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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cheia do Rio Madeira deixa Manicoré em estado de alerta

Famílias inteiras por causa do forte inverno amazônico 


Casa de um ribeirinho sendo engolida pela cheia do Madeira (Foto: Edy Lima)




Prefeito em Exercício de Manicoré Paulo Sérgio Barbosa esteve visitando na tarde de ontem (27), as comunidades de São João da Ponta Grossa e Sururu, ambas no médio madeira. Por causa da cheia do Rio Madeira o que se ver é uma cena triste. Plantações de mandioca, banana, cacau, macaxeira, milho, pimentões, cebolinha e cheiro verde, estão todos submersos.


Paulo Sérgio olhando o estrago que a água do madeira já fez com o milho( Foto: Edy Lima)




Prevendo o pior, muitos ribeirinhos já abandonaram suas casas.Famílias inteiras por causa do forte inverno amazônico foram obrigadas a procurar terra firme ou ir para casa de parentes na cidade de Manicoré. Mas alguns ainda resistem o fenômeno da natureza e teimam em deixar o pouco que ainda resta.



Casas da Comunidade de Sururu. Região do médio madeira (Foto: Edy Lima)



O que se ver são cenas de pura catástrofe, casas todas no fundo, troncos de madeiras sendo arrastados e, árvores inteiras sendo arrancadas pela raiz e sendo levada pela forte correnteza. Com tudo algumas famílias ribeirinhas não tendo muita opção aonde irem insistem em ficar mesmo correndo o risco de ter sua casa tomada pela água e ao mesmo tempo de ser invadida por cobras ou jacarés.

Edson Rodrigues é um desses ribeirinhos que ainda resiste à cheia do rio madeira. Junto com sua família eles dividem o pequeno espaço da casa que ainda não foi tomada pela água. Suas criações, ou seja, galinhas, patos, cachorros e porcos estão agasalhadas em uma maromba, espécie de assoalho improvisado feita de madeira e tábuas, que fica acima do nível do rio, podendo ser erguida a qualquer momento se assim for preciso.



Plantação de cocô sendo dizimada pela as águas turvas do madeira (Foto: Edy Lima)


Um dia antes da visita do prefeito a Comunidade de Sururu, dona Inês esposa de seu Edson, contou que estava lavando roupa na varanda de sua casa, quando de repente ela sem querer deu uma olhada em sua volta e avistou um enorme Jacaré que lhe observava, segundo ela, o animal estava uns quatro metros de distancia; “Tomei um baita susto, sem dúvida nenhuma, se eu não tivesse visto ele antes, teria me pegado”. Disse dona Inês que teme pela segurança de seus filhos e netos.



Plantação de Mandioca totalmente destruída pela enchente (Foto: Edy Lima)



Perguntado sobre a situação que essas famílias se encontram as margens do rio madeira, o prefeito em exercício Paulo Sérgio disse que, “O governo municipal está bastante sensibilizado, que nas próximas horas irá decretar estado de calamidade pública, não podemos deixar de forma alguma nossos irmãos a mercê da sorte”. Disse ainda, “Vamos buscar apoio através da Defesa Civil do Estado do Amazonas, junto ao Governador Omar Aziz e se possível a, Presidência da República, para minorar as perdas das famílias ribeirinhas”.




Edy Lima DRT/AM 1823

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dezesseis municípios decretam 'situação de emergência' no AM

Os últimos a entrarem na classificação foram Lábrea, Jutaí e Boa Vista do Ramos, segundo informações do Diário Oficial dos Municípios do Amazonas

Lábrea foi um dos dois municípios a decretar situação de emergência nesta quarta-feira
Lábrea foi um dos dois municípios a decretarem situação de emergência nesta quarta-feira (Divulgação/Seplan)
Outros dois municípios decretaram estado de emergência nesta quarta-feira (30/01) no Amazonas: Lábrea e Jutaí. Com eles, já são 16 as cidades no Estado nesta situação, segundo informações publicadas no Diário Oficial dos Municípios. Em todos os casos, a validade dos decretos é de 90 dias, prorrogáveis por igual período, e as contratações para a garantia dos serviços básicos ficam liberadas sem a necessidade de licitação, conforme prevê a Lei 8.666/93.

Na última segunda-feira, Boa Vista do Ramos decretou situação de emergência. Além desses municípios, Envira, Parintins, Ipixuna, Uarini, Novo Airão, Tefé, Coari, Rio Preto da Eva, Maués, Benjamin Constant, Beruri, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara também publicaram decretos neste sentido.

Marlene Gonçalves Cardoso, prefeita da Jutaí, alegou que a situação no município é caótica, uma vez que a Unidade Básica de Saúde Anastácio Ribeiro e postos de saúde da zona rural da localidade apresentam sérios danos estruturais, a exemplo dos “telhados danificados, comprometimento dos sistemas elétrico e hidráulico, falta de medicamentos e equipamentos essenciais para o atendimento à população”.

Ela também destaca danos em estruturas de escolas municipais que colocam em risco o ano letivo, problemas na coleta de lixo, “o grande número de crateras nas ruas da cidade”, o abandono da rede de iluminação pública, o sucateamento dos veículos pertencentes à prefeitura e a ausência de materiais didáticos pedagógicos, bem como de merenda escolar, móveis e equipamentos destinados à saúde e educação.
Suspensão de contratos

Ainda na edição desta quarta-feira do Diário Oficial dos Municípios do Amazonas, a prefeita publicou Decreto extinguindo os contratos celebrados durante as administrações anteriores relativos à execução de obras, locação e fornecimento de bens, entre outros.

A justificativa de Marlene Gonçalves Cardoso foi a “ausência de documentos que comprovem a legalidade das contratações [...]. Eventuais interessados terão o prazo de 15 dias para comprovar, perante a Secretaria Municipal de Administração e Finanças a legalidade dos instrumentos e necessidade das respectivas contratações, podendo a atual Administração convalidar os atos ou extingui-los unilateralmente”.

Lábrea

Em Lábrea, o prefeito Evaldo de Souza Gomes decretou situação de emergência em decorrência da falta de medicamentos, problemas na estrutura de postos de saúde e hospital público sem condições de atender pacientes de urgência e emergência.
Ele também informa que há atraso nos pagamentos dos servidores, desabastecimento de gêneros alimentícios, de combustível, dívidas previdenciárias e comprometimento da manha viária do município, além da falta de trafegabilidade da BR-230. Ele classifica como caótica a situação da cidade.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

'Moradias flutuantes' são montadas para ribeirinhos

Ao menos 40 famílias serão levadas para as 11 barracas de emergência instaladas em balsas localizadas nas comunidades do município do Careiro da Várzea

Barracas dispõem de estrutura de moradia, para atender as famílias ribeirinhas
Barracas dispõem de estrutura de moradia, para atender as famílias ribeirinhas (Divulgação)

Para atender as famílias que estão desabrigadas por conta da enchente, o Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec), montou no município do Careiro da Várzea – localizado a 20 quilômetros de Manaus -, que está em Estado de Calamidade Pública, moradias flutuantes.
As 11 barracas de emergência foram instaladas em balsas localizadas nas comunidades Marimba e Igarapé dos Reis. As barracas dispõem de estruturas de moradias com banheiros químicos, fornecimento de água, alimentação e kits dormitório.
As instalações têm capacidade para abrigar pelo menos 40 famílias, que estão sendo transferidas gradativamente.
Na comunidade do Marimba, a uma hora da sede do município, o  pescador Flaviano Sales,31, abandonou a casa  sob a ameaça da mesma ser arrastada a qualquer momento pela correnteza. Ele já foi transferido com a família para um dos abrigos flutuantes da Defesa Civil do Amazonas.

Outros abrigos

Na Escola Municipal Balbina Mestrinho, no sede do município, 30 famílias também já estão abrigadas provisoriamente. Nesta unidade escolar, que também já sofre os impactos da enchente, serão construídas marombas - assoalhos suspensos -, para que as barracas da Defesa Civil sejam instaladas no local.
Outras 10 barracas foram instaladas na orla da cidade. Com capacidade para até 20 famílias.
No ginásio Municipal José Francisco Batista, marombas também serão construídas para possibilitar a instalação de novas estruturas de moradia.

ACRITICA