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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Fiscalização do MTE descobre 41 pessoas submetidas a trabalho escravo no Amazonas

Na Região Norte, vale destacar que o Acre está entre os cinco Estados onde mais ocorre trabalho escravo no Brasil


Na Região Norte, foram realizadas 74 fiscalizações e 337 trabalhadores escravos identificados (Agência Brasil)


Uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2014, identificou 41 pessoas que realizavam trabalho escravo no Estado do Amazonas. Na Região Norte, vale destacar que o Acre está entre os cinco Estados onde mais ocorre trabalho escravo no Brasil.

De acordo com a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae/MTE), foram localizadas 55 pessoas no município de Tarauacá (AC) que trabalhavam como escravos na criação de gado bovino de corte. O município de Macaé (RJ) é o campeão com 118 ações, na construção civil, identificadas como trabalho escravo.
Na Região Norte, foram realizadas 74 fiscalizações e 337 trabalhadores escravos identificados, sendo o Pará com o maior número, um total de 107, seguido por Tocantins (90), Acre (74), Amazonas (41) e Roraima, com apenas 25  identificações de trabalhadores.
Esses números são o resultado da fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), vinculadas à Detrae e também da atuação dos auditores fiscais do Trabalho lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo País.
Somente no ano passado foram realizadas 248 ações fiscais e mais 1.590 trabalhadores submetidos à situação semelhante à escravidão foram resgatados. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28), no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
“Os dados ainda que em fase de consolidação, indicam atuação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo (GEFM), decorrente dessas parcerias, em municípios e em atividades econômicas antes não abordados com rotina pela Inspeção do Trabalho”, diz o chefe da Detrae, Alexandre Lyra,
Os cinco Estados em que mais ocorreram ações fiscais (Grupo Especial de Fiscalização Móvel e unidades descentralizadas) foram: Minas Gerais, Pará, São Paulo, Maranhão e Tocantins. 
As atividades com maior incidência de ações fiscais nas quais foram identificados trabalhadores em situação análoga à de escravo, em nível nacional, foram: pecuária, construção civil, indústria madeireira, agricultura e carvão,  um total de 178 fiscalizações.
Nas fiscalizações do MTE, ocorreram a identificação de seis trabalhadores em trabalho escravo em um total de sete ações fiscais na atividade relacionada à pesca de peixes.
Segundo a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), a análise do enfrentamento do trabalho em condições análogas às de escravo, relativa ao ano de 2014, materializa a efetivação de parcerias inéditas no trato da questão, podendo ser referenciadas ações fiscais realizadas com o Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A critica.com


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Desmatamento cai 18% na Amazônia Legal em um ano; Amazonas reduziu ação em 20%

Os Estados brasileiros que mais desmataram foram o Pará, Mato Grosso e Rondônia. Entre 2013 e 2014, o Amazonas desmatou um total de 464 km². Essa é a segunda menor taxa desde que o Inpe começou a medi-la, em 1988


O estado do Amazonas reduziu o desmatamento em 20% no período de um ano(Agência Brasil)


O desmatamento caiu 18% na Amazônia Legal no período entre agosto de 2013 e julho de 2014, em relação ao período anterior – agosto/2012 a julho/2013. Os dados estimados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa de 4.848 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 5.891 km² do período anterior.

O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso. O cálculo da taxa de desmatamento foi obtida após o mapeamento de 89 imagens de satélite.
A avaliação do Inpe mostra que essa é a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Prodes. De 2004 a 2014, a redução na taxa de desmatamento foi 83%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. A menor taxa foi registrada em 2012, quando foram desmatados 4.571 km².
Os estados que mais desmataram no último período foram o Pará, com 1.829 km² desmatados; o Mato Grosso, 1.048 km²; e Rondônia, com 668 km². Entre 2013 e 2014, o Acre desmatou 312 km²; Amazonas, 464 km²; Maranhão, 246 km²; Roraima, 233 km²; e Tocantins, 48 km².
"Apenas os estados do Acre e Roraima apresentaram taxa de crescimento do desmatamento, em relação ao período 2012/2013, de 41% e 37%, respectivamente. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o trabalho agora será de detectar os locais de pressão de desmatamento nesses estados. “Vamos conversar com os governos estaduais e olhar a fiscalização. Embora do ponto de vista de magnitude, [o desmatamento nesses estados] não seja expressivo, como temos no Pará, em Mato Grosso e Rondônia, tradicionalmente estados mais representativos da pressão de desmatamento, e eles tiveram redução”, disse.
O estado do Maranhão reduziu o desmatamento em 39%, comparado a 2012/2013; Tocantins, 35%; Rondônia, 28%; Pará, 22%; Amazonas, 20%; e Mato Grosso, 8%.
Após anunciar aumento de 29% do desmatamento em 2012/2013, a ministra disse que a redução de 18%, neste ano, deve-se ao trabalho de inteligência na fiscalização e da busca pela regularização ambiental. “Mudamos o patamar da fiscalização para uma fiscalização preventiva. É um reconhecimento ao trabalho dos fiscais do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], da Força Nacional e dos sistemas criados para fortalecer a fiscalização ambiental, que estão trazendo resultados”, ressaltou Teixeira.



ANDREIA VERDÉLIO/AGÊNCIA BRASIL

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aleam sedia 1º Encontro de Catadores de Recicláveis da Amazônia Legal


Agora poderemos proporcionar aos catadores uma troca de experiências com os catadores de outros estados


O Encontro visa à troca de experiências entre os catadores com a participação(conexaotrabalhador.com.br)


As associações de catadores dos estados da Amazônia Legal participaram da abertura do 1º Encontro de Catadores de Recicláveis da Amazônia Legal na manhã desta terça-feira (11), no Auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), durante os dias 11 e 12 de junho.

O Encontro visa à troca de experiências entre os catadores com a participação de cooperativas e associações dos estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins, além do Amazonas.

O presidente da ALEAM, deputado estadual Josué Neto (PSD), afirmou o apoio da Casa ao evento. “A ALEAM está disponível para sediar encontros que propiciem o incentivo ao trabalho e à troca de experiências, como é o caso desse evento”, declarou Josué.

Autoridades como o deputado estadual Luiz Castro (PPS), Gilberto Warley, articulador nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Irineide Lima, articuladora do Amazonas no MNCR, Daniela Metello, representante da Secretaria Geral da Presidência da República, entre outros estiveram presentes.


O deputado estadual e presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALEAM, Luiz Castro, apontou a importância da presença das autoridades no evento.

“Agora poderemos proporcionar aos catadores uma troca de experiências com os catadores de outros estados e com as autoridades aqui presentes, dando mais visibilidade ao trabalho desenvolvido”, declarou.

A representante do MNCR no Amazonas, Irineide Lima, destacou a forte presença dos catadores do Amazonas. 

“Apesar da logística difícil do nosso Estado, a participação dos catadores foi maciça. 

Agora, nesse encontro inédito temos a chance de pedir aos gestores que efetivem as políticas públicas voltadas ao setor ”, afirmou.


Com Informação da Assessoria