terça-feira, 10 de novembro de 2015

Polícia encontra R$ 13 mil escondidos na casa do prefeito de Iranduba (AM)

Foragido, Xinaik Medeiros e secretários são suspeitos de fraude em licitações. Polícia, CGU e Ministério Público cumprem 20 mandados judiciais na cidade na Operação Cauxi. Três já foram presos


Autoridades na frente da casa do prefeito Xinaik Medeiros (Winnetou Almeida)



Policiais Civis do Departamento de Repressão  ao Crime Organizado (DRCO) e agentes da Controladoria Geral da União (CGU) cercaram no início da manhã desta terça-feira (10) a prefeitura do município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. Inicialmente, o objetivo é dar cumprimento a mandados de busca e apreensão e prisão, inclusive do prefeito da cidade, Xinaik Medeiros. Três já foram presos. 


O procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE) Fábio Monteiro revelou que foram descobertas fraudes em licitações na cidade a partir de denúncias de empresários que foram coagidos a pagar propina para conseguir contratos da gestão pública. O prefeito é considerado foragido e as equipes encontraram R$ 13 mil em espécie na casa de Xinaik Medeiros. 
Além do prefeito, mais quatro pessoas que ainda não tiveram seus nomes revelados são procuradas, alguns são empresários. Ao todo são 20 mandados judiciais. A secretária de Inteligência, Tâmara Asad, confirmou que o prefeito é considerado foragido. As equipes foram à casa do prefeito averiguar se no local estão escondidas quantias em dinheiro.


De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate as Organização Criminosa (Gaeco), promotor Lauro Tavares, entre os presos estão a irmã do prefeito Nádia Medeiros, o secretário de finanças David Queiroz e Edu Correa Souza.
Os mesmos são acusados de crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal.
Foram decretadas as prisões preventivas do prefeito Xinaik da Silva Medeiros, do secretário de Finanças, da presidente temporária da comissão permanente de licitação, da tesoureira do fundo municipal de saúde, do secretário municipal de infraestrutura e a condução cooercetiva de mais de 15 pessoas - além de dez mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em órgãos da administração municipal, residências e empresas.
Estão sendo investigadas práticas de crimes em contratos de obras, serviços e aquisição de materiais estimados em mais de R$ 56 milhões, que motivaram o bloqueio judicial dos bens dos envolvidos, visando o retorno dos valores subtraidos para os cofres públicos.

Com Informação da Acessória  


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