Foragido, Xinaik Medeiros e secretários são suspeitos de fraude em licitações. Polícia, CGU e Ministério Público cumprem 20 mandados judiciais na cidade na Operação Cauxi. Três já foram presos
Policiais
Civis do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e agentes
da Controladoria Geral da União (CGU) cercaram no início da manhã desta
terça-feira (10) a prefeitura do município de Iranduba, na Região Metropolitana
de Manaus. Inicialmente, o objetivo é dar cumprimento a mandados de busca e
apreensão e prisão, inclusive do prefeito da cidade, Xinaik Medeiros. Três já
foram presos.
O procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE) Fábio Monteiro revelou
que foram descobertas fraudes em licitações na cidade a partir de denúncias de
empresários que foram coagidos a pagar propina para conseguir contratos da
gestão pública. O prefeito é considerado foragido e as equipes encontraram R$
13 mil em espécie na casa de Xinaik Medeiros.
Além do prefeito, mais quatro pessoas que ainda não tiveram seus nomes
revelados são procuradas, alguns são empresários. Ao todo são 20 mandados
judiciais. A secretária de Inteligência, Tâmara Asad, confirmou que o prefeito
é considerado foragido. As equipes foram à casa do prefeito averiguar se no
local estão escondidas quantias em dinheiro.
De acordo com o coordenador
do Grupo de Atuação Especial de Combate as Organização Criminosa (Gaeco),
promotor Lauro Tavares, entre os presos estão a irmã do prefeito Nádia
Medeiros, o secretário de finanças David Queiroz e Edu Correa Souza.
Os mesmos são acusados de
crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica,
fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal.
Foram decretadas as prisões
preventivas do prefeito Xinaik da Silva Medeiros, do secretário de Finanças, da
presidente temporária da comissão permanente de licitação, da tesoureira do
fundo municipal de saúde, do secretário municipal de infraestrutura e a
condução cooercetiva de mais de 15 pessoas - além de dez mandados de busca e
apreensão que estão sendo cumpridos em órgãos da administração municipal,
residências e empresas.
Estão sendo investigadas
práticas de crimes em contratos de obras, serviços e aquisição de materiais
estimados em mais de R$ 56 milhões, que motivaram o bloqueio judicial dos bens
dos envolvidos, visando o retorno dos valores subtraidos para os cofres
públicos.
Com Informação da Acessória

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