de recursos humanos.

G1 AM

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pesquisador do Inpa assume SBPr e alerta para extinção de primatas da Amazônia

O ecólogo Wilson Spironello chama atenção para medidas de proteção ao Sauim-de-coleira, macaco caiarara ou macaco-de-cara-branca e cuxiú-preto. Em 2015, acontecerá em Manaus o XVI Congresso Brasileiro de Primatologia

O ecólogo, Wilson Roberto Spironello, é o novo presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr)
O ecólogo, Wilson Roberto Spironello, é o novo presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr) (Divulgação/Assessoria do Inpa)
A pressão do desmatamento das florestas já ameaça seriamente três espécies de primatas da Amazônia, classificadas como Criticamente em Perigo, segundo a última oficina de avaliação do estado de conservação dos primatas brasileiros do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). São eles: o Saguinus bicolor (sauim-de-coleira), o Cebus kaapori (macaco caiarara ou macaco-de-cara-branca) e o Chiropotes satanas (cuxiú-preto). A informação é do recém-empossado presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr), o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), o ecólogo Wilson Roberto Spironello, 59.

“Se medidas não forem tomadas, várias espécies tendem a desaparecer. E esse número pode aumentar em médio e longo prazo mesmo em áreas como a Amazônia, em razão dos empreendimentos de infraestrutura em execução como hidroelétricas, redes de energia e repavimentação da BR-319”, alerta Spironello.

A cerimônia de posse da nova diretoria da SBPr aconteceu no fim de fevereiro (25), na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Com sede no Rio de Janeiro, a SBPr é uma entidade sem fins lucrativos e atua no desenvolvimento e incentivo ao estudo e preservação dos primatas brasileiros em parceria com órgãos não-governamentais e governamentais, como o Centro de Proteção aos Primatas Brasileiros (CPB) do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).

De acordo com Spironello, espécies que habitam florestas de terra firme na Amazônia como o macaco caiarara ou macaco-de-cara-branca e o cuxiú-preto, no extremo leste do bioma Amazônia, entre os estados do Pará e Maranhão, correm sério perigo de extinção juntamente como o sauim-de-coleira, que está distribuído em áreas restritas nos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, no Amazonas.

“Os primatas são os primeiros a sofrerem com o desmatamento pela perda de seu habitat. São espécies importantes na natureza por apresentar funções de dispersores de sementes ou como predadores participando nos processos de dinâmica florestal”, explica o presidente da SBPr, Wilson Spironello.

Nova gestão da SBPr

Por ser a Amazônia uma região que apresenta a maior diversidade de primatas e pela necessidade de estimular estudos e programas voltados para a conservação e a formação de recursos humanos, foi sugerido pelos membros da entidade um nome da região Norte para presidir a SBPr para o biênio 2014-2015.

Além de Wilson Spironello (presidente), fazem parte da nova diretoria a professora da Universidade Federal de Rondônia, Mariluce Messias (vice-presidente); o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Marcelo Gordo, e a doutoranda do Inpa, Cristiane Rangel, ambos tesoureiros; e Fernanda P. Paim e Felipe Ennes como secretários. Os dois últimos são do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

A nova gestão da SBPr realizará em Manaus o XVI Congresso Brasileiro de Primatologia, que deverá acontecer em agosto de 2015. Para o novo presidente, entre os desafios a serem superados pela entidade está o de tentar dar mais visibilidade às pesquisas na área de primatas e trabalhar no sentido de envolver a sociedade nas questões de conservação. “O quadro é bastante preocupante, mas nem por isso vamos recuar no desafio de trabalhar em prol do conhecimento e na preservação das espécies”, diz Spironello.

O novo presidente da SBPr ressalta que o Brasil possui a mais rica fauna de primatas do planeta em diversidade de espécies. Só no Brasil, são reconhecidas 139 espécies, sendo 111 somente na Amazônia, cujo número deve aumentar com o avanço de análises genéticas e com a intensificação de levantamentos em áreas pouco ou nunca inventariadas. Ele explica que desse total, 36 estão sob ameaças, de acordo com os estudos do ICMBio.

Fonte: ACRITICA.COM
*Com informações da assessoria do Inpa

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Governo Federal lança, no Amazonas, prêmio de reconhecimento aos esforços para alcançar igualdade social


A entrada é gratuita e podem participar representantes do poder público e da sociedade civil organizada que atuam em qualquer segmento

O Amazonas já foi premiado três vezes, através do Programa(Onu.Gov.Br)

A Secretaria Geral da Presidência da República em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (Searp), vai realizar em Manaus, o lançamento do 5º Prêmio ODM Brasil (Objetivos de Desenvolvimento do MIlênio), no dia 23 de maio, das 08h30 às 13h no auditório de ciências do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) à Av. André Araújo, 2963 bairro Petrópolis, Zona Sul.

A entrada é gratuita e podem participar representantes do poder público e da sociedade civil organizada que atuam em qualquer segmento.

O prêmio é um iniciativa do Governo Federal, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós Podemos para incentivar e dar visibilidade às ações, programas e projetos do poder público municipal e de entidades sociais que contribuem no cumprimento dos oito ODM (Acabar com a fome e a miséria, educação básica de qualidade para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a aids e outras doenças, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento) na sua região.

O prêmio é dividido em duas categorias: Governos Municipais e Organizações Sociais. 

Para concorrer, basta acessar o site www.odmbrasil.gov.br até o dia 02 de agosto e preencher a ficha de inscrição. 

Serão selecionadas 60 práticas e 30 delas vão ser premiadas com um troféu de reconhecimento público e certificados de contribuição para alcançar os ODM. 

Além disso, farão parte da galeria nacional de práticas bem sucedidas para servirem de referência de políticas públicas à sociedade e governos.

O Amazonas já foi premiado três vezes, através do Programa de Formação e Valorização de Profissionais da Educação (Proformar), implementado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Pesca de Peixes em Rios e Lagos para a melhoria da renda e do índice de desenvolvimento humano das comunidades onde atua a Colônia de Pescadores Z-4 do município Tefé; e Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário, desenvolvido pela Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc).




Renata Félix - MTB/AM 603

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Matéria-prima na produção de biodiesel


Ainda de acordo com o deputado, já existe um programa do Governo Federal que propõe combinar


O biodiesel é uma proposta real que mexe com a universalidade natural e reaproveita (Divulgação)

A ideia do deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB) e primeiro secretário na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) é utilizar frutos regionais desperdiçados no meio ambiente e reaproveitá-los na produção de biodiesel, conhecido como combustível verde. 

“O biodiesel é uma proposta real que mexe com a universalidade natural e reaproveita como matéria-prima produtos que estão sendo perdidos na natureza, gerando centenas de empregos e renda para população rural” garantiu o deputado Wilson Lisboa. 

Para o deputado, frutos amazônicos como murumuru, urucurí, açaí, andiroba e até o buriti podem ser reutilizados como fontes renováveis na produção do combustível verde. 

“Milhões de dólares poderiam ser adicionados ao PIB (Produto Interno Bruto) do Amazonas, se o poder público lutasse mais para que esses investimentos não morressem de uma maneira equivocada, por pura falta de interesse político e desconhecimento tecnológico. Biodiesel se produz com tecnologia” questionou o deputado. 

Ainda de acordo com o deputado, já existe um programa do Governo Federal que propõe combinar o biodiesel ao óleo diesel, uma prática ainda inexistente no Brasil, tanto pelo alto custo, quanto pelo pouco interesse e investimento no reaproveitamento de matéria-prima proveniente da natureza.

“Por Lei a Petrobras é obrigada a comprar o que for produzido no Brasil. Precisamos lutar pela independência econômica e o único jeito de não mendigarmos no futuro apoio político em Brasília para prolongarmos incentivos ao Polo Industrial de Manaus, é investindo nas potencialidades locais. 

Nosso Estado é riquíssimo” garantiu o deputado.

O assunto será  discutido em Audiência Pública na ALEAM com a presença de representantes da Secretaria do Estado de Produção Rural (SEPROR), Embrapa, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Petrobras, Eletrobrás Amazonas Energia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), estudantes e sociedade em geral. A data e horário ainda serão definidos.




Com Informação da Assessoria

sábado, 18 de maio de 2013

Governo Federal lança, no Amazonas, prêmio de reconhecimento aos esforços para alcançar igualdade social


A entrada é gratuita e podem participar representantes do poder público e da sociedade civil organizada que atuam em qualquer segmento


Além disso, farão parte da galeria nacional de práticas bem sucedidas(ODM Brasil)

A Secretaria Geral da Presidência da República em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (Searp), vai realizar em Manaus, o lançamento do 5º Prêmio ODM Brasil (Objetivos de Desenvolvimento do MIlênio), no dia 23 de maio, das 08h30 às 13h no auditório de ciências do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) à Av. André Araújo, 2963 bairro Petrópolis, Zona Sul.
A entrada é gratuita e podem participar representantes do poder público e da sociedade civil organizada que atuam em qualquer segmento.

O prêmio é um iniciativa do Governo Federal, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós Podemos para incentivar e dar visibilidade às ações, programas e projetos do poder público municipal e de entidades sociais que contribuem no cumprimento dos oito ODM (Acabar com a fome e a miséria, educação básica de qualidade para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a aids e outras doenças, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento) na sua região.

O prêmio é dividido em duas categorias: Governos Municipais e Organizações Sociais. Para concorrer, basta acessar o site www.odmbrasil.gov.br até o dia 02 de agosto e preencher a ficha de inscrição.

Serão selecionadas 60 práticas e 30 delas vão ser premiadas com um troféu de reconhecimento público e certificados de contribuição para alcançar os ODM.

Além disso, farão parte da galeria nacional de práticas bem sucedidas para servirem de referência de políticas públicas à sociedade e governos.

O Amazonas já foi premiado três vezes, através do Programa de Formação e Valorização de Profissionais da Educação (Proformar), implementado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Pesca de Peixes em Rios e Lagos para a melhoria da renda e do índice de desenvolvimento humano das comunidades onde atua a Colônia de Pescadores Z-4 do município Tefé; e Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário, desenvolvido pela Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc).




Renata Félix - MTB/AM 603

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Biodiesel alternativa econômica e limpa no Amazonas


O combustível é um lubrificante produzido a partir do petróleo e emite menos gases poluentes na atmosfera, além de ser melhor do que o diesel

E pode ser produzido com qualquer óleo vegetal, conhecido como petróleo verde(Divulgação)

A ideia do deputado estadual, Wilson Lisboa, líder do PCdoB e 1º secretário na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), é diminuir os custos, impactos ambientais e proporcionar um maior desempenho dos veículos abastecidos com óleo diesel. 

O combustível é um lubrificante produzido a partir do petróleo e emite menos gases poluentes na atmosfera, além de ser melhor do que o diesel.

“E pode ser produzido com qualquer óleo vegetal, conhecido como petróleo verde. 

A soja, amendoim, girassol e a mamona são os exemplos mais comuns de matéria-prima. Isso é o que chamo de explorar as potencialidades locais para geração de emprego e renda”, afirmou o deputado Wilson Lisboa.

De acordo com o deputado, já existe um programa do governo federal que propõe combinar o biodiesel ao óleo diesel, uma prática ainda inexistente no Brasil, tanto pelo alto custo, quanto pelo pouco interesse e investimento na produção de matérias-primas.

“Por isso a importância de incentivar o plantio e a extração, visto que por lei a Petrobras é obrigada a comprar o que for produzido no Brasil. 

Precisamos lutar pela independência econômica nos municípios e o único jeito é explorando as potencialidades locais. Nosso estado é riquíssimo”, garantiu o deputado.

O parlamentar alertou que cada dia o preço da gasolina, diesel e derivados do petróleo estão subindo. 

Em contrapartida, as reservas diminuem. 

Além do problema físico, existe também o problema político. 

A preocupação é que em cada ameaça de guerra ou crise internacional, o preço do barril do petróleo dispara e quem paga por isso é a população.

“Na produção de biodiesel será possível aproveitar produtos gerados, como glicerina, adubo e ração animal. 

Uma fonte de energia renovável, dependendo da plantação de grãos oleaginosos no campo, além de contribuir com baixo índice de poluição, não colabora com o aquecimento global, gera emprego e renda. 

E então, teremos dado os primeiros passos à tão sonhada emancipação econômica nos municípios”, garantiu Lisboa.

O assunto vai ser discutido em audiência pública na ALEAM com a presença de representantes da Secretaria do Estado de Produção Rural (Sepror), Embrapa, Instituto de Proteção Ambiental (IPAAM), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Petrobras, Eletrobrás Amazonas Energia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), estudantes e sociedade em geral. A data e horário ainda serão definidos.



Com Informação da Assessoria

segunda-feira, 22 de abril de 2013

ALEAM sedia reunião de Comissão do Senado para tratar sobre clima e biodiversidade


A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMM) do Senado, irá realizar nas Assembléias Legislativas 


Ou se vai continuar vivenciando mudanças bruscas que ocasionam problemas( Divulgação)


Dando continuidade à meta anunciada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Josué Neto (PSD), de abrir os auditórios da Casa para o uso da população e autoridades, o plenário Ruy Araújo sediou na manhã desta segunda-feira (22) a primeira reunião de uma série, que a Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMM) do Senado, irá realizar nas Assembléias Legislativas brasileiras para tratar sobre “Mudanças Climáticas e Biodiversidade: PSA e outros instrumentos econômicos”.

A reunião foi presidida pela presidente da Comissão, deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Também estiveram presentes, o vice-presidente da comissão deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) e o deputado Sarney Filho (PV-NA), o relator dos trabalhos.

A intenção da CMM é fazer um relatório a ser divulgado no fim do ano em seminário. 

“O governo brasileiro abraçou essa causa com muita força por entender que: Ou se muda a forma de interagir com a natureza.

Ou se vai continuar vivenciando mudanças bruscas que ocasionam problemas graves à população”, disse Grazziotin.

O plano de trabalho da CMM para 2013 envolve duas ações importantes: A primeira é fazer com que os projetos que tramitam sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) sejam aprovados.

De acordo com Vanessa Grazziotin o Amazonas vai ganhar muito com isso. Outro assunto é a realização de um Seminário com as Assembleias Legislativas de todos os Estados, cujo objetivo será a harmonização da Legislação Brasileira de Mudanças Climáticas.

O deputado Sarney Filho elogiou o nível dos debates realizados na ALEAM, na reunião que teve como foco o Pagamento por Serviços Ambientais, inclusive o tema tratado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Philip Feanside, que questionou a forma como será feito o pagamento dos serviços ambientais e de onde virá o dinheiro.

Também estiveram presentes os representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Social (SDS), João Talocchi e da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), João Batista Pezza Neto, o consultor da Fieam, Alexandre Kadopa e o presidente da Faea, Muni Lourenço.

Orçamento reduzido

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALEAM, deputado estadual Luiz Castro (PPS) denunciou o orçamento reduzido para a área ambiental do Amazonas, informando que apenas 0,15% do recurso estadual é voltado para tratar de questões técnica, logística e operacional.

“Ainda é um desafio acompanhar as ações que envolvem o meio ambiente neste Estado”, lamentou.



Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 6 de março de 2013

Filhote de peixe-boi é resgatado no município de Autazes (AM)

O animal foi levado ao Inpa/MCT pelo biólogo com o apoio do Batalhão Ambiental e começará a integrar o “Projeto Peixe-Boi” do Inpa com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa)

Lili foi encaminhada ao Inpa
Lili foi encaminhada ao Inpa (Alexandre Fonseca)

A pequena Lili, peixe-boi encontrado na comunidade Remanso em Autazes (município a 112 quilômetros de Manaus), foi resgatado pelo biólogo Halley Soares no último domingo (03), por volta das 16h. O filhote foi encaminhado ao Parque Robin C. Best do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) às 20h desta terça-feira (05).

O animal foi levado ao Inpa/MCT pelo biólogo com o apoio do Batalhão Ambiental e começará a integrar o “Projeto Peixe-Boi” do Inpa com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa). “Ela é recém-nascida, tem cerca de 80 centímetros e pesa aproximadamente 20 quilos”, informou o biólogo.

Após o resgate, ela recebeu os cuidados de Halley. “Ela estava sozinha e filhotes costumam sempre estar do lado da mãe, sem contar que naquela área é difícil ver um peixe-boi, o que chamou atenção. Pegamos uma canoa e colocamos em uma piscina e ficamos alimentando com leite na mamadeira”, contou.

Todo este carinho especial tem uma explicação. Este é o primeiro resgate que o biólogo realiza. O nome é uma homenagem a sua avó falecida há três anos. “Nunca havia me conectado tanto com uma vida assim. Valeu ser biólogo, por estas coisas”, disse emocionado.

Ampa

A Ampa é uma organização não governamental que surgiu da necessidade de promover atividades de proteção, conservação, pesquisa, manejo do peixe-boi e de outros mamíferos aquáticos existentes na Amazônia: lontra neotropical (Lontra longicaudis), ariranha (Pteronura brasiliensis), tucuxi (Sotalia fluviatilis) e boto-vermelho (Inia geoffrensis).

CAMILA PEREIRA

sábado, 2 de março de 2013

Nível de mercúrio nos rios da Amazônia é alvo de pesquisa

Trabalho será realizado entre o Inpa e outras instituições por meio de uma cooperação científica, nas bacias dos rios Negro e Madeira, Tocantins, Branco e Tapajós

Ribeirinho mosra um peixe capturado no rio Madeira, onde serão realizados os trabalhos
Ribeirinho mosra um peixe capturado no rio Madeira, onde serão realizados os trabalhos (Arquivo A Crítica)
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) discute cooperação para participar de um projeto sobre o desenvolvimento de biomarcadores de toxidade do mercúrio em cinco rios da bacia Amazônica. Os detalhes da cooperação foram debatidos em reunião que aconteceu no fim da tarde dessa quarta-feira (20), na sede da entidade, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus.

O projeto, que conta com a participação das Universidades de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/Goiás), foi financiado pela Energia Sustentável do Brasil por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (P&D/ANEEL).

De acordo com Ézio Sargentini, pesquisador representante do Inpa na cooperação, a área de atuação será nas bacias dos rios Negro e Madeira, Tocantins, Branco e Tapajós. Segundo o pesquisador, a cooperação científica já foi firmada.

“Todos nós chegamos a um acordo, faltam apenas questões jurídicas. Nessa parceria vamos atuar de várias formas, tanto no conhecimento e tecnologia como na troca de informações entre as instituições”, disse.

Trabalhos

Os estudos baseiam-se na criação de mecanismos de vigilância toxicológicos associados ao mercúrio para garantir a saúde da população ribeirinha.

“A ideia é encontrar biomarcadores que possam refletir alterações no ambiente em curto espaço de tempo e a partir daí criar índices de vigilância que poderão ser adotados em novos empreendimentos hidrelétricos no setor na região amazônica”, explica o pesquisador da UnB, Luiz Fabrício Zara.

Ainda de acordo com Zara, a pesquisa irá utilizar um novo biomarcador para medir os níveis de mercúrio em diferentes amostras.

“Para o desenvolvimento desse novo biomarcador iremos utilizar uma tecnologia chamada de Metalômica, que é onde você separa as suas proteínas e busca depois possíveis metaloproteínas (proteínas que contém um ou mais íons metálicos em sua estrutura). É uma interface entra biologia e a química analítica. Com isso iremos trabalhar com amostras de peixe e leite materno”.

A escolha do peixe, segundo o pesquisador, está diretamente relacionada à cadeia alimentar.

Antes do peixe ser consumido, ele já acumulou - por meio da biomagnificação e bioacumulação -, um alto teor de mercúrio em sua estrutura, podendo assim apresentar uma ameaça para a população que o consome. 

Se tornando um bioindicador, as proteínas do peixe serão extraídas e separadas em busca da maior ligação de proteínas com o mercúrio.

“A outra fonte, direcionado para o leite materno, é devido à necessidade de aprofundarmos esse conhecimento do mecanismo de transferência desse metal, que é neurotóxico, via o leite. O potencial de toxidade nessa primeira fase da vida criança é grande”, alerta o pesquisador.

Após o consumo do peixe pelo homem, o mercúrio presente na espécie pode atacar o sistema nervoso central. Os sintomas podem ser reconhecidos com tremores, perda de visão periférica, de olfato, de paladar e em alguns casos, levar a morte.
“Por isso é importante entender a dinâmica do mercúrio associada à expansão do setor hidrelétrico”, conclui Zara



ACRITICA


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Peixe-boi resgatado em Coari (AM) chega ao Inpa

O filhote que recebeu o nome de Sol, está ferida na nadadeira direita e apresenta sinais de desidratação.

Um verdadeiro mutirão foi organizado para resgatar o peixe-boi
Um verdadeiro mutirão foi organizado para resgatar o peixe-boi (Divulgação)
Um filhote de peixe-boi do sexo feminino, com aproximadamente cinco a seis meses de vida, medindo cerca de 90 centímetros, foi resgatado na última terça-feira (06), por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Coari e conduzido, de avião, ao Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa), em Manaus.

Ele está ferido na nadadeira direita, um pouco abaixo do peso e apresenta sinais de desidratação. “No geral, ele apresenta bom estado físico”, assegura Afrânio César, engenheiro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Sematur). A mãe, provavelmente foi capturada e morta no rio Solimões, próximo à comunidade rural Amazonino Mendes, na região do baixo Solimões.

Um verdadeiro mutirão foi organizado pela secretária Regina Glória Cerdeira para resgatar o mamífero de aproximadamente 15 quilos. Depois de receber a informação de que um peixe-boi estava sendo mantido dentro de uma canoa alagada e sendo alimentado pela agricultora Maria Valdilene Souza e seus filhos, a operação resgate foi organizada e realizada com sucesso.

Depois de uma hora de viagem, em voadeira, até a comunidade, "Sol" (nome dado por ter sido capturada no rio Solimões) ganhou um tanque com 300 litros de água.
No avião, providenciado pela prefeitura local, Sol ganhou um colchonete com toalhas molhadas, leite na mamadeira e carinho de todos. O avião decolou, às 14h15 levando o animal acompanhado de uma técnica da Sematur, que fez a entrega aos pesquisadores do Inpa, na capital amazonense.

ACRITICA

Árvores mortas no Amazonas não são devidamente contabilizadas no balanço de carbono

Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo cientista Jeffrey Chambers, do Laboratório Nacional de Berkeley (EUA), revelou que entre 9,1 a 16,9% da mortalidade de árvores no Amazonas é omitida

A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)
A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) (Divulgação / Inpa)
Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo cientista Jeffrey Chambers, do Laboratório Nacional de Berkeley (EUA), revelou que entre 9,1 a 16,9% da mortalidade de árvores no Amazonas é omitida em análises convencionais, que são baseadas apenas em inventários florestais. Na prática, segundo o estudo, árvores mortas não são devidamente contabilizadas no balanço de carbono.

A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O estudo foi liderado pelo pesquisador Jeffrey Chambers e teve como co-autores  Niro Higuchi, Alan Di Vittorio, Robinson Negron-Juarez, Daniel Marra, Joerg Tews, Dar Roberts, Gabriel Ribeiro e Susan Trumboree. Destes, cinco pesquisadores são ligados ao curso de pós-graduação em Ciências de Florestas Tropicais (CFT) do Inpa.

O artigo é baseado em estudos realizados em uma área de mais de 1500 km2 nas proximidades de Manaus (AM) e combinou imagens de satélite de uma série histórica de mais de 20 anos e trabalhos de campo. Com as informações foi desenvolvido um modelo de simulação.

A finalidade era aumentar o que os cientistas chamam de “grau de perturbação” em termos de mortalidade da queda de uma árvore individual a uma grande clareira provocada por uma tempestade, como a que ocorreu em 2005 na Amazônia.

De acordo com o artigo os estudos demonstraram que “para entender o papel da floresta amazônica nas trocas gasosas entre biosfera e atmosfera, as informações precisam ter escala espacial e temporal e não há como entender este papel sem a combinação de trabalhos de campo e sensoriamento remoto”. O artigo menciona também que as imagens de satélite cobrem grandes áreas, mas não oferecem a precisão necessária; ou seja, os trabalhos de inventário têm precisão, mas não tem escala (espacial).

Mudanças

Para o pesquisador do Inpa, Niro Higuchi, a região precisa se preparar para possíveis mudanças no ambiente. “Diante das mudanças climáticas globais, a Amazônia tem que se preparar para as devidas adaptações. Para isto, é preciso dimensionar as vulnerabilidades da região, quando submetida a eventos catastróficos como tempestades severas e secas prolongadas, além das intervenções antropogênicas (humanas)”, afirmou.

Ainda segundo os autores do artigo, “como é bem provável que as mudanças climáticas pretéritas continuem causando tempestades e secas cada vez mais intensas no presente e no futuro, o entendimento dos seus efeitos sobre as florestas tropicais se torna imprescindível”.

Com informações da Ascom.

sábado, 6 de outubro de 2012

Filhote de peixe-boi morre após ser resgatado no Amazonas

Filhote tinha ferimentos de arpão no corpo; uma necropsia será feia para apontar o que teria motivado a morte do mamífero

O veterinário Anselmo D’Affonseca mostra os ferimentos encontrados no corpo do peixe-boi resgatado na terça-feira
O veterinário Anselmo D’Affonseca mostra os ferimentos encontrados no corpo do peixe-boi resgatado na terça-feira (Ney Mendes)

O filhote de peixe-boi de aproximadamente um metro de comprimento, resgatado na quarta-feira (03),pelo Batalhão de Policiamento Ambiental do Amazonas (BPAMB), no Município de Manaquiri (a 65 quilômetros de Manaus), chegou sem vida ao Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (LMA-Inpa), no Bosque da Ciência, Zona Sul. Somente este ano, sete mamíferos foram resgatados pela instituição.

De acordo com o veterinário responsável do LMA-Inpa, Anselmo D’Affonseca, o peixe-boi é alvo do comércio ilegal de carnes de mamíferos no Amazonas. O veterinário suspeita de que o filhote tenha sido morto devido aos ferimentos oriundos de arpão de pescadores.

Ainda conforme o veterinário, a carne é muito apreciada pela população do interior e também da capital, e pode ser encontrada, de forma clandestina, em feiras de vários municípios do Estado. Na capital, ela chega, normalmente, por encomenda. “A morte do filhote é um caso atípico porque, geralmente, os caçadores não matam a cria, que é o principal motivo de atração de outros mamíferos”, disse.

Hoje, segundo o veterinário Anselmo D´Affonseca, o espaço do animal está limitado. “Nesse período, o problema maior é a seca, que limita o espaço para o mamífero, criando uma situação de locais restritos e desfavoráveis a ele”, disse.

Segundo o Inpa, o mamífero passará por necropsia para identificar as causas da morte e será colocado à disposição da coleção de mamíferos aquáticos do instituto para estudo. Segundo ele, o peixe-boi está na lista dos mamíferos que correm o risco de extinção.

Proximidade

Segundo a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), os caçadores de mamíferos podem morar próximos às comunidades que fazem a denúncia. “O peixe-boi é um animal dócil, carismático e tem a carne bastante procurada. Então, há suspeitas de que os matadores morem perto das comunidades que ajudam a resgatar o filhote”, disse a bióloga Isabel Reis.


MILTON DE OLIVEIRA

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ciência deve ajudar cadeia produtiva da castanha

A contaminação está relacionada às condições de armazenamento, secagem e exposição das castanhas à umidade relativa da região, facilitando a ocorrência de aflatoxinas

Fungos além de comprometerem a saúde também ameaçam a cadeia econômica do fruto, na Amazônia
Fungos além de comprometerem a saúde também ameaçam a cadeia econômica do fruto, na Amazônia (Divulgação )

Alimento com alto valor nutricional, rico em selênio, proteínas, vitaminas, e ácidos graxos insaturados, a castanha-do-brasil está com sua cadeia produtiva ameaçada pela contaminação de micotoxinas (toxinas produzidas por fungos) com potencial cancerígeno.
Pesquisadores de várias unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades e instituições de pesquisa, articulados no projeto de pesquisa Micocast, sob a liderança da Embrapa Acre, buscam contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e gerar informações científicas que auxiliem no diagnóstico e controle da contaminação da castanha-do-brasil por essas toxinas.

A informação foi apresentada pela pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Daniela Bittencourt, durante a palestra “Micotoxinas em amêndoas da castanheira-do-brasil”, realizada na programação do 45° Congresso Brasileiro de Fitopatologia, encerrada nessa quinta-feira (23), em Manaus.

A contaminação está relacionada às condições de armazenamento, secagem e exposição das castanhas à umidade relativa da região, facilitando a ocorrência de aflatoxinas (do tipo B1, B2, G1 e G2) em toda a cadeia produtiva da castanha-do-brasil. As aflatoxinas são produzidas principalmente pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, e são potencialmente cancerígenas para o ser humano.

A pesquisadora expôs um panorama da situação de contaminação das amêndoas de castanha-do-brasil, destacando que é um problema que coloca em risco a saúde pública e também compromete a economia da região amazônica, pois o produto que antes era exportado para o mercado europeu passou a ser recusado, diante de medidas mais restritivas da comunidade européia em relação aos níveis tolerados de aflatoxina, o que desencadeou redução de mais de 90% nas exportações, a partir dessas restrições.

“Os lotes contaminados de castanha que não puderam ser exportados passaram a ser redirecionados ao mercado interno menos restritivo, constituindo-se em um risco para a saúde da população brasileira”, informou a pesquisadora.

“Isso não quer dizer que comer castanha necessariamente dá câncer”, esclareceu a pesquisadora Daniela, informando que dependendo da quantidade e frequência do consumo de castanhas contaminadas com aflatoxinas, combinadas com fatores do organismo de cada indivíduo, isso pode tornar propício o desenvolvimento de câncer. 

Outro aspecto citado pela pesquisadora da Embrapa, é que pesquisas mostram que a concentração de aflatoxinas reduz quando se adota boas práticas de beneficiamento. Havendo investimento tecnológico e organização da cadeia produtiva da castanha-do-brasil para se ter um escoamento mais rápido, diminuindo o tempo de armazenamento e adotando melhorias no beneficiamento, o nível de aflatoxina presente nas amêndoas diminuirá.

Exemplo
 
A Bolívia foi citada pela pesquisadora como o país que tem investido em processamento para vender suas castanhas com melhor qualidade que o Brasil, dando um salto nas exportações, que responde por 70% do mercado mundial de castanha, sendo que grande parte de sua produção é comprada do Brasil, que produz de 45 a 60 mil toneladas por ano e emprega 60 mil famílias. Grande parte das castanhas-do-Brasil que deixaram de ser vendidas para o mercado europeu, são vendidas para a Bolívia que as beneficia e  exporta, agregando valor ao produto.

“Estamos perdendo mercado e divisas”, alertou a pesquisadora.
Nesse contexto, a Embrapa vem dando sua contribuição em pesquisas voltadas para a melhoria da cadeia produtiva e da qualidade da castanha-do-Brasil, que é um fonte importante de alimento e também de atividade de produção florestal não-madeireira, na Amazônia.

Pesquisa
 
Um passo importante foi a caracterização da cadeia produtiva para identificar quais etapas eram mais afetadas por altos níveis de contaminação por aflatoxina, isso foi realizado a partir de estudos no Pará e Acre, com participação das unidades da Embrapa nesses estados, por meio do projeto Safenut, realizado de 2006 a 2008, sob coordenação do Centro de Cooperaçao Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), com sede na França. Essa caracterização continua, com a participação da Embrapa, agora nos estados do Amazonas e Amapá, por meio do projeto em rede Micocast, iniciado em 2009 com término para o final de 2012.

Os esforços desse projeto estão direcionados para inovações tecnológicas para o controle da contaminação da castanha-do-brasil por aflatoxinas. Isso inclui estudos epidemiológicos e estudos sobre a diversidade da população dos fungos, além do desenvolvimento de alternativas tecnológicas para aprimorar a secagem de forma mais rápida e eficiente e ainda o desenvolvimento de métodos rápidos e menos onerosos de detecção de fungos produtores de aflatoxinas e micotoxinas na castanha.

Daniela Bittencourt juntamente com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rogério Hanada, pesquisam a diversidade de fungos isolados e identificaram, por meio da biologia molecular, os fungos que mais ocorrem e produzem aflatoxinas nas castanhas. Os resultados parciais mostram diversidade genética elevada desses fungos.

De acordo com ela, os resultados serão importantes para desenvolver uma ferramenta molecular para identificação de fungos do gênero Aspergilus spp. produtores de micotoxinas no fruto. A pesquisadora explicou que atualmente, a técnica oficial de detecção da aflatoxina e outras micotoxinas é a cromatografia, que detecta a toxina, mas não o fungo, não sendo recomendada no monitoramento da cadeia produtiva.

“A identificação precisa destes organismos associada à melhor compreensão dos mecanismos moleculares que desencadeiam a produção de aflatoxinas por Aspergillus spp., possibilitará o desenvolvimento de um método diagnóstico molecular rápido, eficiente e sensível, que não onere demasiadamente o custo final do produto, ao mesmo tempo em que garanta a sua qualidade”, informou a pesquisadora.

ACRITICA